Livro: Crônicas Vampirescas: A Rainha dos Condenados – Anne Rice

Após dois inacreditáveis sucessos literários com “Entrevista Com o Vampiro” e “Vampiro Lestat”, Anne Rice encerra em A Rainha dos Condenados talvez seu trabalho mais bem sucedido, a trilogia principal de As Crônicas Vampirescas (título sugestivamente jovem, ao contrário dos temas abordados, então não se deixe levar por ele). É inquestionável a colaboração dessa autora para a escrita contemporânea no uso de metáforas a fim de conquistar o público pela inteligência e, simultaneamente, incorporar sua visão crítica “afiada” sobre a sociedade. Ela não só reformulou as características dos vampiros, como também criou um épico cuja complexidade até hoje influencia novos personagens da mesma safra.

Observação: Sempre que indico um dos livros das Crônicas Vampirescas para alguém, alerto para que possua bastante cautela durante a leitura porque a autora é muito feliz na exploração de seus argumentos. Logo, se você for uma pessoa muito influenciável, preconceituosa ou receosa, aconselho que não leia. Temas como ateísmo, psicopatia, depressão, guerra e sexualidade sempre estão presentes.

Em A Rainha dos Condenados, Rice atinge o ápice de sua trilogia.  Se nas suas obras anteriores havia explorado demasiadamente o ateísmo como fonte de perguntas, as quais perseguem o ser humano pelo menos uma vez na vida, nesse procura pôr em julgamento a existência do homem na Terra. Akasha é uma das personagens mais intrigantes de toda a saga. Por ser a primeira da raça, é a criatura mais poderosa de todos os vampiros e, caso seja destruída, todos os outros também irão, então nenhum sanguessuga, pelo menos em sã consciência, tenta isso (excetuando-se alguns suicidas citados na trama, esses pereceram junto com milhões do planeta no momento em que Akasha foi ferida). Porém, o mais interessante de sua história é que a personagem permaneceu imóvel durante séculos apenas observando os seres humanos através da mente dos sofredores

Ilustração de Akasha, feita por um fã, mas igual à descrição do livro.

Ilustração de Akasha, feita por um fã, mas igual à descrição do livro.

Akasha pode ser a representação da justiça temível por todos. Nas crônicas de Rice, quanto mais antigo for o vampiro, mais ele consegue ler a mente dos seres humanos a largas distâncias. Por ser a mais antiga, ela podia escutar as vozes de todos os seres humanos em sua mente. Portanto, passou séculos escutando pedidos de socorro de pessoas passando fome, sendo agredidas, estupradas e assassinadas. Isso justifica seus pensamentos inflexíveis. Ela desperta com o intuito de acabar com as guerras e promover a paz, mas com derramamento de sangue. Por ter presenciado mentalmente tantos sofrimentos de mulheres, sua decisão inicial é quase extinguir os homens do planeta, deixando apenas um a cada cem mulheres (passando o controle da população para elas). Isso, obviamente, é confrontado por Lestat e os vampiros mais velhos que terão, após anos de matanças por prazer e sobrevivência, que defender os seres humanos. Mas nem os vampiros escaparam de seu juízo, Akasha percorreu o mundo matando todos, exceto aqueles por quem seu amante (Lestat) tinha consideração e os anciãos, os quais não poderiam ser destruídos por ela.

Apesar de ter uma solução estúpida para acabar com o sofrimento humano, é através de Akasha que Rice faz uma crítica ao feminismo, será mesmo que um mundo constituído apenas por mulheres terminaria com as guerras ou elas (as mulheres) também precisam dos homens para coexistirem? A rainha se contradiz em suas teorias ao necessitar urgentemente da companhia de Lestat como companheiro. Todavia, apesar da resposta parecer óbvia em nossas mentes ao lermos a proposta, Anne Rice constrói uma personagem que sabe lidar bem com as palavras e, quando estamos lendo, ficamos aturdidos ao tentar imaginar mais argumentos além daqueles utilizados por Lestat para convencer a Rainha (Akasha sempre consegue calar seus ouvintes com boa argumentação). E é aí que notamos o grande talento da autora em discursos, afinal o livro também pode ser uma aula sobre as formas de se portar num debate. Mas, partindo para o lado mais metafórico, Akasha representa a perda de controle por parte daqueles que possuem poder para governar, mas não o sabem aplicar com sabedoria, apenas com conhecimentos defasados.

