BODY (CIALO. 2015). Uma Densa Catarse no Final.

body_cielo_2015Por: Carlos Henry.
O ritmo arrastado e lento do longa da polonesa Malgorzata Szumowska, não lhe tira o mérito de levantar o tema do espiritismo com relativa leveza e até algum humor estranho. O roteiro gira em torno de um perito criminal que tem dificuldades em lidar com a filha anoréxica, após a morte da esposa. Com o problema em crescendo, o pai, ainda que cético, lança mão de uma tentativa de contato com a falecida através da terapeuta médium Anna.

Desconfortável, não a ponto de deixar o filme pela metade, a estrutura narrativa cumpre o papel de tratar o tema com respeito sem, contudo, influenciar o espectador que fica livre para tirar suas conclusões por conta de oportunos delírios provocados pelo álcool e medicamentos. Obviamente o Brasil é citado pelo personagem Anna por conta do número de adeptos à crença por aqui. Vale aguentar até o final que é uma densa catarse.

BODY (CIALO. 2015)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

Anúncios

Uma Longa Viagem (2013). Para Encarar de Frente Seu Pior Pesadelo!

uma-longa-viagem_2013Por: Valéria Miguez (LELLA).
uma-longa-viagem_2013_02Em uma trama que retrata prisioneiros britânicos em plena Segunda Guerra Mundial, tendo entre eles engenheiros e ainda mais a construção de uma ferrovia… o que vem de imediato à lembrança é o “A Ponte do Rio Kwai” (1957), do Diretor David Lean e que eternizou o personagem de Alec Guinness até por odiá-lo em um certo momento. Longos anos se passaram e eis que um outro filme surge trazendo também esse pano de fundo, é o “Uma Longa Viagem“, do Diretor Jonathan Teplitzky. Se com o personagem do primeiro filme eu fiquei na torcida para que detonasse a tal ponte, com o desse a minha torcida foi para que não fizesse algo. É! Por vezes a vida nos leva a detonar pontes, mas o destino não diz qual, nem porque, nem muito menos aquela que ao atravessar levará ao encontro de algo que até pode vir a ser um outro divisor de água em nossas vidas…

uma-longa-viagem_2013_03Uma Longa Viagem” é um filme baseado numa história real: nas memórias de Eric Lomax de quando fora um dos prisioneiros dos japoneses em plena Segunda Grande Guerra. É por ele que o conhecemos partindo de um ponto presente – que no decorrer saberemos o porque -, até o seu passado mais tenebroso. Será um mergulho sem dó nem piedade. Nesse seu tempo presente é alguém que tem como um hobby trens: dos vagões às ferrovias, passando pelos horários… A bem da verdade é um entusiasta no assunto. Do passado, quando em campo de batalha em plena guerra ficara responsável pelo rádio: as escutas da época. Até que seu superior diz a todos que irão se render e ordenando que antes destruíssem tudo que pudesse comprometer a tropa. Lomax então resolve guardar uns componentes de um rádio. Um ato que sairá bem caro mais adiante.

uma-longa-viagem_2013_01Com a rendição parte de seu grupo por serem engenheiros são levados aos empecilhos da construção de uma ferrovia: a que ligaria a Tailândia à Birmânia. Quanto aos demais prisioneiros seguiram pela construção propriamente dita: desmatando, assoreando, fazendo barreiras de contenção, na colocação dos trilhos… O trabalho braçal, pesado, cheio de perigos até pela selva e abaixo de chicotes. Enquanto esse trabalho avançava – e com ele muitas baixas iam somando àquela que ficaria conhecida como a Ferrovia da Morte -, o pequeno grupo resolve fazer um rústico rádio de onde passaram a ouvir notícias de fora. Desejosos de com elas tentar levantar a moral dos demais prisioneiros, acabam sendo descobertos e…

