RoboCop (2014). Uma Análise Retrô

robocop-2014_cartazRobocopsPor Ivan Anderson.
Lançado em 2014 para se tornar um grande blockbuster do cinema, RoboCop 2014 se tornou um filme controverso e gerou grandes discussões a respeito das comparações com o filme cult de 1987. Com direção do brasileiro José Padilha, a releitura do policial do futuro, apesar de ser um bom filme, decepcionou os maiores fãs da série principalmente pela leveza com a qual o policial biônico Alex Murphy passou a encarar os criminosos no século 21.

RoboCop em sua versão original era uma verdadeira máquina de aniquilar vagabundos, segundo a linguagem oitentista: aquele tira que atira primeiro e faz as perguntas depois, o que tornava muito divertidas e únicas cada uma das suas empreitadas contra o crime. O bandido não pensava duas vezes em tentar ceifar a vida do policial, então o robô atuava conforme a demanda, se posso assim dizer.

robocop-2014_02Em sua versão moderna, além de ser mais polido e atender a atual visão global de que o bandido (mesmo com toda a crueldade) é ser humano também, o novo policial do futuro começou torcendo o nariz dos fãs quando sua principal arma, antes uma beretta modificada, tornou-se um teaser para eletrocutar os foras da lei. O que também assustou os fãs foi o novo design de seu corpo, agora negro, o que gerou muitas comparações com Batman e até com o vilão McGaren, do seriado japonês Jaspion. (A blindagem prata também utilizada no filme ficou fantástica.)

robocop-2014_03Mas o longa tem também seus pontos positivos: a inovação tecnológica pela qual o protagonista passa, e explanações sobre a forma como a parte humana é alimentada, e fundida à máquina deixam um ar de satisfação grande aos expectadores mais curiosos e também aos mais críticos. A forma como a armadura é trocada, fazendo de Murphy uma espécie refil, ficou muito interessante e obviamente atuações como as de Michael keaton, Abbie Cornish, Gary Oldman e Samuel L. Jackson sempre brilham muito. Não deixando de lado, é claro, Joel Kinnaman, que encarnou muito bem o papel do primeiro ciborgue do mundo.

No fim das contas e apesar dos percalços RoboCop 2014 ainda vale o ingresso, principalmente por abordar de forma mais intensa o drama de um homem preso dentro de uma máquina, e pelas já citadas impecáveis atuações do glorioso elenco.

RoboCop (2014)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

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Django Livre (Django Unchained. 2012)

95869_galFoi um natal sangrento, mas pelo menos, foi apenas na tela de cinema!  Admiro muito a criatividade de Tarantino, mas não sou um fã louco por seus filmes, contudo tenho que admitir que Django Unchained é simplesmente o melhor filme da carreira do diretor de Pulp Fiction (1994). Esse filme não tem um roteiro assim original, mas é puro divertimento!

De uma certa forma, Django Unchained oferece um olhar completamente novo na história americana sobre a escravidão, porém, não tem nada de didático, pois Tarantino foge desse tipo de método e técnica de linguagem. Em 2 horas e 46 minutes de duração –  não me senti entediado, em nenhum momento!. Mesmo com cenas super violentas, e muito sangue, o filme é salpicado de humor astuto e caricaturas ultrajantes do KKK e sua laia.

Por mais uma vez, Tarantino arrasa na escolha da trilha sonora!.  Nos letreiros iniciais que remetem ao estilo Spaghetti, somos informados o que Maestro italiano Ennio Morricone escreve uma canção originalmente para o filme “ Ancora Qui” , mas na verdade, embora seja uma forma de fazer uma homenagem mais do que digna para o maior compositor na historia do cinema – na minha opinião-, Django Unchained tem mais 3 canções originais e todas são incríveis: “Freedom” escrita pelo talentosíssimo Anthony Hamilton, “100 black Coffins” , do Rapper Rick Ross, e John Legend assina “Who Did that to you?” Amei essas canções assim como as classicas “Django” na voz de Roberto Fia, que muito faz lembrar Elvis Plesley,  e da linda “I got name” de Jim Croce, e, as musicas escritas por Ennio Morriocone e Luiz Bacalov.