Em sua vida humana de rainha do Egito, ficou assustada ao saber que os deuses não existem e, por isso, tem a necessidade urgente de tornar-se uma forma de expressão daquilo em que mais confiava para então viver em paz com sua consciência. Dessa forma também estará enquadrando seu círculo social à sua época. Dito isso, dá para imaginar a corrente de metáforas que essa personagem carrega. Os costumes de seu tempo já estão alterados e, assim como ocorre com outros vampiros, há algo em sua mente sufocando-a por notar que mundo não é mais o mesmo e o povo não reza para Ísis, identidade assumida por ela após tornar-se vampira.

Mas se você está pensando que o livro é apenas sobre isso, está muito enganado(a). Uma das façanhas mais admiráveis da autora é a de criar mitologias. Anne recria, através de descrições minuciosas, o Império Egípcio, dando mais realidade aos seus personagens. E a leitura é tão convincente que não é de admirar o surgimento de dúvidas a respeito da veracidade das informações contidas no livro. O contexto histórico narrado pela autora muitas vezes é fictício, mas é tão bem descrito que passamos a acreditar que aqueles costumes realmente fizeram parte de uma cultura em determinado momento. O segredo para isso é que Anne mescla elementos reais com fictícios de maneira surpreendente, afinal ela é fiel aos princípios da trama e aos leitores, não deixando escapar muitas evidências de algo inventado por mera distração, a impressão deixada demonstra uma base crítica contínua, excluindo a percepção ágil de um acontecimento ridiculamente impossível.

Apesar de, na época em que escreveu o livro, Rice ser atéia, ela evita ofender qualquer religião. Uma demonstração disso é que tudo na história é retratado como misterioso. Alguns personagens passam por situações em contato com o além, porém jamais é revelado o que ocorre após a morte. E é essa dúvida sobre o outro lado que impede os vampiros do suicídio, pois eles temem o castigo ou sofrimento eterno.  Visto isso, Rice decide utilizar alguns conhecimentos históricos para criar uma origem coerente, mesmo que fictícia, para os vampiros.  Fazendo um misto de todas as crenças apresentadas em sua mitologia, ela apresenta a mais assustadora criação dos vampiros. Não desejo estragar a surpresa para aqueles que pretendem ler, porém acrescento para não aguardarem algo leve, pois mesmo a trama sendo carregada de críticas sociais, há vários momentos de puro terror.

Sobre o romance amoroso de Armand, acredito que seja desnecessário comentar algo a respeito da sexualidade dos vampiros, visto que quem leu as obras anteriores não se surpreenderá com o rumo tomado por alguns personagens nesse desfecho. Isso pode ser melhor trabalhado numa possível análise sobre o primeiro livro. O único problema de continuidade que notei nesse livro foi a permanência da humanidade de Louis. Sei que ele continuou bastante humano no término do filme Entrevista Com O Vampiro, porém isso não ocorre na primeira obra, Louis torna-se frio no fim do livro, mas em A Rainha dos Condenados permanece sensível ao sofrimento alheio, sinceramente essa característica pode ser responsável pela superficialidade da personagem nessa terceira crônica.

Admito que fui ler A Rainha dos Condenados receoso de uma possível perda de qualidade na trama por conta das duas obras anteriores terem sido tão bem sucedidas e explorarem o universo vampiresco de forma bem ampla. Anne Rice nos surpreende a cada momento e a história nunca desacelera, como em Entrevista Com o Vampiro. Rice nos traz vários questionamentos sobre a crueldade do ser humano na terra e confirma o fato de seus vampiros serem tão cruéis quanto a humanidade consegue ser. Rice criou as obras definitivas sobre vampiros e, caso você não acredite, vá ler sem arrependimentos e apagando a  péssima adaptação cinematográfica da memória. Digo isso porque nenhum outro autor conseguiu explorar tão bem o psicológico dos vampiros de forma reflexiva abrangente sem esquecer os elementos fundamentais das criaturas, apesar de John Ajvide Lindqvist, de Deixe Ela Entrar, chegar bem perto.

