Slideshow: Presenças Femininas por Aqui (2009 e 2010) – parte II

Ainda dentro do espírito de Homenagear as Mulheres… Mais uma coleção de Filmes analisados aqui no blog entre 2009 e 2010 em destaque as personagens femininas.

Bateu curiosidade em ler as análises basta digitar o título do filme no busca aqui do blog. Apareçam por lá e deixem os seus comentários!

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Slideshow: Presenças Femininas por Aqui (2008 e 2009) – parte I

Uma singela homenagem a nós mulheres com essas personagens Femininas em Filmes analisados entre 2008 e 2009:

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Série de Tv: Elementary

elementary_serie-de-tvarthur-conan-doyle_escritorSir Arthur Conan Doyle fez uma bela contribuição a humanidade com seu personagem Sherlock Holmes. Primeiro por ser ele atemporal, já que transita muito bem por uma Londres vitoriana ou por uma Nova York moderna. Local esse escolhido como cenário para a Série de Tv “Elementary”, uma criação de Robert Doherty inspirada no detetive criado por Conan Doyle. E transmitida aqui no Brasil pelo Universal Channel.

Eu não advinho. Eu observo. E depois deduzo.”

Agora a grande contribuição que transcede o tempo estaria no fato de nos levar a usarmos mais a razão do que a emoção. Para os políticos isso seria péssimo já que controlam a massa justamente porque a grande maioria se deixa levar pelos sentimentos do momento. Muitas das vezes não enxergando nem o óbvio. O que me leva a dizer: leiam mais historias com Sherlock Holmes, como tambem assitam a Série “Elementary“.

elementary_serie-de-tv_01Em “Elementary” temos um Sherlock Holmes com uma mente hiper ativa: focando-se em várias coisas ao mesmo tempo. Não sei se foi por aí que resolveu buscar por uma certa pausa mental pelas drogas ilícitas. Talvez esse recente passado iremos conhecer em outros episódios. O certo é que ele saiu recentemente de uma Clinica de Reabilitação para drogados; aliás, ele fugiu horas antes de receber alta.

A escolha do ator foi mais que perfeita: Jonny Lee Miller. Do chocante filme “Trainspotting – Sem Limites”. Sua caracterização para esse novo Sherlock Holmes prende a nossa atenção. Para os da Área Psico esse é um personagem que dará bons estudos. Para nós leigos será em observar essa relação do homem com um problema comportamental que se torna irrelevante perto do dom nato que possue. Pois Holmes é como um CSI ambulante: com toda uma equipe numa única mente.

Já no primeiro espisódio conhecemos uma outra particularidade dele. Gostar das várias televisões que possui ligadas em canais diferentes e com programações variadas. Como a observar toda a cultura novaiorquina mais rapidamente. Vindo de Londres ele tem pressa em conhecer não apenas os crimes locais, mas também os costumes e gostos das pessoas. Além de uma fome exagerada por cultura, todas e quaisquer informações que assimilar tornam-se fontes que o ajudará nas investigações.

elementary_serie-de-tv_02Tendo pai rico que o sustenta tem nesse trabalho um tipo de exercício mental para tentar em deixá-lo focado em uma coisa por vez. Uma maneira de descarregar a adrenalina que lhe vem da mente e à mente. Já que ela não para nunca, e que está sempre focada nos menores detalhes. Assim, trabalha sem uma renumeração.

Em Nova Iorque Holmes então torna-se um Consultor direto do Capitão Toby Gregson, personagem de Aidan Quinn. Um bem complacente Chefe de Polícia. Admirador de Holmes desde quando ele era então um consultor da Scotland Yard. E que vê nele uma importante ajuda na elucidação dos crimes. Gregson não impõe um ego acima da solução da investigação realizada por Holmes. Pode ate ser que essa calma aparente tenha sido conquistada ao longo da carreira. Talvez um personagem mais novo ficaria batendo de frente com Holmes. Até porque esse se mostra um tanto quanto arrogante por saber que é muito bom no que faz. Que o personagem de Aidan Quinn não se aposente tão cedo. Até porque deu química entre essa dupla.

Isso também se torna uma aula de Conan Doyle para nós. Essa linha tênue entre o dom da pessoa que o leva ser perfeito no que faz, mas sem que se esqueça que ele não é onipotente. Já que o levaria ao ego inflamado. Sem ao menos creditar que um outro ponto de vista no mínimo o levaria a rever o fato em si. E então ver se deixara escapar algo.

elementary_serie-de-tv_03Além do Chefe de Polícia, Holmes também estará sempre em contato com tiras subordinados a esse. Podendo ser por ai uma certa disputa de egos com Holmes. Sendo que só ficaria na cabeça deles, pois o contratempo mesmo de Sherlock Holmes é um outro grande personagem dessa história de Conan Doyle. Que embora uma frase sobressaia a esse personagem, ele vira quase como um paradoxo ao legado de Holmes. A frase em si nasceu numa versão teatral a “Elementar, Meu Caro Watson!“. Então o personagem Watson seria ou levaria Holmes a ficar focado sempre pelo lado direito do cérebro. É que tendo Holmes uma mente muito ativa ele precisa de um freio. Relaxar um pouco. Não dando à intuição, asas demais. Daí o “quase parodoxal”, já que é o próprio Holmes quem nos leva a focar primeiros detalhes antes de já sair julgando. Ou melhor, antes de sair pré-julgando fatos e/ou pessoas. Ponto importante para os da Área Jornalística analisar.

