O Cinema Mostrando o Papel de um Professor em Sala de Aula

ao-mestre-com-carinhoQual é o papel de um Professor em Sala de Aula?
Será que por conta de terem mais chances numa carreira profissional no futuro, alguns pais não estariam sobrecarregando as crianças com muitas atividades? Que terminam gerando nelas muito mais o espírito de competição, em detrimento do da solidariedade, por exemplo? Com isso não estariam delegando aos Professores algo que teria que vir mais da parte deles? Nossa viagem de hoje pelo Filmes será essa relação entre o Mestre e seus Pupilos. Vem comigo
!

Numa das madrugadas insones, revi ‘Ao Mestre com Carinho II‘. Que me fez ficar emocionada por também recordar do primeiro filme. O professor, personagem do Sidney Poitier, fez o papel também de pais dos seus alunos. Foi além do ensino curricular. Até hábitos de higiene ele transmitiu aos alunos. Sua sala de aula não se restringiu apenas a um espaço físico. E é isso que também está contido na frase inicial desse artigo. Ela representa o momento dessa relação. Quase como uma unção. Ou como na canção tema:

Como agradecer a alguém que te fez crescer como gente?

escritores-da-liberdadeO filme ‘Ao Mestre com Carinho‘ reinava tranquilo no topo dos filmes com esse tema. Confesso que nem o ‘Sociedade dos Poetas Mortos‘ chegou ao topo para mim. Esse outro ensinou sim os alunos a pensarem em vez de receberem tudo mastigadinho, mas ao ensinar também a quebrarem certas regras não pesou os contras. Nem tampouco mostrou praticidade. Mas eis que um filme veio ficar ao lado do primeiro mestre: ‘Escritores da Liberdade’.

Esse filme conta uma história real. De uma jovem Professora que fez mais que ensinar um bê-a-bá aos seus alunos. Eles sem ela continuariam um círculo viciante de reagirem com violência por terem sidos violentados pela vida. Conto muito mais desse filme aqui.

o-clube-do-imperadorPor vezes um Professor investe mais num único aluno. O por que disso? Talvez como um pai ou uma mãe que faz o mesmo com um filho que entre os demais ser esse o que necessita de mais atenção. No filme “O Clube do Imperador” um único aluno ocasionou esse tipo de atenção. Agora, e quando isso acaba prejudicando um outro? Mais! E quando isso foi feito de um modo que fere até a sua lição maior? Lição essa sintetizada nessa frase:

O caráter de um homem é o seu destino.

Esse filme diferente dos dois outros mostra o dia-a-dia num colégio para ricos. Logo, é uma outra realidade. Tem mais aqui. Mas ricos ou pobres são jovens e em formação. Onde os princípios básicos já teriam que ser administrado desde a tenra idade. Valores éticos e morais. Como também tendo que aceitar certos limites, como um simples horário para dormir, por exemplo. O que me leva a contar um episódio pela internet. Num certo fórum (Orkut) alguém reclamara de uma cena numa novela das 21 horas, por conta do filho (Ou filha.) de 7 anos também estar assistindo. Fui curta e grossa ao dizer: ‘Desligue a tv e vá ler um Livro de Monteiro Lobato com seu filho. Ambos sairão ganhando com isso.’

zona-do-crimeGente! Peço até desculpas por ter trazido tão poucas sugestões de filmes dentro de um tema tão fascinante. Mas por conta de um filme que vi e que me deixou chocada, peço aos que têm filhos que conversem, observem, procurem saber o que já assimilaram de bons valores. Principalmente no quesito: respeito ao próximo. Que até assistam filmes juntos com eles, e em seguida conversem com eles. Saber o que ficou retido na mente deles. Dependendo da idade conversar também sobre a violência que está nas ruas. Enfim, sejam também Mestres, Mentores desses jovens. Para que ao assimilarem uma conduta do bem, possam também transmiti-la como uma corrente. O mundo está carecendo disso. As pessoas estão se fechando em guetos. E até bem luxuosos, como no tal filme que me deixou bem impressionada, ‘Zona do Crime‘. Não deixem de ver, mas dessa vez sem as crianças. Comento sobre ele aqui.

