O Homem que Engarrafava Nuvens (2009)

Quando assisti ao trailer confuso do filme de Lírio Ferreira, não dava sequer para perceber do que se tratava e parecia uma colcha de retalhos. E é exatamente o que é.  Só que muito bem costurada, acabada e rica em detalhes.

O tema pretende decifrar um pouco o célebre compositor Humberto Teixeira, que em parceria com Luiz Gonzaga, espalhou o ritmo do baião pelo mundo, mas acaba abrangendo todo o cenário da música popular brasileira em várias épocas.

Praticamente todos os cantores importantes aparecem no filme: De Carmen Miranda a Chico Buarque passando por Gal Costa numa brilhante apresentação em parceria com Sivuca, até uma versão magnífica de Maria Bethânia para “Asa Branca” que é um presente para os fãs. Isso sem contar com figuras como Belchior, Jorge Dória, Raul seixas e Ilka Soares.

No meio da salada saborosa de sons, imagens e ritmos, surge Miho Hatori entoando um “baião asiático”, Bebel Gilberto divulgando o famoso arrasta-pé em inglês bossa-nova sofisticado e um cantor americano que adapta o êxodo nordestino de “Asa Branca” com um episódio parecido nos Estados Unidos provando que temos todos quase a mesma estória.

Denise Dumont, atriz e filha de Humberto, é o fio condutor do roteiro recheado de saudades dos pais e do país. Ela mora no exterior há décadas e ainda enche os olhos com sua beleza e voz especiais inexplicavelmente afastados das telas desde então. Aproveite então as cenas de “Radio Days” do Woody Allen e “Terror e Êxtase” que aparecem no final e se não tiver pressa, fique até os créditos acabarem para se deleitar com um pouco mais de Denise. Sua investigação sobre o pai, que ela admite não ter conhecido bem, esbarra numa emocionante entrevista com a mãe que revela detalhes do caráter déspota do marido esclarecendo a “fuga” das duas para outros países e o fato da atriz não usar o sobrenome de Humberto artisticamente.

Uma curiosa contradição com o suposto caráter poético e sensível do artista capaz de colecionar arco-íris e engarrafar brumas.

Carlos Henry

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Tinha Que Ser Você (Last Chance Harvey)

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Os opostos se atraem? O que atrai mais numa pessoa de temperamento oposto ao seu? Seu jeito de lidar com os reversos da vida? Seu jeito de se aproximar, de quebrar o gelo? Essas, são algumas das reflexões que encontrará em ‘Tinha Que Ser Você‘. Uma comédia romântica para um público mais adulto.

Ao término do filme me peguei a pensar de onde saiu esse título dado aqui no Brasil – ‘Tinha que ser você‘. Se teria sido pelo primeiro encontro entre o casal protagonista – Harvey (Dustin Hoffman) e Kate (Emma Thompson). Fora um encontro nada casual porque ela trabalhava no aeroporto, e ele estava chegando a Londres. É que para mim esse título passa a ideia de que já se conhecerem num passado, mas não tão recente assim. Bem, se viajei nessa… Ainda preferiria algo do tipo: ‘Estão perdendo tempo por conta de que?’

Se bem que para Harvey, aquela mulher, com uma prancheta, querendo uns minutos de sua atenção para responder a uma pesquisa… veio como: ‘O que ainda falta me acontecer?’ Primeiro, porque ele não se sentia confortável em voos tão longos. Depois, que estava saindo, mesmo que num fim de semana, num momento crucial no seu emprego. Para Harvey, chegar naquela idade, e vê que pode perder o emprego por conta da tecnologia… os jingles que cria no piano para anúncios de tv, podendo ser criados em teclados computadorizados… o deixara meio amargo. Nem o fato de estar indo ver o casamento da sua única filha, amenizava… E o que ela lhe faz antes da cerimônia… piorou o seu estado. Para completar, um congestionamento o faz perder o voo de volta.

Quando ele volta a se encontrar com Kate, num bar… A princípio, a posição se inverte: agora é ela que não está afim de conversa. Mas Harvey, até por ter perdido o voo insiste num pedido de desculpa.

