A Garota de Rosa-Shocking (Pretty in Pink. 1986)

A-Garota-de-Rosa-Shocking-1986Por Francisco Bandeira.
O filme foi dirigido por Howard Deutch, porém é impossível não notar a marca autoral de John Hughes, que assina apenas o roteiro do filme. Estão lá todas as características de seu cinema, alguns atores conhecidos de seus filmes anteriores, com alguns temas já debatidos em sua filmografia, porém com uma simplicidade e uma nova visão sobre os jovens daquela época.

Molly Ringwald e Jon Cryer

Molly Ringwald e Jon Cryer

Aliás, a obra debate muito sobre a divisão dos jovens por conta de seus estilos e classes. Parece que há uma guerra na escola entre punks x riquinhos, onde uns não podem se relacionar com os outros. Talvez esse filme siga bastante atual hoje, pois ainda há uma resistência para a mistura de classes e estilos em nossa sociedade (as eleições fizeram isso vir à tona de maneira preocupante).

O longa discute sobre temas simples como inveja, amor, amizade, mas também vai mais fundo, como em sua visão sobre a dificuldade da sociedade de aceitar um estilo diferente, ou a relação entre classes distintas. Para Hughes e Deutch, sentimentos se sobressaem ao status… Pena que na vida real não seja sim.

A Garota de Rosa-Shocking (Pretty in Pink. 1986). Ficha Técnica: página do IMDb.

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Drop Dead Diva. (Série). E o “Patinho Feio” Aprende o Quanto Pode ser Belo!

drod-dead-diva_cartazSem querer fazer aqui um patrulhamento em relação ao peso corporal das pessoas, mas quando mais de um terço da população dos Estados Unidos se encontram “acima do peso” o esperado seria ver muito mais personagens e artistas “gordinhos” protagonizando bons Filmes. Como também por conta não apenas do politicamente correto, mas também do quanto de bullying essas pessoas padecem no mundo real… eu fico meio sem saber como descrever… Enfim, gordinhos, acima do peso… É mais do que justo que mais e mais Filmes e Séries deem espaços a eles atores e personagens com histórias mostrando que mesmo com alguns percalços eles levam uma vida como todo mundo. Por isso e muito mais “Drop Dead Diva” merece ser vista!

Foi por acaso que eu comecei a acompanhar essa Série, numa de zapear pela grade de canais… E foi justamente por ver uma protagonista interpretada por uma atriz “gordinha” e o que seria melhor ainda sendo a personagem uma advogada. (Um tema que gosto muito: os bastidores de um Tribunal.). Além claro do sugestivo título! Algo como: o espírito de uma louca baixou em mim… A Série até traz o tema da reencarnação, mas ai como “uma segunda chance“. O que também seria o motivo da profissão escolhida para essa personagens. A Série já seguia em temporadas adiantadas, que por sorte o canal Lifetime em paralelo passou a reprisar desde a primeira temporada. Pois mesmo tendo um resumo dessa reencarnação antes de cada episódio – em quem se apoderou do corpo de quem -, além de também ser um tema interessante e meio surreal, dentro dessa realidade algumas perguntas me viam acompanhando já pelo meio “Drop Dead Diva“. Assim, fui montando aos pouco o quebra cabeça dessa nova Diva/Advogada.

drop-dead-diva_deb-e-janeA história de “Drop Dead Diva” une dois esteriótipos tão propagandeados pela indústria cinematográfica: a “gordinha” com a “loura burra”. E faz mesmo uso disso até para tentar quebrar outros mais. Um deles seria em relação a indústria da moda que ainda segue com o padrão de que ser magro que é belo. Numa de que se a pessoa fora desses padrões não pode se vestir com elegância, dentro da “moda”. Nessa história a personagem da “loura burra” tentava ser uma modelo famosa, mas já sentido o peso de um outro padrão: o da idade. Pois nessa indústria… Ter mais de vinte anos de as chances diminuíam. Agora, ela volta ao mundo dos vivos no corpo de uma “gordinha” que já está com quarenta anos de idade. São duas coisas a mais para lidar. De cara dá, ou melhor, se dá um banho de loja, dos pés a cabeça, se sentindo mais “atraente” aos olhos de todos. Até provocando certas invejas à princípio em quem se situava dentro dos padrões de beleza convencional. Toda essa “maquiagem” externa é passado com humor, sensibilidade e em certos momentos até com certa ironia para quebrar certas convenções. Um “Bravo!” a mais para essa Série! Até porque certos paradigmas merecem mesmo ser quebrados, pois se para muitos possam até parecer cômicos, no fundo são bem cruéis. O que também acena para que a Indústria da Moda repense o seu establishment.

