Trabalho Sujo (Sunshine Cleaning. 2008)

trabalho-sujo_2008Por Robert Vonnegut.
Filmes sobre fracassados (losers*) são muito comuns no cinema, e a maior parte segue a receita básica: o personagem é um fracassado que traz dentro de si algo que o habilita a uma redenção. Até John Lennon foi recentemente encaixado neste clichê em Nowhere Boy.

Sunshine Cleaning, lançado aqui como Trabalho Sujo, conta a estória de duas losers da melhor espécie, as irmãs Rose e Norah Lorkowsky, que não se deram bem no trabalho nem na vida amorosa. Um dos trunfos do filme foi a escolha das atrizes, excelentes. Amy Adams mais uma vez transforma sua personagem em uma irresistível fofura – mesmo nas cenas que carregam um tanto de erotismo. Emily Blunt dá vida a uma complicada Norah, tumultuada, conflitada – quase o oposto da irmã toda metida a certinha; e prova mais uma vez que sabe fazer o papel de americana, algo não trivial para uma atriz londrina.

trabalho-sujo_2008_01Rose e Norah estão cercadas de outros fracassados: o pai, interpretado por Alan Arkin, cheio de ideias como todo loser que se preza, o filho intratável, e por aí vai. E levam o filme fazendo tudo dar sutilmente errado.

O roteiro de Trabalho Sujo conta uma estória interessante, revelando os personagens pouco a pouco, deixando os pequenos desastres acontecerem bem na nossa cara, introduzindo uma surpresa aqui e ali. Consegue, ainda, que o famoso final feliz chegue sem que ninguém tenha que deixar de ser loser. Nada de redenção, somente um momento de loser heaven.

Um filme simples, despretensioso, delicioso. Até faz rir mas não vá esperando a comédia que o poster do filme insinua.

[*] as legendagens de filme costumam traduzir loser, literalmente, por perdedor; eu prefiro traduzir por fracassado, que tem a mesma “aura” da expressão original.

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Nossa, que Loucura! (For Pete’s Sake). 1974

Que loucura faria para o seu cônjuge? E para se ver livre dela? Contaria tudo, de imediato?

Esse filme, vi numa das madrugadas insones. Lembrei dele agora por conta do poder que têm os acionistas perante a carreira das pessoas, nos mais recentes filmes que vi. Sendo que num deles, citei que há essa cultura em investir em Ações nos estadunidenses. Bem, pelo menos para quem entende desse Mercado pode obter um cômodo lucro. E é mais palpável do que ficar tentando a sorte nas Loterias.

Aqui nesse filme, a feliz dona de casa Henrietta ‘Henry’ Robbins (Barbra Streisand) fará uma loucura para ajudar a realizar o sonho de seu marido Pete (Michael Sarrazin). Ele é um taxista frustrado. Que sonha em ficar rico, mas sem fazer força. Até para mostrar a sua família. Seu irmão o humilha por não ter grana.

Pete, tal qual as ‘barbadas’ no Jóquei, recebe uma que vem da Rússia: barriga de porcos. Já que o americano adora bacon, sente que é quente. Mas precisaria de um certo capital para investir.

Henrietta que até então, passava os seus dias em casa, em hilárias conversações com sua Faxineira, Loretta (Vivian Bonnel), pede o dinheiro emprestado a um parente seu. Só não conta para o marido que esse parente é um agiota, e que lhe deu o prazo de uma semana para devolver o dinheiro.

Ao tentar por um prazo maior, tem a sua dívida aumentada ao ser “comprada” por outras pessoas. Que cada um deles a obrigam a fazer um servicinho… Bem, ela até que tenta. Mas se atrapalha em todas.

Assim, enquanto as ações do marido despencam, sua dívida cresce.

A turma mais jovem talvez nem lembre de Barbra Streisand. Sua filmografia é bem menor que a sua discografia. Eu gosto, gostava de vê-la atuando.

Fica então a sugestão para se por acaso reprisar na tv, assistirem. É um bom filme.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Nossa, que Loucura! (For Pete’s Sake). 1974. EUA. Direção: Peter Yates. Elenco: Barbra Streisand (Henrietta ‘Henry’ Robbins), Michael Sarrazin (Pete Robbins), Estelle Parsons (Helen Robbins), Molly Picon (Mrs. Cherry), William Redfield (Fred Robbins), Louis Zorich (Nick Kasabian), Heywood Hale Broun (Juiz Hiller), Vivian Bonnell (Loretta). Gênero: Comédia. Duração: 87 minutos.

