Série: SMASH (2012 / 2013)

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Pela Volta da Série Smash e com Novas Temporadas!

Os norte-americanos não gostam mais de Musicais? É uma pergunta que não cala! Tudo porque uma excelente série como “Smash” foi cancelada por conta da baixa audiência por lá. Isto é um absurdo em meio a tantas Séries “bobinhas” criadas anualmente por lá, e que ganham novas temporadas mesmo não tendo muita audiência. O que demonstra que há outro critério por trás, não vindo a público. Nem é questão de gosto pessoal o que influencia uma Série emplacar novas temporadas. Ou até o é, mas ai talvez porque o “dono da caixa” seja fã dessas outras, levando-o a cortar as verbas para as prováveis “concorrentes”. Ou mesmo por conta de uma guerra por audiência entre os principais canais dos Estados Unidos. Enfim, misterioso ou não… fica aqui esse quase manifesto pela CONTINUAÇÃO da Série SMASH! Isto posto, vamos ao porque eu amei essa série!

Smash” aglutina itens que a qualifica em cada episódio, como: Drama, Comédia, Suspense, além é claro Musical. Este item por sinal, contém uma Trilha Sonora vibrante e emocionante. Um Roteiro impecável mostrando os bastidores nas montagens de Peças Teatrais de cunho Musical. As dificuldades dentro e fora dos teatros. Os dramas pessoais dos envolvidos. As puxadas de tapetes. As alegrias pelas conquistas diárias até a estreia… Tudo em histórias que nos levam do riso às lágrimas. Onde as emoções de fato variam em cada episódio. Todo o Elenco em uníssono! Há química entre eles. Onde cada um deles transpira todo o perfil do próprio personagem com tanta naturalidade que até parecem reais. Que estão por ali caminhando pela Broadway.

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Angelica Huston, Debra Messing e Katharine McPhee

Encabeçando esse Elenco maravilhoso temos uma das Grandes Divas do Cinema: Angelica Huston. Que esbanja talento com a sua Eilen. Atriz de presença marcante, mas que não se deixa eclipsar aos demais em cena com ela. Levando a todos a dividirem o estrelato com ela. Passando então para Debra Messing. A doce e estabanada Grace de “Will e Grace” que nessa dá lugar para a emocionalmente em conflitos pessoais e profissionais, mas também doce: Julia. Roteirista de Musicais, e com grandes sucessos na bagagem. Completando esse trio maravilhoso, há Katharine McPhee, vencedora de um dos American Idol. Ela empresta sua voz e talento para sua personagem Karen. Esta mesmo ao declinar de uma ascensão meteórica para até vivenciar as emoções de quase um início de carreira onde se sonha atingir o apogeu, parece ter mesmo seu destino traçado rumo ao topo.

Bem, há muito mais para se falar não apenas do elenco feminino, como também do masculino. Mas preferi focar nessas três porque nelas há a tônica em se fazer uma produção teatral. Em se tentar criar um grande Musical e levá-lo até Broadway. Partindo desse trimônio: cash + história + talentos.

A Broadway é a meca dos Grandes Musicais nos Estados Unidos, e que virou até roteiro turístico: o Musical “Cat” que o diga. Se Los Angeles atrai os sonhos das produções cinematográficas com sua Hollywood… A Big Aple tem na Broadway os sonhos dos que amam fazer teatro.

Ter e manter uma peça ali com toda certeza traz, mesmo que desconhecidos pelo público maior, histórias incríveis. Até com atos nada éticos, quando não criminosos. E é isso que “Smash” vinha mostrando em cada episódio até o último da 2ª Temporada, quando então foi cancelada. Contrato não renovado para outras temporadas. Deixando saudades em seu público cativo, e com um forte desejo de que esse show tem que continuar!

Please! Voltem com novas Temporadas de SMASH!

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Teatro: Os Saltimbancos Trapalhões (2014)

saltibancos-trapalhoes_o-musical_2014Por: Melissandra Soares.
Ontem fui assistir ao musical Os Saltimbancos Trapalhões, com Didi e Dedé. E saí de lá super emocionada com o que presenciei!! Fechei os olhos e me senti criança de novo, relembrando a história e as canções que fizeram muito sucesso. Além da belíssima produção, lindos cenários, figurinos de arrasar e uma brilhante atuação dos atores. Um mix de Musical, Teatro, Circo e Dança. Um grande espetáculo que me deixou em êxtase total.

E se já não bastasse toda a emoção que eu estava sentindo, comemorei com todos ali presentes os 80 anos do Renato Aragão. Uma surpresa para ele e para a platéia que o aplaudiu de pé. Não sou muito fã do Renato, mas o admiro como grande comediante.