Leitores e cinéfilos, passem longe desse filme.

Dossiê: trechos do livro (lançado pela editora Rocco). Tradução de Eliana Sabino.

Diálogo de Armand: “Nesta época de agora existe uma horrível solidão. Não, escute. Naquela época morávamos seis ou sete em cada quarto, quando eu ainda era um dos vivos. As ruas das cidades eram mares humanos; e agora, nestes prédios altos, almas ignorantes vivem em luxuosa privacidade, contemplando através de uma televisão o mundo distante onde se beija e se toca.”

Diálogo da Rainha dos Condenados (Akasha): “Este pode ser considerado um dos séculos mais sangrentos da história da raça humana. De que revoluções você está falando, se milhões de pessoas foram exterminadas por uma pequena nação européia por causa do capricho  de um louco, e cidades inteiras foram destruídas por bombas? E os filhos dos países desérticos do Oriente combatem outros filhos em nome de um Deus antigo e déspota!  As mulheres do mundo inteiro jogam os frutos de seus ventres no esgoto. Os gritos dos famintos são ensurdecedores, porém não são ouvidos pelos ricos que se divertem em suas cidadelas tecnológicas; as doenças grassam entre os famintos de continentes inteiros, enquanto os doentes em hospitais milionários gastam a fortuna do mundo em refinamentos cosméticos e na promessa de vida eterna através de pílulas.  – Riu baixinho.  – Alguma vez os gritos dos moribundos soaram assim tão fortes aos ouvidos daqueles que podem ouvi-los? Alguma vez derramou-se mais sangue?”

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Melancholia ( 2011)

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O entediado e deprimido diretor Lars von Trier não faz um filme sem surpreender. A sua mais recente obra “Melancholia” é um meio-irmão do apocalíptico  “The Tree of Life” de Terrence Malick. O filme  é sobre o fim do mundo. E, Von Trier parte da instância de felicidade humana: um “feliz” casamento, ou uma recepção de casamento para ser mais específico, o qual é realizado em um castelo luxuoso, onde o cineasta- roteirista traça o significado da total (in) felicidade.

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A sequência de abertura, de oito minutos, é um espetaculo aos olhos; e prenuncia a destruição da terra em câmera lenta. Depois isso, encontramos os felizes recém-casados Justine e Michael (Kirsten Dunst e Alexander Skarsgard), ao caminho da recepção de casamento organizada  pela irmã da noiva, Claire (Charlotte Gainsbourg) e seu marido John (Kiefer Sutherland) .

Os pais da noiva (Charlotte Rampling e John Hurt) parecem catalisadores para o clima pesado da festa. A mãe dispara aos recém-casados, “aproveitem enquanto dura.” A partir dessa cena, o sorriso visto no rosto de Justine ( Dunst) ilustra o seu olhar vazio, onde residirá até a duração do filme. O casamento de Justine é esmagado apenas horas depois de dizer “o sim”, e, é não impossivel de notar que a moça é a depressão em forma de gente. Diante do fim do mundo, Von Trier deixa claro a ingenuidade de todos que rodeiam a sua heroina, mais precisamente, Claire, que lamentávelmente como muito de nós, é dominada pela ansiedade –  o medo de enfrentar a realidade, e se deparar com a morte. Mas não seria o medo uma forma de morrer antes da propria morte em si?

A atuação de Dunst é nada menos do que espetacular – vai do olhar ao sorriso vazios, até ao silencio. O restante do elenco é igualmente muito bom, especialmente a Gainsbourg, que tem aqui um desempenho bem melhor do que fez em “Anticristo” (2009).

Embora o filme não seja tão controverso como o “Anticristo”, “Melancholia” estimula questionamentos em relação do porque Justine se casa com Micheal, sabendo que o mesmo não a fara feliz. E, por que ela deixaria a sua festa para urinar no campo de golfe, e depois ter relações sexuais com um estranho?.

