Appaloosa – Uma Cidade Sem Lei (2008)

Desde os fabulosos Os Imperdoáveis e Tombstone eu não havia encontrado mais nada no gênero Western que me chamasse a atenção. Estes dois são clássicos do cinema que estão para além de qualquer suspeita, afinal existe uma grandiosa história por trás de intocável elenco. Nada poderia ser melhor.

Nem mesmo Onde os fracos não tem vez (o fajuto ganhador do Oscar de Melhor – argh! – Filme) e nem mesmo o excelente O Assassinato de Jesse James conseguiram repetir a façanha destes dois citados acima.

Porém recentemente conferi um hit que conseguiu saciar a minha sede do estilo. Trata-se do magnífico Appaloosa – Cidade Sem Lei, filme que repete a fórmula de sucesso dos clássicos: excelente roteiro aliado a um excelente elenco.

Neste caso temos um ingrediente especial: um dos meus atores prediletos do cinema assina o roteiro, a direção e ainda atua como personagem principal! Este cara é Ed Harris e os louros são todos para si, devido ao imenso risco de fracassar ao assumir tudo sozinho.

Se o filme não fosse bom, a imagem de Ed Harris poderia ser prejudicada, mas não: tudo funciona perfeitamente bem!

Na companhia de Ed Harris, ainda temos Viggo Mortensen – representado pelo seu fiel escudeiro Everett -, Renée Zellweger, como a senhora que mexe com os brios do mocinho, e o estupendo Jeremy Irons, como o vilão da história.

Coloque estes quatro cidadãos no liquidificador, bata e veja o que sai: uma bebida com um sabor inesquecível. Assim é Appaloosa, um grande momento do cinema.

Appaloosa é uma cidade tomada pelos bandidos e constituem uma terra sem lei. Virgil e Everett formam uma destemida dupla que está habituada a este tipo de situação e que são contratados para restabelecer a ordem.

A dupla chega a lembrar de dois personagens clássicos de Miguel de Cervantes: Dom Quixote e Sancho Pança, e desconfio que ambos tenham sido verdadeiramente inspirados pelo livro do espanhol.

Agora o triunfo do filme reside nos irreverentes diálogos. É uma provocação sem fim que lhe deixa tenso em diversos momentos. Se tivesse que comparar com a televisão, Virgil é como um Dr. House versão Bang-Bang. Imagine só então o que vem por aí! Recomendado!

Por: EvAnDrO vEnAnCiO.   Blog: EvAnDrO vEnAnCiOUniverso Hiper-Real.

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O Gângster (American Gangster. 2007)

Um homem aproveita a morte de seu mentor para assumir a liderança do tráfico de drogas em Nova York. Até que um implacável detetive resolve detê-lo.

Quando li o nome dos atores principais e direção, me preparei para ficar imóvel na poltrona e nem piscar. Não conseguia imaginar um enredo que precisasse de mais atenção porque só os atores já valiam pelo filme.

No começo vem o tédio total: o bandido é bandido (Denzel Washington), sem ostentação que respeita a ética entre bandidos, possui um lado humano sensível preocupado com a familia e seu amor. O policial, separado, só e amargo (Russel Crowe) é tão politicamente correto que chega a ser chato. Essa é a pegadinha do filme.

O bandido precisa mandar sem aparecer, o policial precisa trabalhar e fazer valer a lei sem se corromper. Em comum, ambos são extremamente metódicos nas ações e decisões que resulta num final incrível.

Lógico, não poderia faltar um Soundtrack de primeira linha com legítimas batidas funks.

Por:   Criz Barros.

O Gângster (American Gangster). 2007. EUA. Direção: Ridley Scott. Elenco: Denzel Washington (Frank Lucas), Russell Crowe (Detetive Richie Roberts), Chiwetel Ejiofor (Huey Lucas), Josh Brolin (Detetive Trupo), Lymari Nadal (Eva), Ted Levine (Detetive Lou Toback), John Ortiz (Javier J. Rivera), Cuba Gooding Jr. (Nicky Barnes), Armand Assante (Dominic Cattano). Gênero: Crime, Drama. Duração: 157 minutos. Baseado em artigo de Mark Jacobson.