Enfim… um musical memorável que indico a todos assistirem!!! Bravo, bravíssimo!!! E viva a Cultura Nacional!!

Os Saltimbancos Trapalhões – O Musical (2014).
Sinopse: No palco, o foco é na história de Didi (Renato Aragão) e Dedé (Dedé Santana), dois funcionários humildes que se tornam a grande atração de um circo por conta da incrível capacidade de fazer o público rir. O sucesso desperta a ira do Barão (Roberto Guilherme), dono do circo, e do mágico Assis Satã (Nicola Lama), que passam a persegui-los. Personagens como a vilã Tigrana (Adriana Garambone) e a mocinha Karina (Gisele Prattes) ajudam a criar ainda mais confusões.

Curiosidade: Assinado por Charles Möeller, o texto da montagem foi inspirado no conto ‘Os Músicos de Bremen’, que também deu origem à peça ‘Os Saltimbancos’, dos italianos Sergio Bardotti e Luis Enríquez, e ao filme ‘Os Saltimbancos Trapalhões’ (1981). Chico Buarque foi o responsável por todas as letras das canções e criou clássicos como ‘Piruetas’, ‘História de Uma Gata’ e ‘Hollywood’, que naturalmente fazem parte desta versão para o teatro.

OLHO NU (2014). O Ney Matogrosso dos Palcos e da Vida.

ney_matogrossoO documentário de Joel Pizzini sobre a trajetória do prolífico artista Ney Matogrosso, foge aos padrões comuns. Para começar, não há depoimentos de outras pessoas sobre o cantor, salvo um ou outro pequeno comentário sempre sem legendas ou marcações de tempo, que parece não ter importância alguma na narrativa habilmente fragmentada. É o próprio Ney quem fala de si mesmo o tempo todo. Ele critica e analisa suas imagens de arquivo e falas do passado com a autoridade de seus mais de setenta anos.

ney-matogrossoControversamente à sua aparente sisudez, Ney aparece despudorado, com roupas e maquiagem extravagantes que o tornaram famoso, ou completamente nu, integrado a uma natureza selvagem de lagos, matas e bichos que diz fazer parte, como sintetiza a bela imagem do imenso caracol que lhe acaricia o rosto. É curioso assisti-lo falando afirmações conhecidas como quando diz que não acha o próprio corpo bonito, mas usa como se fosse. E até acreditam. Complementa.

A narrativa recheada de trechos de letras que ele já cantou e comentários quase sempre muito sérios e fortes ilustra uma vasta produção musical de qualidade, incluindo as músicas do lendário grupo Secos & Molhados com cenas inéditas do antológico show no Maracanãzinho nos anos 70.

Nem mesmo as suas eventuais e desastrosas declarações políticas, sob a justificativa de uma suposta subversão congênita, conseguem arranhar uma carreira íntegra, rica e bela que o filme consegue registrar em cada fotograma. Ney é vencedor e sua força não teme as rugas ou a morte, como na cena que mostra Paulete e Cazuza numa reunião e se pergunta por que não foi embora na leva de uma doença que matou tantos amigos nos anos 80. Às vezes, mais de um funeral por dia, lembra entristecido na condição de sobrevivente.

Como já cantou tantas vezes com seu sangue latino: O que me importa é não estar vencido.

Carlos Henry.

Sagração à Primavera: Stravinsky e Béjart.

sagracao-da-primavera_stravinsky_bejartPor José Bautzer Fusca.

O lugar comum vê a primavera – a primeira verdade, o primeiro ver – como o momento da natureza idílica, florida e perfumada, quando o amor ronda o ar e os corações pulsam poéticos. Mas a coreografia de Maurice Béjart para a Sagração à Primavera de Igor Stravinsky nos devolve para a realidade áspera da música e olhar criterioso de um músico e de um coreógrafo geniais.

A primavera é rude, impiedosa e amoral, a ela basta exaltar os hormônios das marionetes vivas em disputa febril e não raro mortal pela reprodução. Não há ingenuidade nem visão idílica de pastos floridos e alegres. A vida, na música eloquente de Stravinsky pulsa o ardor da luta dos machos na disputa das fêmeas, e bandos de animais cavalgam, revoam e nadam em frenesi pela reprodução do melhor da espécie. É uma visão cruel. Bela, mas cruel, de uma natureza aparte de qualquer moral humana e apolínea. A ode é por um Dionísio febril.

