Porque eu Não Gostei de “Amor a Toda Prova” (Crazy, Stupid, Love. 2011)

Talvez por eu ter ido com muita expectativa até devida as críticas elogiando o filme. O certo é que esperei mais e acabei me decepcionando com “Amor a Toda Prova“. Teve momentos de fazer força para não cochilar. Alongaram por demais a estória. Se enxugassem bem, ele até que daria um bom sessão da tarde. E talvez assim, eu teria vontade de rever.

Mas o motivo principal de eu não ter gostado foi por conta do protagonista: de terem escolhido o Steve Carrel. Não é porque eu não goste dele, eu até gosto. O lance foi que “Amor a Toda Prova” ficou como um: os days after do “O Virgem de 40 Anos” se ele tivesse tido a chance de transar mais jovem. Até me peguei a pensar se com outro ator eu teria gostado do filme por um todo. E quando isso ainda acontece durante o filme, já depõe contra. Foi no meio do filme que a estória desse aqui se perdeu em querer aproveitar esse seu outro personagem. Ficou como contar a mesma piada seguidamente.

Sei que seu personagem em “O Virgem de 40 Anos” ficou como marca registrada. Fará parte da memória cinéfila de quem viu. De ser até o primeiro filme que vem à mente ao ouvir seu nome: Steve Carrel. Nem a sua performance em “Agente 86” não terá a mesma intensidade nesse tipo de associação, já que para os fãs da Série de Tv será o rosto de Don Adams que será (e)ternamente lembrado como o Maxwell Smart.

O que é uma pena! Carrel é um ótimo ator. Só para citar um exemplo de um perfil parecido ao de “Amor a Toda Prova“, onde ele faz um cara romântico, ligado a um único amor, um pai preocupado com quem a filha namora…, mas sem cair no caricatural, nem em cópia, temos ele em “Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada”. Onde está ótimo, e num filme gostoso de rever!

Para mim, em “Amor a Toda Prova” apelaram atrás de faturamento nas bilheterias, já que na quase totalidade das cenas, seu personagem, o Cal, parecia ter pulado do “O Virgem de 40 Anos”. E nem era preciso! Pois seu personagem já mostrava o seu perfil logo no início com a cena melodramátrica quando salta do carro em movimento por não querer ouvir as explicações da esposa ao querer o divórcio. Mais do que orgulho ferido, ficou como “meu mundo caiu”. Por ser justamente um cara muito romântico. E o filme deveria ter seguido por ai, com um roteiro original. De acordo com o título original do filme: em que também se faz coisas estúpidas em nome do amor.

Mas o roteiro quis trazer as gracinhas do outro filme, não apenas se perdeu como desperdiçou boas estórias na trama, e que na verdade nem eram situações paralelas já que todas se interligavam; e de acordo com o título. A principal era com seu casamento sendo desfeito já no início do filme. Uma relação de décadas, cuja chama se apagou. Até que durou bastante para um casal tão sem sal: não houve química entre Steve Carrel e Julianne Moore. Até por isso foi desperdício em plagiar esteriótipo de outro filme.

Mesmo que fosse um “discutir a relação” com muito atraso, ainda assim era válido. Poderia sair lances engraçados, sem forçar barras. Ficou desconexos as atitudes patéticas dele e fora de realidade as estória da Emily. Uma dona de casa que não percebe que tem alguém cuidando do jardim, por exemplo. Que mesmo tendo tido uma relação extra-conjugal com um colega de trabalho, não a fez mudar internamente. Só lhe deu um sentimento de culpa pela traição, dai pediu abruptamente o divórcio. Na verdade, essa traição veio mesmo como gancho para as cenas seguintes. Ou, para aproveitaram-se de “O Virgem de 40 Anos”.

O filme deslancha com a entrada do personagem de Ryan Gosling, o Jacob. Esse, já não aguentando mais os repetitivos e em bom volume desabafos do Cal, resolve ajudá-lo a encontrar sua auto estima. Foi quando pensei: Legal! Teremos um Pigmaleão atual. Jacob até consegue mudar, melhorar a aparência do Cal. Esse por sua vez, tenta seguir os passos do mestre, mas a sua essência o atrapalha. É onde fica uma cópia do outro filme.

Outro ponto alto, mas que depois também desperdiçaram, foi com a personagem de Marisa Tomei. Se os opostos costumam atrair, os iguais tendem também. Sendo que nesses casos, periga um ver o outro como uma tábua de salvação. E com isso não ter o clima só de “ficar”, pelo menos para o que estiver se sentindo mais no fundo do poço. Foi o que aconteceu com Kate (Marisa Tomei) após passar uma noite com Cal. Mas o roteiro quis mais um gancho para o Cal agir como o do outro filme. E depois, a gracinha virou algo grotesco, para não dizer estúpido, de Cal para Kate. Algo cafajeste, e nada a ver com a personalidade dele. A cena seria aceitável entre adolescente. Enfim, me deu pena de ver.

Assim, após as aulas de Jacob, onde Cal tenta colocá-las em prática, o filme cai num tédio. E nem deveria, já que plagiavam “o Virgem de 40 Anos”, a pretexto de fazer, trazer a graça desse outro para o atual. Voltando a esquentar quando Jacob volta com uma novidade: estava realmente apaixonado por alguém.

