Curta: A Inovação da Solidão (2013). As Redes Sociais e o Medo da Solidão

curta_a-inovacao-da-solidaoPor Josie Conti
A sociedade atual valoriza o individualismo e a competitividade.

Os funcionários das empresas, hoje chamados erroneamente de colaboradores, recebem mensagens de que trabalhar em equipe é um valor da empresa. Entretanto, qualquer pessoa com um pouco de bom senso e olhar crítico verá que o que acontece o tempo todo é um total aniquilamento da individualidade e da fidelidade entre eles. Quem não se destaca é demitido. As terceirizações não param de crescer. Logo, o colega de trabalho é tido como rival.

A pessoa passa muito mais horas trabalhando em um ambiente que é hostil e onde não pode confiar verdadeiramente nas pessoas, portanto, sem vínculos verdadeiros. Resultado: menos tempo com família e amigos, pois precisa manter o emprego.

Quando chega em casa, muitas vezes sozinha, a pessoa ainda tem que vender uma imagem de felicidade e boas relações (isso faz parte de seu papel social). E é aí que chegamos no ponto, pois é esse o questionamento relativos às redes sociais, por exemplo, onde as pessoas fabricam e postam imagens de viagens, fotos felizes, reuniões de amigos. É só entrar e veremos a infinidade de pessoas felizes (na maioria aparentemente mais felizes do que nós) falando de seus eventos sociais e outras realizações.

as-redes-sociaisSendo assim, é possível perceber que as redes sociais tornaram-se mais uma vitrine da imagem que as pessoas gostariam de passar do que propriamente um espaço para relações.

Outra coisa que as redes sociais parecem ilusoriamente sanar é a sensação de que estamos cada vez mais isolados e sem vínculos reais, ou seja, os amigos e os contatos virtuais preenchem de alguma forma o medo e a solidão.

Eu compartilho. Portanto eu existo”. Esse é o tema da animação intitulada “The Innovation of Loneliness” (A Inovação da Solidão, em tradução livre), inspirado no livro da psicóloga Sherry Turkle: Alone Together, onde ela analisa como os nossos dispositivos e personalidades online estão redefinindo a conexão humana.

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Enquanto Somos Jovens (While We’re Young. 2014)

enquanto-somos-jovens_cartazmad-about-you_serie_e_enquanto-somos-jovens_filmeNa natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” (Lavoisier)

Uma ideia levando a outra para um tipo de homenagem? Ou apenas servindo de inspiração para uma outra história? Se foi o que aconteceu ou não… Foi o que me ocorreu logo no início como também ao longo de “Enquanto Somos Jovens“: me levou a pensar na série “Mad About You“, com Paul Reiser e Helen Hunt. Não sei o quanto ou se o Diretor Noah Baumbach gostava dessa série, mas a mim pareceu sim ter-se inspirado nela para escrever o roteiro desse seu filme. Nada contra, até porque eu curto ver a reprise dessa série. Mas ao término do filme vi que nem ficou como homenagem… De qualquer forma, além da temática principal, “Enquanto Somos Jovens” traz como pano de fundo as gravações de Documentários: o processo de criação. Mais! O quanto ao fazer uma Biografia dá o direito de não o ser tão literal: é o diretor dando asas a sua imaginação.

enquanto-somos-jovens-2014_ben-stiller_e_charles-grodinEnquanto Somos Jovens” traz um momento na vida de um casal. Unidos há anos, de repente se veem colocando a prova tal relação: como casal, como também individualmente. Onde um dos pesos seria a importância que cada um ainda tem na vida do outro. Onde quase sempre o que se ressente é o que mais se anulou. Até porque há um lado meio egoísta no outro. Nessa relação, o peso de não ter conquistado a fama que tanto queria. São eles Cornelia e Josh Srebnick, interpretados por Naomi Watts e Ben Stiller. Atuação mediana onde até poderiam ter tido grandes solos. Talvez porque eu tenha esperado um carisma igual ao casal da tal série. Talvez porque um outro personagem ter roubado a cena, o filme… Onde até um outro coadjuvante também marca presença. Falo de Charles Grodin, que faz o Leslie, o sogro de Josh. Cineasta famoso, colhendo os frutos da glória, até tenta ajudar o genro, mas esse por orgulho não aceita nem críticas construtivas.