Todas as atuações são nada menos do que espetaculares:

Apenas um detalhe, assim como em Inglourious Basterds (2009), que lhe valeu o Oscar de melhor coadjuvante, Christoph Walt repete aqui as mesmas atitudes e atos, e,  é ao lado de Jamie Foxx o protagonista do filme, e não sei o por que ele entra na corrida pelo Oscar como coadjuvante novamente? Sim, ele quase rouba o filme para si, mas não vi nada de original, embora seja um grande ator!.

Samuel L. Jackson e Leonardo DiCaprio são os coadjuvantes de peso, e estão incríveis !.

Tecnicamente é perfeito, destacando a fotografia e ao trabalho de som!

P.S.: Um erro: Tarantino reservou para si uma participação pequena no filme!. Um vexame! 😦

Nota: 9/10

Capitão América: O Primeiro Vingador. 2011

Por Reinaldo Matheus Glioche, 02/08/2011.
Asas da liberdade!

Chris Evans estava receoso em assumir o posto de protagonista de “Capitão América: o primeiro vingador” (Captain America: the first avanger). Ele tinha medo de não estar à altura do desafio. Foi a partir de sua hesitação que Kevin Feige, o mega produtor da Marvel Studios, teve certeza que Evans era o Capitão América ideal. Não dá para dizer que Evans usou esse expediente da dúvida na sua composição de Steve Rogers, o franzino patriota que se vê como cobaia do exército americano para se tornar um supersoldado, mas é possível entender o raciocínio de Feige quando os créditos sobem. Evans facilita a identificação com Rogers em uma performance carismática, envolvente e rigorosa. Tanto antes de se tornar o Capitão América quanto depois.

E o filme se esmera em seu protagonista como que dependesse dele para alçar voo. Joe Johnston se recupera do tenebroso “O lobisomem” com essa aventura deliciosa em que o nazismo é pano de fundo para o surgimento do herói americano mais categórico em termos etimológicos.

Capitão América: o primeiro vingador”, diferentemente do que se poderia supor, não é mero link para o “Os vingadores”. É um filme sólido, com ótimos momentos e uma trama, embora simplista, bem delineada.

Não se avexa de satirizar a própria figura ao submeter o Capitão América ao jugo da propaganda pró-guerra. Uma bifurcação de uma ideia já incutida no primeiro “Homem de ferro”. É lógico que todo aquele componente patriota, que desagrada a tantos, está presente. Mas de maneira inteligente, a produção evita os exageros e ainda brinca com o fato em uma fala do Caveira vermelha (encarnado com prazer pelo australiano Hugo Weaving ): “A arrogância pode não ser exclusividade dos americanos, mas ninguém é melhor do que vocês nisso”.

Capitão América: o primeiro vingador” não deseja ser sério como X-men ou profundo como Batman, mas preenche uma lacuna nessa seara dos filmes de heróis: é o tipo de entretenimento para as famílias. Pode-se argumentar que esse não seria o público alvo, mas a Marvel com este filme vem flexibilizar essa noção de público alvo. Talvez por isso, Johnston, que foi assistente de Steven Spielberg em alguns filmes de Indiana Jones e começou de maneira promissora na direção com “Jumanji”, recupere a boa forma a frente de um filme formatado para levar a outro, mas com a incumbência de angariar mais fãs. Nessa conjunção de ambições, “O primeiro vingador” se mostra mais do que bem sucedido.

O elenco, afinadíssimo, contribui para o sucesso da fita. Tommy Lee Jones está impagável como o coronel cheio de frases de impacto que hesita em depositar a fé que Peggy Carter (Hayley Atwell) põe em Rogers. Toby Jones, Stanley Tucci e Dominic Cooper também fazem participações inspiradas.

