Mesmo se Nada Der Certo (Begin Again. 2013)

mesmo-se-nada-der-certo_2013notas-musicaisSe a música ou o que pode resultar dela acaba bagunçando a mente de dois corações, ela também pode levá-los a um novo começo de vida. Meio que perdidos fez o destino se encontrarem por uma música que vinha quase como uma despedida para quem a cantava. Já para quem a ouvia ela lhe injetara sangue nas veias despertando o dom em descobrir talentos. Assim, ambos embarcam nesse novo trem da vida mesmo que inicialmente para darem um troco na vida de então. Até porque não custava nada embarcarem nessa nova viagem pois seguindo a máxima: mesmo se nada der certo, pelo menos eles tentaram. Muito embora o título original é mais eloquente: de que não importa o quanto sinta tão por baixo, sempre é tempo de começar de novo! E quem seria esses dois corações feridos?

Antes o aviso de que para traçar o perfil desses dois corações terá alguns spoilers. Com isso se ainda não viu o “Mesmo se Nada Der Certo” assista primeiro! É uma linda história de superação, de encerrar um capítulo, de enfrentar os próprios fantasmas… Enfim, de um novo recomeço onde a música é o chefe de cerimônia! Agora sim, vamos conhecê-los!

O amor é dar a alguém a oportunidade de te destruir, mas confiando que não fará isso!“.

mesmo-se-nada-der-certo_2013_02Começando por aquela que cantou! Ela é Gretta! Uma jovem meiga sem planos para a fama. A ela já bastava traduzir em letra e melodia seus sentimentos. Baladas românticas para em especial uma outra voz cantar, seu então namorado Dave (Adam Levine). Por ele não se importava em ficar nos bastidores, desde que não apenas como uma fã. O acampanhara de Londres para Nova Iorque: ele estava na iminência de se tornar um pop star. Mas o sucesso mexeu demais com ele deixando Gretta para escanteio, e até no coração dele: trocando-a pela nova empresária. Sentido-se perdida Gretta encontra um antigo amigo que também viera atrás de um sonho na Big Apple, Steve (James Corden). Mas diferente de Dave que já chegara com todas as portas abertas, Steve viera com a cara e a coragem. Cantado pelas esquinas alternando com os dias onde cantava num barulhento bar. Steve é a outra ponta dos que estão em busca da fama. Mesmo assim, ele divide o pequeno palco com ela. Numa de expor seus piores pesadelos, Gretta aceita cantar em público naquele dia em especial.

mesmo-se-nada-der-certo_2013_01Pausa para falar de James Corden e de Adam Levine. É que Corden desbancou o outro na performance. Não que Levine fez feio, fora mediano. Já Corden seguiu a máxima de que não há papéis pequenos. Muito embora Levine tenha seguido o esteriótipo do personagem: um canastrão. Enfim, dois personagens importantes nesse momento de Gretta em Nova Iorque! E já que falamos de atuações, agora sim a dela! Quem interpreta Gretta é Keira Knightley que confesso me surpreendeu até por deixar de lado as caras e bocas tão comuns em outros personagens que interpretara. Nesse filme ela está mais contida no gestual levando-a a uma excelente na performance. Enfim, até seus olhares fez jus a personagem! Gretta ficou memorável!

mesmo-se-nada-der-certo_2013_04Seguindo agora com aquele que a ouviu na tal noite meio tenebrosa para ambos, ele é Dan! Um descobridor de talentos no campo da música. Ele encontra o caminho para que mesmo em estado bruto a música chegue as pessoas. Sem máscaras, na essência. O que faz dele ser ainda muito querido e respeitado por aqueles que já alçaram voos solos, como o Rapper Troublegum (CeeLo Green). Mas até pela efemeridade do mundo da fama, seus métodos ficaram arcaicos para Saul (Yasiin Bey), sócio e co-fundador da gravadora que ambos criaram com esse olhar no artista, e não no lucro com as celebridades momentâneas.

