Série: How to Get Away with Murder (2014 – ). Numa de Livrai-os da Culpa…

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Kerry Washington, Shonda Rhimes, Viola Davis

Kerry Washington, Shonda Rhimes, Viola Davis

How to Get Away with Murder” é uma criação de Peter Nowalk, mas que traz a chancela da produtora Shonda Rhimes. Sendo assim já começa bem e com chances de ter vida longa. Até porque Shonda traz como bagagem “Grey’s Anatomy” e “Scandal“. Não sei partiu dela a escolha por uma atriz negra para ser a protagonista. Pelo sim ou pelo não… A decisão merece aplausos! Pois tanto o Cinema como a Televisão ainda tem muitíssimo mais atores branco. O Oscar está ai para confirmar!

How to Get Away with Murder” trata-se de um Thriller Jurídico que acompanha a vida de Annalise DeWitt (Viola Davis) uma professora de direito que ministra o curso que da nome a Série. Brilhante, apaixonada por sua profissão e pelas leis, carismática, implacável e manipuladora, Annalise também tem um lado pessoal onde diria que também esconde alguns fatos… A vida de Annalise sofrerá uma reviravolta quando ela e seus alunos se envolverem em uma trama de assassinato. Nessa primeira temporada ela terá como estudantes: Michaela (Aja Naomi King), Gibbins (Alfred Enoch), Connor (Jack Falahee), Asher (Matt McGorry) entre outros.

Em seu Curso de Direito Criminal, Annalise já deixa claro no início que eles não irão aprender ali teorias das leis, mas sim como praticá-las em um tribunal e como um advogado influente. Além do que, anualmente escolherá quatro dos alunos para irem trabalhar no escritório dela. Para isso terão uma tarefa em especial e que irá ajudá-la nessa decisão: de encontrarem a defesa que libertará um cliente. Tendo no tal teste – “Como se livrar de um assassinato?“-, deverão seguir essas três regras básicas:
_ Desacreditar a testemunha.
_ Introduzir um novo suspeito.
_ Enterrar as evidências.

how-to-get-away-with-murder_cenaCom isso deixando margens para que sendo necessário levar a alguém a mentir em juízo. Ou não! Já que a interpretação à essas regras será pelo próprio aluno. Muito embora faça parte do jogo não procurar por inocentar o réu, mas sim em retirar a culpa de cima dele, até porque ele pode ter sim cometido o tal crime. Então caberá a esses jovens escolherem por completar o curso e partir para estágios em outros escritórios ou tentar por uma dessas quatro vagas e irem trabalhar diretamente com Annalise. Até onde eles irão para ser um dos eleitos ficaremos cientes no decorrer da Série.

Confesso que estou altamente motivada para ver essa Série! Até por gostar de tramas que envolvem os bastidores de Tribunais! Dai até me arriscando a comentar partindo apenas da chamada do Canal Sony Brasil para essa Série! Mas confiando no taco da Shonda Rhimes! Por ter gostado das atuações de Viola Davis até então! Expectativas mil! Se será sucesso no Brasil? É esperar para saber! Ah! A Série tem estreia marcada para 05 de Março!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Ficha Técnica na página no IMDb.
Confiram o trailer legendado e vejam se também ficaram interessados:

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Série: Scandal (2012 / ). Oba! Vem Ai Nova Temporada!

scandal-serie-tvQuem assistiu o filme “Mera Coincidência” (1997) e gostou, vai gostar ainda mais de “Scandal“. Uma Série que veio mostrar mais do que os bastidores de uma firma de advocacia, também traz o marketing político tão indispensável no jogo do poder e do mundo real também. Pois é! Uma casadinha que não deixa por menos: assessores de impressa + equipe altamente especializada em espionagem = felicidade e principalmente sucesso na carreira ou vida pessoal do cliente. A trama foi baseada numa ex-assessora de imprensa do governo de George W. Bush, a Judy Smith. Que aliás além de co-produtora Smith também é consultora da Série. E “Scandal” é uma criação de Shonda Rhimes que já traz como bagagem uma Série de sucesso como “Grey’s Anatomy“.

_ Não da para se afastar quando as coisas ficam feias. Se está acreditando nisso, então está vivendo uma fantasia“.

