Série: “CSI: Cyber” (2015 / ). A Realidade do Mundo dos Softwares Supera a Ficção!

csi-cyber_2015A Série “CSI: Cyber” ganha identidade própria em vez de ser apenas mais um dos laboratórios dentro da “nave mãe“. E talvez nesse início uma parcela dos fãs de “CSI: Investigação Criminal” ainda não perceberam que deveriam sim dar mais atenção a ela. Será que por exemplo já se esqueceram do que Edward Snowden contou ao mundo? Do quanto há de vulnerabilidade por ela para os que sabem se mover lá por dentro? Ou mesmo que atualmente cada vez mais estamos mais dependentes da Internet! Dai ser um prato cheio para um hacker black hat invadir perfis, contas bancárias… E muito mais!

Antes da informática, pedófilos usavam uma caixa para manter suas fotos embaixo da cama. Sendo geograficamente isolados dos outros pedófilos eram obrigados a reprimir os desejos socialmente inaceitáveis. Mas hoje a Internet conecta pessoas com as mesmas tendências depravadas. E uma vez que se reúnem, eles normalizam o comportamento e encorajam os outros.

Mary-Aiken_e_Anthony-Zuiker_CSI-Cyber_2015Anthony Zuiker, criador das “CSI“, teve a ideia para mais essa, a “CSI: Cyber” pelo do trabalho de Mary Aiken: psicóloga especializada em crimes na internet. Vale lembrar que a Internet vem desde a década de 90, daí haja chão para todos os tipos de estudos. Bem, entre a ideia até a concretização do projeto levaram alguns anos. Até que Mary Aiken se juntou a equipe como produtora e consultora. Emprestando assim sua experiência em inteligência e comportamento de cyber criminosos. Participando desde elaboração dos episódios até o andamento com o roteiro e as filmagens. Também em instruir a protagonista, Patrícia Arquette, em como agir em situações onde a personagem precisa analisar os suspeitos cara a cara.

Habilidades evolutivas de sobrevivência instintamente tendem a levá-los a lugares altos.”

Só a título de curiosidade é uma série que merece ser vista! Além do que Edward Snowden contou sobre espionagem eletrônica de um país para vários outros, temos também a farta documentação que Julian Assange mostrou, mostra pela Wikileaks… Pois é! Nem tudo tem um caráter criminoso… Onde talvez até “CSI: Cyber” mostre algumas dessas histórias mesmo que seja de um modo a “salvar” a própria pátria como em outras Séries e Filmes dos Estados Unidos… É esperar para ver!

mundo-dos-softwaresCoitados desses pais. Eles compram uma babá eletrônica pra proteger o filho deles. E é a mesma coisa que convidar o sequestrador.

Pode ser que “CSI: Cyber” até fique mais em cima dos trojan (software espião), phishing (envio de e-mails fraudulentos para infectar dispositivos e roubar informações), roteador clonado… Em como até por uma babá eletrônica hackeada descobriram um leilão de bebês para adoções. Já que o mesmo aparelho que daria uma pretensa segurança aos pais, também pode dar a sequestradores a chance de pegar o bebê sem serem notados. Ou de como em uma dessas empresas de Táxi por aplicativo também foi invadida… Enfim, se inteirar desse mundo dos softwares que temos também dentro de casa.

Passei a maior parte da minha carreira lutando contra gangues de rua, atentado, tráfico e outras guerras sangrentas… Mas hoje estamos diante de alvos anônimos obcecados em impressionar pessoas que nem mesmo conhecem! Com encorajamento e reconhecimento… vem a escalada.”

csi-cyber_patricia-arquetteCSI: Cyber” tem a frente a personagem de Patricia Arquette, a agente do FBI Avery Ryan que responde pela divisão de Crimes Cibernéticos. Bem, no mundo atual tudo que envolva dispositivos eletrônicos conectados a internet ou não é por definição: Cibernético. O que por si só já mostra o quanto ainda há de desconhecimento de todos nós. Mesmo para os que trabalham com eles. Os softwares se multiplicam. Talvez por isso sua personagem possa aparentar “andar em papel de arroz”. Pois acima de tudo ela estuda o comportamental das pessoas, muito mais do que o trabalho dos aparelhos eletrônicos. Para isso tem a sua equipe. Em sua apresentação inicial em cada episódio temos um perfil do que ela é, do que houve, e de que vem com tudo. Mas também mostra um lado mais sensível. Até de mãezona. Sem estereotipar por também ser uma agente de policial, sua performance está conseguindo sim levar esse personagem! Great!