enquanto-somos-jovens-2014_adam-driver_e_amanda-seyfriedO outro tal personagem é Jamie (Adam Driver), casado com Darby (Amanda Seyfried). Ele meio que de repente caiu de paraquedas na vida do casal; ou porque assim deixou acreditar… Como um Diretor de um Documentário “interferindo” na vida de outra pessoa e deixando ali desde o início sua marca pessoal. Algo que Josh nunca alcançou ao longo de sua carreira: em ser ousado. Enquanto tudo tinha que ser certinho, para esse outro deixava correr livremente, mas a partir de algo previamente calculado. Embora possa ser paradoxal, é que estaria em aproveitar até os imprevistos no correr do dia, do trabalho. A relação de ambos será um duelo de ego que só irá pesar para o lado de Josh. Até porque para o outro, não apenas por ser mais jovem e por ainda estar em início de carreira, mas porque era como pegar o caminho já quase sem as pedras tiradas por Josh e sem a menor preocupação. Como também aproveitar do que Josh desdenhou, ignorou. Até em ter mais visão do todo favorecia Jamie. Só que nem era pelo fato de Josh não ser mais tão jovem, mas sim por inaptidão frente as mudanças. Faltava a Josh o que Jamie tinha de sobra: de jogo de cintura. Bem, Jamie até pode ter roubado a cena, mas…

Mas é a vida de Josh e Cornelia que está sendo passada a limpo. De pronto, ambos se encantam com o estilo de vida do casal mais jovem. Onde até por não terem tido filhos já estavam se sentido deslocados na vida dos antigos amigos: o casal Marina (Maria Dizzia) e Fletcher (Adam Horovitz). Mas ao se afastarem acabam, mesmo que involuntariamente, dando a eles um certo alerta… Pois é! Marina e Fletcher entendem mais rapidamente a nova realidade em suas vidas: um filho adentrou nela sim, mas não precisam excluir, e sim se adequar a essa nova fase. E que pelo jeito não incorporaram Josh e Cornelia nela…

enquanto-somos-jovens-2014_ben-stiller_e_naomi-wattsAssim, enquanto Josh se sente “o cara” como um mestre para Jamie, Cornelia tenta acompanhar o estilo de Darby. Usados ou não, até pelos propósitos de Jamie, esse nem pode ser considerado um vilão já que deu um “acorda” na vida do casal. Na rotina em que caíram após anos de casamento. Onde mais por parte de Josh quase sem perceberem que no mundo atual há espaço para tudo: passado e presente se integrando. Que deveriam se adequar a esses novos rumos que por vezes batem à porta. Sem esquecer também de ir se desfazendo “bagagens” sem mais necessidade numa de depurar a nossa essência. É nessas quebras de ciclo que de fato ocorre uma mudança significativa na vida de uma pessoa. Do contrário irá continuar fazendo tudo igual Que no caso de Josh continuará sendo o panaca de sempre…

Enquanto Somos Jovens” é um bom filme! Pelos diálogos. Pela Trilha Sonora, do Clássico “Concerto for Lute“, de Vivaldi, ao Pop “Eye Of The Tiger“, de Survivor. Pela escolha do ator Adam Driver. Cujo Roteiro até deixa uma vontade de rever muito mais pela construção de um Documentário do que pela crise de meia idade do casal de protagonistas. Pois mesmo que tenha passado essas impressão, o filme focou mais em algo cultural naquele país: o se sentir um derrotado. Onde até poderia ter sido um ótimo filme, mas para mim Ben Stiller não soube aproveitar. Uma pena! Nota 7,5.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Enquanto Somos Jovens. While We’re Young. 2014)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

