Livro e Série: O Poder do Mito (1985)

o-poder-do-mito_a-entrevistao-poder-do-mitoPor Luz de Luma.
Em 1985, o mitólogo e escritor Joseph Campbell sentou-se com o entrevistador Bill Moyers para uma longa conversa no rancho de George Lucas. A conversa continuou no ano seguinte no Museu de História Natural em Nova York. O resultado de 24 horas de entrevista foi editado em seis episódios de aproximadamente uma hora para serem transmitidos pelo canal PBS da TV Americana. A série se tornou uma das mais populares da história da televisão pública americana.

Porém, Bill Moyers achou que a conversa que não foi editada, era tão rica que deveria ser preservada e que merecia atenção do público. Logo após a transmissão da série pela TV, a transcrição completa da entrevista foi publicada em formato de livro, onde o ponto de vista dimensional de Campbell sobre mitos culturais, espiritualidade, arquétipos psicológicos e mitologia foram integralmente explicados.

O livro “O poder do Mito” é escritura secular – Um tesouro de sabedoria sobre a experiência humana no cânone de tais obras-primas raras como as Revistas de Thoreau, os Cadernos de Simone Weil, as cartas de Rilke e Pilgrim de Annie Dillard.

a-jornada-do-herói_campbellVocê pode assistir todos os episódios da série no youtube: “A Mensagem do Mito“, “A Saga do Herói“, “Os Primeiros Contadores de História“, “Sacrifício e Felicidade“, “O amor e a Deusa” e “Máscara da Liberdade“. Bônus: “Entrevista com George Lucas“.

Vale a pena “perder” o seu tempo assistindo a série. Se não assistir, seu tempo irá se perder mesmo de qualquer forma… rs.

Deuses reprimidos se transformam em demônios, e geralmente são esses demônios que encontramos primeiro quando voltamos a olhar para dentro.” — Joseph Campbell

Fica a indicação da série e também do livro. Depois de falar um pouquinho sobre Campbell, quero dizer que ele simpaticamente gritou pela nossa alma e com enorme elegância e precisão falou da raiz da nossa insatisfação existencial.

Estamos preservando o nosso “Espaço Sagrado”? – Um espaço de reflexão ininterrupta e trabalho criativo sem pressa.

O fim do mundo não é um acontecimento por vir, é um acontecimento de transformação psicológica, de transformação visionária. Você não vê um mundo de coisas sólidas, mas um mundo de radiância“. (Joseph Campbell)

P.s: Deixando um convite para que também leiam “Espaço Sagrado“.

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Eduardo Coutinho, 7 de Outubro (2015)

eduardo-coutinho-7-de-outubro_2015A data do título foi o dia em que Carlos Nader entrevistou o genial cineasta Eduardo Coutinho, poucos meses antes de ser assassinado provavelmente pelo próprio filho esquizofrênico, no início de 2014. Nader não é exatamente um entrevistador à altura do célebre entrevistado, mas a riqueza do material falado pontuado de excelentes cenas extraídas da obra de Eduardo transforma o filme num delicioso jogo de palavras e imagens. Sem perceber, realizou uma homenagem impecável.

O resultado é assombroso e ajuda a entender a mente fértil do documentarista que conseguia arrancar depoimentos surpreendentes de seus entrevistados. Seu pensamento veloz produz uma fala atropelada e recheada de palavrões. Libera citações preciosas como “O Passado contado é muito mais interessante do que realmente aconteceu. É extraordinariamente acrescentado, enfeitado, épico.” Filosofa com eloquência, humor e alguma impaciência senil que o autoriza até a arriscar uma piada no meio de tudo: A bicha acorda feliz, abre a janela e cumprimenta: – Bom dia, sol! O astro responde: Bom dia, viado! Prá puta que pariu…

