Deixe Ela Entrar (2008). A gênese de uma mente psicopata.

Por: Renato Santos.
Aviso: O texto a seguir contém Spoilers importantes.

Estou surpreso com a quantidade de pessoas (principalmente adolescentes) que estão achando que este é um filme romantico, um filme que versa sobre uma estória de amor adolescente!

Acordem, este brilhante filme não é um romance que tem vampiros no roteiro! É uma estória fantástica que aborda de forma simbólica, e não por isto menos precisa e verdadeira, a gênese de uma mente psicopata.

O velho assassino representa o futuro do Oskar. Reparem como os dois manipulam a mesma faquinha, com os mesmos gestos. O velho é Oskar e Oskar é o velho. A “menina vampira” representa o mal absoluto. O mal que seduz e conquista o frágil e massacrado Oskar. O mal que o redime, objeto de culto e paixão.

A “menina” que aliás não é uma menina. Ela diz isto repetidas vezes, mas ele não que ouvir. Na cena em que “ela” troca de roupa isto fica claro, pois ela não possui vagina, e sim uma cicatriz no lugar do antigo pênis – sim, a “vampira” é um menino castrado, feminilizado (isto está colocado de forma explícita no livro, mas no filme a cena é muito rápida e fica difícil de entender). Ou seja, “ela” é o “alter-ego” dele.

A cena em que ele “a” aceita é fantástica. A cena em que comete o primeiro assassinato (ao entregar o vizinho no banheiro). A cena final em que ele conversa com “ela” no trem, em morse, é uma obra-prima. A conjunção de absolutos que caracteriza a mente dos psicopatas: amor x maldade.

Se você quer entender como funciona a mente de um psicopata veja este filme.

Um último comentário: o título em português mais uma vez decepciona: “Deixa ela entrar“. O título original, que em português seria algo como “Deixa o que está certo entrar”, é uma provocação, mas traz o significado do filme (na ótica do psicopata).

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Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Män som hatar kvinnor. 2009)

Uma jovem desaparecida + um jornalista investigativo + uma jovem hacker = um Thriller sensacional!

Eu perdi esse filme em sua passagem pelo Cinema. Depois, com a enxurrada de filmes que vieram, ele ficou esquecido. Só há bem pouco tempo que ele voltou à lista dos que eu quero ver. O fato se deu por uma chamada de um futuro filme com Daniel Craig. No final, apenas isso: Millennium. Pensei: “Oba! Vou querer!” Já tinha dois itens para pesquisar. Saber que filme seria, quando chegaria… E foi quando descobri que seria a versão americana para o original sueco. Algo que já não causa espanto o de Hollywood “traduzir” os filmes de outros países.

Millennium vem a ser uma Trilogia do Escritor Stieg Larsson. A trilogia narra as aventuras do tal jornalista com a jovem hacker e punk. Embora tenha um fio condutor interligando cada uma das estórias, cada uma delas tem princípio, meio e fim. Pelo menos a primeira estória tem. Os três livros já viraram filmes na Suécia. Os outros dois são: “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”. Mas é do primeiro, “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” (Män som hatar kvinnor. 2009) que irei falar. Que para minha felicidade passou num canal a cabo (Tv); e legendado.

Começando por esse título: “Os Homens que Não Amavam as Mulheres“. Ele está numa das falas do filme. Ele até parece que entrega a trama principal, mas creiam: não compromete em nada toda a adrenalina até o final. E que final!

A união dessas duas personalidades tão distintas – um jornalista à moda antiga + uma jovem cibernética -, será a chave mestra para elucidar o desaparecimento de uma jovem há algumas décadas. Em comum, ambos também tentarão se livrarem de seus próprios fantasmas; de seus piores pesadelos. Além de serem altamente determinados.

Ele é Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), jornalista da Revista Millennium. Ao longo da sua carreira, seu nome foi ganhando credibilidade. Mas também pelo teor de suas reportagens, ganhou muitos inimigos. No começo dessa estória ele está sendo processado. Caíra numa cilada. Enquanto tenta provar sua inocência, tenta levar sua vida pessoal, tranquila, em família.