A Menina que Roubava Livros (The Book Thief. 2013)

a-menina-que-roubava-livros_2013Por Humberto Favaro.
Leve, sensível e extremamente emocionante, a adaptação aos cinemas do livro A Menina que Roubava Livros, do escritor Markus Zusak, nos mostra a história da jovem Liesel Meminger, num trabalho magnífico realizado pela atriz Sophie Nélisse (O Que Traz Boas Novas).

a-menina-que-roubava-livros_2013_01Durante a Segunda Guerra Mundial, por não ter escolha devido ao regime nazista, a mãe de Liesel, que é comunista, é forçada a entregar a menina e seu irmão para outra família, porém, antes de serem entregues, o garoto morre no trajeto e é enterrado num lugar próximo. No processo de enterrar o menino, um dos coveiros deixa um livro cair no chão e Liesel imediatamente rouba o seu primeiro livro, mesmo sendo analfabeta. É aí que a Morte se interessa pela menina e começa a narrar os acontecimentos do longa.

a-menina-que-roubava-livros_2013_02Depois do ocorrido, Liesel é entregue a sua nova família, um casal sem filhos, interpretados por Geoffrey Rush (O Discurso do Rei) e Emily Watson (Anna Karenina). De início, a jovem não se acostuma com o novo lar, mas aos poucos é conquistada de forma sutil e engraçada por Hans, seu pai adotivo, e é com quem começa ter uma relação tão amorosa que chega a ser emocionante em alguns momentos do longa. Já a mãe adotiva, Rosa, é mais “sangue frio” e trata a menina de forma mais séria, o que proporciona alguns risos.

a-menina-que-roubava-livros_2013_03Na nova vizinhança, Liesel começa novas amizades, mas logo é obrigada a ter Rudy (Nico Liersch) como seu melhor amigo, já que o menino implora a atenção dela o tempo inteiro. Apesar de terem a mesma idade (?), é perceptível a diferença de pensamentos de Rudy e Liesel. O menino é muito mais influenciado pelo nazismo do que ela. Certos momentos do longa, Liesel parece não concordar com alguns atos do regime, enquanto Rudy o segue como um carneirinho. Porém, mais tarde, Liesel consegue influenciar Rudy e fazê-lo pensar sobre quem é Hitler e o menino acaba chamando o führer de “bundão” num momento de euforia.

a-menina-que-roubava-livros_2013_04Outro personagem importante da trama é Max (Ben Schnetzer), um judeu que se refugia na nova casa de Liesel, e que é impedido de sair de lá por motivos óbvios. Com o mesmo amor que sente por seu pai, Liesel se apega a Max, que se torna de suma importância na vida da menina e é quem a incentiva a ler e a escrever. Uma das frases mais marcantes do longa é dita por ele: “Se seus olhos falassem, o que diriam?” Então a garota narra como está o tempo e, chorando Max agradece, já que a menina detalha tanto que ele consegue enxergar e fica feliz, porque está no porão e não vê a luz do sol há muito tempo.

a-menina-que-roubava-livros_a-morteA Menina que Roubava Livros conta com uma fotografia fantástica e com um figurino que não deixa a desejar. Grande parte das cenas do filme podemos ver a presença do vermelho, que reforça a presença do nazismo em todas as situações da trama. Outro fator que ajuda a dar ainda mais emoção ao filme é a trilha sonora de John Williams, indicado na categoria Melhor Trilha Sonora no Oscar 2015.
Avaliação: 6.0.

