As Palavras (The Words. 2012)

as-palavras_2012_cartazTalvez haja dois critérios básicos para se tornar um grande escritor: talento com as palavras e um olhar atento para o que acontece ao redor. Para então conseguir traduzir num texto o que sentiu, o que viu, o que imaginou, o que vivenciou… Deixando o pensamento correr livre. Sem cercear até mesmo a imaginação. E quando conta a história num longo texto terá também que manter o interesse do leitor até o final. Que mesmo escrevendo um breve conto se faz necessário também encantar quem o ler. Num misto de admiração e surpresa na leitura de todas aquelas palavras impregnadas de carga emocional.

Saber escrever bem até pode ser até pode ser um misto de constância com a escrita e técnicas de redação. Mas sobre tudo há o de se gostar de escrever. Descrever em palavras o pensamento. Em narrar a emoção da historia vivida ou imaginada. Onde muita das vezes mesmo tendo um talento nato ele pode ficar adormecido. Onde só ira acordar com um fator desencadeante. Que pode ser vindo de outra pessoa, mas em geral o estalo vem de algo vivido pela própria pessoa. Seja como for deve dar o primeiro passo. E mais outro. Escrevendo sempre, e principalmente quando der a vontade. Podendo até ser pequenas anotações. Onde a própria crítica seja mais como um incentivo a ser aperfeiçoar na escrita.

Agora, quem ou o que define quem é um grande escritor a ponto de colocá-lo no topo dos clássicos? A história em si? O número de leitores? A quantidade de palavras em cada livro? A continuidade nas escritas para não ser um autor de uma única obra?

No filme ‘As Palavras‘ temos três formas distinta de escritores: o verdadeiro autor da obra, o que se apropriou da obra e o que conta a estória desses dois. Deixando para quem assiste separar a ficção da realidade. Ou julgar ou se solidarizar com eles.

Rory Jasen (Bradley Cooper) trabalha em uma editora de livros alimentando um sonho em um dia ter o seu próprio livro publicado. Mas passar o dia naquele mar de palavras em nada lhe ajuda como inspiração. Falta talento? Pode ser. O tempo vai passando e o sonho virando um pesadelo. Somado a essa frustração lhe vem a realidade das contas a serem pagas no final do mês. Sua esposa Dora (Zoe Saldanha), um pouco alheia ao real drama de Rory, mas por ele não lhe confidenciar, tenta incentivá-lo. Até o leva a uma pequena loja de antiguidades e lhe dá de presente uma pasta de couro. Mal sabendo ambos que aquela peça antiga trazia escondida um tesouro. Tal qual a lâmpada mágica era o sonho de Rory virando realidade. Pois ao limpar a tal pasta ele encontra um maço de folhas amareladas pelo tempo. Ele então ler todo o texto que o deixa fascinado. E logo se vê digitalizando todo o texto. Copiando palavra por palavra.

Ainda alheia a agora ao novo dilema em que se encontra o marido Dora ler o texto achando ser dele. Pronto! Era o incentivo que faltava a Rory. Então ele apresenta como sendo seu ao seu chefe. Que publica o livro. Virando um sucesso em vendagem, crítica e prêmios. Só que o tempo vai passando e com ele a cobrança de um novo livro. De uma outra grande história. Que também não vem. Mas dessa vez em vez de encontrar um novo texto surge o tal gênio da lâmpada. Ou seja, o verdadeiro autor da obra. Personagem do sempre ótimo Jeremy Irons. A princípio tudo que impõe a Rory que ouça toda a história. Como todas aquelas palavras surgiram. Ele vivenciou tudo aquilo, e soube contar em palavras.

Palavras apenas / Palavras pequenas / Palavras

as-palavras_2012Não há como voltar atrás depois de ter feito uma escolha. Até pelas consequências desse ato. Ainda mais quando houve perdas irreversíveis. Foram perdas e ganhos na balança do destino. É tentar se redimir? Buscar por uma expiação ou por uma redenção? Culpabilizar o forte e egoísta desejo de se tornar um escritor? Mas aí não deveria ter seguido o caminho solitário para não deixar na solidão os entes mais próximos? Pois como bem disse Saint-Exupéry “Você se torna responsável por aquilo que cativas.