Paralelo a isso, um advogado, contrata uma firma de investigação, em busca de uma verdade. É quando conhecemos a jovem hacker Lisbeth (Noomi Rapace). Arredia, mas ótima nesse seu trabalho, ele lhe pede a sua opinião à cerca de quem investigara. Ele tinha pressa. Que ela resumisse em poucas palavras o que estava naquele dossiê a sua frente. Poucas palavras eram com ela mesmo. Então diz que a pessoa era honesta, e que armaram para ele.

Com isso Mikael é contratado por um dos herdeiros de uma poderosa família, os Vanger. Como um desejo antes de morrer, ele gostaria de saber o que houve com uma sobrinha muito querida. Mikael aceita, mesmo antevendo o tamanho do vespeiro que iria mexer. Era porque, para esse tio, o responsável era alguém da própria família. Mas Mikael acaba pedindo a ajuda de Lisbeth. E juntos passarão por poucas e boas.

Contar mais, corro o risco de trazer spoilers. Até por conta da trama central – esse ódio por mulheres -, eu cheguei a pensar em mergulhar nessa estória. Mas como a personagem feminina é fantástica, preferi só fazer isso após ver toda a trilogia. Deixo então só um detalhe, e que tem a ver com o filme como um todo: é que mesmo tendo assistido pela tv, em um dos momentos me sobressaltei, tamanho foi o susto; o que mostra que de fato esse filme é incrível. Thriller, Atuações, Fotografia, Trilha Sonora, e principalmente a estória, estão em uníssono em “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres“. Nota máxima! Querendo muito ver os outros dois da trilogia, como também a versão made in usa.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Män som hatar kvinnor. 2009). Suécia. Direção: Niels Arden Oplev. Elenco: Michael Nyqvist (Mikael Blomkvist), Noomi Rapace (Lisbeth Salander), Peter Haber (Martin Vanger), Lena Endre (Erika Berger), Sven-Bertil Taube (Henrik Vanger). Gênero: Crime, Drama, Mistério. Duração: 153 minutos. Classificação: 16 anos.

Curiosidade: Stieg Larsson foi durante toda a juventude, um esquerdista atuante. Em 1995, ele e amigos fundaram uma revista quadrimestral, a Expo, a fim de defender a democracia, a liberdade de expressão e de documentar e expor grupos extremistas e racistas na sociedade. Numa manhã em 2004, sete meses depois de assinar o contrato para a publicação de seus livros, Larsson acordou e, como fazia todos os dias, foi para a Expo para o que seria um dia normal de trabalho. O elevador estava quebrado e ele decidiu usar as escadas. Ao subir, teve um infarto e morreu. Sem ter visto o sucesso da obra.

Deixa Ela Entrar – Um dos melhores (e mais assustadores) filmes que já vi

É com surpresa que vimos o filme mais fascinante sobre vampiros surgir da Suécia. Desde “Nosferatu” do Murnau e “The Hunger” do Tony Scott não surgia nada tão original, hipnótico e assustador sobre o tema. Tomas Alfredson orquestra brilhantemente um elenco afiadíssimo (especialmente as crianças) calcado num roteiro preciso e envolvente sobre Oskar, um menino solitário que conhece uma vizinha estranha e noturna. A criatura o ajuda a ter mais autoconfiança para enfrentar seus agressores no colégio enquanto terríveis mortes acontecem no lugar.