uma-longa-viagem_2013_05Uma Longa Viagem” ora se encontra num tempo presente, 1980, no norte da Inglaterra, com Eric Lomax já um homem adulto. Ora nos leva a viajar juntos com ele ao passado dele então um jovem prisioneiro de guerra. Nesse seu presente encontra-se recém casado com Patti (Nicole Kidman). Apaixonados, mas… Ela passa então a ver que ele é um ser atormentado e tenta um jeito de ajudá-lo. A presença dela traz mudança em sua rotina até por ele ser um cara bem metódico. O que talvez possa ter contribuído para que seus traumas de guerra viessem à tona. Na tentativa de ajudá-lo, Patti vai em busca de um grupo que vivenciaram o mesmo pesadelo, e dai se reúnem justamente para tentarem superar. Por lá Patti encontra-se com Finlay (Stellan Skarsgård) pedindo que lhe conte o que houve. Ele então conta a parte que ele cabe, não sem antes tentar demovê-la, pelo conteúdo muito cruel como também que lhe é muito penoso relembrar desse período.

uma-longa-viagem_2013_04Traga de volta o passado somente se for construir algo a partir dele.”

Mas é por Eric Lomax que conheceremos uma parte dessa história que nem eles sabiam: as das torturas. Até que Finlay mostra algo a ele: fizeram um memorial numa das estações da tal ferrovia. Justamente onde foram torturados. Ele então resolve visitar literalmente seu passado viajando até lá. Onde então fica novamente frente a frente com o seu pior pesadelo: o carrasco mor, o oficial Takeshi Nagase (Hiroyuki Sanada). Não ficará pedra sobre pedra nesse reencontro.

uma-longa-viagem_2013_06E nesse passado temos o jovem Lomax interpretado por Jeremy Irvine (de “Cavalo de Guerra”). Numa excelente atuação. Mas sem sombra de dúvida a magistral performance é a de Colin Firth. Seu Lomax nos leva a voos de doer na alma até ao mostrar o que todas as guerras deixam como “saldos” em quem dela participa. Vilões para um lado, Heróis para o outro, mas nos campos de batalha são homens, jovens à mercê de uma guerra cujos “donos” nem dela participam… É nessa sua volta onde fora torturado que terá um novo dilema a ser superado… Onde a minha torcida fora para que não o fizesse… Bem, posso adiantar apenas que chorei junto com o Eric Lomax de Colin Firth.

The-Railway-Man_posterO Diretor Jonathan Teplitzky ainda não está no mesmo patamar de David Lean, até pela pouquíssima bagagem, mas com certeza está no caminho certo! Pois temos em “Uma Longa Viagem” um novo ângulo da Segunda Guerra Mundial: contada por um que a vivenciou e que conseguiu sair vivo dela. De nos deixar em suspense até o final. Num timing perfeito entre passado e presente. Efeitos de cores em Fotografia. Trilha Sonora ótima! Atuações catárticas: um soco no emocional de quem assiste. Que embora a personagem de Nicole Kidman não tenha tido altos voos, todos sem exceção tiveram grandes performances no conjunto dessa obra que veio para ficar. Agora, é no reencontro entre Lomax e Nagase o ponto alto do filme. Até por conter nessas cenas o peso de anos do emocional até então guardados tanto de um como do outro. Aplausos entusiásticos para Colin Firth e Hiroyuki Sanada! Bravo! Num filme Nota 10!

Uma Longa Viagem (The Railway Man. 2013)
Ficha Técnica: na página no IMDb.

As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower. 2012).

as-vantagens-de-ser-invisivel_2012_personagensPor Francisco Bandeira.
Em um mundo cheio de pessoas chatas e enfadonhas, ou simplesmente “normais” como manda a sociedade, as pessoas diferentes, malucas ou revolucionárias sempre se destacam, sejam de forma boa ou ruim. Mas há também aquelas pessoas que acham uma vantagem serem invisíveis.

O filme mostra as afetações que um jovem pode ter se não possuir uma boa base familiar. Charlie (Logan Lerman) parece pertencer a outro mundo, até conhecer Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller), dois jovens que parecem livres, que não ligam para a opinião dos outros e vivem a vida da forma que acham melhor para eles. Logo eles adotam o protagonista, mostrando pra ele a vida que o mesmo está desperdiçando se fechando em seu mundo.

A obra realmente é repleta de ternura e melancolia, tendo um final sem muito impacto (sim, não achei foda), porém profundo e tocante. A mistura entre melancolia e inocência casa perfeitamente com a proposta do livro, além de ter uma visão bem interessante sobre essa geração.