Os tempos mudam. As pessoas têm que mudar com elas.

mesmo-se-nada-der-certo_2013_06Pausa para falar de Yasiin Bey. Ele até se desligou de uma outra ai sim de uma performance memorável, o Mos Def de “16 Quadras“, de 2006. Mas o seu Saul ficou no mediano. A ponto de me fazer pensar em algum outro ator ao travar esse duelo com Dan o deixaria memorável. Até porque Saul se rendera a fabricar sucessos pensando muito mais lucro. Até já tinha um método para isso. Enfim, Yasiin Bey não fez feio, mas não roubou as cenas. Ou mesmo que também poderia ter feito uma dobradinha incrível com Dan até porque havia uma trama importante nesses confrontos. Ali havia passado e presente de ambos passado a limpo, e mesmo que passando brevemente por essas histórias. É! O Saul de Yasiin Bey ficou a desejar.

Por isso amo música. Uma cena banal de repente se enche de significado. Todas as banalidades de repente se tornam pérolas de beleza e efervescência graças à música.”.

mesmo-se-nada-der-certo_2013_03Agora sim voltando a falar de Dan! Na e da performance de Mark Ruffalo que mesmo dentro de um esteriótipo comum a outros personagens que já interpretou, seu Dan ficou irretocável! Soube com maestria compor seu Dan. Alguém que do lado profissional não ia nada bem, o no pessoal mais ainda tanto que ficara sem um norte. Dan ainda sentia a separação. Sua ex-esposa Miriam (Catherine Keener) ainda estava presente em seus pensamentos. E sem saber o motivo certo da separação dos pais, nem mesmo o da fase ébria do pai, sua filha adolescente Violeta (Hailee Steinfeld) criara uma barreira ao coração desse pai. Com tudo isso, o Dan de Mark Ruffalo passa do drama carregado de um adulto amargurado à inocência da criança que ainda carregava em si, e sem tirar nossa atenção! Bravo, Mark Ruffalo!

Mas sou eu quem tem que mudar.

mesmo-se-nada-der-certo_2013_07Não sei se Catherine Keener se sentiu intimidada com tamanha energia de Mark Ruffalo em seu personagem. Mas também não fez feio. Gosto muito de suas performances, mas não deu muita química com Ruffalo tal como a com Steve Carell em “O Virgem de 40 Anos“. Ou até pelo o que sua personagem fizera, ela mostrou-se sóbria demais. Se bem que devido as atuais circunstância, a queda do ex-marido a deixara pedante e ai sim compôs bem a Miriam. Em relação a Hailee Steinfeld em “Bravura Indômita” já mostrara que está no caminho certo: com talento para grandes ou pequenos papéis.

Transformando esse tributo à essa grande louca beleza e fraturada bagunça que é Nova York.

Em “Mesmo se Nada Der Certo” até pode transparecer que o Diretor John Carney partiu das músicas para então compor sua história de tão perfeita integração entre elas. Sem esquecer também que o Roteiro é dele. O que traz a lembrança de um outro filme de sua autoria, o “Apenas Uma Vez“, de 2006. Por também brincar, ousar com as músicas compondo uma história. Onde em ambos o destino levou dois corações feridos a se encontrarem e daí como numa parada para revisão tentarem fechar um capítulo e sem as bagagens já inúteis para o que virá a seguir. Acontece que mesmo tendo ambos os filmes esse pano de fundo, John Carney os fez tão únicos que o eleva à categoria dos grandes. Ou mesmo que ainda com poucas obras até pela criatividade ele já está a caminho desse panteão. São excelentes filmes! Onde “Apenas Uma Vez” está numa oitava maior até pela simplicidade da obra como um todo! Muito embora ele além de usar tudo que a Big Apple tenha para oferecer ao compor “Mesmo se Nada Der Certo” o fez de um jeito tão vibrante e ao mesmo tempo romântico no espírito que nos lava a alma! Um filme para ver e rever! Nota 10!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Mesmo se Nada Der Certo (Begin Again. 2013)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

Anúncios

Anna Karenina ( 2012)

92942_galDe todos os filmes que assisti este ano, Anna Karenina foi o mais impressionante em termos visuais– fiquei realmente encantado! Essa nova tradução da obra de Tolstoi,  não é um musical, mas poderia ter sido. E, isto se deve a presunção de Joe Wright, principalmente de colocar uma peça-dentro-de-um-filme. O uso do palco elaborado define muito bem o mundo, a nossa vida, o tempo e o lugar, onde tudo é nada mais do que ilusão e uma construção de que “o mundo é um palco “,  ou uma projeção do que acreditamos.