Para que de fato sejam o futuro da nação, saibamos nós dar-lhes um presente salutar.
See you!

Por: Valéria Miguez (LELLA). (Em 03/07/08)

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O Voo (2012). Anjo ou Demônio no Comando Daquele Avião?

o-voo_2012O Diretor Robert Zemeckis sem dúvida nenhuma merece o crédito maior em “O Voo“. Muitos aplausos por me deixar quase em suspense ao longo do filme. Eu digo “quase” porque não poderia ficar indiferente ao drama maior dessa história: o alcoolismo e o vício por drogas como a cocaína. Primeiro que quando se conhece pessoas que sofrem dessa doença, arrastando para esse vendaval familiares e amigos, fica difícil não oralizar algumas interjeições. Depois, por levar sem pressa esse “day after” na vida desse que apesar de todos os pesares conseguiu salvar dezenas de vidas inocentes. Também porque não deu para segurar as lágrimas no finalzinho.

Agora, a turma de elenco vem logo atrás nesse merecimento: performances excelentes. A destacar: Denzel Washington, Don Cheadle, Kelly Reilly, John Goodman e Bruce Greenwood. Tirando a personagem feminina, os demais orbitando no problema do personagem do Denzel. Sendo que, enquanto dois deles iriam tentar atenuar, ou até tentar inocentar, o terceiro era o que alimentava o problema do protagonista. Mas também estava em jogo o emprego de muita gente. Pois é! Não tinha apenas álcool e cocaína como vilões dessa história. Tinha também uma companhia com aviões que já deveriam ter virado sucata e um dono querendo se livrar desse elefante branco. Colocando mais lenha nessa fogueira.

O comandante Whip Whitaker (Denzel Washington) mesmo ciente que ainda teria um voo para fazer passa a noite bebendo e cheirando. Que para piorar usa a droga para acordar de vez. Ciente que é muito bom no que faz, faz uma loucura para tirar a aeronave do meio de uma tempestade, com isso forçando ainda mais a máquina. Num voo longo, bate a sede por uma bebida, o cansaço e o sono. Daí não pesou também a falta de experiência do co-piloto. Existem fatalidades. Assim como há também propabilidades de algo que começou errado, terminará errado. Mas existe também aqueles que funcionam bem sob forte pressão. E foi o que Whip fez tornando-se um herói, a princípio.

Mas um acidente dessa monta atrai investigações de todos os lados. Entrando em cena o responsável pelo sindicato Charlie (Bruce Greenwood), amigo de longa data de Whip. Ciente de que uma condenação para Whip atrairia uma avalanche de pedido por indenizações, contrata um grande advogado, Hugh (Don Cheadle). Esse, mesmo sendo bom no que faz sabe que terá um outro desafio: o de conseguir levar um Whip limpo perante a personagem de Melissa Leo, um osso duro de roer. Numa de “os fins justificando os meios”, Charlie e Hugh farão algo inimaginável até então.

Ainda no hospital Whip conhece Nicole (Kelly Reilly), que também por um “milagre” não perde a vida, mas em uma overdose. Nasce uma empatia entre os dois. Ele a convida para morarem juntos. A princípio, ela recebe como uma dádiva: ter onde morar. Mas para alguém que quer sair do vício, termina sendo um inferno. Ela não tem forças para nem para resistir, nem para ajudá-lo a sair dessa. Até porque Whip tem fornecedor “à domicílio”, o Harling, personagem do sempre ótimo John Goodman. Que abstraindo o que Harling representa, sua performance me levou a rir.

A pessoa mais fascinante que eu jamais conheci.”

Não sei se pode-se definir como regra geral que os que mais fazem loucuras exercem um fascínio maior aos demais. Se o carisma em parte vem pela ousadia. Mas que diante de uma tragédia onde o vício esteve como coadjuvante o que dizer, por exempplo, pelo “tapinha” que aspirou para deixá-lo ligadão? Claro que assustou vendo-o fazer isso e ciente do que estaria para acontecer. Mas se é algo não raro fora da ficção, fica a pergunta do porque fazem isso. Duas pessoas podem vivenciar as mesmas pressões, mas uma não procura amparo no vício.

