Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society. 1989)

sociedade-dos-poetas-mortosPor Gabiandre.
Honestamente, não sei como começar essa post. A morte de Robin Williams pegou à mim e a todos de surpresa. Muitos blogs e sites que acompanho já prestaram suas homenagens e eu, como fã, não poderia ficar de fora. Sua carreira e inegável talento já foram temas para muitos posts, por isso, o meu será uma tanto quanto diferente. A minha singela homenagem é sobre algo que Robin nos deixou, como um presente dado a alguém especial.

sociedade-dos-poetas-mortos_01A ‘Sociedade dos Poetas Mortos‘ é, sem dúvidas, o filme mais surpreendente que eu já vi. Um daqueles capazes de mudar vidas, sabe? Eu assisti esse filme pela primeira vez na escola, em uma dessas aulas em que nossos professores nos obrigam a assistir filmes e fazer relatórios. Imagino que saibam o que acontece durante essas aulas… As pessoas dormem, escutam músicas, fofocam sobre o gatinho novo na escola e quando chegam em casa procuram qualquer resumo e lá começa o “ctrl+c e ctrl+v”. Simples assim. Porém, naquele dia em especial, nada disso aconteceu. Pelo menos não comigo.

O filme conta a história de Welton Academy, uma tradicional escola para homens, onde o tratamento é rígido e são impostas muitas regras. É importante lembrar que o filme passa-se em 1959, portanto o perfil dos alunos é de jovens submissos aos professores e a seus pais, que decidem o futuro dos filhos. Porém, muita coisa muda com a chegada do novo professor de literatura (Robin Williams), um ex aluno, que faz com que seus alunos não simplesmente absorvam o conhecimento, mas que busquem e questionem-o.

sociedade-dos-poetas-mortos_03Com os novos métodos implantados pelo professor Keating, nos quais ensinava aos alunos à amar e pensar Carpe diem (aproveite o dia) os alunos começam a mudar seu comportamento. Quando acham o antigo anuário do professor descobrem a Sociedade dos Poetas Mortos, um grupo de amigos que se reuniam a noite em uma caverna para declamar poesias e refletirem sobre elas. Então, liderados por Neil (Robert Sean Leonard), um dos alunos de Keating, criam uma nova sociedade. A partir daí estes alunos começam a expressar suas opiniões, vivem intensamente suas vontades e lutam por seus objetivos.

A razão pela qual me apaixonei por esse filme é que, muito embora, a história seja datada há muitos anos, ainda é possível encontrar partes do enredo nos dias atuais. É claro que de forma menos rígida, muitos jovens ainda são submissos e até desvalorizados pelas autoridades, sejam essas seus pais ou professores.

sociedade-dos-poetas-mortos_02Outro fator bem real nos dias de hoje é o impacto que um professor pode causar na vida de um aluno, tanto positiva quanto negativamente. Pessoalmente, tive uma professora de literatura, a mesma que me fez assistir o filme, que teve uma grande importância na minha formação não só acadêmica, mas também pessoal. E grande parte disso teve incio com esse filme! Dar voz aos jovens é como dar-lhes asas para que possam voar e ser livres. Tudo que nós, jovens, queremos é sermos ouvidos.

Para finalizar gostaria de agradecer à Robin por esse e muitos outros legados que nos deixou aqui na terra. E também à todos os professores e outros profissionais que conseguem, com poucas atitudes, contribuir para o futuro da humanidade. E se você ainda não viu esse filme, corre para ver, vale super a pena! E por ultimo, desejo à todos que aproveitem o dia.carpe-diem

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Poesia (Shi/Poetry. 2010). Um Ode a um Basta a Violência Contra a Mulher.

Poesia_2010Qual o papel de fato da mulher na atualidade? Independente da cultura onde vive, ou mesmo da classe social. Ainda cabe a ela se deixar subjugar aos machos alfas? Se sim. Como quebrar esse ciclo? E sem uma perda de identidade feminina!