E então a conversa vai longe… Com trocas de confidências, até dolorosas para ambos. Talvez, numa de: ‘dois estranhos, que no dia seguinte cada um seguirá com suas vidinhas de sempre, e tendo um oceano a apagar de vez aquele final de semana’…

De temperamentos opostos – ela, muito tímida; ele bem extrovertido… Kate, preferia manter a sua vidinha, achava mais confortável assim. Uma proteção a um não sofrer. Não se via mais estar apaixonada por alguém. Deixava fluir esse lado nos romances que lia… Por outro lado, Harvey se resguardou no trabalho para não ter outra decepção.

Assim, o final de semana em Londres, irá mudar a maneira de agir não apenas deles dois, mas também de mais pessoas. Nunca é tarde demais para mudar o rumo da sua vida.

Ver Emma Thompson atuando, é sempre um grande prazer. Mesmo fazendo um personagem comum. Ela é de uma elegância, que poderia roubar a cena, o filme… mas sabe dividir o palco. Dustin Hoffman faz com que seu personagem, mostre a presença de alguém não mais jovem atuando. E também com classe. Houve uma empatia entre os dois personagens. O que nos leva mais a observar a atução dos dois, do que a trama em si.

É um bom filme! Com uma bela trilha sonora! Mas que não deixou vontade de rever.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Tinha Que Ser Você (Last Chance Harvey). 2008. EUA. Direção e Roteiro: Joel Hopkins. Elenco: Dustin Hoffman (Harvey Shine), Emma Thompson (Kate Walker),  Eileen Atkins (Maggie Walker), Kathy Baker (Jean), Liane Balaban (Susan), James Brolin (Brian). Gênero: Drama, Romance. Duração: 92 minutos.

Lugares Comuns (Lugares Comunes. 2002)

lugares-comuns_posterA missão de um Professor é despertar no aluno a dor da consciência.

O Cinema Argentino tem nos dado ótimos filmes. Esse, ‘Lugares Comuns, é mais um a engrossar a lista. Um filme que somente por uma certa aula de um professor já valeria muito a pena assistir. Acontece que o filme por um todo nos levar a várias reflexões. E emociona! Não deu para segurar as lágrimas no final.

O que teria de tão especial nessa aula? Eu não sei se os jovens de hoje criam uma relação de respeito aos professores. Não a todos, mas a aqueles que fazem a diferença nessa profissão. Os que tem nela sua profissão de fé. O seu sacro-ofício. O protagonista desse filme é um deles.

Fernando Robles (Federico Luppin) fora forçado a se aposentar por decreto. Faltando pouco tempo para isso e ai então sairia com um salário integral. Num governo repressor seu temperamento anárquico teve seu nome até endossado pelo Reitor. Sem ter como reverter o quadro o jeito era se adequar a nova situação. Se o tempo já era dureza para alguém mais novo encontrar emprego, o que dirá para alguém da sua idade. Sem esquecer que não era muito querido no meio acadêmico por não gostar de cabresto. Nossa! Seu embate com o Reitor – de mente retrógrada -, é de querer voltar a fita.

Fernando então dá a sua última aula: “Eu quero que se lembrem que ‘ensinar’ significa ‘mostrar’. Mostrar não é doutrinar. É dar informação, enquanto ensina a maneira de entender, de avaliar, de ponderar, e questionar essa informação.” E é nela que ficaremos conhecendo também o porque do título do filme.

O Fernando dando aula me fez lembrar de uma Professora, D. Nilza. Num período de Ditadura ela fez a diferença para nós por não adotar o livro oficial: por ele ser emburrecente. Nós os deixávamos abertos numa página previamente combinada para o caso de uma visita surpresa de alguém da Diretoria. E assim com alguma notícia lida no jornal do dia ela nos dava uma senhora aula de geopolítica. Além de nos fazer gostar de ler os jornais diariamente. Saber o que estava se passando no mundo. Saber questionar os fatos. Valeu D. Nilza! Voltando ao filme…

Além de Professor de Literatura, Fernando era Crítico Literário. E acalentava um desejo de um dia vir a ser um grande escritor. Por ser muito autocrítico limita-se a escrever um diário. Um livro que crê que só será lido por sua amada esposa, Lili (Mercedes Sampietro), e quem sabe seu filho único, Pedro (Carlos Santamaría). Esse vive na Espanha com a esposa e filhos. São por essas anotações que somos levados a conhecer esse período da história desse casal encantador. Do que fizeram com a peça que o destino lhes pregou.