Outro ponto alto de “O Voo” é que embora a história mostre que muitos acreditarão que fora um milagre, ou até que mesmo por linhas tortas foi obra de Deus colocar aquele competente piloto salvando a vida de muitas pessoas, Zemeckis mantém-se imparcial ao mostrar os fatos. Com isso crédulos e céticos terão as respostas que queriam. Como por exemplo o co-piloto e a comissária de bordo que ajudaram Whip a pousar aquele avião e evitando uma tragédia muito maior. Onde ambos terão que passar por mais um desafio: no que dirão em seus depoimentos. Se irão contra seus próprios princípios, morais, éticos, ou se apoiarão na fé, e com isso vendo-o como um enviado de Deus naquele momento? Mas para os que não veem Whip como um Anjo da Guarda, verão que nele talento para pilotar fazia dele o número um.

E quanto a Whip? A quão tanto mais ele iria descer na tentativa de salvar a carreira? Qual seria a provação que o levaria a sair da vida do vício? Até porque precisaria de fato de um milagre para voltar a pilotar um avião comercial. De herói a vilão estava bem próximo. Mas ele mesmo que foi o vilão do seu talento. É muito triste quando o vício arruina a vida de uma pessoa. Whip tinha um preço à pagar! Um preço alto.

Para finalizar, além do Roteiro, Fotografia, a Trilha Sonora também fazem de “O Voo” um filme de querer rever! Nota 10!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Sexo por Compaixão (Sexo por Compasión. 2000)

A justiça julga por atos, não por intenções. E mesmo assim ela comete injustiças…

Nossa! Por mais cuca-fresca que eu seja a história desse filme me pareceu surreal demais. Mas sendo um filme a tudo é permitido. E como nos créditos a Diretora, e também Roteirista, dedicou o filme a sua mãe, merece ser visto. Como também, comentado.

O lugarejo parece saído do Velho Oeste. Mas mais para um tempo num passado recente. Um lugar onde apenas se vivem, ou sobrevivem. Não há cor, não há alegrias, não há motivações.

Em meio a todos destaca-se Dolores (Elisabeth Margoni). Alguém que usam e abusam dela por conta da sua generosidade. Por não saber dizer não a ninguém. Divide seu tempo prestando pequenas ajudas. Como por exemplos: cuidar de uma idosa paralítica; ler história para a única criança do vilarejo que ficou muda após presenciar algo. Assim, Dolores é como uma santa do local. O que provoca ciumeira no Padre. Por ele, ela deveria cometer um único pecado que seja.

Porém Dolores acaba perdendo seu marido. Ele, tal como o pároco, também não suporta tanta bondade. Vai embora, mas antes lhe deixa um pedido: que cometesse um único pecado para que ele não apenas tivesse algo para perdoar. Como também para que vivesse ao lado de uma pessoa normal, não ao lado de uma santa mulher. Mas para alguém como Dolores, o que seria pecar? Pelo o que o padre lhe falou, no dia que o cometesse, ela saberia que o fizera.

Então, já morando na despensa do Bar a convite da Dona, ao ouvir a conversa de uns caminhoneiros acha que encontrou um jeito de cometer um pecado e com isso ter seu marido de volta. Mas… Tem sempre um mas. Pela alegria que trouxe nesse seu primeiro ato, não se viu uma pecadora. E mais! Sua transformação faz irradiar alegria; um prazer de viver aos demais. A vila então ganha cor; pulsão.

Em sua nova prestação de serviço – o que o título do filme já diz -, ela escolhe o nome de Lolita. Tudo corria quase bem. Quase por conta do padre ainda continuar irado com ela. Não! A ira é com ele próprio, só achou mais fácil escolher a ela para Cristo. Como também pela mais jovem das mulheres casadas não entender o motivo das mais velhas fazerem vista grossa ao que está acontecendo. Até que o marido de Dolores retorna. Surpreso com a mudança do local, como também da receptividade, fica feliz! Até a hora que descobre o que aconteceu em sua ausência. E ai…

Assistam! Veja no que essa história irá dar. É bom filme! Até por confrontar dogmas da religião e da sociedade. São valores reais em discussão. Enfim, como na nossa canção, Dolores nos mostra que se deve “prosseguir e gritar no ouvido da tal de dona moral, pois uma mulher pode nunca é deixar ser, fazer e acontecer.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Sexo Por Compaixão (Sexo Por Compasión). 2000. México. Direção e Roteiro: Laura Mañá. Elenco: Elizabeth Margoni, Álex Angulo, Pilar Bardem, Juan Carlos Colombo, Mariola Fuentes, José Sancho, Leticia Huijara. Gênero: Drama. Duração: 109 minutos.

