A Filha do Pai (La Fille du Puisatier. 2011)

a-filha-do-pai_2011O filme me fez lembrar os de Mazzaropi. Onde o interiorano leva sua vida dentro da moral e dos bons costumes. Onde por vezes pela força do destino tem que amargar um ato nada ético dentre os seus princípios. É o chefe da família pobre tendo que mandar a filha embora de casa por ter se “perdido”; engravidando de um cara rico. Para esse pai a desaprovação que sofrerá pela sociedade local suplanta a dor do amor paterno. Talvez pensando nos outros filhos como tambem pelo medo de faltar serviço.

a-filha-do-pai-2011_01A trama principal em “A Filha do Pai” é essa: a de um pai que afasta a filha porque ela ter ficado mãe solteira. E com o agravante de que será a segunda vez que é afastada da própria família. A primeira vez foi porque tinham filhas demais. Ela então foi morar na capital tendo chances de estudar. O dilema desse pai será em questionar sua própria moral. Que valores terão mais peso para ele? Ainda mais que essa mesma filha mesmo tendo sido rejeitada ainda em criança, retorna à casa paterna tão logo soube da morte da mãe, e justamente para ajudar o pai a criar suas irmãs. Ironia do destino ou benevolência da jovem?

a-filha-do-pai_2011_02O viúvo, Pascal Amoretti, é interpretado por Daniel Auteuil que está ótimo como um caipira. Ele fura poços. Algo essencial para a irrigação numa região com tantas plantações. Por sinal é belíssima toda aquela localidade: a região de Provence. Pascal tem como companheiro de trabalho Félipe Rambert, personagem interpretado por Kad Merad que eu já conhecia pelo ótimo trabalho no filme “Não se Preocupe. Estou Bem!”). Félipe é apaixonado por essa filha do amigo, mas não vê que quem gosta realmente dele é uma outra filha do Pascal.

Félipe acaba trazendo esperança para esse pai desnorteado. A filha teria assim um marido. Mas uma guerra se contrapõe mais uma vez a essa família. Além do jovem rico, Jacques Mazel (Nicolas Duvauchelle), Félipe também é convocado para servir na 2ª Guerra Mundial.

a-filha-do-pai-2011_03A filha grávida, Patricia Amoretti, é interpretada por Astrid Bergès-Frisbey. Que aliás atua bem! Mas em “A Filha do Pai” quem reina são três personagens masculinas. Somados a Pascal e Félipe entra em cena Sr. Mazel, interpretado pelo sempre ótimo Jean-Pierre Darroussin. Ele é o pai do rapaz que engravidou a jovem, o Jacques. Com a esposa e o rapaz como filho único, são os mais abastados do local. Mazel tem uma loja de materiais de construção onde Pascal é um dos clientes.

A Sra. Mazel (Sabine Azéma), uma mãe judia, é totalmente contrária a união. Porém nem o jovem ficou sabendo que seria pai, já que sua convocação fora às pressas. Por ser um exímio piloto, mal teve tempo de fazer as malas. Meses depois quando chega uma confirmação oficial de que o rapaz morreu a família Mazel tenta se aproximar da outra por conta do neto. Mas “agora Inês é morta“? A criança seria o elo que uniria todos? A filha do pai teria algo a declarar? A decidir sobre sua vida e de seu filho?

a-filha-do-pai-2011_04A historia do filme não é nada original. Nem tão pouco especifica a uma determinada cultura. Como também adivinha-se o final. Mas a história é tão bem contada que nos mantém atentos por mais de uma hora e meia de projeção. Claro que as atuações contam para a grandeza desse filme. Além da Fotografia e da Trilha Sonora. Mostrando também que Daniel Auteuil fez um excelente trabalho na Direção, como também em adaptar a obra de Marcel Pagnol. Vida longa a Auteuil por trás da câmera também!