No final das contas, a fita é essa produção incapaz de desagradar. Em tempos que até a Pixar deu marcha a ré com “Carros 2”, voltar ao passado com o Capitão América é um alento e tanto.

Tudo Sobre Minhas Mães

Dois filmes lançados no verão americano tem como tema a maternidade- “Destinos Ligados” ( Mother and Child, 2010), dirigido por Rodrigo Garcia, junta maternidade/adoção e, Minhas Mães e Meu Pai ( The Kids are All Right, 2010) de Lisa Cholodenko, junta maternidade/familia, e, em ambos casos, os filhos não estão bem.

O foco de “Destinos Ligados” é praticamente nas três personagens centrais – interpretada por Annette Bening (Karen), Naomi Watts (Elizabeth) e Kerry Washington (Lucy). São três mulheres simpáticas, mas nenhuma é extremamente agradável. Karen vive uma eterna amargura desde que aos 14 anos foi forçada pela mãe a colocar a filha para adoção. Elizabeth é a filha “perdida” de Karen. Hoje, aos 37 anos de idade, é ainda solteira, fria, sexualmente permissiva, ambiciosa, e bem sucedida como advogada. Ela seduz seu novo chefe, Paul (Samuel L. Jackson), que vive “embriagado” e aterrorizado pelo seu auto-controle. Elizabeth também, fora do que parece, é pura maldade, vai para a cama com o vizinho. Numa cena, ela deixa sua calcinha dobrada na gaveta de roupas íntimas da mulher do vizinho, que é alegre e está gestante – numa maneira de fazer todos ao seu redor  infelizes assim como ela!  Depois, Elizabeth engravida, abandona o emprego sem maiores explicações, e sua estória obviamente se conecta com a vida de Lucy, que é uma bem-sucedida dona de padaria. Casada com Joseph, mas frustrada pelo fato de não poder ser mãe, ela entra num processo complicado de adoção, e é “esmagada” quando a mãe biológica, de repente muda de idéia. E, ainda pior, o marido do nada diz que quer ter seu próprio filho, algo que Lucy é incapaz de lhe dar.  Lucy adota a filha de Elizabeth, e vemos na tela que ser mãe não é algo tão fácil assim.

Pontos Fortes:

O elenco é excelente, mas destaco a Bening, que faz a desequilibrada, infeliz, estranha e problemático Karen, de uma forma tão natural, que quando a personagem se torna mais amável e compreensivel, é facil de notar que uma atriz menor não teria sido capaz de dar sentido as ações de Karen.

O tema adoção é algo bastante delicado, pois foge da ordem natural, onde pode confundir ou alienar, e o filme faz uma boa leitura sobre o tema.

Ponto Fraco

O roteirista e diretor Rodrigo Garcia entrelaça três estórias, num estilo bem “Crash” ( 2005)-, mais parecido com  o recente “The Burning Plain” ( 2009), onde os pecados dos pais são frequentemente visitados em cima dos seus filhos, e como nós precisamos nos relacionar com outras pessoas para sermos plenamente humanos- não apenas para nosso próprio bem, a fim de levar uma vida plena (embora também por esse motivo), mas para salvar nossas crianças a seguir o mesmo caminho. Mas o problema do filme de Garcia é sua cara de novela das 9. Além disso, achei os personagens masculinos  superficiais e estereotipados- todos são fortes e razoáveis e as mulheres são neuróticas ou totalmentemente instáveis.

Já “Minhas Mães e Meu Paié um filme melhor, mas longe de ser um grande filme. Achei-o um caso raro de filme, que descreve a cultura pop de hoje- é uma comédia dramática-, composta principalmente de atuações expressivas e belos diálogos. As conotações de tristeza há dentro de cada personagem- por isso é mais importante prestar muita atenção ao que eles nem sempre estão dizendo. Cada indivíduo neste filme estão à procura de algo para preencher suas vidas.