jogo-de-cenaSua bela filmografia inclui clássicos premiados como “Cabra Marcado para morrer”, “Edifício Master”, “Babilônia 2000” (Personagens humildes de uma comunidade no Rio na passagem de ano de 1999 para 2000), “Santo Forte” (Lembro que uma das vezes que falei com Coutinho, perguntei sobre o porquê desse impressionante filme sobre o sincretismo religioso nunca ter saído em DVD – Ele respondeu que o copião estava nos Estados Unidos – Creio que ele não gostava de viajar muito por conta do vício do cigarro.) e a obra-prima: “Jogo de Cena”, provavelmente, o único filme com atores profissionais famosos. Curiosamente, encontrei uma das entrevistadas mais interessantes do “Jogo” no bar do teatro Rival – Uma mulher de temperamento oscilante que se emocionava com o filme da Disney “Procurando Nemo” por conta de problemas de relacionamento com a filha. Sua história pungente foi interpretada por Marília Pêra no intrincado “Jogo de Cena”. Neste dia que a reconheci, ela parecia alegre, mas quase a levei às lágrimas quando toquei no delicado assunto maternal. Numa segunda vez que a vi no metrô, não tive coragem de falar. Parecia triste demais.

Coutinho admite que apreciava o precário, o inacabado, o imperfeito, mas a verdade é que conseguia extrair beleza, emoção e poesia daquilo que parecia tosco e rude à primeira vista, fazendo seu trabalho com o cuidado de quem lapida uma pedra rara.

Eduardo Coutinho, 7 de Outubro (2015). Brasil
Direção: Carlos Nader
Com: Eduardo Coutinho
Gênero: Documentário
Duração: 72 minutos.

Gata Velha Ainda Mia (2013)

Gata-Velha-Ainda-Mia_filmeRegina Duarte tem a chance de escapar mais uma vez do estigma de “namoradinha do Brasil” que ainda a persegue desde quando estreou na televisão na década de 60.

Neste engenhoso e tenso trabalho de Rafael Primot, Regina encarna a velha escritora ranzinza, Gloria Polk, que não escreve faz tempo. Nessa pausa com as letras, ganha a vida como cozinheira, mas resolve retomar um antigo personagem na forma de um novo livro. O problema é que não sabe como definir o desfecho do romance. Sua mente já perturbada confunde ficção e realidade quando a jovem Carol (Bárbara Paz) chega para entrevistá-la.

gilda-nomacce_em-gata-velha-ainda-miaO encontro das duas suscita uma discussão interessante num embate de gerações cheio de ideias divergentes. Num dos diálogos, a escritora Gloria Polk responde porque gente velha acumula tanto cacareco. Ela explica que os bibelôs agem como alavanca para acionar a memória senil. Complementa que os jovens estão cada vez mais impessoais por não saberem preservar a textura do passado. Digitalizam, editam, deletam, mas não retêm. Essa contenda difícil de concluir é habilmente interrompida pela chegada do bizarro personagem Dida (Gilda Nomacce), uma vizinha estranha e intrometida que começa a dar uma nuance soturna à trama.

Ainda que precise de um ou outro pequeno ajuste, especialmente em sua segunda parte, quando o roteiro ganha tons mais pesados, o filme tem o mérito da ousadia, quando flerta deliciosamente com os gêneros noir e terror, raros no Brasil.

Carlos henry

Teatro: “Orgulhosa Demais, Frágil Demais” e “Callas”

Maria-Callas-e-Marilyn-Monroe_reais-e-personagens-teatraisAs duas peças têm um ponto em comum. Foram escritas pelo excelente Fernando Duarte que sabe mesmo como escrever para teatro, especialmente quando o tema gira em torno de personalidades polêmicas. “Orgulhosa Demais, Frágil Demais” dirigida por Sandra Pêra parte por base de um encontro inusitado entre as divas Maria Callas e Marilyn Monroe no camarim do Madison Square Garden NY na antológica festa do 45º aniversário do então presidente dos EUA John Kennedy em 19 de maio de 1962, quando Monroe fez a inesquecível performance de um sexy “Parabéns para você”.

A suposta conversa entre as duas rende um texto delicioso recheado de curiosidades e fofocas sobre elas e o meio artístico de que faziam parte. Rita Elmôr na pele da cantora lírica hermética e temperamental está simplesmente genial, liderando o choque de personalidades distintas das duas estrelas onde Samara Felippo como uma Monroe abusada e liberal não faz feio em nenhum momento. A peça é muito divertida e bem produzida.

