127 Horas (2010). Os louros vão para Danny Boyle

E no meio do caminho tinha uma pedra…

Às vezes gosto de saber dos filmes que entrarão em cartaz no Brasil. Por curiosidade mesmo. Como a lista é grande, vou olhando aos poucos as sinopses. Desse filme em especial, o título me chamou a atenção, dai fui ler uma sinopse:

127 Horas é a história real do alpinista Aron Ralston. Ele cai numa fenda num cânion isolado no Parque Nacional de Utah. Uma rocha prendeu seu braço. Nos dias seguintes, Ralston tenta ganhar coragem para sobreviver com os meios disponíveis, ao mesmo tempo em que é visitado pelas lembranças de amigos e familiares.”

Confesso que não me empolguei de pronto. Só mesmo quando meus olhos bateram no nome Diretor, e também Roteirista: Danny Boyle. É! Esse cara tira-leite-de-pedra. O que para mim a estória mal daria um Média Metragem, com ele já antevia um jeito de contá-a nos deixando atentos. E ele foi além, pois o filme é ótimo. O ator até se sai muito bem, mas com toda a certeza “127 Horas” é de Danny Boyle. Os louros são para ele.

Porque o drama que se abate com o jovem Aron, interpretado por James Franco, ocorre nos primeiros quinze minutos de filme, talvez um pouco mais. E ai é o Aron, dentro de uma fenda profunda numa grande rocha, preso, no que para ele foram essas 127 horas – onde só tinha água e suprimentos para apenas umas horas de caminhada pelo cânion -, mas que para nós um pouco mais de uma hora de filme. Boyle nos deixa ligado na estória. Tem que ver para tirar a dúvida. Boyle não nos deixa tirar os olhos da tela.

O início do filme com uns clipes já me encantaram. Numa tradução literal minha seria que há quem queira se aventurar longe das pessoas. Até por se sentirem sozinhos em meio a multidão. Ou em buscarem nesses momentos solitários em meio a natureza um tipo de recarregar as baterias. Até ai, tudo bem!

Agora, há de se preparar para os im-previstos. Como eu escrevi para o filme “Na Natureza Selvagem“, que a natureza mesmo selvagem também tem suas regras. Certos tipos de esportes, e em determinadas regiões, deveria ser feito com companhia. Acidentes podem ocorrer. Tendo alguém para pedir por um socorro, denota de bom senso. Mas Aron mesmo ciente disso tudo, ignora até os pequenos sinais. Só dará atenção a eles, já bem combalido. E se foi miragem, ou visão trazida do seu subconsciente como se dissesse para ele não desistir da vida, o certo foi mesmo é que fora sua injeção para continuar vivo, e pelo jeito, atrás de mais desafios a até contra sua própria natureza: sempre sozinho. Já que o Aron não se emenda…

Meus aplausos seguem quase na totalidade para o Diretor Danny Boyle! E ele fez mais! Me levando às lágrimas nos minutos finais. Não deixem de ver. Ah sim! A paisagem é deslumbrante.

Antes de encerrar, deixo mais uma impressão. É que me bateu uma curiosidade. Saber o que diriam os da Área Psi sobre o menino que aparece para Aron. Se diriam que foi mesmo uma previsão? Ou a sua criança interior pedindo para não desistir?

Por: Valéria Miguez (LELLA).

127 Horas (127 Hours. 2010). EUA / Reino Unido. Direção e Roteiro: Danny Boyle. Gênero: Aventura, Drama. Duração: 94 minutos.

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Trainspotting – Sem Limites (1996)

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É um filme tão absolutamente chocante, tresloucado, insano, que o melhor é assisti – lo às 2 da manha num pre – porre. Brincadeira gente!

Apologia ao uso das drogas e a total perda de limites entre a realidade e as alucinações em que um grupo de jovens se envolvem, inclusive uma jovem que é mãe e cujo bebê vive entre eles. Estou para ver no cinema cena pior do que o bebê largado no berço com a mãe drogada em qualquer lugar da casa, quando um dos junckers tem uma fração de lucidez ao avistar a criança. De brochar até quem tiver pensando num fumacê pós filme.