A poesia é um jeito de olhar para um fato com emotividade. Tirando de si mesma todas as armaduras que muita das vezes a própria sociedade impôs. Mesmo que se utilize de palavras para expressar, houve antes um olhar puro, desnudo, sentido entre o observador e o objeto. Mesmo que leve um tempo nisso, mais do que uma transcrição será uma tradução do sentimento naquele momento: alegria, dor, vazio, paz, descontentamento, impotência, segurança, amor, ternura…

O filme “Poesia” mostra a quebra de um ciclo. Dando um “Basta!” a algo que choca em todos os sentidos. Mais! Até porque ainda é aceito por muitas culturas, ou mesmo por parte da sociedade em muitos países. A violência contra a mulher.

A protagonista dessa história (Jeong-hee Yoon) antes que a doença de Alzheimer lhe tirasse todo o discernimento da vida, mergulha fundo em si. Sem mesmo saber se sairia de alma lavada. Mesmo tendo que abdicar de valores que até então lhe eram muito caro. Seria como um último sopro de consciência. Como se fosse a última vez que se sentiria dona do seu próprio destino. As aulas de poesia foram a folha em branco e o lápis para aquele réquiem… Seria um ato de coragem.

Falar mais é tirar até o crescimento das reflexões sentidas durante o filme. Sim! A tradução correta são pensamentos advindos das emoções sentidas em “Poesia“. Onde como as águas de um rio: cada momento é único.

Belíssimo! Tristemente inspirador observar a natureza humana em toda a sua essência.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Poesia (Shi/Poetry. 2010). Coréia do Sul. Direção e Roteiro: Lee Chang-dong. Elenco: Jeong-hee Yoon, Hira Kim, Da-wit Lee. Gênero: Drama. Duração: 139 minutos. Curiosidade: Melhor Roteiro no Festival de Cannes 2010.

Sinédoque, Nova Iorque (Synecdoche, New York. 2008)

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Por Kauan Amora.

Sinédoque, NY” é um filme pessimista e realista sobre os fracassos de uma ou de todas as vidas. Passamos a vida inteira ouvindo frases de auto-ajuda como “Todo mundo é protagonista de sua própria história“, e em um certo momento do filme, seu protagonista chega a repetir essa frase, mas só para logo em seguida testemunharmos de que essa não é bem a verdade, haja vista que a vida do diretor teatral Caden Cotard (Philip Seymour Hoffman) parece criar vontade própria e excluí-lo de tudo, assim como fizeram todas as mulheres que o conheceram, até ele se tornar um mero boneco que exerce atividades diárias banais ao som de uma voz que sai de sua cabeça lhe dizendo tudo o que fazer.

Synecdoche_Charlie-KaufmanAlém de ter escrito o roteiro, Charlie Kaufman também estréia na direção e parece bem intencionado em brincar com todas as frases de efeito que costumamos ouvir durante nossas vidas, como: “A vida é um palco“. Em Sinédoque NY, a vida é um palco mesmo, literalmente. Caden Cotard é homenageado com um prêmio que lhe proporciona um orçamento enorme para realizar o espetáculo teatral de sua carreira, de grande magnitude, desde então Caden passa anos tentando realizar a grande obra de sua vida, a sua vida. Tudo se torna tão grande, mas tão grande, que aos palcos sua criação começa a tomar-lhe conta, é tudo muito megalomaníaco, o que cria uma linda ironia ao descobrirmos que sua ex-mulher Adele Lack (Catherine Keener) é uma artista que trabalha com pinturas em miniaturas, que as pessoas só conseguem vê-las completamente usando um óculos microscópico, o que revela a absurda discordância dos dois artistas, tanto na vida profissional quanto na vida amorosa.