Maria-Callas_real-e-personagem-teatralCallas” é obviamente sobre a cantora de ópera mais famosa que já existiu. O recurso cênico de uma entrevista reveladora às vésperas da morte da cantora em 16 de setembro de 1977 resulta num texto riquíssimo com fatos reveladores como o filho que teve com o amado Aristóteles Onássis, nascido e morto em completo segredo a pedido do magnata. O texto aqui continua sendo a grande estrela do espetáculo, visto que Silvia Pfeifer está nitidamente insegura com a responsabilidade de um grande papel. A direção firme de Marília Pêra, uma produção e figurinos caprichados e o bom desempenho de seu par Cassio Reis como o jornalista e amigo íntimo John Adams ajudam, mas não salvam o resultado de uma apresentação morna, ainda que correta.

Sugeri ao simpático e talentoso escritor Fernando Duarte na noite da pré estreia de “Callas” que ele completasse a obra com um texto curto (As duas peças têm cerca de apenas uma hora) exclusivo sobre Marilyn Monroe para fechar uma bela trilogia sobre duas artistas inesquecíveis. Ele gostou da ideia e disse que ia anotar. Quem sabe?

Chico Xavier

“Chico Xavier”, filme de Daniel Filho:  Não consegui vê-lo na estréia e ainda no 3º fim de semana após o lançamento, chegando com pouco mais de uma hora de antecedência do início da sessão, restou-me a 1ª fileira da sala 1 do Artplex, Botafogo(RJ). Se fosse um outro filme certamente não assistiria, implico com os assentos nos chamados “gargarejo”, mas era Chico Xavier, filme que me despertou a curiosidade por saber quais soluções o diretor  teria encontrado para não torná-lo extremamente parado ou mesmo desinteressante e ofuscado tecnicamente como foi para mim, “Bezerra de Menezes, O Diário de Um Espírito” que assisti por ter no elenco Carlos Vereza.  Eu disse solução? Errei. Para haver suma solução é preciso haver um problema e isso é tudo que este filme não tem.

Belas paisagens, interpretações de boas a excelentes, exceção para André Dias que me pareceu burocrático e pouco caridoso como Emmanuel, embora estivesse fisicamente quase que exatamente igual  às figuras do espírito que vemos estampadas nos livros . Uma câmera ágil, com cortes exatos, direção segura sem recorrer aos efeitos especiais – afinal, é um filme espíritos, não é mesmo? Talvez…

Neste filme, vi que Chico Xavier não foi somente um espírita, nem a sua mediunidade foi o que mais me chamou atenção. Vi um homem aprendendo no seu dia-a-dia, entendendo-se conforme os fatos, alguém que tendo algo a fazer não delegava para outro nem adiava para o momento seguinte.

O filme é preciso: é a história de Chico Xavier desde bem menino. Uma criança e seu dom, por muitos da época chamados de “maluquice”.  Bem poderia ser um filme sobre o dom da música, da pintura sobre qualquer dom grandioso que nos deixasse espantados e duvidosos quanto à sua veracidade. Um garoto, muito inocente e poderíamos dizer “azarado” ou incompreendido, lidando com coisas que ninguém ouvira falar em sua pequena cidade, lutando para sentir-se amado e querido sendo tão diferente… Órfão aos 8 anos, cheio de irmãos que foram distribuídos na esperança de se reunirem logo que possível. O menino inocente, indefeso, carente e solitário, literalmente torturado pela madrinha, não causa piedade -comove. Uma história que apesar da sua singularidade é facilmente imaginada por aqueles que conhecem algo sobre as antigas cidades do interior, suas formas de lidar com as crianças,  as famílias, a igreja, as doenças, a morte.

Nélson Xavier recebe, encarna a personagem que parece ter se apossado dele e não é diferente com Angelo Antônio, gerando  uma harmonia interessante entre as interpretações de ambos. Encontramos na tela o bem humorado Chico. Acompanhamos a entrevista do antigo programa de TV “Pinga Fogo”, recriado no filme com Tony Ramos interpretando o diretor do programa, sequencia que nos dá como brinde a experiência de vermos como era transmitido um programa “ao vivo” de antigamente, as escolhas das câmeras, a forma de se trabalhar com tecnologias, hoje pré-históricas e feeling profissional que é também um dom.

