Falando Grego (2009). Uma bela viagem pela Grécia!

Não dá para passar batido por esse filme. Não é um grande filme. Nem tampouco vai deixar saudades. Mas assim mesmo o indico para algumas pessoas. E quem seriam elas? De cara, para quem sonha conhecer a Grécia. A esses, esqueçam a história de “Falando Grego“, se vejam sentados numa poltrona, e embarquem nessa viagem de turismo por belíssimos cenários grego. Só por conta disso, é que eu tornaria a ver esse filme. As paisagens são deslumbrantes.

Aqueles que lidam com turistas, ou até estejam estudando dentro dessa área, Turismo, também fica a sugestão. Embora por ser uma comédia, acentuam os esteriótipos dos turistas por nacionalidades, é sempre um dado relevante aos seus estudos. Dizem que aos turistas japoneses, fecham os olhos quando tiram fotos dentro de museus parisienses. Porque são os turistas que mais gastam dinheiro em viagens. Nesse filme, há turistas de várias nacionalidades. Que a guia, Georgia (Nia Vardalos), já os define como sendo:
– Australianos, bebuns.
– Americanos, irritantes.
– Canadenses, educados. Mas esses vão para um outro Guia da Agência.

Além, de classificar também por comportamento. E aqui entra alguém que citarei mais adiante. Por hora, o rótulo dado por ela: um chato que se acha o maioral do grupo. Forçando a barra em ser o mais engraçadinho. Ele é Irv Gordon (Richard Dreyfuss).

Acontece que Georgia que é chata. Não conseguindo disfarçar a sua frustração por esse emprego. Voltara a sua terra natal querendo lecionar História Clássica na universidade. Como não conseguiu, quis então dar aulas aos turistas. Não percebendo o quanto é entediante essas suas falas.

Viajar é mudar o cenário da solidão.” (Mário Quintana)

Essa frase de Quintana cairia bem para esses dois personagens: Georgia e Irv. Muito embora ela já estivesse passado da fase de ter um Mentor. Eu até posso estar sendo preconceituosa, mas chegar na idade dela sem estar bem resolvida, fica parecendo que baixou uma adolescência tardia. E é até por isso que eu defini o Irv como um Mentor da Heroína desse filme. Aqui, no sentido mesmo de protagonista. Irv vai mostrando a ela o que está diante dela, e ela não está vendo. Por estar amarga demais.

Com Irv, a alegria quase forçada, vem para não sentir o peso da solidão. O peso de uma perda. Que o faz ressentir-se se não soube desfrutar, aproveitar, doar-se plenamente. Enfim se ele conseguiu ser especial para uma certa pessoa. Pesava-lhe o receio de não o ter conseguido. E essa viagem à Grécia foi para fazer esse resgate. Um longo mergulho em sua alma.

Por conta disso tenta mostrar a Georgia que ela está desperdiçando seu tempo de vida. Falando grego para aqueles turistas. E nem vendo um deus grego vivinho ao seu lado.

Pausa para falar do ator Richard Dreyfuss. Primeiro, que num mundo onde dão mais destaque aos cada vez mais jovens, ver alguém que já passou dos sessenta anos de idade ainda atuando, para mim é uma grata satisfação. Meio redundante. Mas fico feliz em ver. Depois, que esse ator faz parte da minha memória cinéfila. Em cenas ainda guardadas com carinho de vários filmes seus. Em Tubarão, por exemplo, onde seu medo foi sentido pelo público. Mesmo que seja num filme como esse fica aqui o meu aplauso. Valeu, Dreyfuss! Vida longa a ti!

Então, é isso! Falando Grego é uma linda viagem pela Grécia! Com uma pitada de: abra os seus olhos porque a vida é bela e curta.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Falando Grego (My Life in Ruins).2009. EUA. Direção: Donald Petrie. Elenco: Nia Vardalos (Georgia), Richard Dreyfuss (Irv), Alexis Georgoulis (Poupi Kakas), +Cast. Gênero: Comédia Romântica. Duração: 98 minutos.

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Eu Odeio o Dia dos Namorados (I Hate Valentine’s Day. 2009)

eu-odeio-o-dia-dos-namoradosEu gosto de Comédia Romântica. Dai, encaro sem susto cada uma que aparece. Se for boa, já será lucro. Mas quem não gosta desse gênero de filme, melhor passar longe dessa aqui. Para quem curte, e não tenha outra opção mesmo, verá com essa algo… diria meio surreal. Já conto o que é.

Muito embora o que me atraiu mesmo para assistir esse filme foi o título: ‘Eu Odeio o Dia dos Namorados‘.

Começa o filme, e eu quase abandono. Ao ver a protagonista em cena, cheguei a exclamar: ‘Mas o que é isso? Temos uma Barbie Balzacquiana aqui? Como alguém pode atuar tão mal assim?‘. Mesmo sendo ela a Diretora e Roteirista… Faltou bom senso.

I Hate Valentine's DayResolvi relaxar, e ver no que daria aquilo. Até para escrever depois. E o ator que faria par com ela, é bonito; se bem que em certos momentos me fazia lembrar da cara de panaca do Arnold Schwarzenegger. Ele nesse filme, ficou perdidaço. Aliás, estavam quase todos plásticos demais. Como falei no início, a sensação era de estar assistindo algo surreal. Pareciam saídos dos anúncios de revistas antigas. O que me levou a rir.

A história do filme vai das vésperas de um Dia dos Namorados a outro. No início, a figuraça Genevieve (Nia Vardalos) adora essa data. Por ser o dia em que mais fatura na sua loja de flores. Confiante, porque os homens deixam para a última hora comprar um mimo para a amada.

Mas ela mesmo não tem namorado. Optou por só ter relacionamentos que não ultrapassem cinco encontros. Que depois é ela quem termina a relação. Acredita que encontrou a chave da felicidade. E para ter certeza disso, se cerca de pessoas infelizes no amor. Que viram um prato cheio para ela: os ter na dependência de seus conselhos.

Até que surge o Greg (John Corbett). Um cara que sempre buscou por romances duradouros, mas não obtinha sucesso. Assim, se era infeliz no Amor, iria tentar ter sorte nos negócios. Resolve abrir um restaurante espanhol num ponto onde outros fracassaram. E aceita ter os cinco encontros com Genevieve. Até para aprender com ela a agir assim dali pra frente.

A mestre acaba ensinando tudo. E ai… cai no vazio. Ou melhor, vê que toda a sua vida era de aparentar felicidade. Bem, o motivo que a levou a agir assim, ficou forçado demais para alguém da idade dela. Se ainda fosse uma adolescente, seria plausível. No caso dela, indicaria um divã, e há tempo.

Com o final… valeu ter assistido até o final, só o fato do Greg me emocionar ai. Sou uma romântica incurável. Foi lindo o que ele fez! Mas deixem passar na tv, para ver esse filme. Não percam dinheiro com ele não.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Eu Odeio o Dia dos Namorados (I Hate Valentine’s Day). 2009. EUA. Direção e Roteiro: Nia Vardalos. +Elenco. Gênero: Comédia, Romance. Duração: 89 minutos.