A fotografia é um espetáculo à parte ajudando a compor um clima gélido e assustador com um enquadramento singular, cheio de contrastes e closes inéditos. A música também é perfeita e caminha junto com toda esta perfeição técnica compondo situações apavorantes que enchem a tela a cada instante com imagens de gelar o sangue sem abusar dos efeitos especiais. É preciso estar atento para não perder detalhes preciosos como sons de fome e a besta oculta pelas sombras ou subindo pelas paredes feito um inseto rastejante. Esqueçam os clichês óbvios como cruzes, dentes pontiagudos, alhos e caixões embora a essência da lenda esteja completa na estória. A releitura inteligente acrescenta elementos psicológicos e sexuais que impregnam a trama com uma verossimilhança impressionante tocando em temas delicados como a difícil transição para a adolescência, longevidade, ambiguidade, longevidade e luta pela sobrevivência. Tudo manipulado com habilidade, sensibilidade e sutileza raras para o gênero.

Em dias de crepúsculos e sanguessugas lésbicas, “Deixa ela entrar” será um marco para uma nova era de filmes sobre vampiros se as portas continuarem abertas para a qualidade.

Carlos Henry

Deixe Ela Entrar (Låt Den Rätte Komma In. 2008)

letrightonein_finalAntes  de ser um filme sobre vampirismos e suas transformações, é um filme sobre as diferenças e suas aceitações.

A diferença é naturalmente uma ameaça para aqueles que não tem auto-confiança em seus espaços; é preciso, portanto, que se reconheça como uno e como diferente de todos os demais para abrir espaço pro novo.

Oskar é um exemplo que acontece em qualquer escola do mundo: um menino que é maltratado e apanha dos colegas no colégio  por não ser igual à maioria, por ser nerd [????], por ser diferente, melhor dizendo. Faz amizade com sua vizinha Eli, a menina-estranha que só aparece à noite.

Acima de mostrar a “chateação” prática em ser vampiro, ou seja, não poder se expor à luz, só se alimentar de sangue etc – isso que outros cinemas mostram à exaustão – , esse filme  mostra bem mais o que é uma vida sem socializações: não poder ter amigos, não poder ir à escola, não poder sair à luz do dia que já é tão fraca na Suécia e maior parte da Europa, não poder envelhecer e passar anos a fio com a mesma idade e tamanho… Já imaginaram o sofrimento disso?

Têm sofrimentos que são mais leves de serem carregados quando se tem um amigo…

Por: Deusa Circe.

Deixe Ela Entrar – Låt den Rätte Komma In

Direção: Tomas Alfredson

Gênero: Drama, Terror

Suécia – 2008

Evil: Raízes do Mal (Ondskan. 2003)

evil-raizes-do-malHá um tempo atrás, fiz um comentário e uma análise a respeito de um filme intitulado Klass, que refazia o percurso do episódio conhecido o “Massacre de Columbine” e que justificava, do ponto-de-vista dos assassinos, que para atos extremos, atitudes extremas precisavam ser tomadas. Ao término do filme, uma sensação de angústia e perturbação toma conta de nosso ser, e nos leva à uma profunda reflexão.

Depois, tive a oportunidade de assistir um outro longa-metragem que segue uma linha semelhante, com uma temática bastante polêmica. Se trata de “Ondskan” que saiu no Brasil com o título “Evil – Raízes do Mal“.

A trama básica trata da história de um garoto problemático, que é expulso dos últimos colégios a qual foi aluno, e vai parar numa instituição de ensino tradicional (a única que o aceita, devido ao alto valor que custa o ingresso na mesma) onde somente os filhos de pessoas ricas e influentes estudam. Ele promete a sua mãe que irá terminar os seus estudos sem arrumar mais confusões, porém se defronta com diversas situações de injustiças e humilhações por parte dos alunos-monitores, que possuem o seu próprio código de regras (acima, até mesmo, das regras da instituição), onde ultrapassam os limites da ética e do bom-senso. Desta forma, o protagonista fica entre uma encruzilhada: cumprir a promessa que fez a sua mãe ou revidar os maus tratos?

Enfim, se trata de mais uma obra cinematográfica perturbadora e inquietante. É impossível não se sensibilizar com as atitudes extremas que são mostradas na película. O que mais incomoda é a forma que um colégio aparentemente correto e de tradição pode se mostrar indiferente ao vandalismo praticado por uma classe que podemos denominar como marginais de elite. Em parte, isto não é somente um filme, pois retrata fielmente como os filhos de homens poderosos passam invisíveis aos olhos da justiça, sendo que “os intocáveis” são a matéria-prima para palavras como “impunidade” poderem ser ditas e explicadas.