A história do Chico vai surpreendendo mesmo quem já a conhece. Na sua primeira semana, este filme levou 590 mil espectadores aos cinemas. Os que foram ver o mito não se decepcionam. Os que buscam assistir o médium, não se desapontam. E se a busca for por diversão, o programa não é frustrante. Os espíritas podem se esbaldar, no farto material para reflexão, os pais também.

Letícia Sabatella, mãe de Chico prefere que ele fique com a madrinha por esta ter mais condições financeiras e o por isso o garoto sofre castigos pavorosos. O melhor amigo de Chico durante a sua infância, pasmem, é um padre, deliciosamente vivido por Pedro Paulo Rangel que nos mostrar a dificuldade de compreender-se uma alma, ser bom e tolerante sendo um líder religioso de uma instituição como a igreja católica. Cássio Gabus Mendes, com aquele eterno rostinho infantil, vive a face da intolerância religiosa levando o povo à uma ignorância cada vez maior onde a caridade, esperança e fé ficam cada vez menores. A bela Giovanna Antonele numa participação significativa que dá o tom do que Chico poderia realizar no futuro- conquistar simpatias e credibilidade se não pela fé, mas através do seu caráter e postura.

Muitas dúvidas e desconfianças foram lançadas sobre essa personalidade, sem que no entanto, jamais fossem comprovadas, muito pelo contrário, o filme mostra uma pessoa que modificou alguns conceitos daqueles que naquela época, transitavam na esfera dos centros espíritas.

Chico não seguiu ninguém, além da sua própria luz e orientações dos seus mentores espirituais e suas tarefas iam se avolumando na medida em que ele criava entendimento e aumentava sua fé.

Segundo o filme, jamais se prestou a um trabalho de conversão, nem se exasperou por defender-se das acusações que lhe faziam. Prestava a sua caridade dentro das limitações dos próprios necessitados, não necessariamente carentes de recursos materiais como ilustra o casal Tony Ramos e Cristiane Torloni. Enfim, mais do que a espiritualidade, o mistério de Chico Xavier é ter tido fé e vivido de acordo com o que acreditava, ainda que tivesse medo de morrer e de medo de avião.

No mercado estão o livro “Chico Xavier – A história do filme de Daniel Filho” e o DVD do programa Pinga Fogo que em determinado momento serve como linha condutora para a narração.
Existem algumas passagens divertidas, como quando o pai de Chico Xavier o leva a um bordel para ter a sua 1ª vez ou quando finalmente é revelado o mistério da inseparável peruca que o médium usava. Também é mostrado os relacionamentos do médium com o seu guia espiritual Emmanuel (André Dias) e com a mídia. Chico chegou a permanecer cerca de 20 anos sem nenhum contato com a imprensa o que podemos entender com perfeição assistindo ao filme, que bateu recorde na semana de lançamento, em 10 dias de exibição levou 1,3 milhões de pessoas ao cinema. É o longa com a maior bilheteria de abertura do cinema brasileiro dos últimos 15 anos. Realizado por 3 ateus, conta a história de um homem predestinado a reunir multidões: pesquisei na internet sobre o programa Pinga Fogo e descobri que a entrevista do Chico atingiu a marca de 75 pontos, o maior índice da televisão brasileira!

Neste filme me pareceu ser Chico Xavier um homem que viveu para o que acreditou, independentemente da crença foi uma pessoa, fiel e sincera e talvez por isso desperte interesse e atraia atenções. Escreveu mais de 400 livros, não reconheceu autoria de qualquer um deles. Dizia que Emmanuel havia lhe revelado que ele morreria no dia em que todos os brasileiros estivessem felizes. Chico faleceu no dia 30/06/2002 quando o Brasil comemorava seu pentacampeonato mundial.