Em comovente bailado o fraco se esvai, rasteja e morre atrás do bando em célere disparada. A fálica masculinidade, em eloquente representação plástica, corteja o útero receptivo das dançantes em coreografia circular, compondo uma flor ou um útero. A coreografia e a música são fortes e rudes, como a primavera em pulsante desejo selvagem pela vida e a amoral seleção dos mais aptos. Este balé, esta música são fortes e, repito, rudes. Não permitem a visão idealizada e romântica do lugar comum. É possível identificar com clareza a vida animal e seu drama primaveril de migração, vida e morte, na busca da reprodução.

Tive o imenso prazer de assistir este mesmo balé postado em vídeo, não apenas em sua apresentação no Teatro Municipal De São Paulo, décadas atrás, como também nos bastidores do ensaio, em um momento mágico e inesquecível, por um gesto de extrema simpatia para com este ardoroso fã que sou. Foi com emoção forte que encontrei o registro em filme dessa vigorosa coreografia que tenho o prazer de dividir com vocês, meus amigos.

Curiosidade: Poderão conhecer um pouco de Igor Stravinsky no filme “Coco Chanel & Igor Stravinsky“.

Livro: Depois do Baile (Leon Tolstoi. 1903)

Moscovo I – Wassily Kandinky, 1916, óleo sobre tela

Mazurka é o nome de uma dança tradicional de origem polaca, feita por pares, formando figuras e desenhos diferentes. Certas coisas são fáceis de se compreender e outras não devido à sua complexidade. Há anos atrás, li um conto que, de certa forma, mexeu com o meu emocional. Aconteceu comigo como aquela brincadeira que fazemos com as palavras ao dizer “entendi, mas não compreendi”, mas contando aqui talvez você compreenda.

A vida é feita de pólos divergentes. Antíteses e paradoxos.

Tudo aconteceu DEPOIS DO BAILE. Um conto de Tolstoi. Fiquei anos com a história martelando dentro de mim… e de repente, como acontece com certos sonhos que vira e mexe se repete, voltei a me lembrar… É uma história de amor à primeira vista do jovem Ivan pela encantadora Várenka. Foi um encontro casual num baile e ambos dançaram juntos a mazurka praticamente a noite toda. Ele se encantou pela moça e a descrevia sempre como linda e deslumbrante; a jovem tinha uns dezoito anos na época e era o centro das atenções. O seu sentimento por ela era correspondido. Ele chegou a conhecer inclusive, o seu pai também naquela mesma noite.

De fato, tudo aconteceu DEPOIS DO BAILE. Ivan viu a sua vida inteira se resumir naquele único dia; toda ela foi radicalmente transformada por aquela infinita e inesquecível madrugada em que ele conheceu o BEM e o MAL. A partir daí sua vida nunca mais foi a mesma.

Assim como eu me lembrei dessa história, aconteceu com Ivan. Depois de muitos anos ele relembrou aquele dia e contou para os seus amigos. Contou que Várenka se casou, teve filhos e mesmo estando numa idade avançada, ele a admirava, e a achava linda e simpática. Passagem da vida de Ivan que modificou o seu modo de pensar. Depois de anos ele repensou seus valores. Concordo que certas experiências são universais, capazes de modificar a condição humana individual.

E a medida que ele ia contando aos amigos esse fato, as suas lembranças daquele dia e pensamentos afloravam. Ivan contou que conheceu o pai da jovem também naquele baile. Ele era um militar do exército. O coronel se retirou mais cedo do baile deixando a sua filha ficar um pouco mais naquela festa, talvez até o fim. A noite foi esplêndida para Ivan. Viu-se perdidamente enamorado pela jovem. Foi o dia mais feliz de sua vida.Trocaram olhares e e-mails. Este último é por minha conta.

Como acontece com o conteúdo de uma garrafa que, após a primeira gota vertida, começa a fluir em grandes jatos, também na minha alma o amor por Várenka liberou toda a capacidade de amar que se ocultava no meu íntimo.”

A felicidade de Ivan durou pouco. Ao partir, foi testemunha de algo desagradável que aconteceu no caminho. Ele, DEPOIS DO BAILE, ouvia outro tipo de música que era do tipo áspera, desagradável e maldosa acompanhado ao som de flauta. Eram soldados castigando um tártaro por tentativa de fuga. O tártaro foi maltratado de inúmeras formas, espancado, surrado e arrastado por aqueles militares que apenas cumpriam ordens vindas de seu superior e numa procissão pelas ruas cobertas de neve tudo sob o comando do coronel, pai de Várenka.

Ivan teve em uma única noite a melhor e a pior experiência de sua vida. Conheceu o Amor (bem) e a Dor (mal) no mesmo dia. As pessoas sabem de coisas que não sabemos. Foi exatamente isso que Ivan pensou do coronel.

