O Show de Truman (1998). Viver é um risco necessário, mas…

O-Show-de-Truman_Jim-CarreyPor Mariel Fernandes.
Bom, um dia me convidaram pra ver uma comédia. A pessoa já tinha visto, fazia questão de me levar, riríamos do inicio ao fim. Ok, era uma boa proposta, gosto de rir. Pipoca ok, tiket ok, tudo ok.

escolhasComeça o filme e um spot cai, era um sinal de que a realidade seria talvez um cenário que aos poucos, dependendo do grau de opressão que causa, acaba ruindo? Ninguém conclui isso aos 10 minutos do filme. De qualquer forma, a cena nunca mais saiu da minha cabeça e serve como um tipo de guia em momentos importantes. Sou eu mesmo quem está tomando a decisão ou montei uma cena?

O último take de “O Show de Truman” é uma explosão, a descoberta que sempre há uma saída, que encontra-la não será um passeio, que viver é um risco necessário, mas que o verdadeiro perigo é alguém ligar a TV e perguntar “quem está passando agora?”. Tento viver de forma que a resposta não seja o meu nome.

O Show de Truman (The Truman Show. 1998)
Ficha Técnica: na página do IMDb.

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Enquanto Somos Jovens (While We’re Young. 2014)

enquanto-somos-jovens_cartazmad-about-you_serie_e_enquanto-somos-jovens_filmeNa natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.” (Lavoisier)

Uma ideia levando a outra para um tipo de homenagem? Ou apenas servindo de inspiração para uma outra história? Se foi o que aconteceu ou não… Foi o que me ocorreu logo no início como também ao longo de “Enquanto Somos Jovens“: me levou a pensar na série “Mad About You“, com Paul Reiser e Helen Hunt. Não sei o quanto ou se o Diretor Noah Baumbach gostava dessa série, mas a mim pareceu sim ter-se inspirado nela para escrever o roteiro desse seu filme. Nada contra, até porque eu curto ver a reprise dessa série. Mas ao término do filme vi que nem ficou como homenagem… De qualquer forma, além da temática principal, “Enquanto Somos Jovens” traz como pano de fundo as gravações de Documentários: o processo de criação. Mais! O quanto ao fazer uma Biografia dá o direito de não o ser tão literal: é o diretor dando asas a sua imaginação.

enquanto-somos-jovens-2014_ben-stiller_e_charles-grodinEnquanto Somos Jovens” traz um momento na vida de um casal. Unidos há anos, de repente se veem colocando a prova tal relação: como casal, como também individualmente. Onde um dos pesos seria a importância que cada um ainda tem na vida do outro. Onde quase sempre o que se ressente é o que mais se anulou. Até porque há um lado meio egoísta no outro. Nessa relação, o peso de não ter conquistado a fama que tanto queria. São eles Cornelia e Josh Srebnick, interpretados por Naomi Watts e Ben Stiller. Atuação mediana onde até poderiam ter tido grandes solos. Talvez porque eu tenha esperado um carisma igual ao casal da tal série. Talvez porque um outro personagem ter roubado a cena, o filme… Onde até um outro coadjuvante também marca presença. Falo de Charles Grodin, que faz o Leslie, o sogro de Josh. Cineasta famoso, colhendo os frutos da glória, até tenta ajudar o genro, mas esse por orgulho não aceita nem críticas construtivas.

enquanto-somos-jovens-2014_adam-driver_e_amanda-seyfriedO outro tal personagem é Jamie (Adam Driver), casado com Darby (Amanda Seyfried). Ele meio que de repente caiu de paraquedas na vida do casal; ou porque assim deixou acreditar… Como um Diretor de um Documentário “interferindo” na vida de outra pessoa e deixando ali desde o início sua marca pessoal. Algo que Josh nunca alcançou ao longo de sua carreira: em ser ousado. Enquanto tudo tinha que ser certinho, para esse outro deixava correr livremente, mas a partir de algo previamente calculado. Embora possa ser paradoxal, é que estaria em aproveitar até os imprevistos no correr do dia, do trabalho. A relação de ambos será um duelo de ego que só irá pesar para o lado de Josh. Até porque para o outro, não apenas por ser mais jovem e por ainda estar em início de carreira, mas porque era como pegar o caminho já quase sem as pedras tiradas por Josh e sem a menor preocupação. Como também aproveitar do que Josh desdenhou, ignorou. Até em ter mais visão do todo favorecia Jamie. Só que nem era pelo fato de Josh não ser mais tão jovem, mas sim por inaptidão frente as mudanças. Faltava a Josh o que Jamie tinha de sobra: de jogo de cintura. Bem, Jamie até pode ter roubado a cena, mas…