drod-dead-diva_jane_antes-e-depoisAgora, embora eu possa ter dado um caráter mais pesado, a Drop Dead Diva mostra de um jeito leve a vida de uma advogada que por conta de um acidente do destino “trocou” de mente. Pois quem ganhou uma segunda chance de vida foi a modelo. Essa por sua vez, se não ganhou o corpo de antes, se deslumbrou com a inteligência que até então não tinha. Até porque com ela veio saber que se pode ter sucesso vindo além da aparência física. O que nos leva a pensar no passado de nerd da advogada, de anos dedicado ao estudo até por conta de sentir discriminada socialmente… Mas meio que como compensação…ela amou o carro conversível “herdado”. Até por conta disso, pelo seu jeito extrovertido de ser, faz com que o “patinho feio” além de ir aprendendo que já é um “belo cisne”, que use e abuse dos prazeres que o dinheiro possa comprar. Sem querer trazer um spoiler, mas já trazendo… Essa lição em será também aproveitada pelo então “patinho feio” num dos episódios… O que devo confessar que em igual situação, eu também teria feito a mesma escolha.

Em “Drop Dead Diva” a advogada Jane Bingum é interpretada pela atriz Brooke Elliot. Até então desconhecida para mim. Agora, fico na torcida para que paralelo a esse personagem deem a ela outros personagens em Filmes, mas sem ser muito caricatos como estão dando a atriz Melissa McCarthy. Que nem estou me referindo ao da Série “Mike & Moly” que aborda o romance e a vida em família entre dois personagens “de peso”: merecedor também de aplausos. Enfim, personagens não apenas caricatos: onde o peso maior seja o do próprio corpo. A menos que tal e qual as histórias como nessas duas Séries numa de derrubar preconceitos. Já a modelo que reencarnou no corpo de Jane, a Deb Dobkins (interpretada por Brooke D’Orsay), visualmente só aparece em alguns episódios até porque ela era namorada de um advogado, Grayson Kent (Jackson Hurst). O que estreita mais a relação entre ambas. Mais ainda por conta de acontecimentos na temporada atual (2014)…

O contraponto entre ambas, Jane e Debb, que é a tônica da história: a união de duas personalidades distintas até fisicamente num único corpo. Debb deu a Jane beleza, vaidade, leveza, elegância, sedução… Jane deu a Debb inteligência, talento, compromisso, seriedade… E ambas aprendendo que melhor mesmo é não perder tempo em vida!

drod-dead-diva_elencoDrop Dead Diva também traz tramas paralelas, não apenas os personagens das causas que advogam, mas sobretudo dos que por lá trabalham. Onde o destaque maior vai para a assistente de Jane, a “investigadora” Teri Lee, vivida pela atriz Margaret Cho. Teri tem seus momentos revenge pelos bullying de outrora de carona com a nova personalidade de Jane. Sendo que a ajuda com a “nova roupagem” veio mesmo com a antiga amiga de Debb, que por contingência do destino, se torna também grande amiga da nova Jane. Falo da Stacy Barret, vivida pela atriz April Bowlby. Stacy ainda vive o sonho de ser uma atriz famosa, mas mesmo sem perceber muito sabe que o tempo também está passando por ela. Com isso, um outro sonho toma ponto em sua vida: o de ser mãe. Onde na busca por um pai ideal para seu filho… Termina por abalar a nova/velha amizade com Jane. Tudo por conta do escolhido: Owen French (Lex Medlin). Pois ambos, Stacy e Owen, não contaram com o fato de se apaixonar um pelo o outro. E Owen seria como uma “Jane de calça comprida“: também gordinho, também se viu cobrado pela sociedade… Enfim, Owen sem querer mais desperdiçar o tempo na terra, resolve se entregar a espontaneidade e vitalidade de Stacy. Em meio a tantos romances… ainda há a presença dos anjos da guarda de Jane meio que a policiando para que Dedd encarne de vez Jane. O destaque vai para Fred (Ben Feldman), o mais atrapalhado. Além desses, vale também a menção de mais dois personagens: Kim (Kate Levering) e Parker (Josh Stamberg): ambos também advogados.