O primeiro filme escrito por Kaufman que assisti foi “Adaptação“, há muitos anos, e lembro de ter amado a experiência justamente pela forma sutil como ele trata seus personagens, logo depois vi “Brilho Eterno de uma mente sem lembranças“, e foi outra experiência inigualávelmente bela. Desde então, pensei que Kaufman não pudesse se superar, mas estava absurdamente errado, em Sinédoque NY, ele não só se supera como cria uma outra obra-prima. É um filme completamente autoral, é feito por Kaufman para Kaufman, talvez isso seja o mais incrível na obra, o exercício catártico de um grande escritor, agora também diretor.

Sinédoque NY não é mais um filme, é um evento cinematográfico. Apesar de ter um elenco formidável, desde Catherine Keener (uma das melhores atrizes da cena independente americana) até Philip Seymour Hoffman, passando por Diane Wiest, o filme não é de nenhum deles. Ao acabar temos a sensação de ter presenciado um ato egoísta, é um filme de Kaufman, por Kaufman, para Kaufman, o que só engrandece a obra. Sinédoque NY é obrigatório, lírico, uma aula de cinema e teatro.

Ferreira Gullar – O Canto e a Fúria (1994)

Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira.”

Uau! O Diretor Zelito Viana fez poesia nesse Documentário. Ao traçar a vida do poeta Ferreira Gullar meio que ligou a câmera e deixou ele falar sem corte. Ora ilustrando com frases do autor, ora deixando ele mesmo declamar os poemas, ora falando de si. E ele o fez com paixão. Com o que me deixou encantada a ponto de querer rever tão logo acabou. Assisti pelo Canal Brasil.

Mas mesmo que eu tivesse ficado ali, nem assim o poema teria nascido senão agora, neste hoje, nesta página, pois a poesia tem seu próprio tempo e modo de nascer“.

Em “Ferreira Gullar – O Canto e a Fúria” além de se ter uma radiografia desse poeta, nos levar a até quebrar alguns paradigmas. Ferreira nos conta que na casa dele não havia livros, que os lia na escola. O que nos mostra que tanto o talento como o gostar de leituras, é algo nato. Ao continuar traçando a sua história, encanta em nos mostrar que poesia não é apenas um jogo de palavras. Pois de repente pequenos objetos, ao léu, explodem numa mais singular poesia.

Minha linguagem é a representação duma discórdia entre o que quero e a resistência do corpo.”

Ferreira Gullar diz que a poesia é um exercício mental, que mesmo nascendo com a pessoa se faz necessário estar atento ao entorno. Mesmo assim ela não é desprovida de sentimento. Embora seus poemas contam as fases da sua vida, não necessariamente crescem cronologicamente junto com ele. Porque ao mudar de São Luís do Maranhão para o Rio de Janeiro foi onde de fato nasceu o poeta. E volta ao passado ao ver uma fotografia aérea num arquivo de uma revista de arquitetura onde trabalhou. Ali, olhando a foto vê a sua infância! Vê o seu passado.

Eu devo ter ouvido aquela tarde um avião passar sobre a cidade / aberta como a palma da mão / entre palmeiras / e mangues / vazando no mar o sangue de seus rios / as horas / do dia tropical / aquela tarde vazando seus esgotos seus mortos / seus jardins / eu devo ter ouvido / aquela tarde / em meu quarto? / na sala? no terraço / ao lado do quintal? / o avião passar sobre a cidade“.

Fala do engajamento político. Do tempo em exílio. Do período onde se questionou como poeta. Neste documentário, ele se desnuda por inteiro, se emociona, e nos emociona também. Como também nos diverte em até quase sentindo o “cheiro de tangerina“.
Nota 10.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Ferreira Gullar – O Canto e a Fúria. 1994. Brasil. Direção: Zelito Vianna. Elenco: Ferreira Gullar. Gênero: Documentário. Duração: 55 minutos.

Mamute (2010) – O importante não é o destino, mas a jornada.

Um filme tosco contando uns dias na vida de um cara mais tosco ainda.