O Lutador (The Wrestler)

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Esse filme mostra que o clichê ainda tem espaço nesse ringue cinematográfico.  Randy “The Ram” é um lutador peso-pesado que se vê tendo de largar o ringue por um problema cardíaco e tendo de lutar por sua sobrevivência, pelo amor de sua filha abandonada e pelo amor da mulher que ele deseja.

The Ram é um peso-pesado sensível que sente o peso da idade nas costas e  uma tremenda dificuldade em ser nocauteado pelo passar do tempo, pela “velhice”.  Qualquer vivente passa por isso, uns sentem mais, outros sentem menos. Me parece que o “acerto de contas” com a vida é reservada para aqueles que sentem-se perto de sua partida.

Esse clichê foi bem massageado nessa luta de Randy quando este decide acertar-se com sua filha abandonada. Começa até bem, abre o jogo sem rodeios, percebe seus furos, seus erros, mas… é… sempre tem um mas e isso não ficou de fora do filme.

O que mais me co-moveu para um pensamento pós-filme foi perceber que Randy não sabia lutar – um lutador que não sabe brigar! Não soube lutar por sua sobrevivência profissional, por sua família, por nada!

Claro que nessa briga diária por oxigênio somos postos frente-a-frente com escolhas nem sempre justas, nem sempre aprazíveis, mas não se pode ter tudo.

Enquanto Randy está no passado, naquele em que ele é jovem, gosta de Guns n’ Roses (banda de rock de 1980), em plena forma, a Cassidy (Stripper) que é a única que se sintoniza com ele, está com a cabeça voltada para o futuro. Quer mudanças em sua vida, quer mudar de cidade, de emprego. Um no passado, outra no futuro… o presente foi deixado pra trás por ambos, pois um não quis abandonar o passado e seguir pro futuro, e a outra não quis permanecer na mesma. Ou seja, mais dores…

Me indigna a escolha de The Ram no final, mas ao mesmo tempo penso: que outra escolha ele tinha? Nós, do lado de cá da tela, vendo a situação de fora, conseguimos perceber que ele tinha mais escolhas, mas quem está no olho do furacão cede seus olhos pro tornado…

O Lutador (The Wrestler)/2008. Direção: Darren Aronofsky. EUA – França.

Por: Deusa Circe.

O Lutador (The Wrestler. 2008). Cicatrizes que Revelam

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Alguns personagens precisam ir até o inferno para dizer quem realmente são. Podem gostar ou não, e, quase sempre, necessitam disso como parte de suas vidas, algo inevitável para o curso do drama e para provarem suas existências. Também, um sinal de autodestruição.

Quem duvidar basta assistir Touro Indomável, de Scorsese, naquela maravilhosa seqüência em que Jake La Motta pede para ser derrotado, sedento pelo sangue de seu próprio corpo, em um processo de penitência. É assim com Randy “Carneiro” Robinson, interpretado de forma esplêndida por Mickey Rourke. Sua autoprovação é sentir-se parte de seu meio, o que, sem segredos e reviravoltas, o texto de Robert D. Siegel faz com extrema competência e exatidão.

Ser um dos melhores dramas de 2008 ainda é pouco para esse filme de Darren Aronofsky – ou suficiente para alguém que sacudiu antes a indústria com o cult Réquiem para um Sonho, seu trabalho até então mais festejado. Aqui, o cineasta resgata Rourke em seu melhor momento – como fizera com Ellen Burstyn em Réquiem – para mostrar que as fissuras em sua alma ainda estão escancaradas e, ao pedir ao ator que interprete a si próprio, Aronofsky consegue fazer dessas fissuras algo insuportável, o sustento do drama.

Aos poucos, o público percebe que os problemas de Randy estão ligados à estrutura do ator e isso, mesmo que emite certa crítica devido à falta de densidade e provação, pois o ator é apenas ele mesmo, ainda desmistifica a figura do falso perdedor, escondido por detrás de seus músculos e de sua glória nutrida por um esporte que, na verdade, é uma grande mentira. Nesse meio sujo, Aronofsky consegue a saída para explicar os problemas de seu personagem; não é só ele que mudou com o tempo, mas a vontade das pessoas em festejar certas coisas e ainda sair de suas casas para ver um show de mentira.