Contrações das pupilas indicaram que dizia a verdade. As micro-expressões sinalizaram que não mascarava os seus sentimentos. Ele é inocente.

csi-cyber_elencoEnquanto a Agente Avery Ryan (Patricia Arquette) parece ter o “dom” de pegar os suspeitos na mentira por simples reações corporais, já que também é psicóloga, em sua equipe temos:
Elijah Mundo (James Van Der Beek): braço direito de Avery. Agente de campo. Especialista em armamento, veículos e bombas.
Daniel Krummitz (Charley Koontz): agente na área técnica. O melhor hacker “white hat” no mundo. Tem raciocínio rápido. Não tem medo de ser brutalmente honesto. Antissocial. Parece “viver” na sede da divisão de Crimes Cibernéticos.
Brody Nelson (Shad Moss): Hacker “pego” por Krumitz. Escolhendo trabalhar para o FBI em vez de viver uma vida de cibercrime.
Raven Ramirez (Hayley Kiyoko): especialista em investigações de mídia social, relações internacionais e tendências cibernéticas. Ela acha qualquer pessoa em qualquer rede social de qualquer parte do mundo. Detém um segredo que irá colocar a divisão em risco.
E Simon Sifter (Peter MacNicol): Diretor do FBI e superior de Avery. Atua como o meio de comunicação entre a divisão de Crimes Cibernéticos e restante do governo. Ele é duro, justo e sabe jogar o jogo político.

A tecnologia pode facilitar a vida das pessoas. Mas certamente não a deixou tão segura.”

Então é isso! A Série “CSI: Cyber” também chegou esse ano pelas bandas de cá, Brasil. Transmitida às 22 horas nas quartas-feiras pelo canal AXN. Se vai emplacar mais temporadas? Ainda é duvidoso até porque também fica na pendência da audiência por lá, nos Estados Unidos. Eu espero que sim!

O nosso bandido é um bom empresário. Ele entende de oferta e demanda. Tente adotar uma criança nos dias de hoje. Triagem, lista de espera, contas com advogados… Ele achou uma maneira de encurtá-la.”

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Série: Scandal (2012 / ). Oba! Vem Ai Nova Temporada!

scandal-serie-tvQuem assistiu o filme “Mera Coincidência” (1997) e gostou, vai gostar ainda mais de “Scandal“. Uma Série que veio mostrar mais do que os bastidores de uma firma de advocacia, também traz o marketing político tão indispensável no jogo do poder e do mundo real também. Pois é! Uma casadinha que não deixa por menos: assessores de impressa + equipe altamente especializada em espionagem = felicidade e principalmente sucesso na carreira ou vida pessoal do cliente. A trama foi baseada numa ex-assessora de imprensa do governo de George W. Bush, a Judy Smith. Que aliás além de co-produtora Smith também é consultora da Série. E “Scandal” é uma criação de Shonda Rhimes que já traz como bagagem uma Série de sucesso como “Grey’s Anatomy“.

_ Não da para se afastar quando as coisas ficam feias. Se está acreditando nisso, então está vivendo uma fantasia“.

Ambientada em Washington (D.C) “Scandal” também traz os bastidores da Casa Branca, como também do Congresso. Passando um raio-x na Política e nos Políticos e até nos Lobistas do Estados Unidos. Em um dos episódios, por exemplo, a Séria trouxe uma discussão sobre a 2ª Emenda: a que garante o direito de todo americano portar uma arma. Onde até fora da ficção, os que defendem um controle armamentista, se veem derrotados no Congresso. “Scandal” também traz o Grande Júri; até porque muitas das tramas começam e terminam nos Tribunais.

serie-scandalAntes mesmo de começar, a Série rendeu um buchicho de bastidores. Pelo o que contam a atriz protagonista foi uma militante na campanha de Barack Obama e diretamente ligada a ele. Com isso, ciente de que seu personagem na ficção teria um envolvimento com o presidente, ela pediu para que colocassem um ator branco para o papel. Algo prontamente atendido. E fora dos bastidores, o comentado também seria o ciúme da Primeira Dama real para com essa atriz. Disseram até que ela teria passado também a usar franjas como a atriz. Bem, se tudo seria mera coincidência ou não… O certo é que o Presidente Obama é um gato!