Na primeira parte do filme, os cenários sobem e descem, a câmera em traveling vai de um canto a outro, seguindo os atores, que tem seus passos e gestos lindamente coreografados!. E depois, temos a cena do baile, que é de encher os olhos pela sensualidade, e harmonia. Enquanto, Anna e Vronsky dançam como se estivessem possuindo um ao outro, temos os outros atores congelados. Magistralmente emoldurado pela tocante trilha sonora escrita por Dario Marianelli, que se não ganhar o Oscar este ano, ficarei profundamente revoltado!-, e o lindo trabalho de edição, direção de arte, figurinos e fotografia!

Infelizmente, a segunda parte do filme é fraca, porque Anna Karenina exige não apenas um belo rosto, mas uma boa atriz, coisa que Keira Knightley não é. Reconheço que neste filme ela está linda, principalmente nas cenas onde não fala (lindos closeups) e nem mostra sua boca “escancarada; cheia de dentes, esperando a morte chegar…” Não entendo como essa atriz super limitada consegue protagonizar tantos filmes. Ela faz uma Anna Karenina que é a própria paranóia em pessoa, longe da personagem que li no livro de Tolstoi: uma mulher que se torna cruel, vingativa, e auto-destrutiva– e que apenas consegue ver a sua existencia, de acordo com seu objetivo único – manter a sua relação de amor com Vronsky.

Além do fator Keira, que não pode carregar o filme, o Vronsky de Aaron Taylor-Johnson é bastante extravagante, e um completo idiota.  Um menino bonito, mas um ser não confiável, e enfeitado demais para ser crível — me poupe os close-ups de seus olhos azuis! E, tudo é tão óbvio em relação a natureza desse personagem, que é duro de compreender a louca decisão de Anna de deixar seu marido e filho, jogando tudo ao vento por tal amor!. Antes mesma da sua primeira noite de amor com Vronsky, já queria ve-la se jogando debaixo do trem!.

Matthew Macfadyen faz o irmão adúltero de Anna, que parece que saiu do filme de Mike Leigh, Topsy-Turvy (1999). Jude Law faz o marido sofrido da protagonista, e se sai ileso, mas é o desempenho sutil de Domhnall Gleeson, que quase rouba o filme , fazendo o idealista Levin. Não conhecia esse ator, e me encantei!

Sim é verdade, a beleza cansa!. E, por mais que gostei do filme, Anna Karenina necessita de paixão, pois seus 130 minutos de  duração, pareceram intermináveis para mim!

Nota 7/10

Um Método Perigoso (A Dangerous Method. 2011)

Assim como Jung, David Cronenberg transpôs o seu limite de segurança ao nos trazer essa história. Se para um ator é prova de potencial quando interpreta personagens tão distintos, pode-se esperar que o mesmo também aconteça com um Diretor: quando ele faz uma leitura tão diferente do que vinha fazendo até então. Cronenberg muda o seu método e nos leva numa viagem belíssima entre Zurique (Suiça) e Viena (Áustria) para mostrar o início e o fim de uma amizade que ainda hoje dá o que falar: entre Jung e Freud. Tendo como elo a então paciente Sabina Spielrein. Meus aplausos a Cronenberg! É um filme de querer rever.

Um Método Perigoso” não é apenas para os discípulos, os apaixonados, os fãs, os admiradores desses dois Mestres, já que o filme não é muito didático. Digo isso porque muitos podem deixar de ver o filme achando que terá muitos termos médicos. Se consegue entender mesmo quando Jung clinica Sabina, como também nos diálogos ou nas leituras das cartas entre Jung e Freud. Aliás, o Roteiro prende tanta a atenção, que mal dá tempo de se deleitar com o esmero do cenário, das vestimentas, das paisagens… Fotografia deslumbrante.  E mesmo a trama focando muito mais em Jung, há uma visão impessoal entre ele e Freud. Cronenberg deixa para que o expectador continue com o seu gostar por cada um deles.

