Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro (2010)

Foi uma longa espera para apreciar Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro, e infelizmente toda a minha ansiedade foi em vão, mas por que?. Simplesmente porque esse filme não mostra nada mais do que o primeiro filme mostrou– faz exatamente a mesma coisa do que o seu antecessor!.

Tudo que li sobre “Tropa de Elite 2” foi que o mesma era melhor que o original — o achei menos sangrento!. Também que fora o maior sucesso na história do cinema brasileiro, mas nem por isso, eu fiquei impressionado com o que vi!. Por sinal, o achei enfadonho, e bastante arrastado na ilustração sobre a violência patrocinada pelo governo, e a ruína do Brasil. E, honestamente, o uso exagerado de “voice-over” não me ajudou em nada. Achei que o narrador assumido na camera de Jose Padilha era suficiente para nos fazer entender muito do que estava acontecendo. Revelar os pensamentos interiores do tenente Nascimento em muitas cenas foram desnecessários, pois a interpretação de Wagner Moura é tão perfeita que em muitas cenas o uso de “voice- over” não revela nada mais do que nossos olhos já estão vendo.

O enredo inicia-se com o tenente-coronel Roberto Nascimento (Wagner Moura, sempre brilhante!!), que é trazido para ajudar a acalmar uma rebelião na prisão, mas tudo resulta em um banho de sangue colossal. Diogo Fraga (Irandhir Santos), um ativista de direitos humanos quer se certificar de que os prisioneiros sejam tratados humanamente, e assim causa uma grande dor de cabeça na vida de Nascimento. E, para piorar, ironicamente, o ativista é casado com a ex-mulher do tenente-coronel, e ainda prova ser um pai melhor para o filho adolescente dele — o que provoca em Nascimento uma crise de personalidade: ele começa a se perguntar se a vida de violência que ele leva, realmente valeu a pena, e se seus pesares em como ser um bom policial o transformou num péssimo pai e num marido ausente. O filme cai num melodrama bem chatinho!!!

Foi escolhido para representar o Brasil no Oscar deste ano, mas acho que lhe faltou um “lobby” para lhe garantir uma vaga. Não é ruim, mas acredito que o Brasil tinha um filme melhor do que esse. Bem, “Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro” me fez cochilar…e quando um filme me causa sono é porque ele não me tocou!

Nota 5,5

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Tropa de Elite 2 # O Inimigo Agora é Outro (2010)

Tropa de Elite 2: Dessa vez não fui à pré-estréia, não entrei na fila para assistir na estréia, não me estressei on line para ver na 1ª semana. Eu tive medo.

Tropa de Elite 2 não é um filme que se assista pura e simplesmente, pois a todo momento somos  sugados para dentro da tela… Ou seria a tela que insiste em pendurar-se nas nossas vidas? Lotado de referências tipicamente nacionais de um Rio de Janeiro que que está em toda parte do Brasil  a despeito da insistência de muitos em não perceber.

Não há como se sair indiferente dessa projeção, é um dedinho que nos toca no ombro, u’a mão que  nos dá na cara para logo após socar-nos o estômago e sem piedade, num golpe final,  olhar bem nos nossos olhos e cinicamente sorrir.  Saí do cinema espancada, abatida,  com sentimento de revolta, pronta a explodir  qualquer comício que passasse na calçada.

Desta vez José Padilha pôs o dedo na nossa cara e relembrou que nenhum de nós é inocente.

Mais de seis milhões e meio de pessoas viram o filme, o que mais se teria  a dizer? A minha visão de mulher que diante de um jornal, entre uma foto chocante de crime/tragédia e outra de políticos/sorridentes em campanha, recorre às cenas do próximo capítulo de uma novela qualquer como recurso para não enlouquecer  com a  impotência e letargia dos nossos tempos. Hoje a vida é  tão rápida! Os recursos tecnológicos nos deixam por dentro  de tudo e em tempo real… E justamente agora, encontramo-nos apopléticos, sem saber para onde ir e sem perceber para onde estão nos levando. Deixamo-nos enganar com gosto, só para não saltarmos  da condição de  vítimas  ou de  famosos “massa de manobra” para o papel de quem molda seu próprio destino. Nunca precisamos tanto evocar nossa porção Capitão Nascimento, nunca  ele foi tão ficcional…

Capitão Nascimento, envelheceu 13 anos, ganhou lindas mechas grisalhas, continua com aquele pescocinho ligeiramente entortado à direita, dedo em riste a repetir  pausadamente aquilo que ele quer que seja perfeitamente entendido.  Promovido a herói  (da promoção de patente todos já  sabemos)  é um homem cada vez mais sozinho, como sozinhos se tornam todos  os que insistem em trilhar rumo a um ideal de correção. Estão sós aqueles que pensam em ter vida limpa e  tentam livrar-se  dos entulhos à volta.  Estão irremediavelmente sós aqueles que insistem em manter suas cabeças e éticas acima da mediocridade  vigente em todos os escalões.

