Grandes Cineastas: KAR WAI WONG

Por Roberto Souza.

Muitas vezes os cinéfilos lamentam não contar mais com os grandes diretores do passado. Mais de uma geração de mestres passou, parecendo não haver seguidores à altura de suas lições e segredos. Há quem chame isso de saudosismo. Outros apenas encaram como uma constatação óbvia e inevitável que o cinema atual parece ter se desvirtuado, saído dos trilhos ao desprezar às experiências anteriores em favor de efeitos e artificialismos. Mas nem tudo está perdido, pois a capacidade de renovação felizmente continua no cerne de qualquer manifestação artística. É o caso do chinês Kar Wai Wong, cuja filmografia vem se constituindo num dos alicerces do cinema moderno, com uma sólida carreira que já acumula quinze filmes.

Nascido em 1956, Wong viveu em Shanghai porém, aos cinco anos, sua mãe emigrou para Hong-Kong, abandonando o pai e outros dois filhos, levando-o junto na empreitada. Sem falar o dialeto local, o cantonês, até os 13 anos, sua infância foi solitária e difícil. Nessa época começou a demonstrar uma inclinação pela arte, em especial pelo desenho, mas logo seu foco era outro. Aos 24 anos, após se formar como desenhista gráfico, o ingresso num curso de preparação para roteiristas mudou o rumo de sua vida. As imagens que o fascinaram tanto na juventude agora podiam ter movimento. As idealizações e sonhos dos anos de solidão, a necessidade de compartilhar e comunicar, inibida por tanto tempo, estava prestes a ganhar forma cinematográfica.

Após seis anos trabalhando como fazedor de roteiros, começou a dirigir filmes publicitários e clipes musicais. Sua primeira chance nos longametragens veio em 1988, ao rodar WONG GOK KA MOON (inédito no Brasil), segundo a crítica internacional uma estimulante mistura de paixão e crime emoldurada pelos neons de Hong-Kong. Logo no seu segundo filme, DIAS SELVAGENS (A Fei Jing Juen), de 1991, o exorcismo de velhas inseguranças se faz presente: um rapaz descobre que não foi criado por sua mãe biológica, enquanto fica indeciso também pelo amor de duas mulheres. A sobrevivência e instabilidade das relações sentimentais ganham seu primeiro capítulo, sob um estilo visualmente suntuoso, com uma busca pelo apuro visual através da iluminação.

A evolução gritante de filme para filme culminou com a obra-prima AMOR À FLOR DA PELE (Fa Yeung Nin Wa), de 2000, onde dois vizinhos descobrem que seus respectivos cônjuges mantém um caso, iniciando também um relacionamento romântico, temperado pelo choque entre a solidão e o desejo. Com técnica impecável, tudo é tratado com extrema sutileza: imagens lentas, o ritmo da música, a suavidade da iluminação, o sexo apenas sugerido e não explícito, deixando a intensidade por conta das emoções latentes no interior do casal, numa atmosfera onírica e melancólica. Esse domínio consciente da forma em função do conteúdo, essa maneira de pensar as soluções visuais como contraponto à narrativa, revelam um artista maduro e capaz de manipular os instrumentos que o cinema oferece. O reconhecimento veio através de uma enxurrada de 31 prêmios internacionais, em diversos festivais e mostras.

Embora creditado como roteirista de quase todos os seus filmes, sabe-se que isso não passa de uma convenção, pois Wong não se utiliza de roteiros e sim de uma idéia inicial que desenvolve no curso das filmagens. Segundo ele, seu estilo fragmentado de contar uma história é influenciado pelo romance The Buenos Aires Affair, do escritor argentino Manuel Puig, que adaptou às telas, em 1997, como FELIZES JUNTOS (Chun Gwong Cha Sit), se tornando até hoje por este trabalho o único chinês a receber um prêmio de direção no Festival de Cannes. Era uma questão de tempo surgirem os convites internacionais.