Talvez por isso que ficou restrito a poucas Salas de Cinemas. O que é uma pena porque passará despercebido para a maioria dos cinéfilos. Se bem que até por parecer um filme de amadores não deva atrair a esse contingente muito mais afeitos em apontar detalhes técnicos específicos nas grandes produções do que ver o filme por um todo. Algo mais a ressaltar estaria no fato de mostrar os atores sem os exageros de maquiagem, verdadeiras máscaras faciais tão comuns nos filmes hollywoodianos. Para o Cinema Francês, as rugas, a passagem dos anos nas faces dos atores não ficam escondidas. O que é ótimo!

Tosco é o termo que melhor define o personagem de Gerárd Depardieu: Serge Pillardosse.

Diferente do seu personagem em “Minhas Tardes com Margueritte“, já que esse era um simplório e muito carismático, em “Mamute” até há uma cena onde um ex-patrão o define como um idiota no sentido em ter dificuldade nos estudos – como era também seu personagem nesse outro -, Gerárd Depardieu conseguiu diferenciar os dois mesmo com esse ponto importante em comum.

Serge é um cara fechado, sem ser antipático.

Durante o filme ficamos sabendo o porque: há um peso pesado que vem carregando desde muito tempo. De poucos amigos. Se não tem quem goste dele, também não tem quem desgoste. Só não passa despercebido pelo seu tamanho. Cabeludo. Ainda guarda uma moto antiga: uma Mammuth. E é com ela que ele irá fazer uma jornada ao seu passado.

Aposentar de que?

Serge sempre trabalhou, mas ao requerer sua aposentadoria lhe dizem que faltam um período. Então é aconselhado pela esposa, Catherine (Yolande Moreau) a procurar por seus antigos patrões. Sem outra opção ele monta na moto e parte em busca dessa papelada que comprove que ele trabalhou. Mas ao fazer essa viagem de volta irá também reviver um velho fantasma. Velho, pelo tempo. Porque mesmo com um rosto muito marcado não dá para desviar o olhar de Yasmine (Isabelle Adjani).

O importante não é o destino, mas a jornada.

Assim, vamos na garupa dessa Mammuth, embalados ao som da deliciosa “Des Questions Me Reviennent“, de Gaëtan Roussel, nessa viagem com Serge. Onde há cenas surreais, de uma eu exclamar sorrindo: “Não estou acreditando no que estou vendo isso!” Essa cena é para um Top Ten especial. Só não posso falar qual para não tirar a surpresa. Direi apenas que é dele com um primo.

Em “Mamute” vemos um homem já não dando valor a si mesmo, achando meio perdido com aposentadoria, descobrir que se antes trabalhou como a formiga, que agora seria uma cigarra. Livre, também na essência! Eu gostei! De querer rever. Nota: 09.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Mamute (Mammuth. 2010). França. Direção e Roteiro: Gustave de Kervern, Benoît Delépine. +Elenco. Gênero: Comédia, Drama.

Brilho de uma Paixão (Bright Star.2009)

Estava dando uma olhada no website – http://www.interfilmes.com/embreve.html -, e tive um susto ao saber que “Bright Star” (Brilho de uma Paixão), apenas vai estrear no Brasil, em 18/06/2010. Vi esse filme em setembro de 2009, mas diante de uma falta de ‘lobby’ nas premiações deste ano, a nova produção de Jane Campion vai chegar bem ‘tarde’ nos cinemas do Brasil.

Muitas das imagens externas em “Brilho de uma Paixão” são lindas e isso vem do resultado do talento das lentes de Greig Fraser e do auxilio da trilha mágica escrita por Mark Bradshaw, o qual tem colaborado com Campion em dois dos curtas metragem dela (The Lady Bug e The Water Diary). As faixas da trilha sonora são lindas e suaves chegando ao fundo do coração das pessoas mais sensíveis. Assim como a produção de arte e os figurinos abrangentes de exatidão.

