Meu Melhor Inimigo (The Odd Couple II. 1998)

A inimizade desses dois personagens começou de fato muito tempo atrás. Quando um deles deu guarida por uns dias ao outro amigo. Pois é! No fundo se gostam, mas por serem o oposto um do outro, quando juntos soltam faíscas. Por vezes explodem mesmo. Mas após uma separação de 17 anos eis que o destino conspira para novamente juntar esses dois amigos. Ops! Essa estranha dupla. “Meu Melhor Inimigo” é uma continuação hilária!

Que bom também que o destino conspirou para mais uma vez reunir esses dois grandes atores: Walter Matthau (1920–2000) e Jack Lemmon (1925–2001). Dando a nós um presente em ver esses dois personagens com lugar de honra em nossa memória cinéfila: Oscar Madison (Walter Matthau) e Felix Unger (Jack Lemmon). Quem viu o primeiro filme, “Um Estranho Casal” (1968), por certo amou os dois e que pela química entre eles foi na mesma intensidade. Um é o contraponto do outro.

Oscar, agora aposentado, mora na Flórida. Ou seja, a quilômetros de distância do outro que mora em Nova Iorque. Continua o mesmo: desorganizado, meio desleixado, sem se importar com a comida. E continua adorando jogar. Sendo que agora tem como companheiros de carteado, um grupo de aposentados, e mais velhos que ele. Se têm dinheiro para apostar, é o que importa. Mas continua um bom camarada!

Felix continua com suas manias um tanto quanto esquisitas até por um desconhecimento do quadro clínico dele: nosso e dele próprio. Já que para ele sua compulsão por limpeza é algo normal. Um hipocondríaco na busca de uma cura de algo que não tem. Leiga que sou me arrisco a dizer que tem TOC (Transtorno obsessivo-compulsivo). A sua ingenuidade nesse seu modo de ser, ter aparentando uma carência que acaba comovendo o Oscar.

Brucey (Jonathan Silverman) liga para seu pai, Oscar, avisando que irá se casar em poucos dias. Pedindo que vá ao casamento. A primeira bomba vem com quem será a noiva. Justamente com Hannah (Lisa Waltz), filha de Felix. Passado o primeiro impacto, vem a segunda bomba. Oscar e Felix se encontrarão num aeroporto na Califórnia e de lá seguiriam num mesmo carro alugado até o local da cerimônia.

O que seria algo fácil até para duas crianças, para Oscar e Felix uma pequena viagem de duas horas se prolonga por dois dias. Com muitas discussões. Confusões que hora patrocinada por um, hora pelo outro. De levarem um delegado (Richard Riehle) a testar seus próprios limites de paciência, por não querer queimar o próprio filme: está tentando uma reeleição. Uma interminável e divertidíssima viagem!

Desliguem-se de tudo a volta. Mas principalmente do politicamente correto, já que a história tira proveito cômico dos males do personagem Felix. É diversão garantida! Eu, mesmo revendo, caio em deliciosas gargalhadas sempre. Amo de paixão!
Nota Máxima!

Como brinde: O tema musical do primeiro que também está nesse:

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Meu Melhor Inimigo (The Odd Couple II. 1998). EUA. Direção: Howard Deutch. Roteiro: Neil Simon. +Elenco. Gênero: Comédia. Duração: 97 minutos.

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Assalto em Dose Dupla (Flypaper. 2011)

Com um tema bem comum – assalto a banco -, fica o desejo de ver nesse um diferencial. Que dará molho a trama. Em “Assalto em Dose Dupla” o ingrediente principal é Tripp, personagem de Patrick Dempsey. O cara é uma mistura de outros três personagens principais das Séries de Tv: “The Mentalist” + “Psych” + “Monk”. Tripp além de extremamente compulsivo, tem memória fotográfica, capacidade de deduções lógicas, e com o agravante de não ter medo do perigo. Creio que o cérebro dele é como um papel pega-mosca (Tradução literal do título original.): o que cair servirá de base para ele matar a charada. Que seria a coincidência de dois assaltos simultâneos no mesmo Banco. Isso foi o que aguçou a sua curiosidade. Intrigado, dará uma de detetive.

O título original tem mais a ver com o “efeito flypaper“. Que fica difícil explicar porque traria spoiler. Tentando de outro modo. Há um ranking entre os assaltantes mais procurados, e quem está nesse topo, não quer que apareça sua foto, somente seus crimes. Como também não querem ser reconhecidos. Então, é dar milho aos pombos enquanto limpam seus próprios rastros enquanto agem.

Tripp chega ao Banco já com pose de galã, ou seja, chamando a atenção para si. Na fila do caixa, esnoba Madge (Octavia Spencer), que sem eufemismo é: negra, baixinha e gordinha. Preferindo então ser atendido por Kaitlin, personagem de Ashley Judd. Ao pedir uma soma em dinheiro em moedas, a deixa intrigada. Antenado, enquanto aguarda, observa tudo ao redor. O que o leva a perceber que o Banco seria assaltado. De imediato tenta proteger Kaitlin, mas depois sua mente se liga a tudo mais.

Explicitamente são dois grupos de assaltantes. Uma das equipes é composta por Darrien (Mekhi Phifer), Weinstein (John Ventimiglia) e Gates (Matt Ryan). Que parecem ser os mais especialistas. Na outra equipe temos a dupla Peanut Butter (Tim Blake Nelson) e Jelly (Pruitt Taylor Vince), que perto da outra mais parece ladrões de galinha, mas com um agravante: eles adoram explosivos. Além desses, há outros envolvidos, mas em meio aos reféns. Que com o passar das horas, a grande jogada é manter-se vivos até a chegada da polícia. Sendo que essa não está sabendo que há um assalto em andamento. Os alarmes, assim como os celulares foram desativados.

Ponto alto do filme: Não é que Tripp leva o filme nas costas, a comicidade de todos os personagens estão em uníssono. Mas com certeza nossa atenção se volta para ele que banca o detetive.

Como ponto negativo: O de venderem o filme como sendo também uma Comédia Romântica. Numa continuação, talvez, mas não nesse aqui. Há crimes, mas é uma divertida Comédia.

Num Roteiro enxuto, “Assalto em Dose Dupla” surpreende. O filme é ótimo! De querer rever. Contar mais, periga soltar spoiler.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Assalto em Dose Dupla (Flypaper. 2011). Alemanha / EUA. Direção: Rob Minkoff. Roteiristas: Jon Lucas, Scott Moore (Se Beber, Não Case! I e II). +Elenco. Gênero: Comédia, Crime. Duração: 87 minutos.