O Efeito da Fúria (Winged Creatures. 2008)

o-efeito-da-furia_posterJá disseram que para morrer só basta estar vivo. O que não estaria certo é alguém se sentir no direito de levar outras vidas junto por não estar gostando da sua. Fato esse que até nos levaria a um debate sobre o porte de arma, já que nem todos têm condições psicológicas em ter armas. Mas o filme não foca esse lance. Muito embora a tragédia parte disso. E o que ele aborda?

Um cara entra numa lanchonete e começa a atirar. Quatro pessoas sobrevivem a essa fúria assassina. Três saem ilesos: um casal de adolescentes e uma garçonete. O outro, um dos fregueses, mesmo baleado se salva. Fora esses, vai ficar abalado também um médico.

Com isso o filme mostra como cada um reagiu após essa tragédia. Por estarem vivos, e se o cara entrou disposto a matar todos o porque de terem sobrevivido. Em comum entre os quatro o não querer contar o que viram naquela hora. E o que aconteceu por lá? Ao longo do filme vamos sabendo. Assim como também acompanhando o comportamento dessas pessoas mais atingidas pela tragédia, como também de seus familiares.

Anne (Dakota Fanning) se apega a religião. Encontrando nela uma tábua de salvação. Mais do que ter sobrevivido, quer encontrar um porque do seu pai ter sido morto daquele jeito. Ela idolatrava seu pai.

Jimmy (Josh Hutcherson), emudece. Talvez por recear dizer algo. Mas o que ele viu? Mais. Por que Anne lhe pede tanto para não contar nada. Enquanto sua mãe fica preocupada com essa sua reação, seu pai (Jackie Earle Haley) tem outras. Para quem viu ‘Sicko – $O$ Saúde‘, poderá entendê-lo melhor.

Se eles ainda bem jovens comportaram-se assim, como seria a reação dos outros mais adultos?

Carla (Kate Beckinsale), jovem ainda, mãe solteira… Fica indignada ao ver um prospecto de um grupo pronto para ajudar os sobreviventes de tragédias como essa. Tal como Anne o vê como uma ave agourenta. No fundo é uma crítica a uma cultura armamentista. Grupos como esse fazem parte do show. Carla pira um pouco trazendo consequências ao seu bebê.

Charlie (Forest Whitaker) se sente um cara de sorte. Parte então para os Cassinos. Tal qual uma droga, depois da euforia, vem… Paralelo a essa sua fuga, a polícia o procura. Mas como sua filha (Jennifer Hudson) desconhece o seu paradeiro, aumenta a sua apreensão por conta do que fica sabendo pelo tira.

E o médico, como entrou nessa história? Por que teria agido daquele jeito? Casualmente, ao sair da lanchonete o Dr. Bruce (Guy Pearce) dá passagem para o matador. Depois, já no Hospital, se ressente por não ter salvo uma das pessoas baleadas. A partir dai, resolve brincar de Deus. Ou, de cientista louco.

Cada um reage de um jeito a essas pancadas do destino. Mesmo que achemos que nossas reações seriam diferentes, é preciso vivenciar para se ter certeza. Agora, com ajudas ou por si mesmo é gratificante em ver que a pessoa está de volta à vida, seguindo em frente.

Um bom filme! E que eu voltaria a rever.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Efeito da Fúria (Winged Creatures). 2008. EUA. Direção: Rowan Woods. + Elenco. Gênero: Crime, Drama. Duração: 95 min.

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Os Reis da Rua (Street Kings)

Somos policiais, podemos fazer o que bem entender. Não importa o que aconteça, o mais importante é como relatamos.

Antes de mais nada quero salientar que adorei a cara do Keanu Reeves. Ele agora está com cara de homem. Antes tinha carinha de jovenzinho. Parece que o moço ‘cresceu’. E isso é com a pessoa dele. Uma mera observação feminina.

Agora o filme… Policial dos bons! Que prende a atenção. E o que traz?

Keanu Reeves faz um policial, Tom Ludlow. Que está em crise por não ter ainda se recuperado da morte da esposa; até pelas circunstâncias da morte dela. Tenta um consolo com garrafinhas de vodka, mas esse lado não abala seu lado profissional. Como diz seu Capitão, Wander (Forest Whitaker) ele é como um míssil – direto ao ponto. Mais, do tipo que se houve um flagrante… para que perder tempo com júri e tudo mais… Por sem bom no que faz, como faz… De repente surge o Capitão Biggs (Hugh Laurie). Um Tira que caça outros Tiras. Fica como uma sombra de Tom.

Tudo seguia como de costume, até que um ex-companheiro seu, Washington (Terry Crews), é assassinado por dois mascarados. E Tom estava no local. A partir dai, parece que Tom pisou numa areia movediça. Tentando apurar, para livrar a sua cara, já que se tornou suspeito, acaba se complicando cada vez mais. Assim, acompanhamos Tom pelo menos sair do atoleiro. Que não é dos pequenos.

Além das outras participações estarem em sintonia, deixo registrado que as duas personagens femininas fogem dos esteriótipos de mulheres na maioria desse gênero de filme – Policial. Great! Falar mais da história, tiraria a surpresa de quem ainda não viu. Assistam! Eu gostei!

Por: Valéria Miguez (LELLA)

Os Reis da Rua (Street Kings). 2008. EUA. Direção: David Ayer. Elenco: Keanu Reeves, Forest Whitaker, Hugh Laurie, Chris Evans, Cedric the Entertainer, Jay Mohr, Terry Crews, Naomie Harris, Common, Martha Higareda, Amaury Nolasco, Cle Shaheed Sloan, Noel Gugliemi, Michael Monks. Gênero: Crime, Drama, Policial, Thriller. Duração: 109 minutos.