Em Edimburgo, em uma casa, para escaparem da moderna vida tediosa e do dia-a-dia frustrante da cidade, um grupo de jovens resolve se entregar à heroína. As consequências chegam em pouco tempo, e a ruína para eles não será pequena.

Em minha opinião, na mesma proporção que os ingleses fazem as melhores tiradas de humor, eles consequem criar climas soturnos, sombrios, deprimentes, cinzentos que não existe nas produções cinematográficas no mundo.

Filme recomendadíssimo. É um cult.

Transpotting – Sem Limites (1996).
Direção: Danny Bole

Elenco: Ewan Macgregor, Paul lynch, Roberto Carlyle, Jonny Lee Miller
Origem: Reino Unido, colorido, 94 min
Conteudo: de tudo um pouco.

Por motivos aleatorios a minha vontade, nao consegui deixar aqui a lista do soundtrack.
Comprem o dvd. comprem o cd!

Just a perferct day (velvet underground)

Just a perfect day
Drink sangria in the park
And then later when it gets dark we go home
Just a perfect day
Feed animals in the zoo
And then later, a movie too and then home
Oh it’s such a perfect day
I’m glad I spend it with you
Oh such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on
Just a perfect day
Problems all left alone
Weekenders on are own
It’s such fun
Just a perfect day
You make me forget myself
I thought I was someone else
Someone good
Oh it’s such a perfect day
I’m glad I spend it with you
Oh such a perfect day
You just keep me hanging on
You just keep me hanging on
You’re going to reap
Just what you sow
You’re going to reap
Just what you sow
You’re going to reap
Just what you sow
You’re going to reap
Just what you sow

por: criz barros

Quem Quer Ser Um Milionário? (Slumdog Millionaire)

quem-quer-ser-milionario_filmeFilmaço… Pesado… Bom mesmo… Não assistirei novamente, igual fiz com Cidade de Deus, mas é (repito) um filmaço!!!!

Questionaram num fórum (Orkut) porque ele não confessou sob tortura e depois contou tudo livremente. Acho entendível isso. Se ele contasse sob tortura a mesma história que ele narra livremente, ela seria inverossímil. Depois de solto, ambos policiais estão ‘quase’ convencidos que ele não era um farsante. Logo, estão abertos a escutá-lo.

Achei pesadas as cenas deles derramando óleo fervendo nos olhos do menino.
Achei triste (no sentido de pesado) eles encontrarem esse mesmo menino cego cantando tempos depois.
Achei pesado eles dando choques no rapaz, já no início do filme (um pesado diferente do pesado Johnny vai à guerra, por exemplo, mas neste eu esperava isso)
Achei triste (no mesmo sentido) o irmão ‘comer’ a garota dos sonhos o garoto.
Achei cruel esse irmão ter soltado a mão da menina, quando eles estão no trem.
Achei pesado a re-constatação da pobreza na Índia (alguns diriam equivalente a qualquer favela brasileira).
Achei pesada a forma como as mulheres são tratadas lá.
Achei triste ele ter sido torturado por ter acertado as perguntas.
Achei nojento (mas adorei) a cena da privada.
Essas coisas. Não é um filme alegre, como eu esperava. Pesado nesse sentido. Entendem?

Quando o irmão solta a mão da menina, causa em Jamal um furo que ele passa toda a sua vida em busca da mulher idealizada para suturá-lo.

Mas, o que será da relação deles quando eles passarem a morar juntos? (depois do fim do filme?). Será que eles serão felizes ad eternum ou logo nos primeiros meses aparecerão as diferenças irreconciliáveis e eles se separarão, ficando ele com o furo, agora, irreparável, sem esperanças, já que antes, pelo menos, ele tinha o que buscar: ela!

E isso causado pelo seu irmão, um perverso, que precisou se suicidar em uma banheira cheia de dinheiro (que cena, metaforicamente falando, fantástica!)