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Von Trier está certissimo quando disse que esse é um belo filme. Um filme que tem também a capacidade de assombrar a gente por dias, ou semanas, isto, graças a fotografia de Manuel Alberto Claro, e o pessimismo impiedoso do proprio Von Trier. “Melancholia” é mais uma prova que cada um de nós teremos uma percepção diferente ao chegar a conclusão do filme.

 Nota 9

2012 – Eram os Maias deuses?

“A arte dos Maias e dos Incas atingiu, há milênios, um esplendor que faria empalidecer de inveja Miguel Ângelo e Leonardo da Vinci… De onde extraíram eles recursos para estas criações extraordinários?” Charles Wienher

Polêmica é algo engraçado. Cada qual com a sua opinião formada sobre determinado assunto, querendo explanar o seu ponto de vista a qualquer custo, independente de ser político, social ou religioso. De tempos em tempos surge alguma nas rodas de bate-papo, e a do momento gira em torno do filme dirigido pelo alemão Roland Emerich, o 2012. O diretor propositalmente priorizou os mais deslumbrantes efeitos especiais, sendo bem detalhista nesse aspecto, mostrando num roteiro original baseado na lenda de um calendário que dita o dia, mês e ano para o fim do mundo. Não se pode negar que se o objetivo dele era justamente mostrar como seria o dia D, aplausos, porque cumpriu bem essa missão. No filme a destruição é total. E é aí que começa a história propriamente dita da polêmica. A igreja católica não gostou de ver o cartão postal do Rio de Janeiro, ou seja, O CRISTO REDENTOR, destruído. A inquisição nunca envelheceu; Hollywood deve queimar na fogueira da vaidade porque mexeu com um ícone e patrimônio da humanidade.

Extra! Extra! Foi furo de reportagem:

“Igreja católica processa produtora por destruir o Cristo Redentor no filme 2012.

Destruir o Cristo Redentor no filme 2012 foi considerado um atentado contra a Igreja pela Arquidiocese do Rio de Janeiro, que cobra da Columbia Pictures o pagamento de uma indenização por uso indevido de imagens. Vários monumentos são destruídos por computação gráfica, inclusive o Cristo Redentor. A Arquidiocese do Rio não pode cobrar pelo uso da imagem do Cristo, mas tem poder de veto, com a justificativa de que se trata de um símbolo religioso e que deve ser preservado.”

Discurso sensacionalista? Já era de se esperar… o conselho que todos já conhecem é o de não confundir alhos com bugalhos. Houve uma época que o artista era confundido com o personagem. No Brasil, basta se lembrar da novela Vale Tudo. Maria de Fátima a personagem de Gloria Pires, maltratava a mãe, na novela, vivida pela atriz Regina Duarte. Não sei se Gloria Pires chegou a apanhar por causa desse papel. Alguém comentou que a igreja deveria era se preocupar com assuntos relevantes que dizem respeito a ela e a salvação dos seus fiéis num possível ‘fim do mundo’.

2012 é ficção científica, também um aviso prévio, assim como Independence Day e O Dia Depois de Amanhã, e conclui-se que o diretor é apaixonado pelo assunto apocalíptico.

Irônico rótulo de ficção uma vez que é baseado em profecia bíblica. Imaginação fértil. Sim, como seria o fim do mundo, seguindo o calendário utilizado por várias culturas e religiões da mesoamérica, que instituíram uma data para o advento apocalíptico agendado para acontecer no dia 21 de dezembro de 2012. É pagar para ver. O livro sagrado confirma tal evento, porém não tem data nem hora marcada. Alguns estudiosos confirmam a desgraça anunciada, porém, a antecipam para 28 de outubro de 2011.

O roteiro foi escrito a quatro mãos; nem era preciso tanto, já que é basicamente vazio de conteúdo. Emmerich, sabendo disso, tratou logo de encher lingüiça com efeitos especiais, o que tornou o filme assistível. Talvez a proposta do autor fosse meramente essa, apenas mostrar como será o fim do Planeta Terra. E cada um por si e Deus por todos.