Como já estava no programado uma viagem a Madri – o filho os hospedariam, além de dar as passagens -, decidem ir. Para reverem o filho, além de Lili tornar a ver a sua terra natal. Ele até tentou esconder a demissão dela, mas ela o conhecia bem. Resolveram então ocultar do filho. Aqui há algo também para refletir. Isso de tentar poupar alguém omitindo algo que ficará sabendo mais a frente. Por melhores das intenções, pode trazer alguns julgamentos precipitados. E no caso do Fernando sua relação com o filho já era conflitante. Assim, esse pequeno convívio, já levava uns pontos nevrálgicos. Não deu outra!

Na volta Lili decide vender seu belo apartamento, herança de família, e embarcar numa nova empreitada do Fernando. Compram uma chácara que não era mais objeto de desejo do então proprietário. Ficando viúvo, perdera a motivação em seguir com a empreitada: plantar flores para a indústria de perfumes.

Para ambos já seria uma grande aventura ir morar no campo por estarem acostumados ao conforto da cidade. A chácara ficava no meio do nada. Mas de um nada de tirar o fôlego pela beleza. Embora o ex-proprietário deixara quase um manual da plantação a destilação, eles teriam que aprender tudo na prática. Com um detalhe a mais nesses esforços, o de Fernando ser um safenado.

Um outro fator relevante nesse filme é a relação entre patrão e empregado na chácara. Até por conta dos ideais de Fernando. Assim, ganhamos nós com ela. Fernando e Demedio (Claudio Risi) são um show à parte.

E entre tantos lugares comuns, o filme também nos mostra que por trás de um grande homem há uma sábia mulher.

Assistam! Um filme para ver e rever. Nota 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Lugares Comuns (Lugares Comunes. 2002). Argentina. Direção e Roteiro: Adolfo Aristarain. Gênero: Drama. Tempo de Duração: 110 minutos. Baseado em livro de Lorenzo F. Aristarain.

Ao Entardecer (Evening. 2007)


Dizem que à beira da morte passa um filme sobre a vida da pessoa. Isso acontecendo de repente e num breve intervalo de tempo, tudo deve vir num flash bem compacto. Agora, quando ainda terá umas horas antes dela chegar… Deve possibilitar na escolha do que se quer passar a limpo. E é por ai, que se baseia o filme. Mas como essa perda será sentida por outras pessoas, também as fará pensarem em si mesma.

Um tempinho atrás escrevi um texto sobre ‘O divisor de água de cada um de nós‘. Nesse filme, ‘Ao Entardecer‘, a Ann (Vanessa Redgrave), entre momentos lúcidos ou de delírios, talvez por efeitos da medicação, ou mesmo por já não mais haver barreiras por conta das regras sociais… Enfim, para ela um único divisor de água merecia ser revisto. Porque um outro, ela só quis constatar se não fora totalmente negligente. Em resumo, uma revisão a um grande amor, e se por sua carreira houvera omissões as suas filhas.

Nessa volta ao passado o que Ann (Claire Daines) elege como seu ponto de partida veio por conta de uma frase que pelo jeito a acompanhou todo esse tempo. Algo mais ou menos assim: “E se eu tivesse aceito o convite de Buddy (Hugh Dancy) e tivesse ido velejar com ele e Harris (Patrick Wilson) naquele entardecer… Será que minha vida teria tomado outro rumo?‘. É que ainda naquele final de semana uma tragédia a levou a querer ir para longe daquele pesadelo.