As mães aqui são um casal de lésbicas, e elas não recorrem a um processo de adoção, mas de um laboratório de esperma, onde cada uma tem um filho.  Quando Joni (a filha) à beira de ir para a universidade, é encorajada por seu irmão mais novo (Laser) a descobrir quem é o doador de espermas, toda a familia descobre que a reunião com o doador (Paul) será o maior erro de suas vidas. O filme faz o ajuste dos papéis na construção familiar moderna.

Pontos Fracos

Não achei que haja química entre o casal de lésbicas interpretado por Bening (Nic) e  Moore (Jules). Nic é uma mulher perfeccionista, de personalidade forte,“butch”(o homem na relação com seu modo de se vestir e da linguagem), dependente de vinho tinto, mãe controladora, e uma esposa um pouco ausente por causa de sua profissão- médica. Na verdade, não consegui me envolver com o dilema de Nic, que é basicamente ser a mãe-modelo/perfeita, e demonstrar total insegurança diante da presença de Paul. E, como médico, Nic me pareceu um tanto quanto cega, que não percebe que seu filho está usando drogas.

Moore faz uma dona de casa insatisfeita, irritada e insistente em seu suposto potencial artístico e criativo. Sim, me envolvi com o drama de Jules, mas achei precipitado o começo da  relação sexual entre ela e Paul, me deixando a impressão que ela se sente mais realizada transando com Paul, do que fazendo amor com Nic- por sinal,  achei a cena de sexo entre as duas, de puro mau gosto, como se o sexo entre mulheres ficasse a base de um consolo, e de assistir filmes pornôs masculinos!. Eu posso dizer honestamente que eu nunca conheci nenhuma lésbica, mãe ou não, que assistam filmes pornôs masculinos. Me pareceu que a Cholodenko, que é lésbica, quis destacar o fato que a indústria pornô representa o sexo lésbico de forma não realista, mas o que torna as pessoas homossexuais não são os atos de determinado sexo, mas a atração para o sexo, coisa que a Cholodenko esqueceu de acrescentar em Nic e Jules.

Também achei que Cholodenko deveria ter dado um tratamento melhor ao personagem Laser (Josh Hutcherson). No início do filme fica a impressão que o personagem seria o fio conduto da estória. Por exemplo, Laser quer conhecer o doador de esperma como se quisesse preencher algo na sua vida, mas praticamente, Cholodenko deixou o personagem meio perdido, sem saber o que fazer, e mesmo a sua relação com o melhor amigo Clay, permaneceu vazia.

Pontos Fortes

Paul (Mark Ruffallo) é um cara descontraído, amável, imaturo, não confiável, proprietário de um restaurante, e dono de estilo sonhador. O único indivíduo com algum senso entre a satisfação profissional e pessoal. E, pouco exigente em um relacionamento sexual com a bela Tanya (Yaya DaCosta). Mesmo assim Paul me pareceu o individual mais traumatizado no decorrer da estória. Ele começa a aparecer menos simpático e menos cômico, e ao fim do filme, Paul  não consegue voltar ao que era antes, depois de se apaixonar por Jules. Ruffalo, um ator que sempre achei fraco, rouba todas as cenas que aparece nesse filme.

A cena quando Nic canta com Paul, a canção de Joni Mitchell “All I want”-as expressões faciais de Bening são gloriosamente embaraçosas, mas retratam muito bem a mensagem da canção:

I want to talk to you, I want to shampoo you
I want to renew you again and again
Applause, applause – life is our cause
When I think of your kisses
My mind see-saws
Do you see – do you see – do you see
How you hurt me baby
So I hurt you too
Then we both get so blue

Particularmente, achei a cena linda, e me fez querer ouvir Mitchell durante todo o filme.

Politicamente engajado, o filme de Cholodenko faz um belo retrato sobre o casamento (quer seja gay ou não), descrito pelo persongem Jules como “algo realmente dificil.” Porém, no fundo, achei que tanto “Destinos Ligados” quanto “Minhas Mães e Meu Pai” não acrescentaram nada de novo- tem muito potencial, mas mereciam melhores diretores…ah, se eles tivessem sido dirigidos por um Robert Altman, ou por um Ingmar Bergman… ou até mesmo por um Paul Thomas Anderson… seriam algo mais do que apenas “UM FILME.”