Enfim, um filme que ganha pela simplicidade. Nota 10!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

A Filha do Pai (La Fille du Puisatier. 2011). França. Direção e Roteiro: Daniel Auteuil. +Elenco. Gênero: Drama, Romance. Duração: 107 minutos. Baseado em livro de Marcel Pagnol.

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Que tal um passeio em Paris?

ratatouilleCom uma taça de champanhe, ou mesmo uma xícara de café, convido-os a conhecerem Paris, essa cidade que faz parte do nosso imaginário. Pelos Filmes, é claro! Vem comigo!

champs-elyseesQuerendo ver que por lá num país de primeiro mundo também há uma rede de corrupção entre o setor público e o privado assistam esse ótimo filme: “A Comédia do Poder” (L’Ivresse du Pouvoir). Quisera ter por aqui no nosso país duas juízas como as desse filme. Mais detalhes aqui.

Para quem gosta de Thrilher, “Caché” (Hidden) é uma boa! O filme também foca a discriminação entre franceses e argelinos. A cidade das classes mais favorecidas, como do lado carente. Muito embora eu em minha análise preferi ir por um outro ângulo. Um trechinho:

paris_01Há certas tomadas de atitudes que soam como gritos silenciosos de pedidos de atenção. Algo como: “Oi, estou aqui!” São pedidos mudos que por vezes tresloucados na forma, mas que foram como uma última tentativa. E quando não são de fato a derradeira – aquela que não tem mais volta. Alguns desses pedidos, mesmo que incômodos, podem até serem vistos como atitudes infantis. Mas seja lá como foi, ou mesmo de quem partiu, não querem nada de material.

Pois é, um Drama que envolve a vida dos personagens de Daniel Auteuil e Juliette Binoche. Quer saber mais? Tem aqui o texto na íntegra.

Aqueles que curtem uma Comédia irão se deliciar com essa: “O Closet” (Le Placard). Com Daniel Auteuil e Gérard Depardieu. Essa dupla deu química. A tônica aqui, muito mais que uma homofobia, fica em como certas pessoas viajam na maionese. O personagem do Auteuil para não perder o emprego deixa que pensem que é gay. E o seu jeito metódico que até então incomodava passa a ser visto de outra forma. O que mudou foi a cabeça das pessoas. Conto mais aqui.

Na empolgação esqueci de deixar registrado a quem ainda não está familiarizado com o Cinema Francês de que ele não tem o mesmo ritmo dos filmes de Hollywood. Muitos o acham lentos demais. O pior é que acabam perdendo ótimos filmes.

amelie-poulainHumm! Pausa para um delicioso café. Ou mesmo um chocolate quentinho. Que ir saborear num lado de Paris onde a vida passa tranqüila? Saindo do centro frenético da capital parisiense e indo parar no subúrbio. Melhor ainda! Sendo servidos por uma doce garçonete: Amélie Poulain. É! Quem já viu “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain) se apaixona por esse filme. Eu já o vi algumas vezes. Quem ainda não viu, assista. Veja, ou melhor, rememore os próprios prazeres de outrora que por conta do corre-corre atual nem os sinta mais. Veja um pouco mais pelas lentes mágicas de Amélie.

Não podendo esquecer que Paris também nos leva às Galerias de Artes. Para esse filme caso não queira assistir sozinho chame um amigo e vejam: “Meu Melhor Amigo” (Mon Meilluer Ami). Uma deliciosa comédia onde a um Marchand sua sócia lhe impõe um prazo para apresentar um grande amigo. Ele para não perder o objeto da aposta, aceita. Mas não será tão fácil como imaginava encontrar um verdadeiro amigo. E nessa procura ele segue de táxi.

paris-francePara finalizar um pouco de tudo que nos remete a essa cidade: luz, moda, arte, paixão… Em “Paris, eu te amo” (Paris, je t’aime), há tudo isso e muito mais. São 21 Curtas na visão que cada Diretor tem por ela. E por eles, com eles, nosso giro é maior. Temos uma radiografia completa da cidade, dos seus moradores e dos que apenas estão de visita. Um foco maior, aqui.