Ambientada em Washington (D.C) “Scandal” também traz os bastidores da Casa Branca, como também do Congresso. Passando um raio-x na Política e nos Políticos e até nos Lobistas do Estados Unidos. Em um dos episódios, por exemplo, a Séria trouxe uma discussão sobre a 2ª Emenda: a que garante o direito de todo americano portar uma arma. Onde até fora da ficção, os que defendem um controle armamentista, se veem derrotados no Congresso. “Scandal” também traz o Grande Júri; até porque muitas das tramas começam e terminam nos Tribunais.

serie-scandalAntes mesmo de começar, a Série rendeu um buchicho de bastidores. Pelo o que contam a atriz protagonista foi uma militante na campanha de Barack Obama e diretamente ligada a ele. Com isso, ciente de que seu personagem na ficção teria um envolvimento com o presidente, ela pediu para que colocassem um ator branco para o papel. Algo prontamente atendido. E fora dos bastidores, o comentado também seria o ciúme da Primeira Dama real para com essa atriz. Disseram até que ela teria passado também a usar franjas como a atriz. Bem, se tudo seria mera coincidência ou não… O certo é que o Presidente Obama é um gato!

scandal_kerry-washingtonScandal” traz como protagonista uma ex-consultora de mídia do Presidente dos Estados Unidos; o porque saiu é mostrado ao longo da trama. Ela é Olivia Pope, numa grande atuação de Kerry Washington. Ciente de seu talento, Olivia não abre uma simples firma de advocacia, indo além: uma empresa apta a tirar o cliente do meio de uma monumental crise e que não é para qualquer um! Para quem já teve, e ainda teria livre acesso na Casa Branca, sua clientela teria que ser da elite, seja ela da política ou não, desde que fosse alguém que atrairia para si próprio os holofotes da grande mídia: se já no meio ao crise ou na iminência dela… Para se verem livres… Manter todo o aparato da empresa nessa empreitada: o custo é bem alto. Até para manter sua equipe escolhida a dedo. Olivia buscou também pelo talento de cada um deles em resolver toda a situação e sem deixar rastros, mas há também um outro motivo contado também ao longo da Série. Enfim, Olivia até pode não cair na simpatia de todos, mas até fora do Capitol Hill, se estivessem vivenciando uma crise ou um grande escândalo, sabiam que ela era pessoa certa a ser chamada. Olivia só não era muito boa quando o assunto se resumia a sua vida pessoal. Ah! A personagem tem em seu guarda-roupa algumas das marcas mais famosas como: Armani, Christian Dior, Prada, Gucci… Como se diziam antigamente, ela é uma moça de fino trato!

serie-scandal_os-gladiadoresUm pequeno perfil dos que ela trouxe para a “Olivia Pope & Associates“, que ela denominou como os seus gladiadores:
– Huck (Guillermo Diaz): Um ex-agente da CIA. Com um passado nebuloso. Tem uma dedicação/devoção extrema por Olívia. É um hacker dos bons: algo que com certaza ajuda nas investigações. De pavio curto, tende a tomar medidas extremas. E que tenta a todo custo se livrar da “carcaça” podre que a CIA deixou nele.
– Harrison Wright (Columbus Short): Wright é o oposto de Huck. Esbanja elegância e refinamento, e que contribui como sua principal arma nas investigações: a sedução. É uma pena que o ator Columbus Short não pode ser escalado para a 4ª Temporada. Pois se envolveu numa briga de bar: foi indiciado; pagou fiança e aguarda a sentença que pode até a vir ser condenado à 4 anos de prisão. Pena mesmo! Seu personagem era um gato! Como um suspense: no último episódio da 3ª temporada seu personagem apontava uma arma para a própria cabeça. Morreu? Não Morreu? Saberemos na Temporada que vem por aí…
– Abby Whelan (Darby Stanchflield): É a investigadora mor da equipe. Sem papas na língua. Indomável. Poucas coisas escapam à ela em suas pesquisas. Mantém uma grande amizade com Olivia. Além de uma gratidão por algo de seu passado que até a fez perder seu grande amor.
– Quinn Perkins (Katie Lowes): Quinn fora a última aquisição da equipe. Perita em explosivo, mas sem muita utilidade para a firma. Até porque discrição é fator fundamental para as soluções dos casos. Com isso sente que caiu ali de para-quedas. Aos poucos desvenda o seu próprio mistério. Em busca de adrenalina… terá a sua perdição ao se envolver numa relação explosiva com um agente da B-613, que até por conta disso Huck e Olivia a mantém em “monitoramento”.