O espetáculo, mesmo fortemente enraizado na cultura americana, precisa de novidades, fortalecer-se, e, em tempos onde a procura por realidade parece necessária, a decadência de Randy casa-se a seu emprego inglório. É essa junção de coisas, e não só o personagem isolado, que faz de O Lutador um filme sobre perdedores.

Comovente, como não poderia deixar de ser, seu equilíbrio deve-se ao talento do diretor. Ao optar por filmar Rourke ora à distância ora muito próximo, Aronofsky consegue fazer sua figura nunca parecer demasiada pesada ou falsa. Assim fez Scorsese em um dos momentos chaves de Touro Indomável, quando La Motta reencontra o irmão e, mesmo sem jeito e ciente de todas as suas besteiras, tenta abraçá-lo, mostrar qualquer sinal de vida tão necessário para um momento como aquele.

Randy, mesmo preso às cordas do ringue, é um homem bom fora delas. Freqüentemente faz algumas besteiras, outras, quase sempre; em uma cena muito difícil, é possível observá-lo aplicando anabolizante em seu glúteo esquerdo. A cada luta, mantém um clima de esperança, e é fácil observar, mesmo em sofrimento, sua satisfação em meio à incapacidade de lidar com tudo o que o circunda. Fora do ringue, a vida de Randy revela-se tão medíocre quanto dentro dele; a diferença é que dentro é possível ao mínimo ser alguém, eclipsado, claro, por um personagem à frente do homem e cuja interpretação faz dele algo importante por alguns minutos; fora daquele ringue, Randy está fadado a fazer besteiras, incontrolável, não como um carneiro, mas como um touro manso que, às vezes, tem seus momentos de loucura.

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Proibido de lutar, segundo orientações médicas e depois de um ataque cardíaco, o esportista tenta arrumar um emprego, fixar-se como o homem comum que inevitavelmente escapou de ser. À procura de sua filha, deixa vazar ainda a pouca esperança que seu público tinha por ele: quando mostra que seu lado incontrolável nada pode fazer pela garota que somente em poucos momentos aceitou ser sua filha.

O filme existe, sem dúvida, graças ao potencial e coragem de Rourke em aceitar fazê-lo, de expor sua vida. Ele concede grande força em sua interpretação ou faz sem esforços? Difícil imaginar os limites entre uma coisa e outra; quase em terceiro plano, o ringue exerce outro estado de vida, como se ali ainda fosse uma terceira pessoa – e a diferença, de novo, é que em cima dele todos sabem que ele está interpretando.

Ainda mais, o filme não teria existido sem Aronofsky, o homem que sabe aproveitar o silêncio de Rourke melhor que sua raiva, assim como deixá-lo à vontade em seu convincente estado interior, num furgão antigo e sem dinheiro para pagar o aluguel de sua moradia. Quando algumas crianças ousam perturbá-lo, ele sai raivoso, a ponto de a brincadeira mesclar-se a sua maneira selvagem de se expressar. Em outro momento, ele chama um garoto para jogar videogame; o jogo em questão é o de luta-livre, o suficiente para não empolgar o menino.

O roteiro trata dessa dualidade entre infância e amadurecimento tardio, sobre como o espetáculo pode conduzir o homem a uma maneira desagradável de ser, como se a vida não pudesse ser levada a sério ou, apenas, devesse ser vivida em seu limite, com drogas, álcool e violência. E as mulheres? Uma conseqüência inevitável, papel que cabe à Marisa Tomei, como a prostituta Cassidy.

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A relação do casal é de inaceitação, principalmente por parte dela. Ao ter início, O Lutador mostra o personagem principal ciente de sua pobreza, capaz de aceitar suas falhas; o fato é confirmado ao decidir se aposentar, depois de problemas de saúde. Já Cassidy, tão viva e jovial quanto a filha de Randy (interpretada por Evan Rachel Wood), julga necessária, no início, a distância do homem que vai ao bordel cortejá-la. Na verdade, ela sabe que é semelhante a ele, vítima da idade e, por isso mesmo, não mais atrativa aos homens como antes. Em sua primeira aparição – seqüência que faz lembrar outra, do ótimo Despedida em Las Vegas, quando a prostituta é abusada por alguns garotos em busca de emoções –, Cassidy esforça-se para ganhar alguns trocados, afunda-se numa humilhação sem fim.