No princípio eram as drogas e o tráfico. E a polícia corrupta viu que tudo isso era muito bom!

Acharcou traficantes, elementos enriqueciam, arquivos eram queimados e no saldo das prestações de contas , não havia porque se importar com os inocentes…  A rede cresce e engrossa até criar contornos diante dos olhos do nosso herói que ervas daninhas se combate como pragas, eliminando-se! Surge a lenda e acaba o filme 1.

Tráfico dominado, traficantes engaiolados, Capitão Nascimento torna-se coronel Nascimento, comandante geral do BOPE. Torna-se também um homem separado, heróis não devem casar-se…  Na sua rotina, pela sua retina enxerga  3 tipos de polícia: corrupta, não corrupta e o BOPE. Na sua vida existe o seu trabalho, a sua família e o seu trabalho.
Vamos combinar que algumas coisas dão certo exatamente porque algo nelas deu errado. É  como se a partir de  um passo errado numa dança, pudéssemos  criar um  outro modo de dançar, porém alguns princípios básicos nos fazem errar  para sempre.
O que Tropa de Elite 2 tem de melhor, é a humanidade do seu herói, a babaquice dos seus cidadãos, a implicância com os intelectuais defensores radicais dos direitos humanos na base do  “é dando que se recebe”  e com aqueles que pensam ter mais direito aos direitos humanos  que suas vítimas e finalmente, a profusão de frases candidatas a bordões que alegremente continua.
Com uma fotografia funcional que participa como personagem da trama, a qualidade do filme é inquestionável  aliada a  um roteiro preciso, amarrado, coerente.

Rimos, quase choramos,  nos indignamos, prendemos a respiração, xingamos e quando saímos do cinema nos surpreendemos pensando.

A sociedade a qual as instituições deveriam servir, delas se servem.
Os políticos, cargos para o serviço e satisfação da sociedade, dela se servem.
A polícia que existe para servir e proteger a sociedade nela tem seu maior antepasto.
O poder se alimenta da desgraça das pessoas.
O sistema precisa fomentar desgraça para para que suas manifestações de poder sejam inquestionáveis.
O cidadão, desculpa para tantas ações e legislações, é no fundo apenas aquele que irá manter com sua ignorância, ingenuidade e fruto do seu trabalho formal ou não,  todo o peso de um  sistema faraônico que arrogantemente irá lhe roer até os ossos e pagará cada vez mais caro por isso.

Repare bem a cena em que Russo (Sandro Rocha) faz seu ritual de passagem entre acharcador do tráfico e chefe da milícia: Ele vai “tomar” dinheiro do vapor que só tem R$500,00 que foram  ganhos com o “gatonet”, ali a gente percebe qual a saída que temos, tanto nós sociedade,  quanto aqueles que se encontram encurralados nas vielas.
Ali entendemos exatamente o que é a lei do mais forte e que evoluir não faz o menor sentido. A marginalidade diante da polícia só tem um destino que certamente não é a reabilitação…