O cara tinha apenas esse irmão que o salvou (em uma cena do filme angustiante) mas abandonou a garota – causa de sua melancolia, ainda maior que a melancolia de quando ele perdeu a mãe – e, que quando a reencontra, toma-a dele.

A vida desse Jamal é uma tragédia.

Então, esse filme, para mim, é pesado no sentido humano, que me faz pensar muito mais do que qualquer tripa explodindo, ou que um lutador (Rourke) que tinha tudo e optou pela morte. Jamal não tinha escolha. O lutador tinha. Esse, para mim, é desprezível. Tudo aquilo que aflige um humano e que está além de sua condição de lide, está dentro do conceito de ‘pesado’.

Bem, enfim, acho esse ‘conto de fadas’ muito mais pesado que filmes ditos pesados.

Por: Junior Oliveira.

Cova Rasa (Shallow Grave. 1994)

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Resenha feita por Vinícius Trovão e Publicado aqui por Vampira Olímpia.

“Alex (Ewan McGregor), David (Christopher Eccleston) e Juliet (Kerry Fox), que dividem um apartamento, concordam em permitir que Hugo (Keith Allen), um desconhecido, vá morar com eles, mas logo ele aparece morto, vítima de overdose. Entre seus pertences existe uma mala cheia de dinheiro, os três que dividem o ap enchem o olho pelo dinheiro e aí que a coisa toda começa…

A ambição humana é algo extravagante. O dinheiro movimenta o mundo tanto interno quanto externo. Nem preciso comentar sobre o capitalismo, suponho. A movimentação interna que o dinheiro causa, provoca afloramentos de sentimentos até então adormecidos; com certeza, com destinos diferentes, já que somos diferentes.

No caso do filme, ‘o enriquecimento’ aflorou sentimentos paranóicos, persecutórios, ambiciosos, infiéis, traiçoeiros etc. Os três cometeram atos “absurdos” o que provocou um certo “poder” num deles…

Essa Cova Rasa é rasíssima, está na superfície toda a podridão que advém do dinheiro, do poder. Podridão que nós criamos e inventamos porque nós somos assim: a espécie animal mais ambiciosa que há na Terra.

Onde ficam as amizades? O capitalismo é “eterno”, os amigos não?”

Por: Vinícius Trovão; Publicado por: Vampira Olímpia.

Ficha Técnica:
Título Original: Shallow Grave
Gênero: Suspense
Ano de Lançamento (EUA): 1994
Direção: Danny Boyle

Quem Quer Ser Um Milionário? (Slumdog Millionaire. 2008)

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Quem quer ser um Milionário? Ou por que quer ser esse milionário? Pois foi com o final do filme, algo que pensei. O personagem principal nos mostrou que não traiu seus princípios trazidos desde a infância. Os quais eu assino embaixo.

Outro pensamento meu sendo que esse veio no desenrolar da história é em como ele ficou ciente da história. Num fórum (Orkut) onde valorizaram o ter bastante conhecimento ser muito importante eu disse que se isso não tiver uma aplicação prática na vida da pessoa, entre outros fatores, corre-se o risco de virar um chato-rádio-relógio. O jovem do filme mostrou que não lhe foi necessário não ter lido o Barsa, Larousse… É sensacional como sabia as respostas certas! O que me fez lembrar também de um capítulo de um livro do Leonardo Boff…

slumdog-millionaire_childrenEntrando na história… como pano de fundo, e de grande importância, temos a história de dois irmãos. Ambos com valores distintos diante da vida. Mesmo vivendo na pobreza, numa imensa favela na Índia, um deles, o Jamal (Dev Patel), apreciava os reais prazeres da vida, e a materialidade que lhe trazia felicidade, por exemplo, seria o ter conseguido um autógrafo de seu ídolo no Cinema. Já para seu irmão Salim o dinheiro lhe traria o poder de ser alguém; em sair do anonimato. Embora com esse pensar diferente, o amor fraterno lhes sustentaram por ter perdido a mãe num massacre por conta de fanáticos religiosos. E ai ao fugirem a jovem Latika (Freida Pinto) entra na vida de ambos.