Enfim, Drop Dead Diva é de ver e rever! Com personagens atuando em uníssonos: há química entre eles. A Trilha Sonora também como um coadjuvante de peso! Em destaque os sonhos de Jane onde se vê como uma grande Diva da Música. Onde solta a bela voz aliado a nova postura ousada, que faz até pegar o microfone nos karaokês em idas a bares algo também inusitado para ela. Aplausos também para o criador da Série Josh Berman! Berman quis mesmo com essa Série tentar quebrar os paradigmas de beleza de manequim 38 e com menos de 28 anos de idade. Bravo! E na torcida para que Drop Dead Diva emplaque novas Temporadas, pois pelo o que eu li, a atual que já está terminando veio mesmo por pedidos de fãs! Com isso, segue aqui mais uma fã querendo mais continuações! A Série merece ter vida longa!
Nota 10!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Que tal um passeio em Paris?

ratatouilleCom uma taça de champanhe, ou mesmo uma xícara de café, convido-os a conhecerem Paris, essa cidade que faz parte do nosso imaginário. Pelos Filmes, é claro! Vem comigo!

champs-elyseesQuerendo ver que por lá num país de primeiro mundo também há uma rede de corrupção entre o setor público e o privado assistam esse ótimo filme: “A Comédia do Poder” (L’Ivresse du Pouvoir). Quisera ter por aqui no nosso país duas juízas como as desse filme. Mais detalhes aqui.

Para quem gosta de Thrilher, “Caché” (Hidden) é uma boa! O filme também foca a discriminação entre franceses e argelinos. A cidade das classes mais favorecidas, como do lado carente. Muito embora eu em minha análise preferi ir por um outro ângulo. Um trechinho:

paris_01Há certas tomadas de atitudes que soam como gritos silenciosos de pedidos de atenção. Algo como: “Oi, estou aqui!” São pedidos mudos que por vezes tresloucados na forma, mas que foram como uma última tentativa. E quando não são de fato a derradeira – aquela que não tem mais volta. Alguns desses pedidos, mesmo que incômodos, podem até serem vistos como atitudes infantis. Mas seja lá como foi, ou mesmo de quem partiu, não querem nada de material.

Pois é, um Drama que envolve a vida dos personagens de Daniel Auteuil e Juliette Binoche. Quer saber mais? Tem aqui o texto na íntegra.

Aqueles que curtem uma Comédia irão se deliciar com essa: “O Closet” (Le Placard). Com Daniel Auteuil e Gérard Depardieu. Essa dupla deu química. A tônica aqui, muito mais que uma homofobia, fica em como certas pessoas viajam na maionese. O personagem do Auteuil para não perder o emprego deixa que pensem que é gay. E o seu jeito metódico que até então incomodava passa a ser visto de outra forma. O que mudou foi a cabeça das pessoas. Conto mais aqui.

Na empolgação esqueci de deixar registrado a quem ainda não está familiarizado com o Cinema Francês de que ele não tem o mesmo ritmo dos filmes de Hollywood. Muitos o acham lentos demais. O pior é que acabam perdendo ótimos filmes.

amelie-poulainHumm! Pausa para um delicioso café. Ou mesmo um chocolate quentinho. Que ir saborear num lado de Paris onde a vida passa tranqüila? Saindo do centro frenético da capital parisiense e indo parar no subúrbio. Melhor ainda! Sendo servidos por uma doce garçonete: Amélie Poulain. É! Quem já viu “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain) se apaixona por esse filme. Eu já o vi algumas vezes. Quem ainda não viu, assista. Veja, ou melhor, rememore os próprios prazeres de outrora que por conta do corre-corre atual nem os sinta mais. Veja um pouco mais pelas lentes mágicas de Amélie.