scandal_kerry-washingtonScandal” traz como protagonista uma ex-consultora de mídia do Presidente dos Estados Unidos; o porque saiu é mostrado ao longo da trama. Ela é Olivia Pope, numa grande atuação de Kerry Washington. Ciente de seu talento, Olivia não abre uma simples firma de advocacia, indo além: uma empresa apta a tirar o cliente do meio de uma monumental crise e que não é para qualquer um! Para quem já teve, e ainda teria livre acesso na Casa Branca, sua clientela teria que ser da elite, seja ela da política ou não, desde que fosse alguém que atrairia para si próprio os holofotes da grande mídia: se já no meio ao crise ou na iminência dela… Para se verem livres… Manter todo o aparato da empresa nessa empreitada: o custo é bem alto. Até para manter sua equipe escolhida a dedo. Olivia buscou também pelo talento de cada um deles em resolver toda a situação e sem deixar rastros, mas há também um outro motivo contado também ao longo da Série. Enfim, Olivia até pode não cair na simpatia de todos, mas até fora do Capitol Hill, se estivessem vivenciando uma crise ou um grande escândalo, sabiam que ela era pessoa certa a ser chamada. Olivia só não era muito boa quando o assunto se resumia a sua vida pessoal. Ah! A personagem tem em seu guarda-roupa algumas das marcas mais famosas como: Armani, Christian Dior, Prada, Gucci… Como se diziam antigamente, ela é uma moça de fino trato!

serie-scandal_os-gladiadoresUm pequeno perfil dos que ela trouxe para a “Olivia Pope & Associates“, que ela denominou como os seus gladiadores:
– Huck (Guillermo Diaz): Um ex-agente da CIA. Com um passado nebuloso. Tem uma dedicação/devoção extrema por Olívia. É um hacker dos bons: algo que com certaza ajuda nas investigações. De pavio curto, tende a tomar medidas extremas. E que tenta a todo custo se livrar da “carcaça” podre que a CIA deixou nele.
– Harrison Wright (Columbus Short): Wright é o oposto de Huck. Esbanja elegância e refinamento, e que contribui como sua principal arma nas investigações: a sedução. É uma pena que o ator Columbus Short não pode ser escalado para a 4ª Temporada. Pois se envolveu numa briga de bar: foi indiciado; pagou fiança e aguarda a sentença que pode até a vir ser condenado à 4 anos de prisão. Pena mesmo! Seu personagem era um gato! Como um suspense: no último episódio da 3ª temporada seu personagem apontava uma arma para a própria cabeça. Morreu? Não Morreu? Saberemos na Temporada que vem por aí…
– Abby Whelan (Darby Stanchflield): É a investigadora mor da equipe. Sem papas na língua. Indomável. Poucas coisas escapam à ela em suas pesquisas. Mantém uma grande amizade com Olivia. Além de uma gratidão por algo de seu passado que até a fez perder seu grande amor.
– Quinn Perkins (Katie Lowes): Quinn fora a última aquisição da equipe. Perita em explosivo, mas sem muita utilidade para a firma. Até porque discrição é fator fundamental para as soluções dos casos. Com isso sente que caiu ali de para-quedas. Aos poucos desvenda o seu próprio mistério. Em busca de adrenalina… terá a sua perdição ao se envolver numa relação explosiva com um agente da B-613, que até por conta disso Huck e Olivia a mantém em “monitoramento”.

Essa B-613 é… Digamos que é mantida por um “caixa 2” do Congresso. Eles sabem que o dinheiro terá que ser liberado, mas sem saber para que.

Olívia: É tão engraçado.
Cyrus: O quê?
Olívia: Eles são todos assassinos. Reston, Sally, Fitz… o debate presidencial. É literalmente a fileira de assassinos (em referência ao apelido do time dos Yankees, Murderers Row). Não importa quem seja eleito, eles são todos assassinos.
Cyrus: Ninguém é perfeito.”