Irina Palm (2007)

Antes! Deixando registrado que este é o texto de número 100 do Blog. Fiquei pensando em qual filme trazer. Até porque pretendo nesse mês de maio trazer filmes que mostram um universo feminino. Numa homenagem a nós Mulheres. Entre alguns, escolhi esse: Irina Palm. Também por outra Data desse mês: Dia do Trabalho. E Grata a Todos que por aqui passam!

Entrando no filme. Maggie (Marianne Faithfull) para conseguir dinheiro para um novo tratamento que talvez seja a última chance de salvar seu netinho, resolve procurar um trabalho. Mas para alguém sem qualificação profissional, nem experiência fora o de dona de casa, as portas se fecham. Acontece que ela não desiste. Nessa busca eis que surge um. A princípio fica espantada, até porque era algo que nem em sonhos conhecia. Mas o amor pelo netinho a fez voltar atrás e aceitar. Pois o salário e as comissões eram altas. E o tal tratamento médico era bem caro. Além das posses dela e do filho.

O filme também aborda o preconceito a certos tipos de trabalho. Claro que ele não está ditando regras morais. Mas aponta a se ter um pouco de consideração até para saber o porque de algumas pessoas estarem nessa vida. Como a colega de trabalho diz: é preciso separar as duas pessoas em si. Ter consciência de que Maggie e Irina Palm eram duas pessoas diferentes. Será? Pois se a Maggie ficou até mais radiante com a chegada da Irina Palm em sua vidinha. Trouxe-lhe sangue novo correndo em suas veias. De uma coisa Maggie sabia, de que sua família e suas amigas não iriam entender, dai fez segredo. Mas de onde menos se espera, surge um abraço carinhoso.

Falar mais do filme é estragar a surpresa de vocês. O prazer em acompanhar essa Guerreira! Eu fiquei fã da Maggie! Que em vez de ficar rezando por um milagre, ela foi à luta. Arregaçou as mangas e colocou a mão na massa, literalmente. E que tapa de luva que ela deu na companheira de carteado que quis posar de dona da moral.

Só tenho uma queixa! Que censura besta em não mostrar o talento da Irina Palm. No mais, o filme é ótimo! De ver e rever. Nota 10! Amei o filme!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Irina Palm. 2007. Bélgica. Direção e Roteiro: Sam Garbarski. Elenco: Marianne Faithfull, Miki Manojovic, Kevin Bishop, Siobhan Hewlett, Dorka Grylus. Gênero: Comédia, Drama. Duração: 103 minutos.

O Clube do Imperador (The Emperor’s Club)

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No início do filme um breve presente, para em seguida mergulhar no passado e dele retirar lições. Afinal, não dá para reescrever o que já está feito. O que pode ser feito é não cometer os mesmos erros de outrora.

Quem faz esse balanço é o então aposentado professor William Hundert (Kevin Kline). Ele está de volta a escola St. Benedict. Um local para formação de jovens pertencentes a alta sociedade americana. Mas mais que receber uma justa homenagem, esse encontro irá mexer com uma certa turma, com os alunos que dela fizeram parte. E entre eles, o jovem Sedgewick Bell (Emile Hirsch), filho de um influente Senador. À época, mais do que a sua inteligência, a sua rebeldia, a sua indisciplina, atraiu a atenção de Hundert. Esse acreditando que o faria trilhar o caminho certo, creditou nele sua própria postura.

Nesse caminho de volta, ficamos sabendo o que de fato todos aprenderam. Ou seria, o que todos assimilaram do que fora ministrado. Em destaque, a frase símbolo de todas as lições: “O caráter de um homem é o seu destino.