As outras duas paixões mostradas no filme, até que ficou bonitinho. A do filho (Jonah Bobo) de Cal pela babá (Analeigh Tipton). E da babá pelo Cal. Já o do colega de Emily para com ela só veio mesmo para o Cal repetir exaustivamente o nome do rival: David Lindhagen. Tanto a estória se perdeu, como o próprio personagem. Desperdiçando o ator Kevin Bacon. Emma Stone cujo personagem vira a cabeça de Jacob, também foi desperdiçada, ela e a estória.

Então, em vez de loucuras por um grande amor, TUDO foi para mostrar as tentativas do Cal em paquerar, mas como cópia de um outro importante personagem de Steve Carrel. Minha nota é 07.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Amor a Toda Prova (Crazy, Stupid, Love. 2011). EUA. Direção: Glenn Ficarra, John Requa. Gênero: Comédia, Drama, Romance. Duração: 118 minutos. Classificação etária: 12 anos.

Anúncios

Agente 86 (Get Smart)

agente86_poster

Diversão garantida!

Sucesso na televisão agora nos cinemas, como as adaptações da televisão para os telões tem sido mais constantes, o sucesso cuja parodia se inspirava nos filmes de espionagens e assumidamente originado através de 007, Agente 86 (O filme), conta a história do dedicado Max Smart (Steve Carell), um colunista pouco destacável no serviço super secreto CONTROL liderado por ”Chefe” (Alan Arkin), seu sonho e se tornar um agente assim como seu colega (Dwayne Johnson), um destacado e respeitado agente. Contudo, nunca passou no teste por ser muito bom no que faz atualmente, certo dia, quando a CONTROL e atacada por sua rival KAOS liderado por Singfield (Terence Stamp), o serviço secreto e obrigado a recrutar um espião que deve fazer parceria com a charmosa agente 99 (Anne Hathaway) e partir em uma missão para descobrir uma conspiração.

Dane-se a Control, dane-se a Kaos, e dane-se um pouco a conspiração pois em muitos momentos do filme, o que parece e que vamos apenas nos divertir com as supostas ocasiões, quero dizer que, em certos momentos você fica confuso com o objetivo dele pois muitas cenas destraem com as risadas, o que já e bom pois uma das intenções e fazer rir não é mesmo?!, nisso ele consegue fazer muito bem, a direção de Peter Segal e o roteiro de Tom J. Astle e Matt Ember resultam num dos filmes mais engraçados lançados ate agora (1 de janeiro a 20 de junho), e provavelmente no ano de 2008, digo que, em meio as situações inesperadas que pegam nossos agentes Max Smart 86 e a agente 99, já nos preparamos para rir, Steve Carell tem aquele dom de incorporar um personagem digamos ”otário”, digo isso no bom sentido, apesar de que, neste filme, seu papel parece ser bem esperto e forte diferente dos outros que ele faz, melhor dizendo, muitos que conhecem o ator ou não tem idéia da serie, vão pensar que o agente e burro, ele não e burro só e atrapalhado, e como suas trapalhadas vão agradar um bom publico pois e diversão do inicio ao fim.

O tom de aventura que não para e as ações perigosas envolvendo explosão deixam bem claro que o filme não pretende chegar ao ponto de Austin Powers que faz questão de chegar ate o ultimo ponto do exagero, claro, temos cenas bem mentirosas como a do avião onde Smart e a agente 99 fazem uma luta contra um mexicano enorme que também faz sua ponta na história. A trilha sonora sempre constante e retirada da serie, aquela tipo, tananana tananana tananana, tatada- lembro???, sim, essa mesmo^^, ela toca em diversos momentos do filme, o bom do roteiro e que todos os personagens se tornam comediantes, o que e difícil de fazer e que deve ter deixado todo o elenco feliz, contamos com a presença de (Masi Oka) ”o Hiro da série Heroes” como um atrapalhado nerd que também trabalha na Control, o veterano e sempre presente em longas de comédia (Terry Crews) ”Todo Mundo Odeia o Chris” também conta presença.

Diferente das atuais comedias, Agente 86 não apela para situações sexuais e piadas forçadas, tentando ser o mais natural possível o filme já se destaca dos demais, principalmente com as atuações de Steve Carell e Anne Hathaway (performance super sexy), ou melhor dizendo, todo o elenco…Gostei bastante pois já faz tempo que não vou ao cinema ver uma boa comedia, como tava com pouco dinheiro preferi ver Agente 86 ao invés de Cinturão Vermelho, e bom, não me arrependi já que com certeza não sairia com o bom humor que tava ao ver este filme.

Como todo filme tem um erro, sai do cinema tentando questionar o erro de Agente 86, confesso que não me custou muito já que, lembro de quase dormir no final do filme onde a ação e a rapidez das edições me deixaram meio cansado, melhor dizendo, me acostumei tanto em rir que, nos últimos 20 minutos quando a coisa fica ”meio” seria, eu meio que havia ficado sonolento, mas e no mesmo final onde a comedia volta a acontecer e tudo fica bem, claro, contando com um final bem clichê, mas isso não muda muita coisa, já que o filme cumpre sua missão e não desaponta.

Eu se fosse você corria lá para assistir o mais rápido possível, e daqueles filmes que quando acaba, você sai do cinema comentando e com um grande sorriso no rosto.

Por: Eduardo N.

Agente 86 (Get Smart). 2008. EUA. Direção: Peter Segal. Elenco: Steve Carell (Maxwell Smart), Anne Hathaway (Agente 99), The Rock (Agente 23), Alan Arkin (The Chief), Terence Stamp (Siegfried). Gênero: Aventura, Comédia. Duração: 110 min.