Mas é a vida de Josh e Cornelia que está sendo passada a limpo. De pronto, ambos se encantam com o estilo de vida do casal mais jovem. Onde até por não terem tido filhos já estavam se sentido deslocados na vida dos antigos amigos: o casal Marina (Maria Dizzia) e Fletcher (Adam Horovitz). Mas ao se afastarem acabam, mesmo que involuntariamente, dando a eles um certo alerta… Pois é! Marina e Fletcher entendem mais rapidamente a nova realidade em suas vidas: um filho adentrou nela sim, mas não precisam excluir, e sim se adequar a essa nova fase. E que pelo jeito não incorporaram Josh e Cornelia nela…

enquanto-somos-jovens-2014_ben-stiller_e_naomi-wattsAssim, enquanto Josh se sente “o cara” como um mestre para Jamie, Cornelia tenta acompanhar o estilo de Darby. Usados ou não, até pelos propósitos de Jamie, esse nem pode ser considerado um vilão já que deu um “acorda” na vida do casal. Na rotina em que caíram após anos de casamento. Onde mais por parte de Josh quase sem perceberem que no mundo atual há espaço para tudo: passado e presente se integrando. Que deveriam se adequar a esses novos rumos que por vezes batem à porta. Sem esquecer também de ir se desfazendo “bagagens” sem mais necessidade numa de depurar a nossa essência. É nessas quebras de ciclo que de fato ocorre uma mudança significativa na vida de uma pessoa. Do contrário irá continuar fazendo tudo igual Que no caso de Josh continuará sendo o panaca de sempre…

Enquanto Somos Jovens” é um bom filme! Pelos diálogos. Pela Trilha Sonora, do Clássico “Concerto for Lute“, de Vivaldi, ao Pop “Eye Of The Tiger“, de Survivor. Pela escolha do ator Adam Driver. Cujo Roteiro até deixa uma vontade de rever muito mais pela construção de um Documentário do que pela crise de meia idade do casal de protagonistas. Pois mesmo que tenha passado essas impressão, o filme focou mais em algo cultural naquele país: o se sentir um derrotado. Onde até poderia ter sido um ótimo filme, mas para mim Ben Stiller não soube aproveitar. Uma pena! Nota 7,5.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Enquanto Somos Jovens. While We’re Young. 2014)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

HITCHCOCK (2012)

hitchcock_2012_cartazO filme “Hitchcook” de Sacha Gervasi tem acertadamente pouco do livro homônimo de Stepehen Rebello que deu origem a esta obra. Enquanto Stephen esmiúça detalhes técnicos e curiosos dos bastidores do filme “Psicose”, Sacha trabalha em cima de um roteiro deliciosamente cinematográfico sobre o mesmo tema.

Por exemplo, as cifras e contabilidades de uma produção tumultuada são substituídas por insinuações de traição de Alma, esposa do diretor e por perseguições delirantes do assassino em série Ed Gein, que inspirou Robert Bloch a escrever a novela de terror que arrebatou Hitch. Também dá ênfase à figura de Alma, transformando-a num personagem feminino fortíssimo, defendido com brilhantismo por Helen Mirren. As figuras de Leigh e Perkins, estrelas de “Psycho” estão perfeitas com as caracterizações de Scarlett Johansson e James D’Arcy respectivamente, dentro do visual agradável do final dos anos 50. A cena antológica do assassinato no chuveiro tem pouco destaque, o que não chega a frustrar, num filme rico em diálogos inteligentes e bons momentos para os fãs do diretor e de “Psicose”.