A Menina que Roubava Livros (The Book Thief. 2013)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

Simplesmente Acontece (Love, Rosie. 2014)

simplesmente-acontece_2014Eu resolvi fugir do lugar comum, do meu é claro, e começar falando da Trilha Sonora de “Simplesmente Acontece“. Primeiro porque as músicas parece terem sido escolhidas a dedo tamanho é o casamento entre cada uma delas com a respectiva cena do filme. Depois mesmo sem ser um Musical, além de destacar também a passagem do tempo na história, de deixar uma sensação de “minha vida tem trilha sonora“, de quase como uma pausa para um café… É que para mim a Trilha Sonora veio como o diferenciador de ambas as mídias: o filme do livro o qual foi inspirado (“Where Rainbow’s End”, de Cecelia Ahern). Só por conta dela eu já daria os parabéns ao Diretor Christian Ditter! Agora, pelo filme por um todo,  seguem também os votos de uma carreira longa!

A nossa vida é feita de tempo. Nossos dias são mesurados pelas horas… Agarramos uns minutinhos do nosso dia sempre ocupado… bem lá no fundo você se pergunta se… foram gasto da melhor maneira possível.”

simplesmente-acontece_2014_00Em “Simplesmente Acontece” temos sim todos os clichês de uma Comédia Romântica: o “casal” que até levam um tempo para admitirem que estão apaixonados um pelo o outro… o “causador” de um afastamento entre eles… Por aí! Assim, é um filme para os que também amam esse gênero. Que mesmo assistindo sem barreiras, fica um querer que ele traga um diferencial ao mostrar sua história nos levando a se encantar! E nesse tem um sim! Que é o tempo que se vive durante essa tal “separação”. Que diferente da “Cinderela” que dormiu por décadas… A protagonista aqui encarou de frente a virada do destino…

Acho que a vida gosta de fazer isso com a gente de vez em quando; te joga num mergulho em alto-mar e, quando parece que você não vai suportar, ela te traz pra terra firme de novo.”

simplesmente-acontece_2014_02Aliás, há uma tirada ótima sobre as protagonistas dos Contos de Fadas com a realidade das mulheres. Num mundo ainda machista, até em se farrear – beber, transar… – ainda na adolescência pode não ser encarado como uma “despedida” antes de encarar as responsabilidades da fase adulta da vida. Ponto para o suporte que vem por pelo menos um dos próprios pais. Que nessa história vem da relação dela com o pai. Pode até ser um clichê… Mas que não deixa de ser um porto seguro importante na vida de um ser que ainda tem muito a aprender. Destaque também para a atuação de Lorcan Cranitch!

Como a vida é engraçada, né? Bem na hora que você pensa que está tudo resolvido, bem na hora em que você finalmente começa a planejar alguma coisa de verdade, se empolga e se sente como se soubesse a direção em que está seguindo, o caminho muda, a sinalização muda, o vento sopra na direção contrária, o norte de repente vira sul, o leste virá oeste, e você fica perdido. Como é fácil perder o rumo, a direção…

simplesmente-acontece_2014_01Muito embora não se tratando de um Suspense, muito embora tenha ficado com vontade de esmiuçar a vida principalmente dos dois protagonistas, Rosie (Lily Collins) e Alex (Sam Claflin), optei em não trazer spoiler. Até porque o filme também mostra que no mundo de hoje muito do que fica exposto pela internet não é a visão real de cada pessoa: seu dia a dia, seus dramas, seus choros, nem seus momentos felizes. E nem se trata de mentir, muitas das vezes trata-se de omitir. Tal qual Rosie fez em não contar a Alex ao ganhar uma bolsa de estudos e indo então morar nos Estados Unidos. Para Alex nem seria ir atrás do american dream… nem meio que para fugir do cotidiano bucólico de onde cresceram… a questão que ficando ali seria como caminhar pelos pés do próprio pai… Ele queria mesmo ser protagonista da própria história. Ele até tentou colocar Rosie nesse contexto, mas…

Você deveria sair e se divertir, parar de carregar o peso do mundo sobre as suas costas. E parar de esperar por ele.”