Em 2007, rodou UM BEIJO ROUBADO (My Blueberry Nights), seu primeiro filme em língua inglesa, contando com Jude Law e Norah Jones no papéis principais. Mais que uma mistura de drama e romance, é um delicado e tocante estudo sobre as distâncias amorosas e os possíveis caminhos para superá-las. Muitos o acusaram de fazer concessões ao mercado americano no tratamento açucarado do enredo, transformando-o num road-movie tipicamente ianque. No entanto, aqueles que realmente enxergam a profundeza e não a superfície, notarão que todos os traços artísticos e humanos típicos das suas principais obras estão presentes.

O que demonstra que na filmografia de Kar Wai Wong nada se perde, tudo se recria, tudo se transforma.

Greta Karenina Tolstoi & histórias mais…

O Velho e o Novo

O mundo atual anda estressante e um pouco assustador, o corre-corre, o avanço tecnológico e suas constantes transformações, tudo isso contribui para me dar um certo medo e frio na barriga. Nem tudo dá para se acompanhar. Eu confesso que parei no tempo.  A mudança rápida de modelos de aparelhos eletrônicos chega a me causar calafrios, e medo é apelido. Onde o mundo vai parar assim? O que mais falta para ser inventado? Não que isso seja ruim, aliás, em qualquer situação, nada de exageros, nem 8, nem 800. Eu simplesmente é que parei na máquina de escrever, parei no PC 486, tenho fitas K-7, tenho filmes em VHS, o toca-discos é movido a manivela, o celular é bloqueado e com um único chip, meu meio de transporte é bicicleta, e ainda gosto de namoro no mundo real, ao vivo e em cores. Nada contra a tecnologia, mas, sei lá, será que precisamos mesmo nos tornar robôs, escravos de objetos e coisas, e mudar de hora em hora de aparelho celular para aquele modelo moderninho, com internet, GPS, mp10, máquina fotográfica, diabo a quatro?

Certamente necessitamos de determinados objetos em nosso dia a dia, e se o que temos suprem nossas necessidades materiais básicas, não vejo motivo para o troca-troca desnecessário. Penso que é uma grande bobagem.

Já sabe que coleciono algumas velharias das quais não consigo abrir mão. Uma delas é o filme em VHS Anna Karenina com a atriz Greta Garbo que não posso, não quero, não devo me desvencilhar. E como descartaria assim Leon Tolstoi, a eterna e divina musa de Hollywood e Anna Karenina?

…no entanto ela sobressaía da multidão como uma rosa num ramo de urtigas, ela era o sorriso que tudo ilumina em redor… evitando olhá-la de frente, como ao Sol; mas, tal como ao Sol, não precisava de a olhar para a ver.”

A propósito, a atriz escocesa fez duas versões para a mesma história do romance russo: o primeiro filme Anna Karenina foi rodado em 1927 sob o título Love em interpretação muda e em preto e branco.

Uma curiosidade interessante sobre a primeira versão de Anna Karenina é que gravaram dois finais: o primeiro respeitando na íntegra a obra original de Tolstoi; o segundo com  final alternativo a fim de agradar a platéia americana que queria um happy end.

Anna Karenina de 1935 é a versão falada do filme mudo anterior, estrelado pela própria diva Greta Garbo e agora respeitando o final original, mas com uma curiosidade nos bastidores: o ator que fez o papel de Vronsky, o amante de Anna, Fredric  March, tinha fama de mulherengo e de dar em cima das atrizes com quem contracenava. Greta Garbo sabendo disso, como forma de afastá-lo, vivia mastigando alho para ficar com mau hálito e evitar as investidas do ‘galã’.  Dizem que essa nova versão do romance russo foi um presente de natal para Greta Garbo e valeu para ela o prêmio de melhor atriz segundo o Círculo de Críticos de Cinema de Nova Iorque.

As famílias felizes parecem-se todas; as famílias infelizes são-no cada uma à sua maneira.”