Se por conta de uma notória dessemelhança ou uma maquiagem ineficaz, o ator Anthony Hopkins não conseguiu a aparência ideal para o papel título, tudo é compensado com uma atuação impressionante e habilidosa onde ele atinge o tom debochado, divertido, inseguro e por vezes cruel do mestre do suspense, que não poderia mesmo ter sido uma pessoa ordinária.

Por Carlos Henry.

Tudo Ficará Bem (Alting bliver godt igen. 2010)

História de mais, em roteiro de menos?

Fiquei meio sobre impacto ao término do filme. Com uma sensação de ter “cochilado” durante a projeção. Mas aconteceu justamente o contrário. O thriller prende a atenção o tempo todo. Então me veio a pergunta acima. História tinha sim, bastante. Mas faltou tudo ficar amarradinho.

Se não, vejamos! O cara é um viajandão! Claro que para quem escreve dar asas a imaginação é mais do que produtivo. Acontece que esse do filme, Jacob Falk (Jens Albinus), se encontra em meio a um bloqueio criativo. De não conseguir colocar em texto, toda a sua história. Mais! O Produtor está no seu pé. Seu prazo limite está se esgotando. Ele tem até uma maquete do cenário. Tem os atores. Tem já toda a equipe de iluminação… Todos, tudo esperando pelas Falas, pelo Roteiro. Meio que “8 1/2”, de Fellini. Então Jacob ao se deparar com umas fotos, coloca toda as suas energias nelas.

Pediram a ele que fizesse um filme de guerra que pesasse na alma. O que me fez lembrar de “Gallipoli“. Mas quando o filme traz esse assunto, levanta alguns pontos. Um deles seria em mostrar que mesmo num país “nórdico” há uma de torturar com crueldade física seus presos, e pelos militares. O que me fez lembrar de “A Vida Secreta das Palavras“, onde um tipo de tortura e por quem fez, além de ter tudo a ver com o contexto do filme, quando ele vem à tona, fica sim a ideia de que nos machucam saber desse lado negro da História da Humanidade.

Mas nesse, “Tudo Ficará Bem“, quem é o portador de tais fotos é alguém de origem muçulmana, que foi recrutado por falar árabe, e a tortura é feita por soldados dinamarqueses. O que levanta a dúvida de que esses soldados também entraram nas guerras no Oriente Médio. Ou em que parte eles de fato participaram.

Outra coisa que intriga é que: até onde isso é um fato no filme. Se não se passa de viagem do Jacob. Como se não bastasse essa história, em paralelo há a da vida particular dele, que também parece ter algo fictício: já que não há uma ligação entre a esposa e a irmã de Jacob. Como se uma não existisse, ou ambas não existissem. Agora, a cena onde ele mais parece ser um viajandão, é a dele comendo uvas.

A tal maquete com as cenas do filme da história, não é apenas uma ilustração do início do filme real. Ela é real no filme: Jacob a manipula. Nela há um corpo estendido no asfalto. Na realidade do filme serão dois, cada um num contexto. Sendo que um a cena em si ficaria como: ‘a vida imitando a arte?’ Porque não dá para aceitar como: ‘um dos seus problemas, acabou!’

E onde entraria o significado do título original – Tudo se torna bom de novo (Alting bliver godt igen)? O título dado aqui no Brasil – “Tudo Ficará Bem” -, denota que haja o que houver, tudo entrará no eixo. Mas pelo título original, há o significado de finitude de algo para algo florescer. Mas pelo final, causa espanto esse desprendimento tão cedo. Se essa parte foi de fato real na vida de Jacob, ele é bem viajandão. Se foi ficção, também.

Parece confuso, e é! “Tudo Ficará Bem” é daqueles filmes onde se deve prestar atenção ainda nos créditos iniciais. Como ir juntando as peças de um quebra-cabeça onde não se conhece o resultado final. Como Thriller, é 10! Como Drama, é loucura demais, dai também é 10! Pela atuação de Jens Albinus, também é 10! E até pelo final que foge do padrão comum. É um filme de querer rever! Parabéns para o Diretor, que também roteirizou, Christoffer Boe. Uma longa vida cinematográfica para ele!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Tudo Ficará Bem (Alting bliver godt igen). 2010. Dinamarca. Direção e Roteiro: Christoffer Boe. +Elenco. Gênero: Drama, Suspense. Duração: 90 minutos.