Ainda que você não goste da fita, vale pelo questionamento sobre relacionamentos x amor verdadeiro e a cena que Charlie se sente infinito. Todos nós devíamos sentir essa sensação, talvez seja essa a real vantagem de ser invisível.

As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower. 2012). Ficha Técnica: página no IMDb.

O Substituto (Detachment. 2011)

o-substituto_2011Por: Francisco Bandeira.
E eu nunca me senti tão imerso em uma pessoa ao mesmo tempo em que estou tão desapegado de mim mesmo e tão presente no mundo.” (Albert Camus)

Tony-Kaye_CineastaMas Tony Kaye escancara que os problemas da sociedade hoje são ligados diretamente a criação dos jovens e a um mal que vem tomando conta do mundo: A SOLIDÃO. Sim, essa que nos afeta, que nos faz guardar nossos segredos, ao ponto de virarmos uma verdadeira bomba relógio prestes a explodir. É a solidão que nos deprime que nos enfraquece e que nos coloca o medo e nos tira sentimentos preciosos como amizade e compaixão.

E o que falar da loucura deste mundo de hoje? Que abraçar uma pessoa pode te colocar como suspeito de um crime grave, porém matar a sangue frio um animal é algo que parece rotineiro em nosso cotidiano. Que mundo é esse que o desapego parece ser hereditário? Que mundo é esse onde os pais estão mais despreparados que os filhos? Que não sabem decifrá-los, que não sabem orientá-los para o melhor caminho. Que mundo é esse, onde as pessoas que querem fazer algo para mudar parecem perder a esperança ao ponto de escolherem tirar suas próprias vidas de tão exaustos que estão delas mesmas?

o-substituto-2011_adrien-bodryO Substituto‘ poderia soar cansativo pelo teor extremamente cru e pessimista, porém neste aspecto a montagem é brilhante por dar um ritmo agradável ao longa e usando flashbacks de forma inteligente durante o filme. A fotografia do próprio Kaye é interessante, alternando cores fortes, preto e branco, usando as sombras quando Adrien Brody aparece sozinho, fazendo meio que um depoimento e embaçando o rosto do protagonista de forma curiosa durante a projeção. Seu trabalho de direção é preciso, empregando um tom quase documental a obra, aumentando ainda mais o impacto de algumas cenas. O roteiro é o ponto forte do filme, com questionamentos fortes, inteligentes e conduzidos com maestria. Reparem no tom pessimista através dos monólogos de Barthes, como se tivesse perdido a esperança nos jovens e, especialmente, em sua família, mostrando que não resta muita coisa aos professores que operam verdadeiros milagres em sala de aula.

O elenco está fabuloso, repleto de nomes conhecidos como Lucy Liu, James Caan, Blythe Danner e Marcia Gay Harden brilhando em cena. A surpresa fica por conta da estreante Sami Gayle, que consegue pegar uma personagem meio batida e inserir uma enorme complexidade nela, graças a coragem em sua composição. Ainda tem Louis Zorich espetacular como o avô do protagonista, em um homem que sofre de Mal de Alzheimer e pensa sinceramente que sua vida não merece ser lembrada, afinal, nem ele se lembra dela mesmo. Mas o grande destaque fica pela atuação visceral de Adrien Brody. O ator vive Barthes de forma intensa, oferecendo um dos melhores (senão o melhor) desempenhos de sua carreira. E o interessante em seu desempenho vem de sua postura com os ombros curvados, do olhar cabisbaixo, devastado, da mudança em seu tom de voz, a fúria contida explodindo de dentro pra fora. Suas lágrimas, que soam verdadeiras, assim como a profunda melancolia estampada em seu rosto, em suas lembranças e na desesperança presenciada em seu dia-a-dia, mostrando todo peso que aquele homem carrega mesmo tendo como regra a INSENSIBILIDADE.

o-substituto-2011_01Bullying, suicídio, assédio, abuso, prostituição infantil, desigualdade social, sistema de ensino público e hospitais com pessoas desinteressadas e desmoralizadas regendo algo de fundamental importância. Todos esses problemas são tratados com extrema atenção por Kaye, que dá a cara para bater, nunca fugindo dos questionamentos levantados durante a fita, que permeiam este vigésimo primeiro século de vida. O filme não é uma crítica direta a “Geração Y” como muitos apontam, mas sim aos pais destes jovens de hoje. “Deve haver um currículo para ser um pai“, fala Barthe durante o longa. Nas reuniões das escolas, onde a pergunta que ecoa pelos corredores escuros e vazios são “onde estão os pais dessas crianças?“, em um tom quase desesperador. É o desapego passando quase que de forma hereditária, sendo refletida em manchetes de primeira página dos jornais, mas que ninguém parece ligar para isso.