Não podendo esquecer que Paris também nos leva às Galerias de Artes. Para esse filme caso não queira assistir sozinho chame um amigo e vejam: “Meu Melhor Amigo” (Mon Meilluer Ami). Uma deliciosa comédia onde a um Marchand sua sócia lhe impõe um prazo para apresentar um grande amigo. Ele para não perder o objeto da aposta, aceita. Mas não será tão fácil como imaginava encontrar um verdadeiro amigo. E nessa procura ele segue de táxi.

paris-francePara finalizar um pouco de tudo que nos remete a essa cidade: luz, moda, arte, paixão… Em “Paris, eu te amo” (Paris, je t’aime), há tudo isso e muito mais. São 21 Curtas na visão que cada Diretor tem por ela. E por eles, com eles, nosso giro é maior. Temos uma radiografia completa da cidade, dos seus moradores e dos que apenas estão de visita. Um foco maior, aqui.

Eu sou Valéria Miguez, mas podem me chamar de Lella. Se foram olhar meus textos na íntegra, viram que tenho um jeito peculiar de analisar um filme. E que tento ao máximo não tirar a surpresa, e sim motivá-los. See you!

[Em 06/07/2008. Meu primeiro texto para uma Coluna numa Revista Eletrônica.]

Lady Gaga Born This Way Ball Tour in Rio (2012)

Stefanie Germanotta, mais conhecida como Lady Gaga é jovem, nasceu em 1986 em contraponto com os cinquenta e poucos anos que sua inspiradora (embora não admita) Madonna carrega.

Born This Way Ball Tour” iniciou os primeiros acordes da ópera pop por volta das 22:30h. Finalmente é desvendado o imenso cenário medieval que não é nada deslumbrante, mas que bem iluminado transforma-se num belo castelo. Uma historinha começa a ser contada sobre um ser alienígena que nasce da cópula (simulada no palco) da líder do planeta GOAT (Goverment Owned Alien Territory) e um dos seus servos. Em off, uma mensagem é ouvida do tal território avisando que Lady Gaga escapou com uma ordem – Matem a puta!

De uma vagina gigante e tosca, nasce a criatura que ela mesma não sabe definir.

-Não sou um homem, nem mulher, nem alienígena, eu sou vocês!” Tenta explicar. E em vários momentos, instiga o povo a imitarem seus dedos tortos em garra como se tivessem artrite severa. A música “Born this Way”, criada para virar um hino gay visto que exalta quem é diferente, é executada com vigor e leva a plateia molhada de chuva ao delírio. No primeiro ato ainda canta o super-hit “Bad Romance” no meio de outras músicas de seu último (e mais fraco) disco. Seguem destacados “Just Dance” e “Telephone” que continuam empolgando.

Muito simpática e irreverente, Lady Gaga, metida em roupas inacreditavelmente feias e exuberantes (embora com as assinaturas da marca Versace e Armani), agradece ao público por ter pago caro pelo show. Logo pergunta quem vai trabalhar no dia seguinte, um sábado. Uma multidão empolgada levanta a mão. Ela não titubeia e ao invés de um acalanto, dispara um sonoro “I don’t give a fuck”. E continua argumentando que ela própria também vai trabalhar cantando e dançando, por isso ela não se importa. Também contou que viu Deus na favela que visitou e que o Rio é uma cidade cheia de paz. Será que ela tem ideia do que é morar ali no Cantagalo?

Mais música para divulgar o CD que dá nome à turnê e entre elas, Lady Gaga escolhe no meio do público três felizardos aparentemente bem pobres para cantar com a diva “Hair” ao piano. Neste momento, ela borra toda a maquiagem aos prantos junto com seus convidados emocionados que não param de chorar um só instante. “Eu nunca estive tão feliz como neste exato momento.” Exagera a cantora. Se ela não for uma exímia atriz, foi um pico de emoção genuína.

No quarto ato, todo mundo pulando e dançando com os sucessos “Americano” (vestindo a famosa roupa de carne), “Poker Face” e “Alejandro”. Nesta última canção, Gaga arrisca pronunciar nomes brasileiros no meio da letra. Coisas são atiradas no palco o tempo todo, mas ela mantém o humor e mostra um celular perdido ao público perguntando displicente: “De quem é esse telefone?”