Super 8 – Uma bela homenagem às nossas sessões-da-tarde!

Num tempo onde não havia canais a cabo. Onde nossa sede por filmes era saciada em frente a televisão. Onde muito deles nos deixaram boas lembranças. Eis que, assistindo “Super 8” todo esse período voltou. Num agradável remember!

De início, eu ficava pensando em qual filme tinha visto aquela cena. Como também cheguei a pensar se “Super 8” seria uma refilmagem de tantas eram as cenas que buscava na memória por um par… Mas o mais interessante foi que isso não me incomodou. Até porque eu acompanhava atenta o filme. E foi por isso que eu conclui de que ele, o Diretor e Roteirista, J.J. Abrams, fez sim um resgate à nossa memória cinéfila. E o filme vem com um misto de Ação, Aventura, Drama, Romance, Sci-Fi, Suspense, e até um pouquinho de Terror. Tudo dosado para atrair um público teen, mas também agradando a nós com mais tempo de cinéfilo.

Na trama temos cinco amigos que se juntam para gravarem um filme, e com ele concorrer num Festival de Vídeos Amadores. São eles:
– Charles (Riley Griffiths), o Diretor e Roteirista;
– Joe (Joel Courtney), o maquiador;
– Cary (Ryan Lee), cuida dos efeitos especiais;
– Martin (Gabriel Basso), o galã e mocinho;
– Preston (Zach Mills), o cinegrafista e figurante.
Basicamente o filme deles é sobre um caçador de zumbis.

O filme começa com o velório da mãe de Joe. Finalzinho da década de 70. É quando conhecemos quase todos. Onde vemos também os pais de Charles conversando sobre o futuro de Joe. Muito ligado a mãe, e tendo sempre um pai ausente. Seu pai, Jackson (Kyle Chandleer), é o sub-xerife local. Nesse velório também conheceremos um outro pai em conflito, Dainard (Ron Eldard). Sendo que esse, o problema maior é o alcoolismo. Expulso por Jackson do velório, irá proibir a filha de se relacionar com Joe. Ela é Alice (Elle Fanning), a nova mocinha do filme dos garotos.

Meio que um “Romeu e Julieta“, Alice e Joe não se importam com o ódio entre seus pais. Gostam de estarem juntos. Se sentem ligados. Mas esse relacionamento só iniciará com uma pulada curta de tempo. Férias escolares, onde o grupo poderão se dedicar mais ao filme. Então, às escondidas dos pais, já tarde da noite, eles vão para a estação de trem gravarem a participação de Alice na trama.

Ao ouvirem que um trem se aproxima, Charles fica em êxtase, já que daria realismo ao seu filme. O trem passa direto, e enquanto todos estão focados nas filmagens, Joe que adora construir pequenos vagões, acompanha a passagem do trem. Com isso vê a colisão, como também em avisar a todos para saírem correndo. Com a batida do trem com uma caminhonete, além de explosões, há um descarrilhameto. Na fuga, a câmera super 8 tomba, e continua gravando.

Refeitos do susto, eles retornam aos destroços. Ainda em tempo de reconhecerem o motorista da caminhonete. É um professor do colégio, e tido como um cara exigente e esquisitão. Esse avisa para saírem dali, e não contarem a ninguém que estiveram ali. Para eles, seria até lógico já que saíram de casa às escondidas. Mas Joe leva um cubo estranho que caiu dos vagões. Talvez achando que não dariam falta, em meio a tantos. De longe, o grupo avista militares se aproximando do trem.

Nos próximos dias, a cidade vira um caos para os policiais, de tanto são as queixas de objetos que sumiram. Constantes apagões. E até pessoas desaparecendo, entre elas o xerife local. Jackson então assume a chefatura e as investigações. Além de não gostar da invasão dos militares, e até por deixá-lo de fora.