O filme Anna Karenina, conta a história de uma mulher na Rússia do Século XIX, casada com um influente político russo e com um filho, que joga tudo para o alto em nome de uma paixão impossível por um ardente conde russo. Greta Garbo e John Gilbert, estavam namorando na época, e a MGM quis tirar proveito do filme para fazer uma propaganda do romance deles, tanto que nos EUA mudaram o título do filme para Love, para poder fazer uma frase assim: “John Gilbert in Love with Greta Garbo”, e o filme teve dois finais, um original e outro alternativo.

No final original, que foi mostrado na Europa, mostra Anna Karenina, a personagem de Greta Garbo, sem mais nada a perder, pois não pode mais ver o filho por imposição do marido, é mal vista pela sociedade, foi abandonada por Alexei Vronsky, o personagem de John Gilbert e sua paixão, já que ele teria que servir o exército russo; com isso, Anna se suicida ficando parada na linha do trem, esperando o próprio passar. Esse é o final que tem no livro.

O final alternativo, foi criado para as platéias americanas, onde Anna, três anos depois do romance com Vronsky, visita seu filho com frequência, este que está estudando e praticamente se formando, e descobre também que Karenin, seu marido, morreu, e o filho dela está junto com Vronsky, à espera de Anna, que quando se encontram, os três vivem felizes para sempre. Final típico de contos de fada, que não existe no livro de Leon Tolstoi, e que foi criado simplesmente para promover o romance entre Greta Garbo e John Gilbert.

Atualmente, dizem que é possível acessar o filme com os dois finais, assim agradando ambas as partes, os que preferem o trágico final original do livro, e os que preferem o feliz final alternativo.

Acabara de ouvir as palavras que a sua razão temia, mas que o seu coração desejava.”

Em 2 de Janeiro de 1928, mais um filme com Greta Garbo e John Gilbert estreava, Anna Karenina, ou Love, como preferirem chamar o filme. O filme foi uma divisão de opiniões entre americanos e europeus, devido aos já citados finais diferentes. Seu romance com John Gilbert acabou, após ele tê-la pedido em casamento e ela não ter comparecido.

*
Greta Garbo recebeu uma estrela na Calçada da Fama e ficou em 38º lugar na lista das 100 maiores estrelas do cinema, que foi realizado pela revista britânica Empire.
Ela ela merecia o 1º lugar, não?

E essa é a história do clássico da literatura russa, Anna Karenina, transformado no clássico da sétima arte e guardado num clássico objeto obsoleto que é o VHS. Como me desfazer de uma raridade dessas? Não tem como, né? E hoje Tolstoi, Greta Garbo e Eu vamos de LOVE. Por enquanto, é isso… inté!

Karenina Rostov

BICHO DE SETE CABEÇAS, Rodrigo Santoro e algo mais…

Se vocês gostarem do filme, indiquem para os seus amigos. Se não gostarem, indiquem para os inimigos. Mas, por favor, indiquem. Rodrigo Santoro.
BICHO DE SETE CABEÇAS, Rodrigo Santoro e algo mais…

Abro este espaço para  registrar a minha admiração e meu carinho ao jovem e talentoso ator brasileiro Rodrigo Santoro. Ele é o cara, como se diz na linguagem moderna  e não se pode deixar de elogiar quem é merecedor, ainda mais quando é um produto nacional tipo exportação.