Eu sou Valéria Miguez, mas podem me chamar de Lella. Se foram olhar meus textos na íntegra, viram que tenho um jeito peculiar de analisar um filme. E que tento ao máximo não tirar a surpresa, e sim motivá-los. See you!

[Em 06/07/2008. Meu primeiro texto para uma Coluna numa Revista Eletrônica.]

MR 73 – A Última Missão (2008)

mr73_movieTer Daniel Auteuil nos créditos já é um belo motivo para mim assistir o filme. Gosto dele! Ele se sai muito bem fazendo Comédia como Drama. Poderão constatar em ‘O Closet‘ e ‘O Adversário‘. É! Só para citar dois pois a filmografia do cara é extensa.

Assim fui sem susto vê-lo em ‘MR 73 – A Última Missão‘. Cujo subtítulo que deram aqui pode desmotivar alguns em assistirem. Se bem que quem gosta de ação igual a movimentação constante é melhor procurar por um outro policial. Nesse a ação é na contenção do personagem. Uma luta interna…

Daniel Auteuil é Louis Schneider, um policial que se na profissão se manteve íntegro, na vida particular não. E numa derrapagem da vida… o destino lhe cobrou um alto preço. Dai se entrega a bebida como a lhe aliviar a culpa.

Paralelo a isso temos a jovem Justine (Olívia Bonamy) que cresceu com um sentimento de culpa: por não ter sabido enfrentar o assassino cruel de sua mãe. Nem pelo fato em ter salvo a sua irmã caçula lhe deixou menos amargurada.

O destino dos dois volta a se cruzar. Por conta da foto de uma briga entre Louis e um policial corrupto que ficara com o seu posto, Justine ao ver a foto o identifica como quem achou e prendeu o assassino de sua mãe. É que esse pelo bom comportamento, por ter ficado religioso, está em vista de deixar a penitenciária. Justine não acredita que quem fez o que ele fez possa mudar. Virar um santo homem. E acompanhando o filme verão que ela tem razão. Não é empunhando uma Bíblia, um Torá… que um psicopata mudará na sua essência.

Assim, apavorada ela procura por Louis. Que a princípio por estar querendo – pelo menos a parte dele ainda sana quer encontrar um novo serial killer que vem agindo no local e tão cruel como esse outro -, aceita a nova missão. Até para com isso mostrar que ainda é um excelente policial. E só então sair de cena com dignidade. Mas por vezes o sistema já está tão falido que só se vê uma saída…

O filme é longo. É denso. Chegando a angustiar um pouco. Em ver alguém como ele indo de ladeira abaixo. Mais! Até em nos levar a pensar que a Justiça não pode ser tão cega a ponto de se especular de que a saída seria cortando o mal pela raiz. Por isso e muito mas, mas mais do que um ótimo Policial ‘MR 73 – A Última Missão‘ é um Drama de querer rever mais vezes. Nota 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

MR 73 – A Última Missão (MR 73). 2008. França. Diretor: Olivier Marchal. Elenco: Daniel Auteuil, Olívia Bonamy, Francis Renaud, Catherine Marchal. Gênero: Ação, Crime, Drama, Policial. Duração: 125 minutos.

Conversas com Meu Jardineiro (Dialogue avec Mon Jardinier. 2007)

Suave como a brisa do amanhecer. É para mim a tradução da sensação ao ver esse filme. Da emoção ao ver o encontro desses dois personagens. Até por ela anunciar um novo dia. Um misto de um arrepio com a surpresa do que estar por vir.

Não, não foi um reencontro improvável entre essas duas pessoas: um pintor e um jardineiro. Por o primeiro ter voltado à casa onde passou a infância. Um lugar onde ambos frequentaram a mesma escola.

Naquele tempo a diferença de classe social não trouxera nenhum empecilho. Ali eram todos alunos. O pintor continuou os seus estudos. O mesmo não ocorreu com o jardineiro. Pois após concluir o básico, parou. Por ter que trabalhar. Algo que ainda ocorre nos dias atuais, e no mundo real. No presente o constrangimento inicial por ocuparem posições diferentes, vai aos poucos sendo quebrado. E através do jeito simples de ser do jardineiro.