Essa B-613 é… Digamos que é mantida por um “caixa 2” do Congresso. Eles sabem que o dinheiro terá que ser liberado, mas sem saber para que.

Olívia: É tão engraçado.
Cyrus: O quê?
Olívia: Eles são todos assassinos. Reston, Sally, Fitz… o debate presidencial. É literalmente a fileira de assassinos (em referência ao apelido do time dos Yankees, Murderers Row). Não importa quem seja eleito, eles são todos assassinos.
Cyrus: Ninguém é perfeito.”

serie-scandal_elencoAlém deles, destaque para outros personagens que continuarão na Série:
– President Fitzgerald “Fitz” Grant (Tony Goldwyn): Do Partido Republicano. Só irá saber como ganhou de fato a eleição mais tarde. Casado. Tem três filhos: Jerry, Karen e Teddy. Mais parece um menino mimado que recebeu tudo de bandeja. Ou que teve tudo facilitado pois o queriam na Casa Branca. De verdadeiro mesmo seria o seu amor por Olivia. Por ela até abandonaria a presidência. Mas isso também não estaria nos planos daqueles que o colocaram “no topo do mundo”.
– Mellie Grant (Bellamy Young): Primeira Dama dos Estados Unidos. Sabe do caso de Olivia com Fitz. Muito ambiciosa, acaba engolindo sapos demais. Domina bem a arte da manipulação.
– Cyrus Beene (Jeff Perry): Chefe de Gabinete e “braço direito” do Presidente. Cy vive e respira todo o jogo de poder conquistado. Mantém uma relação de amor e ódio por Olivia: amor em admiração pelo talento dela, e ódio por quase sempre ter que recorrer a ela. Por conta das “ideologia” de Fitz, esconde a sua homossexualidade. Até que ao conhecer o tempestuoso James Novak (Dan Bucatinsky), se apaixona assumindo de vez a relação em um grande baile na Casa Grande. Uma relação que terá de tudo, de tudo mesmo ao colocar em cheque o “animal político” Cy…
– Jake Ballard (Scott Foley): Amigo antigo de Fitz, que ao receber desse uma missão, acaba abalando essa amizade. É que Jake se apaixona por Olivia. O que o coloca também como mais um a protegê-la. Mas aí a B-613 entra em cena…
– David Rosen (Joshua Malina): David tinha um alto cargo na Promotoria do Estado. Sendo um calo no pé para Olivia por não concordar com os métodos que ela empregava. Até que acaba perdendo esse emprego e um pouco da credibilidade ao investigar o caso Defiance sobre a eleição presidencial. Quando então e ainda sempre tentando seguir a lei, passa a ser um Promotor Distrital. David se apaixona por Abby e ela por ele.

serie-scandal_pais-de-olivia-popeAinda vale destacar mais esses que também continuarão nessa 4ª Temporada: são os pais de Olivia. Rowan Pope (Joe Morton), o pai e Maya (Khandi Alexander), a mãe. Bem, Olivia já descobriu que ele era o temido Comandante da B-613 e que também a mãe além de estar viva é uma terrorista perigosa. Bem servida de pais essa jovem, hein! Resta saber o que aprontarão agora.

A Série “Scandal” teve início em 2012. Agradando a muitos desde então! Eu virei fã! A 3ª Temporada foi abreviada por conta da gestação já avançada da atriz Kerry Washington, que aliás ganhou uma menina. A nova temporada aqui no Brasil estreia no dia 5 de março, às 22:30h, pelo Canal Sony. Estou aguardando ansiosa!

Drop Dead Diva. (Série). E o “Patinho Feio” Aprende o Quanto Pode ser Belo!

drod-dead-diva_cartazSem querer fazer aqui um patrulhamento em relação ao peso corporal das pessoas, mas quando mais de um terço da população dos Estados Unidos se encontram “acima do peso” o esperado seria ver muito mais personagens e artistas “gordinhos” protagonizando bons Filmes. Como também por conta não apenas do politicamente correto, mas também do quanto de bullying essas pessoas padecem no mundo real… eu fico meio sem saber como descrever… Enfim, gordinhos, acima do peso… É mais do que justo que mais e mais Filmes e Séries deem espaços a eles atores e personagens com histórias mostrando que mesmo com alguns percalços eles levam uma vida como todo mundo. Por isso e muito mais “Drop Dead Diva” merece ser vista!