A primeira vez que vi Rodrigo Santoro na telona, foi atuando em  seu primeiro longa, o BICHO DE SETE CABEÇAS, e me deixou impressionada, com a certeza de seu talento e apostando que ele teria um futuro promissor. Minha curiosidade de  fã levou-me a pesquisar a sua biografia. Rodrigo Junqueira dos Reis é de Petrópolis,   nasceu no dia 22 de agosto de 1975 e o ‘Santoro’ é sobrenome de fantasia. Estudou jornalismo na PUC do RJ e cursou  a Oficina de Atores da Rede Globo, mas em seu primeiro teste para a minissérie Sex Appeal ele foi reprovado, porém naquele mesmo ano conseguiu uma ponta na novela Olho no Olho, depois, entrou no elenco de Pátria Minha, e a partir daí não parou mais, e decolou para a carreira internacional.
Rodrigo Santoro atuou internacionalmente pela primeira vez no ano de  2005, em um comercial de um perfume ao lado da atriz Nicole Kidman. Depois se deu ao luxo de recusar  convite para protagonizar a novela Bang Bang da Rede Globo, aí ele já despontava  carreira mundial atuando na terceira temporada de LOST que estreou no Brasil em 2007, e mesmo sem tempo aceitou também o convite para a  minissérie  Hoje é Dia de Maria. No fim de 2006 foi indicado para o ranking dos homens mais sensuais do planeta, promovido pela revista norte americana People. Ele foi considerado o MELHOR ator no Primeiro Festival Iberoamericano de Cine “Cero Latitud” do Equador. Ganhou também prêmios de melhor ator em vários outros festivais de cinema do Brasil e do Exterior.
Quando a história é boa, o ator ótimo, e a direção maravilhosa, o resultado só podia ser uma obra de arte. O filme Bicho de Sete Cabeças é ficcional, mas pode-se assistir como um documentário, baseado em fatos reais do próprio autor do livro Canto dos Malditos,  o brasileiro Austregésilo Carrano Bueno, no qual ele  conta sua experiência nos hospitais psiquiátricos e denuncia os absurdos cometidos diariamente nessas instituições.

A expressão Bicho de Sete Cabeças tem origem na mitologia grega, mais precisamente na lenda da Hidra de Lerna, monstro de sete cabeças que, ao serem cortadas, renasciam. Matar este animal foi uma das doze proezas realizadas por Hércules.

A expressão ficou popularmente conhecida, no entanto, por representar a atitude exagerada de alguém que, diante de uma dificuldade, coloca limites à realização da tarefa, até mesmo por falta de disposição para enfrentá-la.

A adaptação e a história real, em certos momentos, fundem-se.  Austragésilo (autor) e Neto (personagem), adolescente de 17 anos, usuário de maconha e outros medicamentos de uso restrito, passa por maus bocados quando o seu pai depois que encontrou a erva  em sua mochila, resolve interná-lo em um  hospital psiquiátrico, sem ao menos comunicá-lo. O rapaz só descobriu ao chegar lá. O pai,  pensou que estaria fazendo o bem tentando curá-lo do ‘vício’, mesmo sabendo que o moço era apenas usuário. Neto foi transferido de um hospital a outro sem ao menos ter sido examinado, e foi submetido a muitas torturas e eletrochoques. Isso durou, aproximadamente, três anos, até que, desesperado, ele ateou fogo em sua própria cela, para chamar a atenção das autoridadess por tudo o que estava passando, e conseguiu. O ato despertou seu pai, que depois o tirou do manicômio. Neto acabou sofrendo muito, inclusive nas mãos da polícia, que lhe proporcionou doses extras de humilhação e espancamento. As conseqüências das torturas sofridas nos hospitais tornaram-se irreversíveis. O moço ficou impotente e meio idiota.

O título do filme vem da canção Bicho de Sete Cabeças interpretado por Zeca Baleiro na qual a própria letra é referência aos acontecimentos trágicos dessa história protagonizado  por  Neto (Rodrigo Santoro) e seus amigos moradores da periferia de São Paulo, onde a historia se passa. Sem recursos financeiros, o lazer e o entretenimento, dos jovens   era pichar muros e fachadas públicas, ou distrair-se fumando maconha nas madrugadas, até que um dia o rapaz cai nas mãos da polícia.  Maconha, por lei, é droga ilícita, considerado crime. Contrário do o cigarro, ainda dito charme da burguesia. O vicio da mãe do rapaz interpretado por atriz Cassía Kiss, é menos hediondo do vício de seu pai, vivido pelo ator Othon Bastos, bebedor de cervejas, vendidas livremente nos bares, mercados, praias, rotuladas como drogas lícitas. Hoje só considerado crime “SE dirigir, NÃO beba!” Assunto que daria muitas filosóficas defesas de teses.