simplesmente-acontece_2014_04Rosie e Alex se tornaram amigos ainda no Jardim de Infância. Meio que subvertendo a ordem das coisas onde nessa fase já começam se separar meninas de meninos, a amizade deles os levaram até a trocarem os assuntos mais íntimos. Com isso, até o fato dele ir morar em outro continente ajudou nessa sua tomada de decisão… Seria então algo importante demais em sua vida que não iria compartilhar com Alex. Tudo mais continuaram a compartilhar muito mais via internet… Para Rosie deixá-lo ir era que pelo menos um deles pudesse ir atrás do próprio sonho… Onde o dela seria em ter seu próprio hotel, mesmo que um dos pequenos… Sonho esse que seu pai a incentivava, e que nem seria para não mais trabalhar em abrir portas para os hóspedes do hotel de luxo, mas sim em se livrar do gerente que vivia controlando os horários de todos… Mas…

Às vezes você não percebe que as melhores coisas que irão lhe acontecer estão bem do seu lado…”

simplesmente-acontece_2014_03Bem, se o destino pregou uma peça em Rosie, algumas até bem tristes… Ele também foi generoso… Lei da compensação? Talvez por um olhar a vida por um outro ângulo… E quem sabe assim descobrir certos “presentes” advindos desses dramas que o destino nos impõe… Alguns deles, seriam tremendos spoilers… Assim, até seguindo pelo pano de fundo em “Simplesmente Acontece” que é o tempo… Rosie ganhou uma grande amiga, Ruby (Jaime Winstone). Uma amizade que veio para ficar! Ah! O tempo também mostrou a Alex o significado dos seus “sonhos estranhos“…

Estou tentando encontrar sentido na frase ‘tudo tem uma razão para acontecer’, e acho que descobri essa razão: para me irritar.”

Em “Simplesmente Acontece” tudo está em uníssono! Além da Direção de Christian Ditter e da Trilha Sonora já citados no início… Atuações, com total química entre eles! Um Roteiro afinado, e assinado por Juliette Towhidi; que talvez até por ser de uma mulher conseguiu não deixar cair nos esteriótipos principalmente os personagens femininos. Não tem como não se encantar em especial por Rosie! Um filme que além de me deixou vontade de rever, também me fez querer ler o livro. Nota 10!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Simplesmente Acontece (Love, Rosie. 2014)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

Curiodades:
– O livro do qual o filme foi baseado é o “Where Rainbow’s End”, de Cecelia Ahern, e de 2004. Foi publicado no Brasil em 2006 como “Onde Terminam os Arco-Íris”… Mas com o filme, o livro volta com nova roupagem: título igual “Simplesmente Acontece” e com os personagens do filme na capa. E Cecelia Ahern também é autora do livro que inspirou o filme homônimo “P.S. Eu Te Amo”, de 2007″. 
– As frases do filme que permeiam esse meu texto eu as trouxe daqui:
http://www.mensagenscomamor.com/livros/frases_simplesmente_acontece.htm

Trailer Dublado

Série: SMASH (2012 / 2013)

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Pela Volta da Série Smash e com Novas Temporadas!

Os norte-americanos não gostam mais de Musicais? É uma pergunta que não cala! Tudo porque uma excelente série como “Smash” foi cancelada por conta da baixa audiência por lá. Isto é um absurdo em meio a tantas Séries “bobinhas” criadas anualmente por lá, e que ganham novas temporadas mesmo não tendo muita audiência. O que demonstra que há outro critério por trás, não vindo a público. Nem é questão de gosto pessoal o que influencia uma Série emplacar novas temporadas. Ou até o é, mas ai talvez porque o “dono da caixa” seja fã dessas outras, levando-o a cortar as verbas para as prováveis “concorrentes”. Ou mesmo por conta de uma guerra por audiência entre os principais canais dos Estados Unidos. Enfim, misterioso ou não… fica aqui esse quase manifesto pela CONTINUAÇÃO da Série SMASH! Isto posto, vamos ao porque eu amei essa série!