Temos inúmeros exemplos de como a lei não se aplica para as pessoas de imagem pública, empresários, políticos e influentes, basta que se procure no Google. Nos casos mais chocantes, eles acabam presos (em celas especiais) por pressão da mídia, e tão logo não se fale mais no assunto, eles voltam novamente para as ruas. É necessário a mídia investigue o paradeiro destes jovens, que teoricamente estão presos, o que eu duvido, como no caso dos assassinos do índio pataxó Galdino, que em 1997 foi incendiado por um grupo de jovens que hoje estão soltos e já foram flagrados bebendo em bares e se divertindo à noite, afinal um deles (Max Rogério Alves) é filho de um ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral – o TSE – o outro (Antônio Novelly Villanova) é filho de um juiz federal e por aí segue a roda da impunidade.

E o caso mais recente da empregada doméstica Sirley Dias de Carvalho Pinto, aquela que enquanto esperava o ônibus de casa foi brutalmente espancada por um grupo de jovens que alegaram que só fizeram isto “porque achavam que era uma prostituta” – ou seja, se ela realmente fosse então estaria tudo justificado! Um terceiro exemplo é aquele do caso do estudante, Caio Meneghetti Fleury, atropelou um frentista num posto de gasolina em Ribeirão Preto, e depois tentou fugir. Na época a “justiça” (sic) negou o pedido de prisão solicitado pela polícia civil.

Enfim, estes são apenas alguns casos para aproximar melhor o enredo do filme com a nossa realidade, sendo que na prática a ficção se converge em mais um capítulo de nosso universo como ele é, com seus animais soltos numa selva urbana, onde a emoção e a insanidade falam mais alto do que a razão e a coerência.

Ondskan é um bom filme: chocante, pertubador, com uma série de elementos que nos fazem pensar por horas e ainda assim, com muita tristeza por dizer isto, não tem nada de novo. Obscuramente, é mais do mesmo por se tratar de coisas que acontecem por aí, num beco sem saída ou na luz do dia, onde, no fim, todos são vítimas de uma sociedade desestruturada que já não sabe mais conter os nossos impulsos e punir os verdadeiros criminosos.

Mesmo assim eu recomendo para não esquecer que, no fundo, todos somos animais selvagens. Como diria Nieztche “A diferença entre o homem e a égua é que a égua é mais feliz por não ficar pensando no passado e no futuro“, ou seja, de resto não há tantas diferenças assim. Salve Nieztche!

Por: Evandro Venancio.  Blog:  EvAnDrO vEnAnCiO.

Evil: Raízes do Mal (Ondskan). 2003. Suécia. Direção: Mikael Häfström. Elenco. Gênero: Drama. Duração: 113 minutos.

Deixe Ela Entrar (Låt Den Rätte Komma In. 2008)

let-the-right-one-in_posterUma das invenções mais espetaculares do imaginário popular é toda a mitologia e misticismo que rodeia a cultura do vampirismo, afinal o mesmo é fonte de inspiração para inúmeros livros, canções, filmes, séries de televisão e jogos eletrônicos. Sobra até mesmo espaço para algumas lendas e relatos de pessoas que juram de pé junto a existência das abomináveis criaturas. Aqui no Brasil também temos vasto material de ficção acerca do tempo – basta ver que em todas as livrarias tem, ao menos, um livro de destaque do gaúcho André Vianco que, assim como Annie Rice, se especializou em escrever romances vampirescos.

vampire_by-clyde-caldwellO que faz um vampiro se tornar tão interessante é que ele é uma criatura das trevas, porém extremamente humano – tanto em feições, como na grande parte dos seus hábitos. Ele é alérgico a luz, imortal e tem sede de sangue. Geralmente vive uma vida reclusa e o mais discreta possível. De resto, é em tudo parecido conosco. Porém ele leva uma vantagem: como é imortal, já passou por mais coisas na vida do que o mais velho de todos os seres humanos, também é mais culto e, por isto, mais romântico e sedutor.