Se para um ao contar toda a história seria como exorcizar antigos fantasmas, para o outro ao ouvir seria como ficar frente e a frente com os seus ainda lhe assombrando. E para quem conta toda essa história que sentimento quis tirar dali?

Eu gostei do filme! Foram palavras que resultaram numa bela história. Mostrando que Direção e Atuação possuem intimidade com as palavras. No mínimo terão um exercício para que quem saiba um dia venha se tornar um escritor. Nota 10!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

As Palavras (The Words. 2012). EUA. Direção e Roteiro: Brian Klugman, Lee Sternthal. Elenco: Dennis Quaid (Clay Hammond), John Hannah (Richard Ford), Jeremy Irons (The Old Man), Bradley Cooper (Rory Jansen), Zoe Saldana (Dora Jansen), J.K. Simmons (Mr. Jansen), Olivia Wilde (Daniella). Gênero: Drama, Mistério, Romance. Duração: 102 minutos. Idade Indicativa: 12 anos.

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Jantar com Amigos (Dinner with Friends. 2001)

jantar com amigos_2001jantar-com-amigos_00Qual seria o tempero certo que sustenta uma relação a dois? Que ingrediente desandaria uma bela relação de amizade? A receita do bolo tem que ser a mesma para os relacionamentos também dos amigos? Essas são apenas algumas reflexões para digerir nesse “Jantar com Amigos“. Onde algum ingrediente fez desandar o prato principal.

Um filme que começa meio despretensioso ao falar sobre a intimidade de quatro amigos. Partindo de um casal principal Gabe: (Dennis Quaid) e Karen (Andie McDowell). Que resolveram dar uma força para que dois amigos se conhecessem num final de semana em sua casa de praia. Karen convida sua amiga Beth (Toni Collette), e Gabe convida seu amigo Tom (Greg Kinnear). Boa comida, um ambiente paradisíaco, a felicidade radiante de Gabe e Karen, acabam seduzindo e levando Tom e Beth a também formarem um novo casal. Esse passado feliz fica registrado numa fotografia com os quatro num pôr do sol. Mas o dia-a-dia dos casais são flagrantes que nem sempre são para ser evelados. São nada objetos decorativos. Há segredos a serem mantidos até para não comprometer a receita tão perfeita que seguiam ao pé da letra.

jantar-com-amigos_01O filme então avança no tempo. Gable e Karen para comemorar mais um sucesso – um livro sobre gastronomia italiana -, esperam o casal de amigos para um jantar. Não apenas da nome ao filme, como nesse jantar serão revelados detalhes mais íntimos de cada um também por postura individual.

Beth vem com os filhos, já que Tom tinha um compromisso. Caia uma chuva torrencial. A felicidade dos anfitriões era tanta que nem notaram que Beth não estava a vontade. Algo a incomodava muito. Talvez o casal tenha notado, mas por acharem uma tendência corriqueira dela resolveram ignorar. O que sem perceberem acabou pesando o clima. Como consequência o mal estar caiu na relação: pais e filhos.

Pois é! Num jantar onde o desejo era uma conversa entre adultos, tendo filhos há de se pesar antes num entretendimento para elas. Até em dar as crianças um pouco de atenção. Para que sintam que fazem parte da famíia. Para que sintam que essa outra opção é mais agradável do que a conversa de “gente grande”. Por aí! Só que Gabe achou que bastava mandá-los todos para o quarto do filho, achando que lá teriam bastante coisas para se distraírem. Mas o que escolheram fazer exigia a presença do pai. Aí rolou o climão: do Gable com o filho dizendo que esse sabia como fazer; e de Karen com Gable dizendo a ele que levaria menos tempo indo lá no quarto do que ficar de longe gritando com o filho. Por fim Gable cedeu.