P.S.: ah, se o Oscar fosse justo, o pessoal por trás desse lobby de premiação, poderiam ser mais sensatos, pois Bening nem mesmo merece ser indicada por “ Minhas Mães e Meu Pai”, levando-se em conta trabalhos mais relevantes de atrizes como Hilary Swank ( Conviction, 2010), Michelle Williams (Blue Valentine, 2010), Lesley Manville ( Another Year, 2010), Noami Watts (Fair Game) e até a propria Bening está bem melhor no melodrama,  “Destinos Ligados” (2010). Vir com a idéia que Bening nunca ganhou e merecer ser agraciada, é uma vergonha, pois, por que não a Julianne Moore? Ela merece muito mais do que a Bening, pois mesmo perdendo a conta das mulheres frustratas que a Moore já fez no cinema, más o que mais me encanta nesse atriz é sua capacidade de transmitir tanta veracidade em cada olhar, e em cada palavra que fala, e em cada sorriso- contagiante!-, e em cada choro- que vai do medo, da tristeza, da depressão, da dor, da alegria exagerada, e da aflição. Sempre natural!. Mas, uma certeza tenho, em 2010 não vi  nenhuma atuação que chegasse ao patamar na magistral  Natalie Portman em “Cisne Negro.”

Destinos Ligados (Mother and Child, Estados Unidos, Espanha , 2009) – 125 min. Drama Direção: Rodrigo García. Roteiro: Rodrigo García. Elenco: Annette Bening, Naomi Watts, Samuel L. Jackson, Kerry Washington, Lisa Gay Hamilton, Cherry Jones, David Ramsey, Jimmy Smits, Amy Brenneman, David Morse, Tatyana Ali, Gloria Garayua, Carla Gallo

Minhas Mães e Meu Pai (The Kids are All Right, 2010)- 101 min. Comédia Dramática. Direção e roteiro: Lisa Cholodenko. Elenco: Annette Bening, Julianne Moore, Josh Hutcherson, Mia Wasikowska, Mark Ruffalo, Yaya DaCosta, Kunal Sharma, Eddie Hassell, Rebecca Lawrence e Joaquín Garrido

Era uma vez… os Bastardos Inglórios! (2009)

Inglourious Basterds_posterQuando se acha que não tem mais como contar sobre o tema 2ª Grande Guerra, eis que o Diretor Quentin Tarantino vem com algo diferente. Faz um mix de filmes com temas do Velho Oeste, de Baseball, de Gângsters… e o resultado são os ‘Bastardos Inglórios‘. Great!

O filme nos é apresentado em capítulos. E quem nos conta essa história é Samuel L. Jackson. Narrando em off.

Inglourious Basterds_Christoph Waltz Logo no primeiro, ficamos conhecendo aquele que virá a ser a pedra no meio do caminho desses bastardos e dos demais. É o Coronel Hans Landa (Christoph Waltz). Um personagem que quase rouba todas as cenas. Quase, porque tem domínio de cena sabendo dividir bem com o outro ator. Vida longa a sua carreira cinéfila! Eu não o conhecia. Tarantino faz dele um vilão para ficar na história do Cinema.

Inglourious Basterds_Mélanie LaurentNesse mesmo capítulo também conhecemos uma jovem judia que vê toda a sua família ser executada por ordens de Landa. E consegue fugir. Ela é Shosanna Dreyfus (Mélanie Laurent). Mais tarde já com outra identidade – Emmanuelle Mimieux -, terá um importante papel na luta em matar os nazis. E justamente por ter um Cinema.