serie-scandal_elencoAlém deles, destaque para outros personagens que continuarão na Série:
– President Fitzgerald “Fitz” Grant (Tony Goldwyn): Do Partido Republicano. Só irá saber como ganhou de fato a eleição mais tarde. Casado. Tem três filhos: Jerry, Karen e Teddy. Mais parece um menino mimado que recebeu tudo de bandeja. Ou que teve tudo facilitado pois o queriam na Casa Branca. De verdadeiro mesmo seria o seu amor por Olivia. Por ela até abandonaria a presidência. Mas isso também não estaria nos planos daqueles que o colocaram “no topo do mundo”.
– Mellie Grant (Bellamy Young): Primeira Dama dos Estados Unidos. Sabe do caso de Olivia com Fitz. Muito ambiciosa, acaba engolindo sapos demais. Domina bem a arte da manipulação.
– Cyrus Beene (Jeff Perry): Chefe de Gabinete e “braço direito” do Presidente. Cy vive e respira todo o jogo de poder conquistado. Mantém uma relação de amor e ódio por Olivia: amor em admiração pelo talento dela, e ódio por quase sempre ter que recorrer a ela. Por conta das “ideologia” de Fitz, esconde a sua homossexualidade. Até que ao conhecer o tempestuoso James Novak (Dan Bucatinsky), se apaixona assumindo de vez a relação em um grande baile na Casa Grande. Uma relação que terá de tudo, de tudo mesmo ao colocar em cheque o “animal político” Cy…
– Jake Ballard (Scott Foley): Amigo antigo de Fitz, que ao receber desse uma missão, acaba abalando essa amizade. É que Jake se apaixona por Olivia. O que o coloca também como mais um a protegê-la. Mas aí a B-613 entra em cena…
– David Rosen (Joshua Malina): David tinha um alto cargo na Promotoria do Estado. Sendo um calo no pé para Olivia por não concordar com os métodos que ela empregava. Até que acaba perdendo esse emprego e um pouco da credibilidade ao investigar o caso Defiance sobre a eleição presidencial. Quando então e ainda sempre tentando seguir a lei, passa a ser um Promotor Distrital. David se apaixona por Abby e ela por ele.

serie-scandal_pais-de-olivia-popeAinda vale destacar mais esses que também continuarão nessa 4ª Temporada: são os pais de Olivia. Rowan Pope (Joe Morton), o pai e Maya (Khandi Alexander), a mãe. Bem, Olivia já descobriu que ele era o temido Comandante da B-613 e que também a mãe além de estar viva é uma terrorista perigosa. Bem servida de pais essa jovem, hein! Resta saber o que aprontarão agora.

A Série “Scandal” teve início em 2012. Agradando a muitos desde então! Eu virei fã! A 3ª Temporada foi abreviada por conta da gestação já avançada da atriz Kerry Washington, que aliás ganhou uma menina. A nova temporada aqui no Brasil estreia no dia 5 de março, às 22:30h, pelo Canal Sony. Estou aguardando ansiosa!

Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres (2011). E ficou como comida requentada!

Foi vendo um teaser deste filme que me levou a conhecer mais da Trilogia de Stieg Larsson. Enquanto aguardava por essa versão made in USA eu assisti o original sueco, e que eu AMEI. Mas quando vi o teaser da versão americana eu gostei muito; me motivou mesmo a vê-lo. Aliás, gosto mais de ver os teasers dos filmes do que os trailers; é que o primeiro vende o produto puro e simples, já um trailer o faz pensando mesmo no público alvo. Ai então veio a questão ver ou não ver esse de 2011? É que o outro, o original de 2009, ainda estava na memória. Decidir assistir. E não deveria ter feito isso! Deveria ter deixado passar mais tempo. Porque ficou mesmo um gosto de remake, e sem a emoção e a adrenalina de quando assisti o filme original.

E o que foi que aconteceu? Me perguntei ao final do filme. É um filme muito bem construído. De uma beleza ímpar. Fotografia perfeita. Som, idem. Atuações, também. Bem, não se pode dizer que o Diretor David Fincher pecou em algo. Talvez por ter aceito fazer o filme agora.

Mesmo mudando certas cenas, mesmo assim o filme perdeu o suspense para mim. Ok! Nem teria como ser de outro jeito pois eu já conhecia toda a trama. E até por isso não deveria me incomodar. Se eu até me preparei para ver um remake e de uma excelente história. Então era focar no Drama e na beleza plástica do filme. Mas David Fincher jogou todas as fichas num Thriller. Algo que pode ter agradado a muitos, principalmente os que não viram o de 2009, ou o viram há muito mais tempo que eu. Eu vi não tem nem seis meses.

Então o que ficou desse filme?