Ponto de Vista (Vantage Point. 2008)

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O que aconteceu com os vilões dos filmes?

Essa pergunta me fiz quase ao final do filme. Não é possível que um terrorista que após fazer tudo o que fez, brecar o carro daquele jeito…. Ainda por cima com o que ele estava transportando. Onde irão parar com esse politicamente correto? Já que o filme é um vai-e-volta da fita, eu comecei por esse finalzinho. Pois de tudo, foi o que me incomodou mais. De deixar uma vontade em fazer uma campanha: “Salvem os Vilões dos Filmes!

Temos aqui um filme de Ação do início ao fim. Embora o roteiro seja previsível, o filme prende a atenção. Até pela forma com que contam a história. E qual seria a história? Basicamente: um atentado ao Presidente dos Estados Unidos em solo espanhol. Quem estaria por trás disso seria o usual, mas nesse filme o foco principal é como se dá o atentado na visão de alguns na hora. Claro que os que praticaram, são mostrados ao longo do filme. Mas o porque, ficou a desejar. Até por conta do que comentei de início. Como também nessa fala de um dos Terroristas: “É uma beleza a arrogância americana, pensam que o mundo não se move sem a sua benção.” Se estava tão determinado…

Ainda com esse roteiro nada original, cheio de furos e buracos. Somos levados a rir com certas passagens. Por vezes, pelos exagero patriótico estadunidense. Como nessa fala do Presidente ao não querer contra-atacar: “Nós temos que ser fortes (Em vez de atuar com força). Eles emitem avisos porque querem que nós reajamos por que é o que nós fazemos sempre, de encontro ao ataque.” Não seria algo dito pelo Bush, por exemplo.

Como também, eu fiquei em dúvida se fizeram um filme mais para mostrarem um carro. Um baita de um merchand. Porque pelo o que mostraram do carro que o Agente Barnes (Dennis Quaid) usou na perseguição. Caramba! O carro é muito bom! Sem falar da temperagem dos vidros; que devem ter micros esferas selecionadas já que não causaram nenhuma lesão nele, ao serem estilhaçadas. E mais, que chassi!! Creio ser o sonho de quem pilota um carro. O carro foi prensado contra um prédio, por uma carreta e… o Barnes saiu inteirinho. Me fez lembrar quando o Sean 007 Connery retirava a roupa de mergulho e por baixo a beca impecável.

Com alguns dos personagens… O Forest Whitaker mostrou que corre bem. A Sigourney Weaver fica a impressão de que aceitou o papel pelo cachê. E gostei do Jack-Lost fora da ilha. O Matthew Fox tem futuro como ator!

Não há mistérios no filme. De imediato, ficamos sabendo quem é o traidor-da-pátria, por exemplo. Mas apesar dos pesares, deixo a sugestão do filme. Nota: 06.

Por: Valéria Miguez.(LELLA).

Ponto de Vista (Vantage Point). 2008. EUA. Direção: Pete Travis. Elenco: Dennis Quaid, William Hurt, Matthew Fox, Forest Whitaker, Sigourney Weaver, Bruce McGill, Edgar Ramirez, Said Taghmaoui, Aylelet Zurer, James LeGros, Zoe Saldana, Alicia Zapien. Gênero: Ação, Suspense. Duração: 90 minutos. Classificação: 14 anos.

O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland. 2006)

the_last_king_of_scotland1.jpgUau! Forest Whitaker não me decepcionou nesse filme: deu um show de interpretação! Nos mostra um Idi Amin que chega a nos incomodar… Pode até ser que aqueles que não saibam quem foi Idi Amin, venham a nutrir uma simpatia por ele no início do filme. Não a nós que sabemos que ele se encontra numa reduzida lista de Ditadores sanguinários (ou carniceiros) da História Recente da Humanidade. Ficamos nós numa de tentar entender esse início, em querer saber o que se passou na mente desse homem. Não pode ser por apenas um: o poder lhe subiu à cabeça.

Claro que essa visão inicial nos é passada por um jovem (James McAvoy, que fez uma ótima parceria com Whitaker). Alguém que saiu da Escócia também atrás de uma aventura. Isso é visto pela maneira como escolheu para onde ir… Por não ter gostado da primeira opção, direciona o seu destino para abaixo do Equador…

Levava na bagagem: o querer ser médico de fato. Não quis ficar apenas dividindo um Consultório com o pai. Ih! Estaria aqui o deslumbre por tudo aquilo que Idi Amin lhe colocara nas mãos? Pode ser… Mas todo encantamento um dia termina. Se bem que aqui esse jovem avançou demais nesse Trono. Abusou e…

Vamos ao longo do filme num crescente acompanhando a relação desses dois personagens. Essa amizade. A cumplicidade. O respeito. A confiança. Até o declínio desse relacionamento. Desse jogo do poder e de se deixar seduzir por ele.

E se houve um herói nessa história sem a menor dúvida fora o médico destronado para dar o lugar ao jovem aventureiro. O personagem do David Oyelowo.

Deixo aqui um convite aos mais jovens, não apenas por uma aula de História, mas sobretudo para um abrir os olhos… Em não se deixarem enganar, se levar por certos discursos, nem mesmo por certas regalias, certas mordomias, por falsos e podres poderes…

Gostei muito desse filme! Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Último Rei da Escócia (The Last King of Scotland). 2006. Inglaterra. Direção: Kevin Macdonald. Com: Forest Whitaker, James McAvoy, Gillian Anderson, David Oyelowo, Kerry Washington. Gênero: Ação; Drama; Guerra. Classificação: 16 anos. Duração: 122 minutos.