Com o falecimento da mãe já há algum tempo a casa ficara abandonada. Por querer um lugar para novas inspirações, assim como por ainda não ter digerido sua separação, mesmo já estando com namorada nova, ele decide passar um tempo por lá. E para não perder tempo com a reforma na casa começa a contratar vários profissionais. Sem esquecer de um para o jardim que era o xodó de sua mãe. Quem se apresenta para essa função é então seu antigo amiguinho de escola.

Eu fiz uma descoberta estranha. Toda vez que converso com um sábio tenho a certeza de que a felicidade não é possível. Já quando converso com o meu jardineiro fico convencido do contrário“. (Bertrand Russell)

O encontro, mais que um reencontro, desses dois já homens feitos nos levará a uma belíssima história de amizade. Entre duas pessoas tão diferentes, mas com algo em comum – sensibilidade e talento naquilo que sabem fazer. E sobretudo respeito a aquilo que não sabem.

Um é muito bom com os pincéis e o outro com as plantas. Eles até decidem se chamarem por: DoPincel (Daniel Auteuil) e DoJardim (Jean-Pierre Darroussin). Esses dois fizeram uma dobradinha ótima. Mérito também de quem os escolheu.

É uma história que daria para discorrer bastante. Pois a cada descoberta de um na vida do outro somos levados a refletir. Principalmente no tempo que damos ao tempo que ainda temos em vida. Como também em não acumular tralhas. Em ter em mãos aquilo que leva ao prazer e não ao desconforto. Ou, por não ter coisa apenas para se exibir. Vale lembrar que ambos já estão numa meia-idade. Que não são mais dois garotinhos.

O DoJardim tem um jeito prático de ser que é admirável. Levando sem querer o DoPincel a saber priorizar a sua vida também. E ele então usa seu dinheiro e prestígio para umas boas causas. Uma delas em arrumar um emprego para um genro do outro. Uma outra… Bem essa deixo para que vejam.

Em suas vidas de casados… DoJardim ainda está no primeiro casamento. Ama e respeita sua esposa. Além de ter uma relação divertida com os genros. Já DoPincel não aceitou ao basta que levou da mulher; agora ‘ex’. E gostou menos ainda de saber que a filha quem deu força e apoio a mãe nessa separação.

Bem, melhor parar para não correr o risco de lhes tirar a surpresa. Embora o filme é de querer rever outras vezes. Além de acompanhar com os olhos brilhando. Há momentos engraçadíssimos. Como também outros onde será difícil segurar as lágrimas. As minhas desceram livres. Filmaço! Nota máxima geral.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Conversas com Meu Jardineiro (Dialogue avec Mon Jardinier). 2007. França. Direção e Roteiro: Jean Becker. Elenco: Daniel Auteuil, Jean-Pierre Darroussin. Gênero: Comédia. Duração: 109 minutos.

Meu Melhor Amigo (Mon Meilluer Ami. 2006)

Para você, sou uma raposa como qualquer outra. Mas se me dosmetica, necessitaremos um do outro. Será único no mundo para mim e eu serei único no mundo para você.” (O Pequeno Príncipe)

Durante um refeição num restaurante com um grupo de antiquários, François (Daniel Auteuil) causa espanto a sua sócia por não saber que ela era homossexual. Por não notar nada dela além de dividendos. Fazendo-a perceber que para ele tudo se resumia em comprar algo para depois revender. E ela pergunta se ele tem um amigo de fato. Não apenas colegas de profissão. Ele mente, dizendo que tem. Então lhe pede o nome, e de um apenas. Ele olha para todos, mas em nenhum vê o reconhecimento de o terem como amigo. Aliás, há um que até então o considerava como um amigo, mas que François nem nota.