Das poucas vezes que faço comparações entre dois filmes uma seria como agora: original e versão, mas tendo um curto espaço de tempo entre eles. Em relação as atuações se for para colocar numa balança atores/personagens de 2009 versus 2011, meu voto penderá mais para atuação/elenco do original.

– Enquanto o Mikael Blomkvist de Michael Nyqvist passava a carga de um homem com uma faca no pescoço, com receio de ser preso, com uma certa raiva de si por ter caído numa cilada, o de Daniel Craig estava mais para um espião que entrou numa fria e em uma sátira. O de Blomkvist passa um ar de intelectual, alguém letrado. O de Craig ficou mais um jornalista que usa muito mais a internet como fonte de pesquisa. Nada contra esse lance pois trouxe o personagem para a atualidade. A questão é que fica um romantismo maior para um jornalista investigativo que vai às ruas, que sente o cheiro do papel, que torce por um “Parem às prensas!“, mas por ter trazido um grande furo. E esse ficou transparecido no de 2009. Craig ficou blasé demais. Na cena onde entra na casa de Martin Vanger, mas parecia que tinha ido pedir uma xícara de açúcar ao vizinho.

– Também para as duas Lisbeth Salander que mesmo com um exterior semelhantes – couro, piercing, tatoo, visual meio agressivo… -, houve diferenças nas performances. Como eu escrevi no meu texto do filme original essa personagem me fascinou. De eu querer me detalhar mais na análise dela, mas o farei após eu assistir os três filmes. Então agora um pouquinho das duas. A de Noomi Rapace fez dela uma fera ferida, mas uma menina em seu olhar. Uma Lisbeth a quem o mundo fora cruel, mas que mais que responder com igual violência era como uma armadura. A Lisbeth de Noomi traz sua história até na sua postura. Já de Rooney Mara não trouxe o passado em si. Foi como se só passou a sofrer as pancadas do mundo recentemente. Dai sua reação tinha mesmo o peso do momento.

– Até o Henrik Vanger do filme original transmitiu mais amargura. Pela família a qual fazia parte. Pela busca da dileta sobrinha. O de Christopher Plummer calcou-se mais na ironia. Talvez por conta disso, dou como empatados os dois Henrik Vanger.

– Para a tal sobrinha desaparecida, a Harriet Vanger ficou um paradoxo. É que gostei mais da história do de 2009, por ficar mais verossímil. Mas mesmo não gostando da história dada a essa personagem por David Fincher, eu gostei da personagem. Talvez por ter gostado da atriz em outro trabalho. Não coloco o nome dela aqui, porque seria um grande spoiler.

– Em relação aos dois Martin Vanger, posso dizer que houve um empate. O de Stellan Skarsgård passou mais um refinamento como algo nato. Já o de 2009, mostrava que fora algo adquirido. Ambos mostraram frieza. Mas o de 2009 mostrou-se mais perverso.

Agora, o que eu gostei mesmo foram os computadores usados. Desempenho e performance dessas máquinas. Amei o tal programa de exibição de fotografias. Como também o uso desse ferramental, aliado a internet como ajuda na elucidação de um mistério. Claro que a trama traz o fator inteligência de quem opera -Mikael e Lisbeth -, em primeiro plano. A investigação avança porque ambos são muito bons. Mas essas maravilhas do século XXI tornaram-se excelentes coadjuvantes nesse filme. E me fez pensar em: “Quero um Mac!

Então é isso! Vou deixar passar um longo tempo para rever essa versão. Quem sabe ai não me venha mais com sabor de comida requentada. Porque agora mesmo com temperos adicionais para apurar o gosto me fez foi querer rever o original que é nota 10; como ver as continuações. Pelo conjunto da obra, esse aqui é um ótimo filme.
Nota 09.

Por: Valéria Miguez(LELLA).

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Män som hatar kvinnor. 2009)

Uma jovem desaparecida + um jornalista investigativo + uma jovem hacker = um Thriller sensacional!

Eu perdi esse filme em sua passagem pelo Cinema. Depois, com a enxurrada de filmes que vieram, ele ficou esquecido. Só há bem pouco tempo que ele voltou à lista dos que eu quero ver. O fato se deu por uma chamada de um futuro filme com Daniel Craig. No final, apenas isso: Millennium. Pensei: “Oba! Vou querer!” Já tinha dois itens para pesquisar. Saber que filme seria, quando chegaria… E foi quando descobri que seria a versão americana para o original sueco. Algo que já não causa espanto o de Hollywood “traduzir” os filmes de outros países.