Esqueçam o politicamente correto para curtir esse filme. Há cenas que mesmo sanguinárias, fica irresistível não rir. Fica difícil não torcer por esse grupo de homens liderados pelo Tenente Aldo Raine (Brad Pitt). Juntos, ele e seus homens formarão uma Tropa muito especial: Os Bastardos. Ou, algo como os Sacanas Sem Lei. Porque trabalharão na clandestinidade. Para essa missão um fator era essencial: de serem judeus. Pois a missão era matar os alemães nazistas sem dó, nem piedade. E fariam isso em solo francês.

Aldo por descender de apaches vai mais longe nessas execuções. Exige de seu grupo o escalpo de todo nazista que matarem. Cada um já terá como tributo: 100 escalpos. Assim eles partem. Espalhando seus modus operandi entre os nazistas. E para aquele que deixam sair vivos, justamente para espalhar o que fazem, deixam algo de lembrança.

Ao ficarem sabendo que um oficial alemão fora preso por matar treze oficiais da Gestapo, vão resgatá-lo. Ele é o Sargento Hugo Stiglitz (Til Schweiger). Ficando mais um nesse inusitado grupo. Se o Sargento Stiglitz gosta de degolar, o Sgt. Donny Donowitz “O Urso Judeu” (Eli Roth) – usa um bastão de baseball como arma para trucidar os nazis.

Michael FassbenderParalelo a isso, da Inglaterra, partiria a Operação Kino. À frente dela, estaria o Tenente Archie Hicox (Michael Fassbender). Winston Churchill (Rod Taylor) está presente nessa convocação. O objetivo dessa missão seria explodir um cinema onde estaria toda a cúpula do III Reich. Seria a pré estréia do filme do Goebbels (Sylvester Groth): ‘Orgulho da Nação’. Sobre um feito do jovem Fredrick Zoller (Daniel Brühl).

Inglourious Basterds_Daniel BrühlZoller ao se encantar por Emmanuelle, tenta convencer Goebbels a transferir a sessão para o cinema dela. Dando a ela a chance de eliminar a todos de uma vez: colocando fogo em seu próprio cinema. Sendo o seu cinema bem menor, facilitaria aos planos da Operação Kino. Acontece que ela não sabia que teria essa ajuda em seu plano. Essas coincidências do destino. Ou seriam viradas do destino!? Enfim, parecia que viria a calhar. Mas…

Inglourious Basterds_Diane KrugerHicox a princípio teria a colaboração direta da agente dupla Bridget von Hammersmark (Diane Kruger), e também da equipe de Aldo. Ela é uma notória atriz alemã. Ciente da avant première, foi quem passou a idéia para a Operação Kino.

Bridget e Emmanuelle também vestem a camisa dos Bastardos: de querer exterminar com os maiorais nazistas. E são ótimas as suas atuações. Destaque para as cenas que ficam cara a cara com o Coronel Landa. Bem, ainda acho que Tarantino deve a nós, mais filmes com mulheres como mostrou nesse. Elas foram brilhantes!

Assim, com o supra sumo de matar toda a nata da ‘raça pura’, incluindo o Hitler, Tarantino consegue nos manter atentos até o final. Filmaço! De querer rever esse longo e sensacional filme! A trilha sonora é espetacular! Uma palinha:

Valeu Tarantino! Que venha logo o próximo!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds). 2009. EUA. Direção e Roteiro: Quentin Tarantino. +Cast. Gênero: Drama, Guerra. Duração: 153 minutos.

Pulp Fiction (Tempos de Violência. 1994)

Pulp-Fiction-8

Do cultuadíssimo Quentin Tarantino.
?
Quando o filme chegou no Brasil, apesar de extremamente violento, foi quase a apoteose do carnaval. Que a cena Jules Winnfrield (Samuel L. Jackson) pregando um versículo do Ezequiel para depois metralhar os devedores era muito louca, que a cena da dança no baile era fantastica, enfim um monte de coisas.

Na medida em que fui ouvindo comentários do filme, fiquei “horrorizada” a cada cena de violencia q alguem me contava. Nao iria assisiti – lo. Mas como ganhei de presente, assisti nesse final de semana – e quase ronquei no filme de tão chato e tedioso que ele é.