No hospital psiquiátrico é que começa a tortura e a tragédia do moço; lugar que deveria salvá-lo, é que acaba destruindo-o aos poucos; um lugar horrivelmente real, verdadeira fábrica de loucos, sujo, pessoas maltratadas, sem alimentação, sem cuidados pessoais, em péssimas condições de higiene, e diariamente dopadas, deixando seqüelas para toda a vida.

A trilha sonora foi  composta por canções de diversos estilos, desde mpb, rock, rap e punk.
Bicho de Sete Cabeças
Zeca Baleiro

Não dá pé

Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito
Não tem nem talvez ter feito
O que você me fez desapareça
Cresça e desapareça…
Não tem dó no peito
Não tem jeito
Não tem ninguém que mereça
Não tem coração que esqueça
Não tem pé, não tem cabeça
Não dá pé, não é direito
Não foi nada
Eu não fiz nada disso
E você fez
Um Bicho de Sete Cabeças…
Não dá pé
Não tem pé, nem cabeça
Não tem ninguém que mereça (Não tem ninguém que mereça)
Não tem coração que esqueça (Não tem pé, não tem cabeça)
Não tem jeito mesmo
Não tem dó no peito (Não dá pé, não é direito)
Não tem nem talvez ter feito (Não foi nada, eu não fiz nada disso)
O que você me fez desapareça (E você fez um)
Cresça e desapareça… (Bicho de Sete Cabeças)
Bicho de Sete Cabeças!
Bicho de Sete Cabeças!
Bicho de Sete Cabeças!
(Repetir a letra)

Bicho de Sete Cabeças foi dirigido por Laís Bodanzky e  o autor do  roteiro é Luiz Bolognesi. Laís teve muita dificuldade para captação de recursos porque os patrocinadores  não queriam ver o nome da marca vinculado a um filme que falava de drogas, preconceito e hospícios. Mesmo com poucos recursos ela conseguiu fazer bonito, este maravilhoso filme.

Assisti a uma reportagem na tevê educativa falando do projeto Cine Tela Brasil sob a responsabilidade dessa cineasta e do seu marido Luiz Bolognesi,  cujo objetivo seria exibir  sessões gratuitas itinerantes em cidades dos estados brasileiros de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.  É claro que o projeto tem um patrocinador, mas estou comentando isso porque a ideia de levar o cinema aonde não chega e para quem não pode pagar é formidável. O Cine Tela Brasil funciona dentro de um caminhão que transporta todo o equipamento profissional,  necessário, além de cadeiras que são montadas e desmontada a cada exibição, (quatro sessões por dia) e para a minha alegria, sempre com exibição de um filme brasileiro.  Não sei se o projeto ainda existe, mas de uma coisa tenho certeza: por onde passou, fez muita gente feliz, gente que nunca havia assistido a um filme, viveu essa experiência única.
Rodrigo Santoro, Cássia Kiss, Othon Bastos, elenco de primeira, assim como a montagem o roteiro, a fotografia, a música, tudo nos conformes. Considero Bicho de Sete Cabeças um dos melhores filmes brasileiros de todos os tempos. Cenas marcantes, emocionantes, e a realidade de muitos jovens de maneira crua e real.
Penso que todo brasileiro deve se orgulhar do seu país e da sua gente quando alguém brilhantemente o representa mostrando que o Brasil é tão capaz quanto outras nações destacando-se na ciência, nos esportes, nas artes em geral, fazendo bem o dever de casa em qualquer área.

Desejo a Rodrigo Santoro tudo de bom, que continue brilhando em sua carreira e nos representando muito bem com todo o seu talento. Nota 10 para ele e para este filme!

Aplausos.
*
Para quem gostou de Bicho de Sete Cabeças deve prestigiar também “AS MELHORES COISAS DO MUNDO” que está na lista dos filmes nacionais pré-candidato ao Oscar 2011. Torçamos.

Karenina Rostov