Por não acreditar no que ele contou, Catherine (Julie Gayet), sua sócia, faz uma aposta. Dando até um prazo para que ele apresente esse amigo verdadeiro. Para tal, escolhe como prêmio um vaso que ele arrecadou para si próprio, mas com o dinheiro da firma. Mesmo estando passando por uma crise no Antiquário de ambos, num impulso, ele lutou num Leilão para obtê-lo; e que o fez sair caro. É que a história do Vaso o fascinara. E para não perdê-lo, François aceita a aposta. Até achando que seria fácil conseguir um amigo em tão pouco tempo.

Acontece que até seria, se ele quisesse de fato ter um amigo. Mas não era somente a timidez que o impedia. Como seu real interesse girava em seu ramo de trabalho, tudo o mais não lhe dava nenhum prazer. Fazendo de suas relações um clubinho restristo. Beirando quase a um preconceito a outras classes sociais.

Disposto a não perder o prêmio, vai à caça de um amigo. Nessa busca, cruza em seu caminho Bruno (Dany Boon), um simpático taxista que fazia ponto próximo a seu Antiquário. Então ele pede ajuda a ele. E ele se dispõe a ajudá-lo.

Bruno, mesmo com toda a simpatia, seria alguém taxado como o chato-enciclopédia. Pois seu sonho era participar de um desses programas de tv de perguntas. Mas mesmo acertando as respostas durante as entrevistas, o seu nervosismo era tanto, que o reprovavam. Não era alguém talhado para ficar diante das câmeras de tv. Meio incongruente para alguém tão simpático, tão zeloso ao volante.

Assim, ambos estarão se ajudando mutuamente. Dois homens adultos conhecendo a si próprios. E poderem enfim dizer: esse é o meu melhor Amigo. Mais que focar um universo masculino francês, o filme rompe fronteiras. Pois todos nós conhecemos histórias assim, até em quem se ligue a outros por puro interesse comercial. Eu gostei do filme! Até por conta do final.

Por: Valéria Miguez.

Meu Melhor Amigo (Mon Meilluer Ami / My Best Friend). 2006. França. Direção e Roteiro: Patrice Leconte. Elenco: Daniel Auteuil, Dany Boon, Julie Gayet. Gênero: Comédia, Drama. Duração: 94 minutos.

O Closet (Le Placard. 2001)

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Por vezes, traduzem todo o título. Pelo menos nesse optaram por um termo em inglês. Para quem não sabe, o sentido de armário é o guardar, esconder a homossexualidade.

Entrando na história…

O personagem principal (Danieul Auteuil) é visto como um cara chato. Por fazer tudo sempre igual; por ser metódico demais. Mas no fundo é introvertido. E para piorar: a mulher o abandonou; o filho o rejeita e ele descobre que será demitido.

Quando numa de tentar suicidar-se, acaba conhecendo um dos vizinhos. Após contar seu drama, recebe dele a sugestão de se passar por homossexual para ser mantido no emprego. Pois seu Chefe, dono de uma fábrica de preservativos, não iria querer bater de frente com a comunidade gay. Então ele decide levar o plano adiante enviando para seu chefe uma foto-montagem em que aparece com outros homens. Com ele isso sai de um armário que nunca entrou.

E vai dai que a foto e a notícia se espalha. Ele, à princípio, continua agindo igual. O que antes era tido como previsível, com a notícia acaba dando margem a outras interpretações. As pessoas viajam. É muito engraçado! Para ele, a então desejada atenção vinda do filho, o faz continuar levando adiante a história. E acaba se descobrindo.

Ah! Gérard Depardieu, também nos diverte com o seu personagem tentando deixar de ser preconceituoso.

Um filme gostoso até de rever!

Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Closet (Le Placard). 2001. França. Direção e Roteiro: Francis Veber. Com: Daniel Auteuil, Gérard Depardieu, Jean Rocheford, Michel Aumont, Thierry Lhermitte, Michèle Laroque. Gênero: Comédia. Duração: 85 minutos.