Sim, os pais precisam de pré-requisitos, pois o comportamento dos filhos é de grande parte influenciada por seus genitores, por aqueles que nos criam e que são nossos exemplos diários. Onde estão aqueles que se importam com seus descendentes? O que vemos é o inverso, são os que têm suas crias como verdadeiros fardos, que vão à escola brigar com os professores por ter que ficar em casa cuidando de “seu rebanho”. Cadê os sentimentos básicos como amor, amizade, respeito, cumplicidade e compreensão? Será que tudo está perdido? Em qual universo a depressão é tratada como uma mera bobagem? Em que lugar você discriminar alguém é engraçado? De que maneira desmoralizar as pessoas pode ser um estímulo para que a mesma possa tentar melhorar suas deficiências? Desde quando você tentar ajudar as pessoas é um delito? É revoltante pensar que tantas questões possam ser levantadas durante 97 minutos, e ainda serem tratadas de maneira tão banal pela sociedade. Será que todos precisam de um Henry Barthes? Porque não podemos simplesmente ser um Henry Barthes? A verdade machuca, mas aqui, é necessária… Necessária não, é obrigatória para acordarmos e começarmos a fazer nossa parte, antes que o desapego tome conta e nos faça querer desistir do amanhã.

Por Francisco Bandeira.
Avaliação: 8.5

“Miss Violence” (2013). Ou a Crise e os Demônios

Miss Violence_2013Por: Eduardo Carvalho.
Miss Violence_01Festa de aniversário: Angeliki está fazendo 11 anos. Cara amarrada, ela posa para fotos com a família, dança com o avô. Quando todos se distraem, Angeliki vai à janela da sala. Põe uma, as duas pernas no parapeito. Sorri levemente para a câmera. E salta.

A abertura de “Miss Violence” norteia o que se verá dali em diante. Uma família grega decai lentamente, afetada pela crise econômica que atinge o país. Tal motivo levará cada personagem/membro da família a fazer qualquer coisa por dinheiro. Omissões e perversões surgem em adultos e adolescentes, e concentradas, a princípio, na figura do avô (Themis Panou), que comanda a família com tamanha rigidez, a ponto de fazer com que todos reajam à tragédia como se fosse nada.

O angustiante desenrolar da trama, em um lento crescendo habilmente criado pela direção de Alexandros Avranas, vai descortinando o que levou Angeliki à morte. Uma estranha falta de afeto, uma apatia. A partir de determinado momento, vemos que há um quase nada de noção de moral, e torna-se fácil deduzir as monstruosidades que cercam aquela família. Ainda assim, a sequência em que o avô leva a neta para tomar sorvete é um chute certeiro no estômago.

Miss Violence_02Pode se discutir o que levou os personagens a tal degradação. A questão financeira é o real motivo, ou serve como pretexto para que cada um revele seus demônios? Para muitas pessoas, a pressão social, na busca da manutenção do status – ou apenas da sobrevivência – é suficiente para que se abra mão de seus valores. Vivendo em um capitalismo em crise, cada homem estipula seu preço; basta chegar o momento propício para que ele se ponha à prova. Angeliki preferiu perder a vida a sujeitar-se ao que lhe estava reservado. Por paradoxal que pareça para alguns, a adolescente teve a única atitude que mostra algum senso de ética e decência.

Assim como a sequencia inicial, a situação de uma sociedade que se esfacela por conta da crise está presente como um fantasma ao longo de toda a projeção. A burocracia acompanha todo o luto, luto este que, no entanto, nunca acontece. A rotina familiar, ao menos na sua superfície, parece não se abalar com o ocorrido. A fotografia opaca dos planos estáticos acentua toda a frieza, e apenas engrandece o sentimento incômodo gerado no espectador. O elenco é impecável: além de Panou, Eleni Roussinou faz a mãe de Angeliki, nunca conseguindo expressar a tristeza na sua totalidade ante a mão de ferro de seu pai. A avó, feita por Reni Pitakki, surge como figura sinistra em meio ao silêncio entrecortado por poucas falas, guardando a última surpresa ao final.