Só quando Joe e Charles veem o que a super 8 gravou é que eles começam a juntarem as peças daquilo que os militares estão escondendo. E para piorar, Alice torna-se uma das desaparecidas. Então os meninos resolvem investigar e tentar resgatar Alice. Como ajuda para escapar do cerco dos militares, arregimentam um cara chapadão (David Gallagher).

Como falei no início, “Super 8” nos leva a um doce review a alguns Clássicos das tardes diante da televisão. Que tendo Steven Spielberg como Produtor, me fez pensar também num “E.T.” com outra roupagem. Algo como: “Ele teria crescido!?“. Vale conferir! E não saiam antes dos créditos finais. Tem surpresa ai.

Bom filme, boa diversão! Gostei!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Super 8 (Super 8. 2011). EUA. Direção e Roteiro: J.J. Abrams. +Elenco. Gênero: Ação, Aventura, Drama, Romance, Sci-Fi, Suspense. Duração: 112 minutos.

A Bruxa de Blair (The Blair Witch Project. 1999)

the-blair-witch-project-011“JOOOOOOOOOOOOOOOSSSSSHHHHHHH!!!”

Quando se fala em Bruxas os afetos mais infantis vêm à tona, ainda que não seja percebido por muitos. Bruxas fazem parte da maioria dos contos de fadas e os pais se valem muito disso para amedrontar os filhos desobedientes.

Um filme que leva o nome de Bruxa automaticamente já é sondado nas mentes da maioria como algo misterioso e assustador. Histórias de acampamentos! Quem não gosta do momento em que o papo passa a ser sobre o sobrenatural em plena luz da fogueira com todos já mais pra lá do que pra cá depois de boas doses de “cachaça e risadas”?

Talvez por isso que muitos não gostaram de Bruxa de Blair, por imaginarem bruxas narigudas e cheias de verrugas com o poder de magia incrível, por quererem ver, de fato, uma bruxa em ação. Fato é que as “bruxas” compõem um terror muito mais psicológico, ao contrário dos Vampiros do cinema, que com uma estaca bem cravada acaba com o terror imediatamente e todos são felizes pra sempre.  Já as bruxas, o que fazer com elas?

Ser bruxa não demanda transformações corporais como outros seres mitológicos, mutantes e assustadores. Ao contrário.

Bruxa de Blair tem alguns defeitos, mas foi genial a maneira como foi divulgada: “Um documentário real”.

the-blair-witch-project_06Uma curiosidade é que para manter o máximo de veracidade, os atores concordaram em ceder seus próprios nomes para os personagens que estavam interpretando. Outra curiosidade que ajudou a dar status de verídico é que durante a realização das filmagens, os diretores Daniel Myrick e Eduardo Sánchez utilizaram um método incomum: deram o mínimo de material para os atores e os deixaram na mata, cada um com uma câmera de vídeo.  A produção do filme apenas entrava em contato com os atores ocasionalmente e através de bilhetes que diziam o que cada um devia fazer.

Ou seja, nem os atores sabiam direito o que fazer e qual resultado teria. De maneira que a histeria coletiva torna-se mais verdadeira. Claro! Os Diretores provocaram o pânico psicológico e isso foi brilhante, – coisa de bruxos rsrsrs – em meu ponto de vista.

Outra curiosidade e esta eu achei genial sob o ponto de vista do retorno obtido em nome da criatividade é que o  filme é o recordista absoluto de lucro nas bilheterias. Tendo custado apenas 50 mil dólares, o filme arrecadou, nas bilheterias mundias, cerca de 202 milhões de dólares. Tem diretores que gastam 100 milhões e arrecadam pouco mais do que isso… Isso prova que pra ser inovador e inteligente, a criatividade conta bem mais do que o dinheiro, embora este seja também importante.

Eu gostei de Bruxa de Blair, ainda que a câmera passeou demais pra lá e pra cá. Eu, na época, pensei sim que aquilo era real, a internet que desmitificou essa idéia pra mim rsrsrs.

Teve continuação… vou revê-la e depois escrevo sobre aqui no nosso Cinema.

Por: Deusa Circe.

Bruxa de Blair – The Blair Witch Project

Direção: Daniel Myrick e Eduardo Sánchez

Gênero: Terror

EUA – 1999