Agora, se a famosa frase inspirou o título da Série, como Watson entraria nessa nova versão?

_Notei que aqui não há espelhos, diz Watson.
_E o que isso significa? Pergunta Holmes.
_Acho que você reconhece uma causa perdida quando você vê uma. Responde Watson.”

elementary_serie-de-tv_04Confesso que uma das minhas motivações em acompanhar essa Série seria porque Watson viria como uma personagem feminina. Achei brilhante a ideia! Ficava a dúvida se Lucy Liu o faria a altura de tão ilustre e também carismático personagem de Conan Doyle. Até porque para mim até então a simples menção de seu nome o que me vinha logo à mente era o filme “As Panteras”, onde atuou. Lucy Liu até que sai bem como Watson. Pela química com o ator Jonny Lee Miller, como também por seu personagem trazer um drama pessoal a trama. Que é a ponte que a leva até Holmes. Ela é a Dr. Joan Watson, monitora nessa sua reintegração à vida social. Fiscalizando se ele conseguirá viver longe das drogas, condição imposta pelo próprio pai para continuar sustentando-o.

Vindo esse personagem como uma monitora, e portanto uma ocupação com um tempo determinado na vida de Holmes, a dúvida em como manteriam Watson até o final, foi apagada ao longo dessa mesma 1ª temporada: porque ela passou a gostar da parceria com ele; ajudando-o nas investigações. Primeiro com seus conhecimento no campo da medicina. Depois por ir aprendendo a se ligar no micro dentro de um macro.

O último episódio exibido em 2012 trouxe uma outra surpresa. Ou teria sido uma nova dúvida? A de que papel ela terá na vida de Holmes nas próximas temporadas? Para quem também acompanha a Série está ciente do que houve. Para quem não viu, seria um tremendo spoiler. Até porque é algo que trará algo divertido a história. Mais atividade para um gênio que já é muito ativo. Ainda a esses que não viram a Série aproveitem as reprises dos episódios dessa primeira temporada antes das próximas. Que eu já aguardo motivada! Até para saber o destino da “Watson”. Pois ainda não está tão “elementar” assim.

É um grande erro teorizar antes das provas, já que predispõe à capacidade de julgar.” (Arthur Conan Doyle)

Vida longa a “Elementary”! O mundo urge de se olhar mais para o que é obvio, mas por uma lógica dedutiva e não de forma passional. Uma Série para ver e rever! Nota 10!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Curiosidades:
– “Elementary” em 2012, aqui no Brasil, teve a exibição de parte da 1ª Temporada: foram 8 episódios. Os últimos episódios ainda dessa temporada estão sendo exibidos esse ano. E pela página da Série no IMDb já há vários episódios emplacando assim uma segunda temporada. Para grande alegria dos fãs da Série, onde me incluo.

O Cheiro do Ralo

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Essa é a história de um homem só e sem história.

Estaria aqui um ponto de partida para esse filme. Que como num quebra-cabeça vai nos mostrando alguém que em meio há tantos trechos de histórias alheias, busca uma para si próprio. Uma que lhe mostre o seu passado, pois houve um, fora dali, algum dia.

O personagem de Selton Mello não é um mecenas, nem tão pouco alguém que realiza sonhos das pessoas. Figura num patamar acima de um sucateiro, por não comprar objetos danificados, nem tampouco de ir à caça deles. Por já estar estabelecido, por ter um local, por ter o seu galpão onde compra objetos usados.

São as pessoas que o procuram, numa de mendigar pelo seu dinheiro. Por muitos se sentirem humilhados… E ele se vê uma fortaleza… Mas que fede…

Numa das peças desse quebra-cabeça traçando o perfil desse homem…

O local me chamou a atenção – uma área industrial. De fachadas quase estéreis. Não há placas indicativas. Mas todos sabem o caminho de lá. Apesar da claridade exterior… ao penetrarem naquele portão… sentem o peso da alma… mas precisam do dinheiro… e lhes restam quase nada para uma troca.

Uma outra, é o seu fascínio por dois objetos em especial.

Dois objetos que o levam a inspirar uma história para o seu pai. Ou seria uma para si mesmo, lhe dando um consolo. Mas por que aqueles dois objetos? E para onde teria ido o seu pai? Por que não ficou olhando o filho? Lhe fazendo sentir-se amado… estimado… A figura paterna lhe consome…

O cheiro que vem do ralo… que ao mesmo tempo que o faz mostrar àquelas pessoas que se há algo sujo ali não parte dele, mas do ralo. Vai criando nele um escudo para aquilo que exerce. Se veria como a flor de lótus?

Sua relação com mulheres lhe é angustiante… Querendo-as apenas como um depositário de seu gozo? A faxineira é a única que tem um acesso a ele.

Um filme que nos leva a montar esse quebra-cabeça peça por peça. Sem pressa.

O personagem é instigante. Selton Mello dá um show! Os outros também estão incríveis; com cenas que ficarão na memória.

E que, como o personagem principal tem dificuldade em guardar nomes… em meio a tantas histórias anônimas… enfim, ele terá a sua história

Eu gostei! Nota: 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Cheiro do Ralo. Brasil. 2007. Direção e Roteiro: Heitor Dhala. Com: Selton Mello, Paula Braun, Lourenço Mutarelli, Flávio Bauraqui, Sílvia Lourenço, Susana Alves. Gênero: Comédia, Drama. Duração: 100 minutos. Classificação: 14 anos.