Como Randy, tal humilhação cria cicatrizes piores que aquelas carregadas no corpo. E há, como já citado, o peso da idade, sem que isso seja assumido ou, ao menos, discutido. Aronofsky celebra esse silêncio para depois fazer a emoção vazar quando seus personagens decidem tomar outros rumos. Assim como o filme de Scorsese de 1980, a beleza ocupa a tela para mostrar o desespero, seja o homem em uma prisão, esmurrando as paredes, ou mesmo dentro de seu fracasso ao tentar ser outra pessoa, descontando sua raiva numa máquina para cortar frios em um supermercado. Estes lutadores, de maneiras diferentes, expressam-se pela raiva, pelo instinto.

Aronofsky saiu dos trilhos alguns anos depois de Réquiem, em A Fonte da Vida. Foi quase uma megalomania à parte tentar embutir tantas situações numa mistura que, na tela, por pouco não funcionou. O filme termina por não agradar, quase como um exercício chato de existencialismo e vida após a morte. De fato menor, O Lutador consegue, na insignificância de seu personagem, algo mais sólido, tornando-se o melhor momento da carreira desse diretor. Entrega a Rourke, igualmente, o papel de sua vida, como se fosse o inverso de Sylvester Stallone em Rocky – Um Lutador, apontado, assim como Rourke, como um “novo Marlon Brando” no início de sua carreira.

E o inverso revela-se mais tarde, no retorno do ator que começou sua escalada em uma ponta em Corpos Ardentes, tornou-se uma aberração (graças aos excessos) e que hoje parece ter dado a volta por cima. Difícil acreditar que Stallone consiga alto semelhante. “Como Teddy, um incendiário profissional, Mickey Rourke quase nos faz sentir que estamos num filme de verdade”, dizia Pauline Kael em uma crítica sobre Corpos Ardentes, de 1981. Não é por acaso que Randy, em alguns flertes a Cassidy, elogia tanto os anos 80 e despreze os 90. Fica mais bem explicado nas marcas presentes no corpo de Rourke.

Por: Rafa Amaral.  Blog:  Cinema Sem Tempo.

O Lutador (The Wrestler). 2008. EUA. Direção: Darren Aronofsky. Elenco: Mickey Rourke (Randy “Carneiro” Robinson), Marisa Tomei (Cassidy), Evan Rachel Wood (Stephanie Robinson), Mark Margolis (Lenny), Todd Barry (Wayne), Wass Stevens (Nick Volpe), Judah Friedlander (Scott Brumberg), Ernest Miller (Aiatolá), Tommy Farra (Tommy Rotten), Mike Miller (Lex Lethal), John D’Leo (Adam), Ron Killings (Ron Killings), Dylan Keith Summers. Gênero: Drama, Esporte. Duração: 115 minutos.

O Galinho Chicken Little (Chicken Little. 2005)

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Eu sou fã de desenhos animados. E ultimamente eles são certeza de uma boa pedida. Fui. Esse é o primeiro da Disney sem a ajuda da Pixar. Antes teve “Procurando Nemo”, “Toy Story”, “Monstros SA” e “Os Incríveis”. Cada um melhor do que o outro. Aí eu vejo na tela um galinho cabeçudo, com uns óculos verdinhos e camisa listrada. Ele pode ser até fofinho, mas é um chato.

No começo pensei que ele fosse assim um tipo de nerd. Mas ele é style… As figuras que o cercam são todas estereótipos da sociedade infantil norte-americana. A menina feia e dentuça, mas cheia de amor pra dar… O gordinho meio gay, que é um porco. Só gostei do menino-peixe. Ele não fala, talvez por isso. Caladinho fica legal. Não dizendo baboseiras psicanalíticas e de auto-ajuda.

No início o galinho sofre um acidente e alarma toda a cidade. Não vou negar que os desenhos são bem feitos. Mas são estandartizados. Tudo igual. E as musiquinhas inseridas são fraquíssimas. Que saudades de “Rei Leão” com seu início gradiloquente e roteiro fantástico. Este foi o último desenho animado, só da Disney, que prestou.

Mas vamos ao filme… Tentando provar ao pai e à população em geral que ele é confiável, o galinho se esforça. Na seqüência dos treinos e jogo de beisebol é boa. Gosto em especial da maneira como um pai lida com o filho que tem dificuldades de socialização. Nem todos serão campeões ou os bonitões do colégio. A grande massa é comum, assim como a maioria dos filhos e das pessoas.