Foi por acaso que eu comecei a acompanhar essa Série, numa de zapear pela grade de canais… E foi justamente por ver uma protagonista interpretada por uma atriz “gordinha” e o que seria melhor ainda sendo a personagem uma advogada. (Um tema que gosto muito: os bastidores de um Tribunal.). Além claro do sugestivo título! Algo como: o espírito de uma louca baixou em mim… A Série até traz o tema da reencarnação, mas ai como “uma segunda chance“. O que também seria o motivo da profissão escolhida para essa personagens. A Série já seguia em temporadas adiantadas, que por sorte o canal Lifetime em paralelo passou a reprisar desde a primeira temporada. Pois mesmo tendo um resumo dessa reencarnação antes de cada episódio – em quem se apoderou do corpo de quem -, além de também ser um tema interessante e meio surreal, dentro dessa realidade algumas perguntas me viam acompanhando já pelo meio “Drop Dead Diva“. Assim, fui montando aos pouco o quebra cabeça dessa nova Diva/Advogada.

drop-dead-diva_deb-e-janeA história de “Drop Dead Diva” une dois esteriótipos tão propagandeados pela indústria cinematográfica: a “gordinha” com a “loura burra”. E faz mesmo uso disso até para tentar quebrar outros mais. Um deles seria em relação a indústria da moda que ainda segue com o padrão de que ser magro que é belo. Numa de que se a pessoa fora desses padrões não pode se vestir com elegância, dentro da “moda”. Nessa história a personagem da “loura burra” tentava ser uma modelo famosa, mas já sentido o peso de um outro padrão: o da idade. Pois nessa indústria… Ter mais de vinte anos de as chances diminuíam. Agora, ela volta ao mundo dos vivos no corpo de uma “gordinha” que já está com quarenta anos de idade. São duas coisas a mais para lidar. De cara dá, ou melhor, se dá um banho de loja, dos pés a cabeça, se sentindo mais “atraente” aos olhos de todos. Até provocando certas invejas à princípio em quem se situava dentro dos padrões de beleza convencional. Toda essa “maquiagem” externa é passado com humor, sensibilidade e em certos momentos até com certa ironia para quebrar certas convenções. Um “Bravo!” a mais para essa Série! Até porque certos paradigmas merecem mesmo ser quebrados, pois se para muitos possam até parecer cômicos, no fundo são bem cruéis. O que também acena para que a Indústria da Moda repense o seu establishment.

drod-dead-diva_jane_antes-e-depoisAgora, embora eu possa ter dado um caráter mais pesado, a Drop Dead Diva mostra de um jeito leve a vida de uma advogada que por conta de um acidente do destino “trocou” de mente. Pois quem ganhou uma segunda chance de vida foi a modelo. Essa por sua vez, se não ganhou o corpo de antes, se deslumbrou com a inteligência que até então não tinha. Até porque com ela veio saber que se pode ter sucesso vindo além da aparência física. O que nos leva a pensar no passado de nerd da advogada, de anos dedicado ao estudo até por conta de sentir discriminada socialmente… Mas meio que como compensação…ela amou o carro conversível “herdado”. Até por conta disso, pelo seu jeito extrovertido de ser, faz com que o “patinho feio” além de ir aprendendo que já é um “belo cisne”, que use e abuse dos prazeres que o dinheiro possa comprar. Sem querer trazer um spoiler, mas já trazendo… Essa lição em será também aproveitada pelo então “patinho feio” num dos episódios… O que devo confessar que em igual situação, eu também teria feito a mesma escolha.