Chico Xavier. 2010Baseado no livro As Vidas de Chico Xavier, do jornalista Marcel Souto Maior. Direção: Daniel Filho. Roteiro: Marcos Bernstein. Gênero: Drama. Elenco: Nelson Xavier (Chico Xavier 1969/1975)  Ângelo Antônio (Chico Xavier 1931/1959)  Matheus Costa (Chico Xavier 1918/1922), Tony Ramos (Orlando), Christiane Torloni (Glória), Giulia Gam (Rita), Letícia Sabatella (Maria), Luis Melo (João Candido), Pedro Paulo Rangel (Padre Scarzelo), Giovanna Antonelli (Cidália), André Dias (Emmanuel) , Paulo Goulart (Saulo Guimarães), Cássia Kiss (Iara), Cassio Gabus Mendes (Padre Julio Maria), Rosi Campos (Cleide), Carla Daniel (Carmosina), Anselmo Vasconcellos (Perácio), Via Negromonte (Dora)

A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project. 1999)

the-blair-witch-project-011“JOOOOOOOOOOOOOOOSSSSSHHHHHHH!!!”

Quando se fala em Bruxas os afetos mais infantis vêm à tona, ainda que não seja percebido por muitos. Bruxas fazem parte da maioria dos contos de fadas e os pais se valem muito disso para amedrontar os filhos desobedientes.

Um filme que leva o nome de Bruxa automaticamente já é sondado nas mentes da maioria como algo misterioso e assustador. Histórias de acampamentos! Quem não gosta do momento em que o papo passa a ser sobre o sobrenatural em plena luz da fogueira com todos já mais pra lá do que pra cá depois de boas doses de “cachaça e risadas”?

Talvez por isso que muitos não gostaram de Bruxa de Blair, por imaginarem bruxas narigudas e cheias de verrugas com o poder de magia incrível, por quererem ver, de fato, uma bruxa em ação. Fato é que as “bruxas” compõem um terror muito mais psicológico, ao contrário dos Vampiros do cinema, que com uma estaca bem cravada acaba com o terror imediatamente e todos são felizes pra sempre.  Já as bruxas, o que fazer com elas?

Ser bruxa não demanda transformações corporais como outros seres mitológicos, mutantes e assustadores. Ao contrário.

Bruxa de Blair tem alguns defeitos, mas foi genial a maneira como foi divulgada: “Um documentário real”.

the-blair-witch-project_06Uma curiosidade é que para manter o máximo de veracidade, os atores concordaram em ceder seus próprios nomes para os personagens que estavam interpretando. Outra curiosidade que ajudou a dar status de verídico é que durante a realização das filmagens, os diretores Daniel Myrick e Eduardo Sánchez utilizaram um método incomum: deram o mínimo de material para os atores e os deixaram na mata, cada um com uma câmera de vídeo.  A produção do filme apenas entrava em contato com os atores ocasionalmente e através de bilhetes que diziam o que cada um devia fazer.

Ou seja, nem os atores sabiam direito o que fazer e qual resultado teria. De maneira que a histeria coletiva torna-se mais verdadeira. Claro! Os Diretores provocaram o pânico psicológico e isso foi brilhante, – coisa de bruxos rsrsrs – em meu ponto de vista.

Outra curiosidade e esta eu achei genial sob o ponto de vista do retorno obtido em nome da criatividade é que o  filme é o recordista absoluto de lucro nas bilheterias. Tendo custado apenas 50 mil dólares, o filme arrecadou, nas bilheterias mundias, cerca de 202 milhões de dólares. Tem diretores que gastam 100 milhões e arrecadam pouco mais do que isso… Isso prova que pra ser inovador e inteligente, a criatividade conta bem mais do que o dinheiro, embora este seja também importante.

Eu gostei de Bruxa de Blair, ainda que a câmera passeou demais pra lá e pra cá. Eu, na época, pensei sim que aquilo era real, a internet que desmitificou essa idéia pra mim rsrsrs.

Teve continuação… vou revê-la e depois escrevo sobre aqui no nosso Cinema.

Por: Deusa Circe.

Bruxa de Blair – The Blair Witch Project

Direção: Daniel Myrick e Eduardo Sánchez

Gênero: Terror

EUA – 1999