Millennium vem a ser uma Trilogia do Escritor Stieg Larsson. A trilogia narra as aventuras do tal jornalista com a jovem hacker e punk. Embora tenha um fio condutor interligando cada uma das estórias, cada uma delas tem princípio, meio e fim. Pelo menos a primeira estória tem. Os três livros já viraram filmes na Suécia. Os outros dois são: “A Menina que Brincava com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”. Mas é do primeiro, “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres” (Män som hatar kvinnor. 2009) que irei falar. Que para minha felicidade passou num canal a cabo (Tv); e legendado.

Começando por esse título: “Os Homens que Não Amavam as Mulheres“. Ele está numa das falas do filme. Ele até parece que entrega a trama principal, mas creiam: não compromete em nada toda a adrenalina até o final. E que final!

A união dessas duas personalidades tão distintas – um jornalista à moda antiga + uma jovem cibernética -, será a chave mestra para elucidar o desaparecimento de uma jovem há algumas décadas. Em comum, ambos também tentarão se livrarem de seus próprios fantasmas; de seus piores pesadelos. Além de serem altamente determinados.

Ele é Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), jornalista da Revista Millennium. Ao longo da sua carreira, seu nome foi ganhando credibilidade. Mas também pelo teor de suas reportagens, ganhou muitos inimigos. No começo dessa estória ele está sendo processado. Caíra numa cilada. Enquanto tenta provar sua inocência, tenta levar sua vida pessoal, tranquila, em família.

Paralelo a isso, um advogado, contrata uma firma de investigação, em busca de uma verdade. É quando conhecemos a jovem hacker Lisbeth (Noomi Rapace). Arredia, mas ótima nesse seu trabalho, ele lhe pede a sua opinião à cerca de quem investigara. Ele tinha pressa. Que ela resumisse em poucas palavras o que estava naquele dossiê a sua frente. Poucas palavras eram com ela mesmo. Então diz que a pessoa era honesta, e que armaram para ele.

Com isso Mikael é contratado por um dos herdeiros de uma poderosa família, os Vanger. Como um desejo antes de morrer, ele gostaria de saber o que houve com uma sobrinha muito querida. Mikael aceita, mesmo antevendo o tamanho do vespeiro que iria mexer. Era porque, para esse tio, o responsável era alguém da própria família. Mas Mikael acaba pedindo a ajuda de Lisbeth. E juntos passarão por poucas e boas.

Contar mais, corro o risco de trazer spoilers. Até por conta da trama central – esse ódio por mulheres -, eu cheguei a pensar em mergulhar nessa estória. Mas como a personagem feminina é fantástica, preferi só fazer isso após ver toda a trilogia. Deixo então só um detalhe, e que tem a ver com o filme como um todo: é que mesmo tendo assistido pela tv, em um dos momentos me sobressaltei, tamanho foi o susto; o que mostra que de fato esse filme é incrível. Thriller, Atuações, Fotografia, Trilha Sonora, e principalmente a estória, estão em uníssono em “Os Homens Que Não Amavam as Mulheres“. Nota máxima! Querendo muito ver os outros dois da trilogia, como também a versão made in usa.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Män som hatar kvinnor. 2009). Suécia. Direção: Niels Arden Oplev. Elenco: Michael Nyqvist (Mikael Blomkvist), Noomi Rapace (Lisbeth Salander), Peter Haber (Martin Vanger), Lena Endre (Erika Berger), Sven-Bertil Taube (Henrik Vanger). Gênero: Crime, Drama, Mistério. Duração: 153 minutos. Classificação: 16 anos.

Curiosidade: Stieg Larsson foi durante toda a juventude, um esquerdista atuante. Em 1995, ele e amigos fundaram uma revista quadrimestral, a Expo, a fim de defender a democracia, a liberdade de expressão e de documentar e expor grupos extremistas e racistas na sociedade. Numa manhã em 2004, sete meses depois de assinar o contrato para a publicação de seus livros, Larsson acordou e, como fazia todos os dias, foi para a Expo para o que seria um dia normal de trabalho. O elevador estava quebrado e ele decidiu usar as escadas. Ao subir, teve um infarto e morreu. Sem ter visto o sucesso da obra.