Com todo respeito a este blog, aos leitores do blog e aos milhares de fãns do Quentin Tarantino e do filme.

Quentin Tarantino fez esse filme porque conseguiu 3 coisas: reuniu um grupo de atores excelentes, conseguiu montar roteiro usando 100% cliches de toda espécie que nada faz sentido com nada, e por fim desaba merchandising de todo tipo de fast food entre outras marcas que nao lembro agora.

Porem Quentin Tarantino tem o mérito nota 10 por ter feito de Jonh Travolta a fenix de Hollywood. Travolta tentou inumeros papeis no cinema desde ” Os embalados de sabado a noite” sem grande sucesso, alem do tempo que modificou o físico, onde deixou de ter um corpo de bailarino para ser mais massudo. Muitas fãs devem ter se assustado ao reve – lo. Mas com o tempo o sex appel voltou a arrasar.

Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson) são dois assassinos profissionais que vivem de cobrar divida de viciados e outras dividas. Diz ai a sociologia, psicologia ou sei la mais o que, que todos nós, apesar de sermos estranhos uns aos outros, estamos ligados de forma direta ou indireta. Neste filme , apesar de estorinhas diferentes dos personagens, as drogas os une de alguma forma atraves de Vincent e Jules.

A bela Mila Wallace (Uma Thurman) passa 100% do filme cheradíssima. Realmente a sequencia da overdose em q ela se enfia e quase morre ate a histeria de Vincent em recussita – la é uma coisa de louco – afinal ela é a mulher do chefe e ele ficou encarregado de cuidar dela na ausendia dele.
Bruce Wills, no sempre papel vigoroso, é um lutador de box. Creio que inventaram um papel para ser mais um nome de peso no elenco do filme.

Pulp Fiction foi considerado um dos mais importantes filmes americanos dos anos 90 e teve sete indicações ao Oscar (1994), vencendo na categoria de Melhor Roteiro Original. Ganhou também a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

Francamente eu nao compraria o DVD do filme, mas o CD da Trilha Sonora é obrigatorio.

por Cris Barros

Direção: Quentin Tarantino
Elenco: Uma Thurman, Bruce Wills, Samuel Jackson, John Travolta, Rosanna Arquete, Eric Stoltz, Christopher Walken, Harvey Keitel, outros .

Genero: Policial, violento, apologia as drogas
Duração: 154 min, colorido, EUA

Sound track:
# “Pumpkin and Honey Bunny”
# “Royale with Cheese” (Quentin Tarantino) – 1:42
# “Jungle Boogie” (Ronald Bell and Kool & the Gang) – 3:05
# “Let’s Stay Together” (Al Green, Al Jackson, Jr. and Willie Mitchell) – 3:15
# “Bustin’ Surfboards” (Gerald, Jesse and Norman Sanders and Leonard Delaney) – 2:26
# “Lonesome Town” (Baker Knight) – 2:13
# “Son of a Preacher Man” (John Hurley and Ronnie Wilkins) – 2:25
# “Zed’s Dead, Baby” (dialogue)/”Bullwinkle Part II” (Quentin Tarantino/Dennis Rose and Ernest Furrow) – 2:39
# “Jackrabbit Slim’s Twist Contest” (dialogue)/”You Never Can Tell” (Quentin Tarantino/Chuck Berry) – 3:12
# “Girl, You’ll Be a Woman Soon” (Neil Diamond) – 3:09
# “If Love Is a Red Dress (Hang Me in Rags)” (Maria McKee) – 4:55
# “Bring Out the Gimp” (dialogue)/”Comanche” (Quentin Tarantino/The Revels) – 2:10
# “Flowers on the Wall” (Lewis C. Dewitt) – 2:23
# “Personality Goes a Long Way” (Quentin Tarantino) – 1:00
# “Surf Rider” (Bob Bogle, Nole Edwards, Don Wilson) – 3:18
# “Ezekiel 25:17” (Quentin Tarantino) – 0:51