Se eu soubesse o que ele sabe, talvez eu o compreendesse, e aquilo que eu vi, não me atormentaria assim.”

E por causa dessa noite, Ivan nunca mais foi o mesmo; sua vida inteira foi transformada por esse dia. E ele próprio chegou à conclusão que não prestou para nada. É claro e lógico que ele contando isso aos amigos, eles, evidentemente, não concordaram e achavam tudo isso uma grande tolice. Eles ficaram intrigados com a questão sentimental de Ivan, o que aconteceu com todo aquele amor e por que a sua amada se casou com outro? Então perguntaram:

– Bem, e o amor? Em que deu?
– O amor? O amor, daquele dia em diante começou a minguar. … o amor definhou e acabou.”

Não se chega ao fim sem se passar pelo início; não se morre sem se ter nascido. Trocar uma margem pela outra elimina a possibilidade de totalização. Pode-se até escolher entre a noite e o dia. A aurora  é uma nova possibilidade. Bom quando se faz a coisa certa, mas errar faz parte. Os opostos se atraem: amor e ódio, bem e mal, guerra e paz… dois lados de uma mesma moeda. Uma coisa existe em função da outra.

Às vezes é necessário esquecer o que nos ensinaram e tentar aprender sozinho, pois só assim se acerta ou se erra ainda mais. Adquire-se experiência. Certas passagens da vida ficam registradas para sempre. Guarda-se o que se quer. Lembranças que não se escolhe podem vir à tona quando menos se espera. O ser é resultado daquilo que lê, que come, que faz, que vive; são tantas as possibilidades que o permeiam… do nada pode-se viver situações inusitadas….agora, por exemplo você lendo isto, poderia estar fazendo outra coisa….

Decerto, DEPOIS DO BAILE, depois de um filme, depois do almoço, depois de um beijo, depois de uma leitura de um poema ou um conto… não se é mais o mesmo.

As coincidências do mundo ficcional não são obras do acaso. Tudo depende das circunstâncias. Ela imita a arte da vida.

Anos depois, Ivan, ao contar essa história aos amigos o modo de pensar já era outro; o que ele viu e viveu no passado poderia ser uma perversão. Se a história do tártaro aconteceu era porque alguma coisa eles sabiam que Ivan não sabia, e ele nunca descobriu o que era. E ele conclui que é uma das coisas que podem modificar e dirigir a vida de um homem para sempre.

E a questão do ‘entender e não compreender’ achava terrível e inconcebível que uma obra ficcional não terminasse na forma convencional do ‘Foram felizes para sempre’ como acontece nos contos de fadas.

Na Arte tudo é possível. Relendo um livro, facilmente se consegue tirar novas conclusões, repensar valores e alterá-los; já na vida, devido a muitas circunstâncias diferentemente da ficção, pode-se também rever conceitos e até modificá-los. É difícil, mas não impossível.

Depois do Baile – Leon Tolstoi – Cotação: *****

Curta: O Tempo Não Parou (Time Doesn’t Stand Still. 2011)

Por Luz de Luma.

O Tempo (Não) Parou… Um relógio de variações espaciais contribui para o erro. Imperfeições causadas ainda que minúsculas nas incertezas da freqüência. A física explica…

As imagens são capturas da tela do vídeo abaixo e manipuladas por mim.
Assista: Time Doesn’t Stand Still

Léa Seydoux e Benjamin Millepied, estrela e coreógrafo do New York City Ballet em curta-metragem dirigido por Asa Mader, que nos faz descobrir uma história única da dança e da música. David Lynch e Angelo Badalamenti são responsáveis pela partitura original.

Ele, dançarino, coreógrafo do Cisne negro no filme de Darren Aronofsky, ao lado de Natalie Portman, agora sua esposa (casados em segredo – Um segredo que todo mundo sabe, não deixa de ser curioso). Um curto extrato totalmente vestido pela estilista Aleksandra Woroniecka da casa Ralph Lauren, peças e desenhos de roupas vintage, para emitir uma sensação clássica para essa história que questiona: O que acontece com o amor?

Haverá quem não verá o amor e olhará o local, o apartamento, a decoração, as roupas e a Linda Léa Seydoux e seus sapatos. Não sinta inveja do amor… Vá atrás do seu (rs*)

Feche a porta do seu quarto
Porque se toca o telefone
Pode ser alguém
Com quem você quer falar
Por horas e horas e horas…
(Trecho da música “Eu Sei” – Legião Urbana)

Influenciamos nossos pensamentos e inspirados na evolução do tempo, não resistimos ao feitiço do amor!