Smash” aglutina itens que a qualifica em cada episódio, como: Drama, Comédia, Suspense, além é claro Musical. Este item por sinal, contém uma Trilha Sonora vibrante e emocionante. Um Roteiro impecável mostrando os bastidores nas montagens de Peças Teatrais de cunho Musical. As dificuldades dentro e fora dos teatros. Os dramas pessoais dos envolvidos. As puxadas de tapetes. As alegrias pelas conquistas diárias até a estreia… Tudo em histórias que nos levam do riso às lágrimas. Onde as emoções de fato variam em cada episódio. Todo o Elenco em uníssono! Há química entre eles. Onde cada um deles transpira todo o perfil do próprio personagem com tanta naturalidade que até parecem reais. Que estão por ali caminhando pela Broadway.

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Angelica Huston, Debra Messing e Katharine McPhee

Encabeçando esse Elenco maravilhoso temos uma das Grandes Divas do Cinema: Angelica Huston. Que esbanja talento com a sua Eilen. Atriz de presença marcante, mas que não se deixa eclipsar aos demais em cena com ela. Levando a todos a dividirem o estrelato com ela. Passando então para Debra Messing. A doce e estabanada Grace de “Will e Grace” que nessa dá lugar para a emocionalmente em conflitos pessoais e profissionais, mas também doce: Julia. Roteirista de Musicais, e com grandes sucessos na bagagem. Completando esse trio maravilhoso, há Katharine McPhee, vencedora de um dos American Idol. Ela empresta sua voz e talento para sua personagem Karen. Esta mesmo ao declinar de uma ascensão meteórica para até vivenciar as emoções de quase um início de carreira onde se sonha atingir o apogeu, parece ter mesmo seu destino traçado rumo ao topo.

Bem, há muito mais para se falar não apenas do elenco feminino, como também do masculino. Mas preferi focar nessas três porque nelas há a tônica em se fazer uma produção teatral. Em se tentar criar um grande Musical e levá-lo até Broadway. Partindo desse trimônio: cash + história + talentos.

A Broadway é a meca dos Grandes Musicais nos Estados Unidos, e que virou até roteiro turístico: o Musical “Cat” que o diga. Se Los Angeles atrai os sonhos das produções cinematográficas com sua Hollywood… A Big Aple tem na Broadway os sonhos dos que amam fazer teatro.

Ter e manter uma peça ali com toda certeza traz, mesmo que desconhecidos pelo público maior, histórias incríveis. Até com atos nada éticos, quando não criminosos. E é isso que “Smash” vinha mostrando em cada episódio até o último da 2ª Temporada, quando então foi cancelada. Contrato não renovado para outras temporadas. Deixando saudades em seu público cativo, e com um forte desejo de que esse show tem que continuar!

Please! Voltem com novas Temporadas de SMASH!

Digam o que Quiserem (Say Anything… 1989)

Por Francisco Bandeira.
Tudo o que de melhor os filmes adolescentes da década de 80 tem a oferecer: jovens ingênuos, verdadeiros, apaixonados, melancólicos e sem rumo na vida. Uma linda história de amor, que tem como plano de fundo histórias tristes inseridas num universo iluminado, porém com um ar depressivo e personagens fadados ao fracasso.

diga-o-que-quiserem_1989_01O filme ‘Diga o que Quiserem‘ é bastante honesto e inocente, onde Cameron Crowe tenta captar a essência dos jovens em seus momentos de total intimidade. Estão presentes ali alguns elementos chaves para filmes desse tipo: camaradagem masculina, um protagonista inocente e apaixonado (John Cusack, tornando-se ícone da “Geração X”), uma jovem bonita e carismática, conflitos pessoais, boa trilha sonora e momentos nostálgicos. No caso de Say Anything, ainda consegue ser atemporal, como na clássica cena da janela, onde o protagonista levanta seu rádio ao som de In Your Eyes, de Peter Gabriel. Apesar de o roteiro esbarrar um pouco em um melodrama sem graça, consegue se manter até o belo desfecho onde Cameron Crowe mostra que, juntos, podemos superar nossos maiores medos.

Digam o que Quiserem (Say Anything… 1989). Detalhes Técnicos: página no IMDb.