Em “Drop Dead Diva” a advogada Jane Bingum é interpretada pela atriz Brooke Elliot. Até então desconhecida para mim. Agora, fico na torcida para que paralelo a esse personagem deem a ela outros personagens em Filmes, mas sem ser muito caricatos como estão dando a atriz Melissa McCarthy. Que nem estou me referindo ao da Série “Mike & Moly” que aborda o romance e a vida em família entre dois personagens “de peso”: merecedor também de aplausos. Enfim, personagens não apenas caricatos: onde o peso maior seja o do próprio corpo. A menos que tal e qual as histórias como nessas duas Séries numa de derrubar preconceitos. Já a modelo que reencarnou no corpo de Jane, a Deb Dobkins (interpretada por Brooke D’Orsay), visualmente só aparece em alguns episódios até porque ela era namorada de um advogado, Grayson Kent (Jackson Hurst). O que estreita mais a relação entre ambas. Mais ainda por conta de acontecimentos na temporada atual (2014)…

O contraponto entre ambas, Jane e Debb, que é a tônica da história: a união de duas personalidades distintas até fisicamente num único corpo. Debb deu a Jane beleza, vaidade, leveza, elegância, sedução… Jane deu a Debb inteligência, talento, compromisso, seriedade… E ambas aprendendo que melhor mesmo é não perder tempo em vida!

drod-dead-diva_elencoDrop Dead Diva também traz tramas paralelas, não apenas os personagens das causas que advogam, mas sobretudo dos que por lá trabalham. Onde o destaque maior vai para a assistente de Jane, a “investigadora” Teri Lee, vivida pela atriz Margaret Cho. Teri tem seus momentos revenge pelos bullying de outrora de carona com a nova personalidade de Jane. Sendo que a ajuda com a “nova roupagem” veio mesmo com a antiga amiga de Debb, que por contingência do destino, se torna também grande amiga da nova Jane. Falo da Stacy Barret, vivida pela atriz April Bowlby. Stacy ainda vive o sonho de ser uma atriz famosa, mas mesmo sem perceber muito sabe que o tempo também está passando por ela. Com isso, um outro sonho toma ponto em sua vida: o de ser mãe. Onde na busca por um pai ideal para seu filho… Termina por abalar a nova/velha amizade com Jane. Tudo por conta do escolhido: Owen French (Lex Medlin). Pois ambos, Stacy e Owen, não contaram com o fato de se apaixonar um pelo o outro. E Owen seria como uma “Jane de calça comprida“: também gordinho, também se viu cobrado pela sociedade… Enfim, Owen sem querer mais desperdiçar o tempo na terra, resolve se entregar a espontaneidade e vitalidade de Stacy. Em meio a tantos romances… ainda há a presença dos anjos da guarda de Jane meio que a policiando para que Dedd encarne de vez Jane. O destaque vai para Fred (Ben Feldman), o mais atrapalhado. Além desses, vale também a menção de mais dois personagens: Kim (Kate Levering) e Parker (Josh Stamberg): ambos também advogados.

Enfim, Drop Dead Diva é de ver e rever! Com personagens atuando em uníssonos: há química entre eles. A Trilha Sonora também como um coadjuvante de peso! Em destaque os sonhos de Jane onde se vê como uma grande Diva da Música. Onde solta a bela voz aliado a nova postura ousada, que faz até pegar o microfone nos karaokês em idas a bares algo também inusitado para ela. Aplausos também para o criador da Série Josh Berman! Berman quis mesmo com essa Série tentar quebrar os paradigmas de beleza de manequim 38 e com menos de 28 anos de idade. Bravo! E na torcida para que Drop Dead Diva emplaque novas Temporadas, pois pelo o que eu li, a atual que já está terminando veio mesmo por pedidos de fãs! Com isso, segue aqui mais uma fã querendo mais continuações! A Série merece ter vida longa!
Nota 10!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Poder e a Lei (The Lincoln Lawyer. 2011)

A advocacia é a maneira legal de burlar a Justiça.”