Porém esta imortalidade, que a principio parece ser um bom negócio, se converge em maldição: ele não pode se apegar a ninguém, pois logo esta pessoa irá morrer. Como o lado emotivo humano fala mais alto, nem sempre é possível não se apegar, afinal ele é uma figura solitária e sempre se apaixona por pessoas que compartilham sentimentos com ele. Por isto mesmo ele é obrigado a conviver eternamente com lembranças dolorosas. Além disto, só a noite pode mostrar as caras, ou seja, sua vida é mais melancólica do que as demais: a luz da esperança jamais irá brilhar para ele e enquanto todos estão nas ruas ele está a dormir, quando todos vão dormir e ele está acordado.

Enfim, com um personagem tão complexo disponível para domínio público muitas histórias extremamente competentes e bonitas surgem em nossa cultura. Recentemente tive a feliz oportunidade de prestigiar o filme sueco Låt den rätte komma in – em inglês Let The Right One In – baseado num livro de John Ajvide Lindqvist, que trata com maestria o belo romance melancólico deste fascinante tema. Em meio ao clima sombrio de um intenso inverno e de cenas fortes de assassinatos, temos uma história de amor muito bonita contada com elegância. Estamos diante de um clássico gótico e que certamente figura entre os melhores filmes vampirescos de todos os tempos!

let-the-right-one-in_kare-hedebrantOskar é um menino de 12 anos que sofre com os atos de bullying de seus colegas da escola. Não há um dia em que ele não seja agredido, sendo que o ódio lhe consome internamente: ele sonha com o momento em que ele se vingará de seus agressores. Simultaneamente ele esconde os ferimentos de sua mãe e cria desculpas para que ela nunca desconfie das coisas que acontecem. Paralelamente, uma menina da mesma idade – Eli – se muda para a casa do lado, ao mesmo tempo em que um homem passa a assassinar moradores do vilarejo e enche um galão com o sangue das vítimas.

let-the-right-one-in_lina-leandersonOskar irá conhecer a menina numa noite gélida e irá estranhar o fato que mesmo estando tão frio ela anda de pés descalços pelo gelo, é tão branca como a neve e têm certos hábitos que faz com que pense que ela seja alguém problemática. Porém nesta estranheza surge uma certa paixão entre os dois: ele pela curiosidade e ela por encontrar uma amizade numa vida que é totalmente solitária. Paralelamente a sede por sangue é cada vez maior. Conseguirá o amor prevalecer sobre um vício quase incontrolável? Conseguirá a pequena vampira não ceder ao desejo de abocanhar o pescoço do garoto?

Em meio à mortes, investigações, atos de bullying e selvageria, temos este romance onde a dúvida paira sobre nós o tempo inteiro, sendo que a garota não consegue sucumbir aos seus desejos e acaba, inevitavelmente, envolvida sentimentalmente com Oskar. Porém, ela sabe que uma hora tudo isto acaba: Eli viverá eternamente com 12 anos de idade, enquanto o menino irá envelhecer – O assassino do galão de sangue sabe bem do que estou falando – porém como frear a paixão? Como controlar os sentimentos? Questões humanas para um paradoxo vampiresco!

Por: Evandro Venâncio.   Blog:  EvAnDrO vEnAnCiO.

Deixe Ela Entrar (Låt Den Rätte Komma In / Let The Right One In). 2008. Suécia. Direção: Tomas Alfredson. Elenco: Kåre Hedebrant (Oskar), Lina Leandersson (Eli), Per Ragnar (Håkan), Henrik Dahl (Erik), Karin Bergquist (Yvonne), Peter Carlberg (Lacke). Gênero: Drama, Romance, Terror, Thriller. Duração: 114 minutos.