Trama Internacional (The International. 2009)

trama-internacional_posterNão é um filme de ação, e sim de investigação. Se gostas, terá em ‘Trama Internacional‘ uma surpreendente. Fora outras nformações trazidas com essa grande investigação que nos leva a mais reflexões.

Há nele algo bem comum: um agente tentando se redimir de um passo errado no passado. O diferencial estaria na forte pressão que o fará ficar balançado. Numa de: se não pode ir contra o sistema, junte-se a ele. Ou como numa fala do filme: ‘Quem sabe se o seu caminho está num que tanto evitas?‘ É o que o destino colocou para o personagem de Clive Owen, o agente da Interpol Louis Salinger.

Se há atualmente, e já de conhecimento geral, o poderio de duas grandes indústrias – a bélica e a farmacêutica -, com ‘Trama Internacional‘ ficamos conhecendo uma terceira, tão forte quanto: a dos bancos.

Mas antes que pensem na que causou uma recessão há pouco tempo – a do mercado imobiliário -, o banco aqui é outro. Ele aproveita-se tanto da bélica, como da farmacêutica para continuar no comando. Pois para se livrar sem deixar pistas de quem se põe no caminho utiliza-se do que há de mais novo na bio-química. Até porque não há pé-de-chinelo: são todos da fina flor do jet set internacional.

Seus interesses não estão numa ‘revenda’ de armas. Seu interesse é outro… “Armas pequenas são as únicas usadas em 99% dos conflitos mundiais.” E quem compram? Ou! Por que fomentam as guerrilhas sem cessar?

Trama Internacional‘ nos leva a pensar até onde vai a ficção ao nos mostrar semelhanças com fatos reais. Se haveria algo dessa trama no FMI… Se antes existia apenas uma certeza de que pessoas físicas e jurídicas que usavam certos bancos para lavarem seus dinheiros, aqui verão as nações também fazendo isso. Assim, seria muito ingenuidade da personagem da Naomi Watts, a Promotora americana Eleanor Whitman, achar que colocará a todos no banco dos réus? A teia é mundialmente gigantesca…

Como citei no início, o filme é válido por todas as informações trazidas nessa monumental investigação. Prestem atenção a todas. Até nas ‘grandes’ informações passadas em pequenas notinhas de jornais. É a globalização a serviço da especulação financeira.

O que teria em comum a maioria das nações com conflitos internos? Pertencentes ao 3º Mundo. Se estivessem se preocupando mais com seu povo, tratariam de não gastar tanto em armas. Num desarme-se mundial. Veríamos mais falências de banqueiros. Mas por conta da paz, o povo aplaudiria. E o pior, que há quem culpe os grandes donativos no campo social aos países do 3º Mundo como sendo um vilão que impede o crescimento interno. Santa ingenuidade!

Desliguem celular, esqueçam dos compromissos posteriores… e foquem nesse excelente filme. Que também tem cenas de ação sim: um eletrizante tiroteito dentro do Museu Guggenheim, de Nova Iorque. Não deixem de ver ‘Trama Internacional‘!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Trama Internacional (The International). 2009. EUA. Direção: Tom Tykwer. Elenco. Gênero: Crime, Drama, Suspense. Duração: 118 minutos.

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Nem Tudo é o que parece (Layer Cake. 2004)

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Até boa parte desse filme, eu pensei nessa frase acho que de uma música do Bezerra da Silva: “malandro é malandro, mané é mané“. Mas com o desenrolar da trama, a coisa mudou de figura, “é cobra comendo cobra“. O filme prende atenção. E foge do estilo hollywood.

O personagem do Daniel Craig é um traficante que sempre conseguiu se manter no anonimato. Não deixava rastro dos seus atos. Sabia respeitar a hierarquia. Aceitava a sua parte sem reclamar. Ao longo dos anos montou todo um aparato para não se pego pela polícia; tinha até onde lavar seu dinheiro.

Até que resolve se aposentar. Mas sair de cena assim, ainda mais sendo o melhor no que faz, teria um preço. A princípio, essa última missão até lhe pareceu estranha. Pois seria algo que até um mané poderia fazer. Achando que por ser algo fácil e que logo estaria livre para então curtir a sua aposentadoria em alto estilo aceita a tal incumbência.

É aí que começa o jogo… E um jogo de cartas marcadas!

E no final… no final eu exclamei um pqp!!

Ah! Nesse filme, vi a melhor definição para meditação: “Meditar é concentrar parte da mente numa tarefa mundana para que o restante encontre a paz.

Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Nem Tudo é o que parece (Layer Cake). Inglaterra. 2004. Direção: Matthew Vaughn. Com: Daniel Craig, Colim Meaney, Francis Magee, Kenneth Cranham, Tom Hardy, Jamie Foreman, Sally Hawkins, Burn Gorman, George Harris, Tamer Hassan, Marcel Iures, Dimitri Andreas, Garry Tubbs, Nathalie Lunghi, Marvin Benoit. Gênero: Ação, Aventura, Drama, Suspense. Duração: 105 minutos. Classificação: 18 anos.