Atualmente, onde há tantos pais presos em seus compromissos, onde há uma guerra urbana nas ruas, onde há uma grande competição no mercado de trabalho, o filme nos leva a algumas reflexões:

Qual é o papel de um Professor numa sala de aula? O que cabe ao Professor na formação de um jovem? O meio, corrompe? Os percalços, como serão absorvidos? Caráter é algo inato? Alguém tem mesmo o poder de influenciar outra pessoa? Que lições tirar em cada conflito? Ou até, quem estaria enganando quem?

Enfim, é um filme para assistir com tempo e com calma. Como se estivesse saboreando uma taça de um excelente vinho. Até para não confundir com “Sociedade dos Poetas Mortos” (Dead Poets Society). Confessando aqui que uma lágrima rolou no final.

Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Clube do Imperador (The Emperor’s Club). 2002. EUA. Direção: Michael Hoffman. Com: Kevin Kline, Emile Hirsch, Embeth Davidtz, Rob Morrow, Edward Herman, Paulo Dano. Gênero: Drama. Duração: 109 minutos. Baseado no Conto The Palace Thief, de Ethan Canin.

Menina dos Olhos (Jersey Girl. 2004)

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Antes é um filme de Kevin Smith. E ele gosta de falar de pessoas comuns dentro do universo que conhece bem: Nova Jérsey. Algo como morar na periferia, mas de olho na cidade grande. Logo suas histórias tem o gosto de lugar-comum. Quem mora, ou morou em subúrbios, se identifica. Por que disso? Porque eu gosto de seus filmes. Mais um pouquinho! Creio que essa frase – “Aviso: se alguém tentar encontrar um tema nesta narrativa, será processado; se tentar encontrar uma moral, será banido; se tentar encontrar um enredo, será fuzilado.” – de Mark Twain (Em relação ao seu livro: Hucklerberry Finn.) cairia bem a Kevin Smith dizer sobre esse filme. Ou, dizer sobre seus filmes a aqueles que desconsideram seu trabalho.

Agora sim entrando no filme. Além da relação pai/filho há também algo implícito no personagem principal por conta de não ter superado uma perda. Simplesmente a sufocou. E quando ela vem à tona, saiam de baixo! Porque as cobranças não serão nada agradáveis.

O personagem de Ben Affleck é um RP (Relação Pública) de sucesso. Mora em NY e tem suas raízes em New Jérsey; e lá que vive seu pai. A quem apenas visita. Mas fica no ar que tem vergonha dessas raízes. Algo também sufocado. Ao apresentar o pai a futura mulher, mais que obter dela uma aprovação, creio que no fundo ele quis encaixar o pai em sua nova vida. Mas vida só há uma. Nela temos as experiências vividas e que não dá para voltar atrás. Muito menos com a chegada de uma filha. Não é um brinquedinho.

Com a morte da mulher no parto ele fica perdidaço. Pior! Ele surta perdendo aí o emprego que tanto amava e todo o stastus quo. Então volta a casa paterna com a filha, e desempregado. Mas numa de que o seu pai é que seria um pai para a sua filha. O tempo passa, mas em sua cabeça só o voltar a ser o que era.

Sendo um filme de Kevin Smith há: uma locadora de filmes, um balconista – nesse uma balconista -, conversas sobre sexos (transas)… e em New Jersey. Aqui que entra a personagem da Liv Tyler em sua nova via. A tônica está nas falas.

A atriz mirim é um encanto! Salva o Ben Affleck. Outro que rouba a cena, é o George Carlin. E Will Smith é ele mesmo. Mesmo sem maiores pretensões, o filme traz um certo encanto. E emociona! Confesso que chorei no final. A Trilha Sonora é ótima!

Em relação a algo sobre o Will Smith no filme, na cena que culminou com a perda do emprego do personagem do Ben Affleck, me pareceu que foi uma ironia do Kevin Smith aqueles que desdenham alguém em início de carreira.

Peguem a pipoca, e curtam o filme! Nota: 7,5.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Menina dos Olhos (Jersey Girl). 2004. EUA. Direção: Kevin Smith. Com: Ben Affleck, Liv Tyler, George Carlin, Raquel Castro, Jason Biggs. Participação especial: Will Smith, Jennifer Lopez, Jason Lee, Matt Damon. Gênero: Comédia, Drama, Romance. Duração: 113 minutos.