E aí, aproveitando esse momento a sós entre as duas amigas, Beth desabou. Desabafou todo o drama que vinha passando com o marido. Quando Gable voltou a sala de jantar, Karen já tinha a sua opinião formada e em favor da amiga. Mas Gable tentou ser imparcial, pelo menos até ouvir a versão do amigo. O que acabou gerando uma discussão entre o casal. Talvez tenha sido a primeira por conta de opiniões individuais, e que por sua vez entravam em conflito com a do casal. Beth vai embora. Sendo a vez de Tom chegar, contando a sua versão. Aumentando a discussão entre Karen e Gable.

jantar-com-amigos_02A princípio, aquele jantar rendeu mergulhos em si mesmo individualmente, mas também na relação a dois. Ainda mais! Em como ficaria a amizade deles. Dois deles mudaram, ou melhor, tiveram a coragem de seguir por outro caminho. Dois até que ficaram tentados, mas pesaram os prós e os contras. O que perderiam não compensava. Puro comodismo? Pela estabilidade conquistada que perderiam? Os quatro sabem que mudaram. Os que não admitiram encontraram paliativos para seguir como se nada tivesse mudado.

Pode parecer que compliquei, mas Gable e Karen parecem que seguem uma receita que não há lugar para mudanças. São o casal feliz por compartilharem tudo entre eles. Tudo tem o lugar, a medida exata. E o que fazem no final não assusta de todo porque há pessoas assim. A felicidade deles tem que ser a do topo, e para que todos a admirem. Não aceitando quem por não mais seguir a mesma receita conseguiu atingir a tão sonhada felicidade, e com isso sentindo-se jovens novamente, como no dia daquela foto. Acontece que para o casal perfeito que já se encaminhavam para uma futura velhice feliz ao seu modo, essa velha amizade poderia ser não mais bem-vinda.

Como falei antes o filme não se compromete muito a princípio, talvez por querer evitar comparações com “Closer“, por exemplo. Afinal mostrar as aventuras e desventuras de dois casais amigos não parece ser complicado. Bastaria trazer algo incomum em histórias tão comuns. E “Jantar com Amigos” trouxe esse diferencial. Que os quatro atores souberam mostram muito bem. Principalmente pelo olhar. Mérito também da Direção.

Gostei!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Jantar com Amigos (Dinner with Friends. 2001). EUA. Direção: Norman Jewison. Gênero: Drama, Romance. Duração: 94 minutos. Baseado em peça teatral de Donald Margulies, que também assina o Roteiro.

G.I. Joe – A Origem de Cobra (The Rise of Cobra)

gi-joe-a-origem-do-cobra“Luz, câmera, AÇÃO”!!!!

Impressionante como existem diretores que levam isso ao pé da letra, não? G.I. Joes lá fora, no Brasil chamados de Comandos em Ação. Se as meninas tem Barbie, Susie, Bebezinho e a turma da Moranguinho para brincar de bonecas, nos anos 80, os meninos tem, com os Joes, os bonequinhos de ação. A beleza do Cinema é não fazer dessa cultura um Apartheid, serve para meninas e meninos.

Porém, desliguei o dvd pensando: Será que eu não gostei por que esse filme é “de” menino demais? Não, não. Não é por isso, é porque o excesso de ação poluiu de tal maneira o filme que ficou ruim.

Excesso de computação gráfica + flashbacks mal feitos + sem surpresas + todos os clichês típicos do cinema = esse filme.

Digo sem surpresas porque foi extremamente maniqueísta: eterna luta do Bem contra o Mal.  Quem vence? A bandida que era mocinha e se tornou bandida pq foi abandonada, o que acontece com ela? A mala que dá um fora em todos os rapazes até que aparece um mais atrevidinho, o que acontece com eles? E por aí vai…

Os Joes tem muitos poderes. Vestem umas roupas e podem ficar até mesmo invisíveis. Mas, aquela luta subaquática não me convenceu. Bom… ainda bem que as roupas deles variaram, deu pra identificar os malzinhos dos bonzinhos. Confesso que com a minha hipermetropia, tinha momentos que não sabia quem era quem.

Muito ruim! Não recomendo!

** Imagens retiradas da Internet.

Por: Deusa Circe.

G.I. Joe – A Origem de Cobra – G.I. Joe – The Rise of Cobra

Direção: Stephen Sommers

Gênero: Aventura – Ação.