Os Personagens:
– Os que seguem os pensamentos freudianos podem não ver, por exemplo, a arrogância desse, a ponto de se incomodar com a riqueza de seu então mais dileto discípulo. Freud tinha que ser mais prático, mais direto no que estava implantando. Pela personalidade, eu diria que se tivesse mais dinheiro também teria saído da sua zona de conforto. Se uniria o se achar superior com o não ter que dá satisfação a ninguém. Bem, não há demérito em suas teorias, que como sua bandeira diz – comprovadas. Como não sou estudiosa em Psicanálise, ela sempre me remete aos filmes de Woody Allen (Amo!). Somado ao que vi nesse filme, continua a impressão que o que a Psicanálise faz é atestar o que a pessoa tem, mas dando a ela uma massagem de ego. Não mete o dedo na ferida!

Jung, por conta do dinheiro, pode sair da zona de conforto do método adotado até então. O dinheiro da esposa deu a ele mais tempo para outros voos. Suas pesquisas o levaram a até trair a esposa, com a Sabina. Esse relacionamento íntimo, pelo menos para mim, não se deu num nível sado-masoquismo. Mesmo que a tara da Sabina o levasse a isso. Acho que Jung quis conhecer o seu lado de prazer carnal, explorando o seu íntimo. Mas o que extraiu mesmo dessa relação com Sabina, foi algo como uma conversa com um lado feminino: algo como um ânima universal. Jung teve nelas, e com elas – esposa e amante -, o apoio e a ajuda em seu crescimento profissional. Se a máxima diz que por trás de um homem brilhante há uma inteligentíssima mulher, com Jung houve duas.

Sabina Spielrein tinha uma inteligência nata. Diria mais. Que a sua intuição tinha um dial preciso na maior parte das vezes. Ao ser tratada por Jung usando “a cura pela fala”, a psicanálise, que a ajudou a se autocontrolar, também deu asas a sua imaginação que depois pode então dar um sentido prático a essas ideias. Mas Sabina perdeu um pouco o foco pela paixão por Jung.  Ela poderia ter visto que quem administrou esse tratamento fora um profissional nada ortodoxo, logo não deveria ter colocado todos os créditos da sua cura no método freudiano. Até porque Jung já estava implantando um método próprio, mesmo ainda não se dando conta. E a bem da verdade, por um clima ainda machista, ambos enriqueceram seus estudos por observações dela.

As Performances:
Michael Fassbender foi uma escolha mais que perfeita. Ele imortaliza na tela Carl Gustav Jung. Bravo! Seu Jung veio para ficar na memória afetiva até dos apenas cinéfilos.
Viggo Mortensen já desempenhou, e bem, outros personagens com o Cronenberg, como em “Marcas da Violência” (2005) e “Senhores do Crime” (2007). Nesse aqui ele até consegue levar bem o seu Freud, mas não a ponto de arrebatar. Algumas vezes meus olhos batiam no peito dele, meio que em busca de uma estrela de xerife do Velho Oeste. Ficou bonachão.
Vincent Cassel sim, marcou uma bela passagem. A ponto de querer vê-lo num filme com o seu Otto Gross como protagonista.
Keira Knightley mais parecia um clone da Winona Ridder. A ponto de eu pensar em porque essa outra atriz é que não estaria fazendo a Sabina Spielrein. Ela se perdeu na construção dessa incrível personagem. Sabina Spielrein merecia uma performance memorável.

Então é isso! O filme “Um Método Perigoso” tirando alguns pontos baixos, como a escolha da atriz Keira Knightley, é muito bom e deixou muita vontade de rever.
Nota 08.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Um Método Perigoso (A Dangerous Method. 2011). Reino Unido / Canadá. Direção: David Cronenberg. Elenco: Viggo Mortensen, Keira Knightley, Michael Fassbender, Vincent Cassel, Sarah Gadon, André Hennicke, Arndt Schwering-Sohnrey, Mignon Remé, Mareike Carrière, Franziska Arndt, Wladimir Matuchin, André Dietz. Gênero: Biografia, Drama, Thriller. Duração: 111 minutos. » O filme foi baseado na peça teatral ‘A Cura pela Fala’ (The Talking Cure), de Christopher Hampton, que por sua vez baseou-se no livro ‘A Most Dangerous Method’ (Um Método Muito Perigoso), de John Kerr. Sem esquecer que Christopher Hampton é quem assina o Roteiro do filme.

Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra (Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl)

pirates-of-the-caribbean-the-curse-of-the-black-pearl

Após ter seu navio furtado por piratas, que também sequestraram a filha do governador, um pirata e um amigo da jovem decidem partir em seu resgate. Porém o que eles não sabem é que uma terrível maldição recaiu sobre o navio-pirata procurado.