Não há defesa pra ninguém.
Ninguém é inocente, numa sociedade onde se vive por alianças para fortalecimento individual e as possibilidades de ganho sempre passam a existir e ter importância por si só. A ganância não olha para ética e o poder existe  para deleite de todos aqueles que pensam estar um milímetro acima do que  é chamado de povo. (O brasileiro tem um dificuldade de se ver como povo, como todo, não? As críticas são sempre feitas em 3ª pessoa).
Todos ali naquela película, tem um preço e a política não olha para nada nem ninguém que não seja suas próprias vaidades.
Não importa o que o herói possa fazer, o sistema existe e se reinventa e se alimentará das necessidades que se não existirem, ele criará. Osistema se reinventa, daptando-se e lançando mão do que teoricamente seria ferramenta para sua própria mudança ou destituição.
Coronel Nascimento vira subsecretário. O sistema ignora que algumas pessoas são fieis à sua essência e tenham em si valores inegociáveis (princípio do Coronel Nascimento). Para alguns o que impede que se corrompam não é apenas a falta de oportunidade de se corromper, não basta trocar a planta de lugar para que se tomem de amores por condições  mais leves e vida confortável. A grande coerência deste roteiro, é justamente o tempo que Nascimento leva para se adaptar à troca de suas armas: de pistola para palavra, microfone, boca-no-mundo.
Por sorte, por piedade jamais por acaso,  no início do filme somos avisados que é uma obra de ficção, o que nos faz rir das referências tão claras do jornal que manda profissionais para morte; Cúmplices de autoridades políticas orquestradoras de candidatos políticos, financiados pela grana de uma nova modalidade de crime;
Do apresentador de TV invejado pelo governador pelo número de opinião capaz de formar;
Do agente carcerário que não vê nada demais no inferno que se desenha dentro dos presídios;
Do intelectual defensor dos Direitos Humanos que vê tudo demais nos infernos prisionais ignorando que entre mauricinhos de faculdade e bandidos nas unidades prisionais existe o segmento que dever-se-ia denominar cidadão para o qual todos os esforços das autoridades, serviços e servidores deveriam ser direcionados e não exatamente o contrário como nos mostra  o soco na cara de José Padilha.
Temos a chance de perceber como é a política de governar  para si mesmo e percebemos que jamais tivemos outra forma de política…
E quando o policial subordinado descobre negócio novo virando líder comunitário,  percebemos que contra a ganância a covardia talvez seja uma arma definitiva para a sobrevivência e revela a grande onda das nossas autoridades: “fifty to fifty” –  a “taxa do eu sei”…  Quem sabe recebe, quem deve paga e quem não sabe paga também só que um preço mais caro por acreditar  que é votando que se resolve as questões populacionais…
Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro – sua exibição deveria ser indicada a passar nos próximos horários eleitorais gratuitos, apenas isso.
No mais,  foi um alívio ver no filme de ficção, que num país onde se apregoa que milhares de empregos são gerados a cada momento, existe um herói desempregado, humilhado, incompreendido. Alívio, porque conheço pessoas reais nessa condição e elas não serão ouvidas enquanto não puderem apresentar vantagens, o que pode nos dar um alento de esperança no futuro.
Não sabemos de onde vem o tiro. mas ainda podemos de certa forma ter esperança!
Nota 10, sobre tudo pela coragem da cena final, o rasante panorâmico por sobre a origem e finalidade dos problemas  mostrados no filme, que é a sua própria razão de ser,  podendo  também ser  a solução. Não se deve assistir a este filme pensando em tratar-se de uma história fictícia numa determinada cidade, pois que  cidade e governos locais nada mais são que miniaturas de um país…  Afinal, nem mocinho nem bandidos disparam o gatilho sozinhos muito menos por nada…
Tropa de Elite 2. 2010. Brasil.
Direção: José Padilha
Roteiro: Braulio Mantovani e José Padilha
Elenco: Wagner Moura (Nascimento); Irandhir Santos (Fraga); André Ramiro (Mathias); Pedro Van-Hel (Rafael); Maria Ribeiro (Rosane); Sandro Rocha (Russo); Milhem Cortaz (Fábio); Tainá Müller (Clara);  Seu Jorge (Beirada); André Mattos (Fortunato); Jovem Cerebral (Braço)

Postado por Rozzi Brasil

Maria Cheia de Graça (Maria Llena eres de Gracia. 2004)

maria-cheia-de-graca_posterAlguns jovens por não conseguirem engolir alguns sapos que a vida por vezes impõe, terminam por engolirem coisas piores. Agora, se nessa trilha que decidiu seguir, aprender a lição, pelo menos terá valido a pena o sufoco que passou. Para aprender que também há os espinhos. Que mais que retirá-los de todo, deve-se achar um meio de não se ferir com eles. E a vida termina mesmo para quem morre.

rosas-colombianasUns anos atrás, pela televisão, fiquei conhecendo as rosas colombianas. Lindíssimas por sinal. Em em especial, por deixar manusear suas pétalas sem que as mesmas caísse. Além disso, só na menção de onde viam – Colômbia -, já era um indicativo de que uma outra plantação estava fazendo sucesso. De que as pessoas de lá teriam mais uma chance de um trabalho dentro da lei. E fora das drogas.