No quinto e último ato, acontece um dos momentos mais bonitos e emocionantes do show quando é cantada a belíssima “Paparazzi” pela cantora e pela monstruosa Mother G.O.A.T. que surge flutuando numa réplica animatrônica distorcida do rosto da própria artista, presa numa espécie de diamante em néon num curioso efeito tridimensional assombroso e bizarro. No final, a criatura é morta pela própria Lady Gaga e se esvai em sangue numa imagem medonha. Seria mais uma metáfora? O ser concebido eliminando quem a criou e inspira? Vai saber.

A animação continua com a dançante “Sheibe” e deveria terminar com o bis da não menos vibrante “Marry the Night” que fecharia bem o espetáculo. Mais uma vez ela seleciona um grupo de pessoas bem humildes para subir ao palco e participar da intrincada coreografia atrapalhada pela preocupação dos eleitos em tirar fotos no meio da confusão. Mesmo assim, seria um grande final! No entanto, por uma decisão infeliz, tudo termina com a pálida e desconhecida “Cake like Lady Gaga” num triste anticlímax. Nada que frustre seriamente os monstrinhos de Gaga, que deixam o lugar com pouco ou nada para reclamar. Foi mesmo uma grande noite.

Por Carlos Henry.

O Diabo Veste Prada (2006). Ou: A Arte de Engolir Sapos

Quando criança somos levados a engolir o choro. Numa de frear mais que nossos impulsos, a nossa espontaneidade. Ali meio que sem saber discernir direito somos levados a saber que no mundo dos adultos há normas demais tolhendo em ser uma pessoa única. Tem mais! Já na fase adulta, e no tocante ao lado profissional da mulher. As cobranças são superiores as impostas aos homens. A nós, um pequeno vacilo toma proporções gigantescas. Não se constrói uma carreira sólida, e de respeitarem seu nome, tão fácil. E para se chegar lá, uma das coisas a se aprender é: de engolir sapos.

Assim, Miranda Priestly (Meryl Streep) não chegou ao topo fazendo concessões, relevando erros de membro da equipe, enfim não sendo “boazinha”. E por que? Era o seu nome que estaria na guilhotina. Seu nome, carreira, reputação e emprego. Se ela cobrava de si mesma total dedicação, também tinha o direito de cobrar também da sua equipe. Principalmente para o posto alcançado. Já que a Moda é algo que muda muito rápido. Com isso, seu cargo estava sempre em risco. Pois os acionistas da Runaway Magazine, como todos em geral, só visavam o lucro. A eles não interessavam toda a trajetória dela. Aliás, os estadunidenses possuem essa cultura do Mercado de Ações.

Miranda meio que se visualizou em início de carreira ao contratar a jovem Andrea “Andy” Sachs (Anne Hathaway). Mas mais pela autencidade da jovem. Em não ser mais uma mera cópia. Até porque para chegar onde chegou, Miranda tinha um talento nato. Andy que até então desconhecia esse mundo da Miranda termina se deixando seduzir. Perdendo até o que lhe era mais caro: namorado e amigos. E principalmente, o seu verdadeiro talento: o de escrever. Era o seu sonho: seguir a carreira de jornalista. Mas não de Moda, nem da Alta Costura. Mas sim das mazelas do dia a dia.

Até que descobre que esse não era o mundo que queria. Se teria que engolir sapos, que fosse no que queria seguir. Pois é algo que não escapamos. Sempre terá alguém que nos leve a engolir. Mas sem sombra de dúvida, nenhum com o charme de Meryl “Miranda” Streep. Ela é ótima! E Andy sabe que valeu a pena esse aprendizado. Ah! O personagem de Stanley Tucci, Nigel, também teve que engoli um dos grandes. Ele também é ótimo!

Um bom filme, até para rever. E a trilha sonora é ótima!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Diabo Veste Prada (The Devil Wears Prada). 2006. EUA. Direção: David Frankel. Elenco: Meryl Streep (Miranda Priestly), Anne Hathaway (Andrea “Andy” Sachs), Emily Blunt (Emily), Stanley Tucci (Nigel), Adrian Grenier (Nate), Tracie Thoms (Lilly), Rich Sommer (Doug), Gisele Bundchen (Serena), Heidi Klum (Heidi Klum), Valentino Garavani (Valentino Garavani). Gênero: Comédia, Drama, Romance. Duração: 109 minutos. Baseado em livro de Lauren Weisberger.