Esse é o melhor filme da trilogia. Johnny Depp fez muito bem seu papel como Jack Sparrow, criou um novo personagem para entrar na história do cinema. Com seus trejeitos exóticos, o Sparrow se tornou um personagem de sucesso.

O filme conta com uma ótima trilha sonora e ótimos efeitos visuais. Os filmes de pirata estavam em baixa, pois o filme A Ilha da Garganta Cortada foi um fracasso, mas Piratas do Caribe conseguiu provar que ainda é possível fazer filmes de pirata com boa bilheteria.

pirates-disney

Geralmente a Disney cria brinquedos na Disney World, baseada nos filmes, mas dessa vez foi o inverso, o brinquedo foi a inspiração para se tornar filme, até a música cantada no brinquedo foi usada no filme. É um dos brinquedos mais populares e antigos da Disney, eu já tive a oportunidade de ir, mesmo sendo antigo o brinquedo é muito bem feito, tem bonecos de pirata que parecem gente.

Por: Eliezer Iwatani Meira França.

Piratas do Caribe – A Maldição do Pérola Negra ( Pirates of the Caribbean: The Curse of the Black Pearl). 2003. EUA. Direção: Gore Verbinski. Elenco: Johnny Depp (Jack Sparrow), Geoffrey Rush (Capitão Barbossa), Orlando Bloom (Will Turner), Keira Knightley (Elizabeth Swann), Jonathan Pryce (Governador Swann). Gênero: Ação, Aventura, Fantasia. Duração: 143 minutos.

Desejo e Reparação (Atonement)

atonement

Depois de muito sucesso e de muitas críticas positivas, finalmente assisti a Desejo e Reparação. Baseado no famoso romance Reparação, do britânico Ian McEwan, o filme traz a triste história de Briony, um aspirante a escritora que com sua imaginação destrói a sua vida e a de mais duas pessoas.

cecilia-and-robbie-in-atoment

Robbie Turner e Cecilia Tellis vivem uma das histórias de amor mais tristes dos últimos tempos. Por causa de um vaso quebrado, os dois tem uma pequena discussão e ela resolve se despir para pegar um pedaço caído dentro de uma fonte. Briony, irmã mais nova de Cecilia, com 13 anos, vê a cena e cria uma história de agressão sexual que só piora com outros fatos até culminar na acusação de que Robbie havia estuprado sua prima, Lola.

O filme tem um visual lindíssimo! A fotografia, de Seamus McGarvey, é quase perfeita e, além de se aproveitar de muitas paisagens naturais, ainda provoca os espectadores com as imagens.

saoirse-ronan-in-atonement

O elenco está todo afiado, com destaque para a jovem Saoirse Ronan, que interpreta a pequena Briony. James McAvoy e Keira Knightley, os protagonistas da história de amor, estão convincentes, apesar de vez por outra escorregaram em maneirismos que já o acompanham há algum tempo.

Outros pontos altos do filme são a direção de arte de Sarah Greenwood e Katie Spencer, o figurino de Jacqueline Durran e a maravilhosa trilha de Dario Marianelli.

O diretor, sempre fiel ao romance, acerta na maioria dos enquadramentos e quando decide contar a história com várias idas e vindas, mas a idéia acaba perdendo seu brilho na segunda metade do filme, quando algumas cenas se alongam demais.

Com essa perda de ritmo o filme se torna cansativo em algumas passagens, mas consegue se segurar na boa história até que se recupera antes do final.

No final do balanço, o resultado é positivo e o filme é uma excelente pedida para quem quer assistir a um bom drama. Os mais sensíveis não podem esquecer o lencinho.

Um Grande Momento: A entrevista.

Minha nota: 7/10.

Por: Cecília Barroso.  Blog: Cenas de Cinema.

Desejo e Reparação (Atonement). 2007. Reino Unido. Direção: Joe Wright. Elenco: Saoirse Ronan, Brenda Blethyn, James McAvoy, Keira Knightley, Juno Temple, Patrick Kennedy, Benedict Cumberbatch, Romola Garai, Vanessa Redgrave. Gênero: Drama, Guerra, Romance, Suspense. Duração: 123 min. Baseado em livro de Ian McEwan.