EUA, 2009

Traffic: Ninguém Sai Limpo (2000)

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Por: Giovanni Cobretti C.O.B.R.A.
Filmaço. Em forma de documentário, lembra-me muito o falecido Nélson Rodrigues e sua coluna: a vida como ela é. O diretor tentou de todas as maneiras dividir o tempo de aparecimento e das falas de cada personagem. Cronometricamente ajustados. Para não existir um ator principal. Falhou. Benício Del Toro, como Javier Rodrigues & Rodriguez (provavelmente a sua mãe era prima do seu pai, como em Goiás Velho…) está sobrando!

Estamos em Tijuana, fronteira mexicana. Filtro ostensivamente amarelado e desértico na câmera. Efeito estupendo na platéia. A palavra “tingado” é repetida inúmeras vezes. Show. Como “prego” em italiano, “porra” em português e “fuck” em inglês. Ela é de multi-uso. Podendo designar desde uma vida toda lascada, até uma grande transa com a mulher desejada… Mas devido as condições fuderosas que se apresentam, tingado é tingado mesmo!

Corta para um juiz da Suprema Corte de Ohio, tá tudo azul! Deparamos com o não menos “mala” Michael Douglas, que já foi de tudo um pouco no cinema. Desde presidente da república até policial detonado que fatura a loiraça belzebu, Sharon. Neste ambiente pasteurizado e desnatado, seu destino é traçado. Mal sabe ele que quem vai traça-lo é sua menina. Literalmente. Ela o implode. Como dirigir o DEA se sua filha tá largada?

Ledo engano achar que somente a pobreza fuma crack. Mais ainda pensar que só os desajustados são chegados no cortado. Muita gente boa fuma, cheira, bebe e aplica. Mesmo tirando notas altas e sendo o destaque no colégio. Se explica? Algo como… Se eu não tenho mais nada pra fazer, porque não … besteira? Se ninguém presta atenção em mim, que tal eu sair deste mundo palha e viajar?

A esposa dedicada e amorosa, Catherine Zeta-Jones é gata aos 6 meses de gestação. Casada com um traficante-mor, não sabia disso. Surpreendente, mas real. De pequena felina transforma-se em leoa. Defende a cria e peita – insofismável – os chefões mal-vestidos do tráfico. Pede até a polícia para ajudá-la. E sutilmente não dá moral pro advogado melífluo que quer faturá-la e ficar com a herança do big-boss. Atirando pra todo lado consegue atingir o alvo. A grana escondida no quadro. Todas as suas cenas são claras e brilhosas, diferente do resto do filme, marcado pelo pastel-poeira e azul-hospitalar.

Dupla de excluídos, os dois policiais investigadores são um caso à parte. Amizade sincera e total entrosamento. Seus diálogos são a lá “Pulp Fiction”. Seus sonhos são simples e diretos como eles. Pegar os “big-fish”. Melhor que isso só churros na porta de supermercado.

Todos temos perdas e ganhos. Steven Soderbergh mostra habilmente uma lista, em que se ganha e perde; respectivamente:
– Juiz Robert Lewis= um cargo respeitável X uma filha querida
– Javier Rodrigues= destaque na profissão X seu melhor amigo
– Helena Ayala= um novo cargo X a inocência
– O policial preto= certeza de que o que faz é o certo X best friend, again
– Traficante de Segunda classe= ninguém é amigo no tráfico X sua vida
– Carlos Ayala= a liberdade X a mulher dedicada, o respeito, o advogado bom, mas ladrão
– A filha do juiz= um pai presente X a dignidade

Não existe um fim explícito. É um contínuo. Adorei a crueza da coisa. Apesar de toda minha experiência, fiquei chocado com algumas cenas. Não tem jeito.

O que há de bom: a direção criativa e direta ( nem sempre essas duas qualidades se somam)
O que há de ruim: o governo claramente não pensa em reabilitar os adictos, só punir e prender, alguma sugestão poderia pintar
O que prestar atenção: alguns personagens se cruzam durante o transcorrer do história, e nessas cenas a fotografia não sabe se fica borrada, clara ou viva…
A cena do filme: a crueza da mocinha com o negrão, a piadinha da primeira vez do policial na praia ( única hora em que ri neste tempo todo )

Obs.: liçãozinha pros que acham que seus parceiros de rock são amigos de verdade: quando a coisa aperta, eles vão te deixar na chapada, babando no chão, na porta do pronto socorro. Verdade.