A questão que ficou a mim foi por conta dela não ter ouvido a voz do seu coração – esse já perdidamente apaixonado por Harris -, e que apenas ouviu a voz ‘do que os outros pensariam‘. Entre esses outros estaria a sua melhor amiga Lila (Marmier Gummer). Ann então quis esquecer tudo mais que a envolveriam-na àquelas pessoas que até viviam em mundos diferentes. Que nem um ter como pagar uma simples conta de luz fazia parte do seu dia-a-dia como o dela. Claro que o não ter vivenciado fica mais fácil em dizer que não teria feito o mesmo, mas cabe aqui não um julgamento e sim um tentar entender o seu drama.

Nesse seu delírio em meio as seu flash-back Ann ganhou uma ajuda: alguém meio que advogado-do-diabo. Alguém para clarear ainda mais nesse seu mergulho. Se essa presença era fruto da sua imaginação, ou de seus sonhos, o certo era que a Enfermeira-da-Noite (Eileen Atkins) fez mais que isso. Ela fez algo que as filhas de Ann nem pensaram em fazer. Que foi em avisar a Lila que sua grande amiga do passado estava nas últimas. E Lila (Meryl Steep) veio. Onde não só ajudou a amiga a partir sem culpas, como também ajudou a uma das filhas de Ann, a Nina (Toni Collette) a não ficar tão indecisa diante da vida.

No tocante as filhas, essas horas finais deu-lhe momentos de lucidez onde pode senti-las mais perto. Saber delas se fora uma boa mãe. Para Constance (Natasha Richardson), já casada, com filhos, a conversa fora mais madura. Por ela estar segura de que fizera a escolha certa. De que ao se tornar mãe pode compreender a sua mãe.

Já com Nina, até pelo seu temperamento, ouvir trechos dos delírios da mãe, aumentou ainda mais os receios. Por medo do futuro, por saber que é uma pessoa de difícil convivência. Por descobrir que está grávida do seu atual namorado. Enfim, seus temores são em relação ao que ainda está por vir. Se para a sua mãe não haverá um amanhecer, para ela sim. Então, por que não começar a fazer os seus, um de cada vez? E quem sabe só no último entardecer de sua vida saber se fizera as escolhas certas. Pois se manteve uma pessoa íntegra mesmo tendo feito algo errado, o que importa é que o fez, que não ficou apenas no ‘Se…

Por fim, o filme aborda questionamentos maduros. E sobretudo para as mulheres que ao longo da vida tentam conciliar carreira, família, o lado dona-de-casa, maternidade, entre outras coisas.

Mas destacaria nesse filme uma outra questão: o alcoolismo. No quanto esse vício tem de prejudicial. Tanto para a própria pessoa, como também para aos que cruzam seu caminho. No filme a pessoa começou a beber aos doze anos. Tão cedo que embora eu não esteja culpando os pais me pergunto o que eles estavam fazendo que os impediam de ver esse grito de alerta do filho? Creio que quando se inicia ainda na adolescência há uma chance maior de sair desse vício. A menos que o que esse filho estivesse tentando contar, seus pais não queiram nem ouvir. Sendo assim, depois de uma tragédia… já será tarde demais.

Eu gostei do filme. Mas não deixou-me uma motivação para revê-lo!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Ao Entardecer (Evening). 2007. EUA. Direção: Lajos Koltai. Elenco: Claire Danes, Vanessa Redgrave, Mamie Gummer, Meryl Streep, Patrick Wilson, Hugh Dancy, Glenn Close, Barry Bostwick, Natasha Richardson, Toni Collette, Ebon Moss-Bachrach, Eileen Atkins. Gênero: Drama. Classificação etária: Livre. Tempo de Duração: 117 minutos. Drama baseado no livro de Susan Minot.

Café da Manhã em Plutão (Breakfast on Pluto. 2005)

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A vida pode não parecer um conto de fadas. De começar como num conto infantil: “Era uma vez…” Mas que mal há em fantasiar trechos que ficaram perdidos? Ou desconhecidos. Em dar um colorido as páginas em branco?