O carinho do galão é lindo. Mas a falação da marreca, desnecessária. Esse negócio de discutir a relação é coisa de revista Capricho e similares. Então acontece o inevitável. Cai novamente na cabeça do menino um pedaço de uma nave espacial. E dessa vez nem dá para comparar com a avelã…

Entre a terrível dúvida de contar ou não para o povo o que está acontecendo, o galinho e seus amigos padecem. Boas cenas dos alienígenas. Nessa hora meus filhos gostaram. Antes, só comentários esparsos… Adorei o fenômeno-espelho da nave.

A ação aumenta e o filme fica legal. Ufa! O final é uma lição de moral muito boa e também uma feliz crítica ao endeusamento de Hollywood às pessoas que fazem algo de diferente. Só então o enredo cresceu.

O que há de bom: cores e cenas modernas com soluções de estilo, típico de desenhos da Disney

O que há de ruim: em vez de só mostrar os conflitos e suas naturais resoluções, fica com blá-blá-blá, criança não gosta e nem adulto

O que prestar atenção: a dublagem é feita por profissionais do ramo, e não atores globais, ficou perfeita! Aliás, a voz do porco e a tradução do seu nome, são melhores do que o original

A cena do filme: momento de respiração e de discothéque do porcão, hilário

Cotação: filme regular (@@)

Por Giovanni Cobretti – COBRA.

O Galinho Chicken Little (Chicken Little). 2005. EUA. Direção:  Mark Dindal. Elenco (Vozes): Zach Braff (Chicken Little), Joan Cusack (The Ugly Duckling), Katie Finneran (Goosey Lucy), Don Knotts (Turkey Mayor), Garry Marshall (Father), Amy Sedaris (Foxy Loxy), Jeremy Shada (Alien Boy), Steve Zahn (Runt). Gênero: Animação, Aventure, Comédia, Family, Sci-Fi. Duração: 81 minutos.

Os Simpsons – O Filme (The Simpsons Movie. 2007)

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Eu até admiro quem cultua o desenho dos Simpsons! Como também com tantos talentos no Brasil, bem que poderíamos ter um desenho desse tipo. Claro que retratando um pouco da típica família brasileira. Embora, nela teríamos que encontrar pontos em comum, diante da dimensão territorial, pois não temos um típico brasileiro como acontece com o Homer – ele retrata o americano loser.

Confesso que assisti muito pouco do desenho. E os que vi, foi mais pelo prazer da companhia de um sobrinho. Ele é fã do desenho. Logo, conheço bem pouquinho do universo dos personagens. Mas o bastante para definir um perfil dos principais personagens.

Entrando no filme… Se há filmes onde diríamos que um personagem o levou nas costas… Nesse, foi o Homer. Ele nos leva a rir com o seu jeito parvo. Ou diante as suas indagações como essa logo no início: “Não acredito que pagamos para ver uma coisa que é grátis na televisão.” Por conta da sua bronca de ter que ir na igreja… Apesar de tudo, ele tem uma família que o ama.

O Bart, esse é um senhor pestinha! Mas que gostaria de receber do seu pai mais atenção e carinho. Ao longo do filme, faz de tudo para chamar atenção do pai. Até aceita o desafio de andar de skate nu.

As personagens femininas, as poucas que apareceram, ficaram a desejar… Salvando-se a bebêzinha, a Maggie. Agora, o que ela falou nos créditos finais do filme teria sido mesmo por gostar dessa família… Ou um recado para novos patrocínios… hehe. A esposa do Homer, a  Marge, fez o que era habitual. A Lisa lhe deram algo como um “o primeiro amor”. Mas… Naquela família, ou melhor, na sua família, tudo gira em redor do Homer.

Saindo do núcleo da Família… Há cenas, que nos leva a pensar em outras (de outros filmes)… Que nos diverte! Como a do “apagar da luz no bar”; os tiras diante dos mafiosos; o empregado do dono da Usina… E destacando também a do robô.

Enfim, um filme do tipo sessão-da-tarde. Nota: 7,5.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Os Simpsons – O Filme (The Simpsons Movie). 2007. EUA. Direção: David Silverman. Roteiro: Matt Groening. Gênero: Animação, Comédia. Duração: 90 minutos. Trilha Sonora: Hans Zimmer.