Vencedor do Leão de Prata em Veneza em 2013 e de outros prêmios por outros festivais, “Miss Violence” é uma obra polêmica a que ninguém fica indiferente, deixando o espectador a pensar o que esperar do ser humano.

Sociedade dos Poetas Mortos (Dead Poets Society. 1989)

sociedade-dos-poetas-mortosPor Gabiandre.
Honestamente, não sei como começar essa post. A morte de Robin Williams pegou à mim e a todos de surpresa. Muitos blogs e sites que acompanho já prestaram suas homenagens e eu, como fã, não poderia ficar de fora. Sua carreira e inegável talento já foram temas para muitos posts, por isso, o meu será uma tanto quanto diferente. A minha singela homenagem é sobre algo que Robin nos deixou, como um presente dado a alguém especial.

sociedade-dos-poetas-mortos_01A ‘Sociedade dos Poetas Mortos‘ é, sem dúvidas, o filme mais surpreendente que eu já vi. Um daqueles capazes de mudar vidas, sabe? Eu assisti esse filme pela primeira vez na escola, em uma dessas aulas em que nossos professores nos obrigam a assistir filmes e fazer relatórios. Imagino que saibam o que acontece durante essas aulas… As pessoas dormem, escutam músicas, fofocam sobre o gatinho novo na escola e quando chegam em casa procuram qualquer resumo e lá começa o “ctrl+c e ctrl+v”. Simples assim. Porém, naquele dia em especial, nada disso aconteceu. Pelo menos não comigo.

O filme conta a história de Welton Academy, uma tradicional escola para homens, onde o tratamento é rígido e são impostas muitas regras. É importante lembrar que o filme passa-se em 1959, portanto o perfil dos alunos é de jovens submissos aos professores e a seus pais, que decidem o futuro dos filhos. Porém, muita coisa muda com a chegada do novo professor de literatura (Robin Williams), um ex aluno, que faz com que seus alunos não simplesmente absorvam o conhecimento, mas que busquem e questionem-o.

sociedade-dos-poetas-mortos_03Com os novos métodos implantados pelo professor Keating, nos quais ensinava aos alunos à amar e pensar Carpe diem (aproveite o dia) os alunos começam a mudar seu comportamento. Quando acham o antigo anuário do professor descobrem a Sociedade dos Poetas Mortos, um grupo de amigos que se reuniam a noite em uma caverna para declamar poesias e refletirem sobre elas. Então, liderados por Neil (Robert Sean Leonard), um dos alunos de Keating, criam uma nova sociedade. A partir daí estes alunos começam a expressar suas opiniões, vivem intensamente suas vontades e lutam por seus objetivos.

A razão pela qual me apaixonei por esse filme é que, muito embora, a história seja datada há muitos anos, ainda é possível encontrar partes do enredo nos dias atuais. É claro que de forma menos rígida, muitos jovens ainda são submissos e até desvalorizados pelas autoridades, sejam essas seus pais ou professores.

sociedade-dos-poetas-mortos_02Outro fator bem real nos dias de hoje é o impacto que um professor pode causar na vida de um aluno, tanto positiva quanto negativamente. Pessoalmente, tive uma professora de literatura, a mesma que me fez assistir o filme, que teve uma grande importância na minha formação não só acadêmica, mas também pessoal. E grande parte disso teve incio com esse filme! Dar voz aos jovens é como dar-lhes asas para que possam voar e ser livres. Tudo que nós, jovens, queremos é sermos ouvidos.

Para finalizar gostaria de agradecer à Robin por esse e muitos outros legados que nos deixou aqui na terra. E também à todos os professores e outros profissionais que conseguem, com poucas atitudes, contribuir para o futuro da humanidade. E se você ainda não viu esse filme, corre para ver, vale super a pena! E por ultimo, desejo à todos que aproveitem o dia.carpe-diem