O tempo passa rápido, 2012 não está não longe assim e já se tem uma prévia de como será a catástrofe registrada e autenticada. Tsunamis por toda parte, terremotos em muitos países, aquecimento infernal nos quatro cantos do mundo, parte da Ásia com abalos sísmicos freqüentes, Haiti aos poucos sendo varrido do mapa, Chile, Peru, e começando a chegar ao Brasil, enfim, profecia começando a irreversivelmente tomar forma.

Apocalipse é o último livro da bíblia ditado pelo apóstolo João, sobre a revelação de Jesus, que Deus lhe deu para mostrar coisas que em breve vão acontecer. Tudo registrado passo a passo: a visão do livro fechado com sete selos, sendo aberto um a um cumprindo-se todas as temidas e assustadoras profecias, comparando-se ao ensaio do filme 2012, dirão que este último é poesia romântica.

As civilizações antigas tinham seus segredos muitos ainda não decifrados. Os tesouros incas e astecas, os lugares secretos e misteriosos, a lenda do Eldorado, Teotichuocan, que significa “Cidade dos que viraram deuses” daí a brincadeira com o título, nome dado pelos próprios “fundadores”, que a milhares de anos por aqui passaram, e a Pedra do Sol conhecida pelo muito falado e comentado “Calendário Asteca”.

O calendário decifrado profetiza uma provável data para o planeta entrar nos eixos, num cataclismo planetário de proporções épicas anunciada para o dia 21 de dezembro do ano de 2012. Se acontecer, muitos vão preferir não testemunhar. Talvez para causar um suspense, Emmerich colou a mesma música do trailer do filme utilizado no trailer de “O Iluminado”.

Sétima arte é a soma de todas as outras artes, um mundo mágico, e o considero deslumbrante, obra-prima como o trabalho do ourives e neste todo canto do mundo sendo destruído, uma jóia cara com único exemplar. A catástrofe não perdoou nem os pontos mais altos do planeta. Apesar de se tratar de uma previsão e muito do previsto começando a acontecer e cientificamente comprovado que de fato se cumprirá, o homem não deve se debruçar e desesperar. O futuro a Deus pertence. (O sessão neste dia ficou tumultuada, expressões de preocupação)

O filme 2012 mostra o que está por vir: um acadêmico lidera um grupo de pessoas para combater os eventos apocalípticos que foram previstos pelo antigo calendário Maia. Muitos já se preparavam para o episódio comprando antecipadamente o passaporte para embarcar no meio de transporte eficiente – uma espécie de Arca de Noé dos tempos modernos, construído pelos chineses para continuarem vivos e enfrentarem todas as conseqüências catastróficas desse momento. Lamentavelmente não teria espaço para tanta gente assim, então seria um numero seleto de milionários para continuarem vivos. Pobre não teria vez.

Canoa furada. A sobrevivência sem outro tipo de vida não vingaria, não duraria muito.

2012 não se tornará um filme guardado na prateleira dos clássicos, mas dos emblemáticos, já que o roteirista foi inteligente escolhendo um assunto atual. Otimismo faz parte, e, sem dúvida, o ano de 2012 chegará, assim como 2013, 2014, 2015…e outras gerações o assistirão, talvez como thriller, ou suspense, comédia ou até mesmo ficção, só não há medida certa das conseqüências.

O ponto culminante foi uma das ótimas sacadas do diretor, ou melhor, a queda dos pontos turísticos de algumas cidades,  seu desfecho, mostrando que não ficará pedra sobre pedra, A estátua da liberdade, a torre Eiffel, O Cristo Redentor etc nem um bem material acumulado na terra.

No dia seguinte de seu lançamento no Brasil, a cena da queda do ponto turístico Cristo Redentor destruída por um mega-tsunami deu o que falar. E o blábláblá continua…

É ruim, mas é bom. Não deixe de conferir!

Karenina Rostov

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2012 (2012)

Elenco: John Cusack, Chiwetel Ejiofor, Danny Glover, Thandie Newton, Oliver Platt, Amanda Peet, Tom McCarthy, Chin Han, Woody Harrelson.

Direção: Roland Emmerich