Mas nesse filme, ‘Maria Cheia de Graça‘, podemos ver que mesmo dentro da legalidade há um ainda um clima feudal dos responsáveis. Por exigir cotas de produção não permitem certas regalias aos funcionários. Nem que vão ao toalete mais vezes. Era o pretendido pela Maria (Catalina Sandino Moreno). Por conta de enjoos da gravidez ao ser impedida de se ausentar das suas funções – tirar espinhos das rosas -, se desentende com o encarregado da seção e é demitida.

Pressionada pela mãe e a irmã para arrumar logo um emprego, no caminho até o centro da cidade encontra com um jovem que conhecera numa festa. Ele na verdade era um aliciador de mulheres para servirem de mula. Que para ainda quem não sabe: é pessoa que transporta drogas em seu corpo. Maria e outras jovens iriam levar a coca no estômago até Nova Iorque. Os traficantes enviavam várias já sabendo que uma delas seria o boi de piranhas. Ou seja, enquanto uma é detida, as outras terão um pouco mais de facilidade ao passar.  E fora o risco de serem presas, havia também o risco de um dos bastões estourar dentro do estômago. Aí é fatal!

Não há tensão maior no filme. De cá mesmo o título entregando o filme ficou uma torcida para que Maria não desperdiçasse por aquela graça alcançada. Que tivesse tino depois do que passou, do que viu acontecer. É um bom filme. Dou nota 8. Mas não me deixou vontade de rever.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Maria Cheia de Graça (Maria Llena eres de Gracia). 2004. Colômbia. Direção e Roteiro: Joshua Marston. Elenco. Gênero: Crime, Drama, Suspense. Duração: 101 minutos.

Traffic: Ninguém Sai Limpo (2000)

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Por: Giovanni Cobretti C.O.B.R.A.
Filmaço. Em forma de documentário, lembra-me muito o falecido Nélson Rodrigues e sua coluna: a vida como ela é. O diretor tentou de todas as maneiras dividir o tempo de aparecimento e das falas de cada personagem. Cronometricamente ajustados. Para não existir um ator principal. Falhou. Benício Del Toro, como Javier Rodrigues & Rodriguez (provavelmente a sua mãe era prima do seu pai, como em Goiás Velho…) está sobrando!

Estamos em Tijuana, fronteira mexicana. Filtro ostensivamente amarelado e desértico na câmera. Efeito estupendo na platéia. A palavra “tingado” é repetida inúmeras vezes. Show. Como “prego” em italiano, “porra” em português e “fuck” em inglês. Ela é de multi-uso. Podendo designar desde uma vida toda lascada, até uma grande transa com a mulher desejada… Mas devido as condições fuderosas que se apresentam, tingado é tingado mesmo!

Corta para um juiz da Suprema Corte de Ohio, tá tudo azul! Deparamos com o não menos “mala” Michael Douglas, que já foi de tudo um pouco no cinema. Desde presidente da república até policial detonado que fatura a loiraça belzebu, Sharon. Neste ambiente pasteurizado e desnatado, seu destino é traçado. Mal sabe ele que quem vai traça-lo é sua menina. Literalmente. Ela o implode. Como dirigir o DEA se sua filha tá largada?

Ledo engano achar que somente a pobreza fuma crack. Mais ainda pensar que só os desajustados são chegados no cortado. Muita gente boa fuma, cheira, bebe e aplica. Mesmo tirando notas altas e sendo o destaque no colégio. Se explica? Algo como… Se eu não tenho mais nada pra fazer, porque não … besteira? Se ninguém presta atenção em mim, que tal eu sair deste mundo palha e viajar?

A esposa dedicada e amorosa, Catherine Zeta-Jones é gata aos 6 meses de gestação. Casada com um traficante-mor, não sabia disso. Surpreendente, mas real. De pequena felina transforma-se em leoa. Defende a cria e peita – insofismável – os chefões mal-vestidos do tráfico. Pede até a polícia para ajudá-la. E sutilmente não dá moral pro advogado melífluo que quer faturá-la e ficar com a herança do big-boss. Atirando pra todo lado consegue atingir o alvo. A grana escondida no quadro. Todas as suas cenas são claras e brilhosas, diferente do resto do filme, marcado pelo pastel-poeira e azul-hospitalar.