A trama do filme vai fundo na tristeza vivido pelos personagens principais. O enredo, na verdade não acrescenta nada de original, pois “poetas românticos morrem romanticamente jovens.” Campion explora as agonias do amor de Keats e de sua musa Fanny Brawne.

Sou um grande admirador do trabalho de John Keats, mas quem não gosta e nunca leu o poeta inglês vai se sensibilizar com as vozes dos atores recitando alguns dos trabalhos dele, os quais são adcionados a musica de Bradshaw, por exemplo, o soneto “Bright Star” que dá título ao filme é interpretado por Abbie Cornish, tendo o som sensível de um violino ao fundo. Não consegui conter as lágrimas!

Cornish me fez lembrar Nicole Kidman. Linda, encantadora e muito boa atriz. A atuação dela como a musa de Keats é um dos pontos altos do filme, e fiquei feliz de não ter chamado a Keira Knightley para fazer esse papel. Knightley pode ser até bonitinha, mas ainda não encontrei nela um talento tão extraordinário assim. Ben Whishaw com seus cabelos cacheados, pele pálida, e um olhar sonhador, foi outra escolha perfeita para viver Keats, e também é muito bom ator! A presença dos dois na tela é um das aqueles caso de amor que a gente torce para um final feliz, mas não dá para mudar o passado. Também, Paul Schneider brilha como Charles Brown, o amigo de Keats. Campion sugere no seu roteiro que os dois eram mais do que amigos (algo sexual entre eles? Fica apenas a nuance!). Num triângulo claustrofóbico, a diretora apresenta uma amizade platônico e parceria nas criações dos poemas e cartas. E, também Brown ressentia a presença de Fanny e suas reivindicações sobre o tempo e o amor de Keats. Porem, foi por causa dos meios financeiros que impediram a união entre Keats e Fanny, mas eles se tornam mais e mais envolvidas de qualquer maneira.

Sem levar para uma comparação com os trabalhos anteriores de Jane Campion, pois gosto muito de “O Piano”, e “O Retrato de uma Mulher”, onde ela tomou vôos de imaginação visuais mais surpreendentes do que um drama apenas convencional baseando na obra Henry James. O “Brilho de Uma Paixão” mesmo poeticamente emocionante se tornou menos envolvente, no meu ponto de vista, por causa da edição de Alexandre de Franceschi. Não sei se foi por razão da projeção num cinema de arte aqui nos Estados Unidos, onde as salas são tão medianas quantos as salas no Brasil, mas a impressão que ficou foi que não há uma ligação das seqüências. Tecnicamente, a continuidade em “Brilho de uma Paixão” é prejudicada por jumps que não conecta “cenas por cenas”, comprometendo a narrativa.

Criador da teoria da “capacidade negativa” onde destaca que o homem é capaz de ser incerto, e de trazer mistérios, dúvidas, sem concluir o fato e a razão para tal sentimentos, John Keats como poeta romântico, acreditava que as pessoas têm a capacidade de aceitar que nem tudo pode ser resolvido, isto é, a capacidade de contemplar o mundo sem o desejo de tentar reconciliar os aspectos contraditórios ou se encaixar em sistemas fechados e racionais como numa cena onde vemos Keats (Whishaw) comparando poesia como um mergulho em um lago, o qual pode ser ouvido na linda faixa de Bradshaw, “Negative capability”:

Poem needs understanding to the senses. The point of diving in a lake is not immediately to swim to the shore but to be in a lake; to luxuriate the sensation of water; did not to work the lake out, it is the experience beyond thoughts…

A experiência em “Brilho de uma Paixão” pode ter sua fragilidade, mas é injusto de ver que um filme como esse vai chegar aos cinemas do Brasil apenas em junho, prejudicado por um mal hábito que os distribuidores tem de lançar filmes de arte apenas lembrados no Oscar. Torci muito por Abbie Cornish ser pelo menos ser nomeada como atriz do ano assim como da trilha sonora, mas apenas o figurino entrou na disputa do Oscar.