É meio por aí que Kitten nos leva juntos: ao contar do seu jeito como tudo começou. Um bebê deixado num cestinho à porta do Padre local junto com o leite para o café da manhã… e por uma jovem.

Ele então é criado por uma família. Que com o passar dos anos, não gosta do que ele é de fato – um homossexual. Mas mesmo diante dessa opressão não revida com a vida.

Num intuito maior em descobrir quem é a verdadeira mãe, em saber o porque de tê-lo abandonado, descobre algo maior – e toma um café da manhã com ele.

E paralelo a isso vai levando a vida com o seu jeito meigo de ser.

Assisti o filme encantada! E no balanço das músicas, ficou um gosto de querer rever outras vezes. Ah! Outro ponto positivo desse filme é a participação, excelente por sinal, de um jovem com Síndrome de Down.

Nota: 10.

Por: Valéria Miguez.

Café da Manhã em Plutão (Breakfast on Pluto). 2005. Irlanda. Direção e Roteiro: Neil Jordan (The Crying Game). Com: Cillian Murphy, Liam Neeson e Stephen Rea. Gênero: Drama, Comédia. Duração: 135 minutos.

À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness)

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Guarda dos filhos: um direito apenas da mãe? E do pai, não?

Sobre o título original, o “y” em vez de um “i” em happyness faz parte da história. É interessante o porque dele.

O filme é baseado numa história real. De início, parece um drama comum, atual, em tantos lares: questões financeiras. Contas a serem pagas e pouco dinheiro entrando. Bem, o diferencial, talvez esteja no fato do personagem querer manter seu filho próximo.

A história conta das dificuldades de um cara em tentar conciliar família, estudo e profissão. Acreditando no seu potencial, investe tempo e dinheiro numa venda. Acontece que escolheu um item difícil de ser vendido. Com a falência batendo na porta, a mulher vai embora. Para ela surgiu uma oportunidade de trabalho. Mas longe dali. Então, ele lhe implora para que não leve o filho. Até pela infância que teve… ele não quer o mesmo para seu filho.

Abrindo um parêntese. Não sou contrária ao pai ficar com a guarda dos filhos. E esse filme, meio que de leve, aponta para que isso deixe de ser algo negativo. Até porque as mulheres também têm direito de pensar e cuidar do seu lado profissional; de sua carreira. Antes, um papel só bem visto para os homens.

Sendo assim, mesmo quando sua vida parece descer ladeira-abaixo… Chris Gardner (Will Smith) faz o impossível para que o filho sinta que eles ainda têm um lar. Se quem se emocionou com a história do casaco ligando pai e filha no filme “Crash – No Limite”… Não tem como não se emocionar com a história da caverna para que filho sinta que têm um lar. A cena arrepia! Até mesmo num albergue para desabrigados… Ele mostra o significado da palavra Lar.

Também ficamos ciente do que fazem, alguns, com estagiários… Haveria também algo de discriminação por ele ser um negro? O que fizeram com ele não poderia ter sido um teste em paralelo ao estágio… Jogaram pesado!

Will Smith, me surpreendeu! Eu que sempre o vi como um ator cômico; a menção de seu nome, logo pensava em “MIB”, em “Hitch”… agora terei também esse personagem. Foi ótimo! Confesso que chorei com ele no finalzinho.

A trilha sonora é linda! Citando algumas: “This Masquerade”, com George Benson; “Jesus Children of America”, com Stevie Wonder; “Lord, Don’t Move That Mountain”, com The Glide Ensemble. E amei a versão que a Roberta Flack deu para “Bridge over troubled water”!

Um filme que entrou na minha lista de que será gostoso revê-lo. Gostei! Nota: 09.

Por: Valéria Miguez.

À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness). 2006. EUA. Direção: Gabriele Muccino. Elenco: Will Smith, Jaden Smith, Thandie Newton, Brian Howe, Jay Twistle, James Karen, Dan Castellaneta, Kurt Fuller. Gênero: Drama, Bibliografia. Duração: 117 minutos. Classificação: Livre.