No tempo presente do filme temos o Jamal tentando mostrar na Polícia que é inocente. Que não trapaceou no programa de tv ‘Quem quer ser um milionário?‘. A um passo da resposta final, o Apresentador, e dono do programa, na calada da noite, fez com que fosse ‘interrogado’. Para ele era impossível que um ex menino de rua, um atual jovem entregador de chá num Telemarking, chegasse até aquele ponto do programa sem trapacear.  Já que muitos, até com formação universitária, não foram tão longe.

Nossa! Eu acompanhei toda a história do filme quase sem respirar! Encantada! Revoltada em alguns trechos! Atenta para saber a nova história para cada resposta dada no programa! É que o Policial exibe numa tv suas participações desde o início. A história que ele conta, por exemplo, em como sabe qual é o presidente na nota de 100 dólares, me levou às lágrimas, e com um sorriso no rosto. Bravo Jamal! Foste um Herói!

O filme nos mostra outras realidades da, e na Índia. Uma delas seria os Call-Center para os países do Primeiro Mundo. Outra, seria locais onde os Turistas nem vão. É, tem muito mais para se ver nele. Que eu até falaria revendo o filme. Por hora, por ter ficado encantada com a história do Jamal melhor parar para não lhes estragar a surpresa do filme. Dou nota máxima com louvor!! Para ver e rever sempre!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Curiosidades:
– O filme levou 8 Oscar (2009), em: Filme, Diretor, Fotografia, Canção, Trilha Sonora, Edição, Mixagem de Som, Roteiro Adaptado.
– O significado da palavra Slumdog: Slumdog é a junção das palavras slum (favela) com underdog (que pode ser traduzido para o português como azarão, aquele que não é favorito para ganhar algo). O termo foi cunhado para identificar o personagem principal do filme, o órfão Jamal (Dev Patel). (By: Danny Boyle)

Quem Quer Ser um Milionário? (Slumdog Millionaire). 2008. Inglaterra. Direção: Danny Boyle e Loveleen Tandan. Elenco: Dev Patel (Jamal), Anil Kapoor (Kumar), Freida Pinto (Latika), Irfan Khan (Chefe de Polícia), Madhur Mittal (Salim); Cast completo. Gênero: Crime, Drama, Romance. Duração: 120 minutos.

Trainspotting – Sem Limites (1996)

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Pelo que estou lembrado do ano… achei a melhor produção de 96 sem sombras de dúvida. Assisti mais pela curiosidade pois havia assistido o primeiro filme de Danny Boyle (COVA RASA) e achei interessantemente diferente. Enquanto o primeiro apareceu meio tímido na telona, esse teve direito até a Outdoors com a data do lançamento.

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A visão é fantástica!  Pois as produções de até então mostravam o viciado como uma vítima de tudo que gira em torno de seu vício (como no caso de Diário de um Adolescente de 95). Já o filme de Danny Boyle não! Se afundam no vício sujo sem serem vítimas… são protagonistas! As fusões de realidade e surrealismos das viagens incomodam e Ewan MacGregor desponta como o astro que se tornou. Eu ja havia gostado de seu papel em O LIVRO DE CABECEIRA (96) e inclusive por isso assisti COVA RASA (95). E inevitavelmente parti para a dobradinha Boyle/MacGregor. O resultado não podia ter sido melhor!

O filme é uma pancada na cabeça, psicodélico, diferente, diverte… fora a trilha sonora fodástica com muito som Made in UK. Destaque especial para “Born Sleep” do Underworld que despontou com a trilha e 12 anos depois continua firme e forte.

Uma realidade dura e suja sendo utilizada para a realização de um filme ousado e marcante.

Por: Korben Dallas.

Trainspotting – Sem Limites (Trainspotting). 1996. Reino Unido. Direção: Danny Boyle. Elenco: Ewan McGregor, Ewen Bremner, Jonny Lee Miller, Kevin McKidd, Robert Carlyle, Kelly Macdonald. Gênero: Drama. Duração: 96 minutos. Baseado em livro de Irene Welsh.