Cotação: filme excelente ( ***** )

Traffic: Ninguém Sai Limpo. 2000. EUA. Direção: Steven Soderbergh. Elenco: Steven Bauer (Carlos Ayala), Don Cheadle (Montel Gordon), Erika Christensen (Caroline Lewis), Benicio Del Toro (Javier Rodriguez), Michael Douglas (Juiz Robert Lewis), Miguel Ferrer (Eduardo Ruiz), Luis Guzmán (Ray Castro), Amy Irving (Barbara Lewis), Dennis Quaid (Arnie Metzger), Catherine Zeta-Jones (Helena Ayala), Salma Hayek, Albert Finney, James Brolin, Benjamin Bratt. Gênero: Crime, Drama, Suspense.. Duração: 147 minutos. Baseado na mini-série escrita por Simon Moore.

Ponto de Vista (Vantage Point. 2008)

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O que aconteceu com os vilões dos filmes?

Essa pergunta me fiz quase ao final do filme. Não é possível que um terrorista que após fazer tudo o que fez, brecar o carro daquele jeito…. Ainda por cima com o que ele estava transportando. Onde irão parar com esse politicamente correto? Já que o filme é um vai-e-volta da fita, eu comecei por esse finalzinho. Pois de tudo, foi o que me incomodou mais. De deixar uma vontade em fazer uma campanha: “Salvem os Vilões dos Filmes!

Temos aqui um filme de Ação do início ao fim. Embora o roteiro seja previsível, o filme prende a atenção. Até pela forma com que contam a história. E qual seria a história? Basicamente: um atentado ao Presidente dos Estados Unidos em solo espanhol. Quem estaria por trás disso seria o usual, mas nesse filme o foco principal é como se dá o atentado na visão de alguns na hora. Claro que os que praticaram, são mostrados ao longo do filme. Mas o porque, ficou a desejar. Até por conta do que comentei de início. Como também nessa fala de um dos Terroristas: “É uma beleza a arrogância americana, pensam que o mundo não se move sem a sua benção.” Se estava tão determinado…

Ainda com esse roteiro nada original, cheio de furos e buracos. Somos levados a rir com certas passagens. Por vezes, pelos exagero patriótico estadunidense. Como nessa fala do Presidente ao não querer contra-atacar: “Nós temos que ser fortes (Em vez de atuar com força). Eles emitem avisos porque querem que nós reajamos por que é o que nós fazemos sempre, de encontro ao ataque.” Não seria algo dito pelo Bush, por exemplo.

Como também, eu fiquei em dúvida se fizeram um filme mais para mostrarem um carro. Um baita de um merchand. Porque pelo o que mostraram do carro que o Agente Barnes (Dennis Quaid) usou na perseguição. Caramba! O carro é muito bom! Sem falar da temperagem dos vidros; que devem ter micros esferas selecionadas já que não causaram nenhuma lesão nele, ao serem estilhaçadas. E mais, que chassi!! Creio ser o sonho de quem pilota um carro. O carro foi prensado contra um prédio, por uma carreta e… o Barnes saiu inteirinho. Me fez lembrar quando o Sean 007 Connery retirava a roupa de mergulho e por baixo a beca impecável.

Com alguns dos personagens… O Forest Whitaker mostrou que corre bem. A Sigourney Weaver fica a impressão de que aceitou o papel pelo cachê. E gostei do Jack-Lost fora da ilha. O Matthew Fox tem futuro como ator!

Não há mistérios no filme. De imediato, ficamos sabendo quem é o traidor-da-pátria, por exemplo. Mas apesar dos pesares, deixo a sugestão do filme. Nota: 06.

Por: Valéria Miguez.(LELLA).

Ponto de Vista (Vantage Point). 2008. EUA. Direção: Pete Travis. Elenco: Dennis Quaid, William Hurt, Matthew Fox, Forest Whitaker, Sigourney Weaver, Bruce McGill, Edgar Ramirez, Said Taghmaoui, Aylelet Zurer, James LeGros, Zoe Saldana, Alicia Zapien. Gênero: Ação, Suspense. Duração: 90 minutos. Classificação: 14 anos.