Dupla de excluídos, os dois policiais investigadores são um caso à parte. Amizade sincera e total entrosamento. Seus diálogos são a lá “Pulp Fiction”. Seus sonhos são simples e diretos como eles. Pegar os “big-fish”. Melhor que isso só churros na porta de supermercado.

Todos temos perdas e ganhos. Steven Soderbergh mostra habilmente uma lista, em que se ganha e perde; respectivamente:
– Juiz Robert Lewis= um cargo respeitável X uma filha querida
– Javier Rodrigues= destaque na profissão X seu melhor amigo
– Helena Ayala= um novo cargo X a inocência
– O policial preto= certeza de que o que faz é o certo X best friend, again
– Traficante de Segunda classe= ninguém é amigo no tráfico X sua vida
– Carlos Ayala= a liberdade X a mulher dedicada, o respeito, o advogado bom, mas ladrão
– A filha do juiz= um pai presente X a dignidade

Não existe um fim explícito. É um contínuo. Adorei a crueza da coisa. Apesar de toda minha experiência, fiquei chocado com algumas cenas. Não tem jeito.

O que há de bom: a direção criativa e direta ( nem sempre essas duas qualidades se somam)
O que há de ruim: o governo claramente não pensa em reabilitar os adictos, só punir e prender, alguma sugestão poderia pintar
O que prestar atenção: alguns personagens se cruzam durante o transcorrer do história, e nessas cenas a fotografia não sabe se fica borrada, clara ou viva…
A cena do filme: a crueza da mocinha com o negrão, a piadinha da primeira vez do policial na praia ( única hora em que ri neste tempo todo )

Obs.: liçãozinha pros que acham que seus parceiros de rock são amigos de verdade: quando a coisa aperta, eles vão te deixar na chapada, babando no chão, na porta do pronto socorro. Verdade.

Cotação: filme excelente ( ***** )

Traffic: Ninguém Sai Limpo. 2000. EUA. Direção: Steven Soderbergh. Elenco: Steven Bauer (Carlos Ayala), Don Cheadle (Montel Gordon), Erika Christensen (Caroline Lewis), Benicio Del Toro (Javier Rodriguez), Michael Douglas (Juiz Robert Lewis), Miguel Ferrer (Eduardo Ruiz), Luis Guzmán (Ray Castro), Amy Irving (Barbara Lewis), Dennis Quaid (Arnie Metzger), Catherine Zeta-Jones (Helena Ayala), Salma Hayek, Albert Finney, James Brolin, Benjamin Bratt. Gênero: Crime, Drama, Suspense.. Duração: 147 minutos. Baseado na mini-série escrita por Simon Moore.

O Gângster (American Gangster. 2007)

Um homem aproveita a morte de seu mentor para assumir a liderança do tráfico de drogas em Nova York. Até que um implacável detetive resolve detê-lo.

Quando li o nome dos atores principais e direção, me preparei para ficar imóvel na poltrona e nem piscar. Não conseguia imaginar um enredo que precisasse de mais atenção porque só os atores já valiam pelo filme.

No começo vem o tédio total: o bandido é bandido (Denzel Washington), sem ostentação que respeita a ética entre bandidos, possui um lado humano sensível preocupado com a familia e seu amor. O policial, separado, só e amargo (Russel Crowe) é tão politicamente correto que chega a ser chato. Essa é a pegadinha do filme.

O bandido precisa mandar sem aparecer, o policial precisa trabalhar e fazer valer a lei sem se corromper. Em comum, ambos são extremamente metódicos nas ações e decisões que resulta num final incrível.

Lógico, não poderia faltar um Soundtrack de primeira linha com legítimas batidas funks.

Por:   Criz Barros.

O Gângster (American Gangster). 2007. EUA. Direção: Ridley Scott. Elenco: Denzel Washington (Frank Lucas), Russell Crowe (Detetive Richie Roberts), Chiwetel Ejiofor (Huey Lucas), Josh Brolin (Detetive Trupo), Lymari Nadal (Eva), Ted Levine (Detetive Lou Toback), John Ortiz (Javier J. Rivera), Cuba Gooding Jr. (Nicky Barnes), Armand Assante (Dominic Cattano). Gênero: Crime, Drama. Duração: 157 minutos. Baseado em artigo de Mark Jacobson.