Eu gosto de filmes cuja temática gira em torno de Tribunais, sem nem me preocupar se com atores conhecidos ou não. Esse, “O Poder e a Lei“, ambos os títulos, o original e o dado no Brasil, me deixou mais ainda interessada. Com uma lida numa sinopse, fechou! E não me decepcionei! Acompanhei atenta toda a trama. O filme é muito bom! A dúvida ficou se escreveria com ou sem spoilers. Por conta de algo nele, mas que pende mais para um viés psicológico. Muito embora o que eu deixaria no ar seria a minha dúvida, até porque isso não é a minha praia. Enfim…

Quem seria o advogado dono do Lincoln preto? Ele é Michael Haller, personagem do Matthew McConaughey. A quem eu daria um 8. Sua atuação convenceu, mas me fez pensar se um outro ator faria um Haller memorável. Creio que quem ficará mais tempo na memória será o motorista Earl (Laurence Mason). Fizeram uma dobradinha ótima esses dois. Ops! Os três, já que o Lincoln preto também conta. O carro era o QG do Advogado. Seu escritório volante. Numa cidade grande, e de tantos contrastes sociais, ele não podia perder tempo.

Pagando bem, ele aceitava o caso. Não importando se inocente ou não. Para ele quem deveria se preocupar com isso, seria a Promotoria. Não era bem quisto entre os Detetives da Polícia, mas com o escalão mais baixo, sim. Até por conta de pagar pelos préstimos. Ele sabia usar o Sistema. Na gíria: era alguém safo! Teve um reconhecimento de Earl ao dizer que ele se daria bem na rua. E ele já se considerava nela. O lincoln preto era uma ponte que o ligava a mundos distintos. Também por lhe dar uma certa fachada, para não se passar por um mero advogado porta-de-cadeia.

Tudo seguia a sua rotina, até que alguém do andar de cima precisou de seus serviços. Numa de um favor levar a outro, foi o primeiro passo para não perceber que estava entrando numa cilada. O novo cliente era um jovem milionário preso por estupro e agressão a uma jovem. Ele, Louis Roulet (Ryan Philippe), alega inocência, como também diz ser vítima de uma armação.

Haller que julgara estar diante de um caso fácil segue não prestando atenção aos pequenos sinais. Só acordando quando alguém muito estimado é assassinado. Mais! Colocando-o como principal suspeito. Sendo obrigado a inocentar Louis, Haller começa a se questionar. Mas essa crise de consciência terá que ser direcionada: tirar dos erros a chave do mistério.

Mais do que tentar também descobrir o que está acontecendo com ele, deixo uma sugestão. A de prestar atenção nos desdobramentos entre Haller e os agentes da Lei. Se o Sistema está corrompido, parte dele pode ajudar a consertar as falhas. Compliquei? É por não querer estragar a surpresa de vocês.

As demais atuações também convencem. Destaco uma, a de William H. Macy. Com cabelos compridos, perdeu um esteriótipo de loser, algo comum a vários papéis que fez. Bem, mais um destaque, e para os rapazes, terão um belo colírio: Marisa Tomei.

Para finalizar, a Trilha Sonora é uma ótima coadjuvante. E resolvi levar a minha dúvida diretamente aos da área psico já que transpareceria um grande spoiler. Assim feito! Fica a sugestão: não deixem de ver o filme “O Poder e a Lei“. É muito bom!

Por: Valéria Miguez (LELLA).

O Poder e a Lei (The Lincoln Lawyer. 2011). EUA. Direção: Brad Furman. +Elenco. Gênero: Crime, Drama, Thriller. Duração: 119 Minutos. Baseado em livro de Michael Connelly.

A Condenação (Conviction. 2010)

A razão que  me levou ao cinema para assistir “Conviction, 2010“, foi a atriz Hilary Swank (Betty Anne), e a estória do filme em si- embora soubesse do final. “Conviction” é o segundo filme dirigido pelo ator Tony Goldwyn (o vilão Carl de “Ghost”, 1990), e achei que ele fez um belo trabalho.

O filme começa com as conseqüências de um terrível assassinato em Ayer, Massachusetts. O policial local Nancy Taylor (uma Melisa Leo desconfortável vestida de policial-, mas num desempenho bonito, principalmente na sua ultima cena, no filme), tem problemas contra Kenny Waters (Rockwell), após anos de seu comportamento vadio. Apesar de suas alegações não furar, anos depois, Kenny é condenado pelo crime com base no depoimento de sua ex-esposa e uma amiga que afirmam que ele se gabou do crime.

Ao longo dessa introdução, o filme relembra Betty Anne e Kenny quando crianças- muitas vezes se metendo em confusão. A mãe deles é negligente e vive se embriagando. Essas cenas fazem um trabalho louvável, que estabelece a convicção de Betty em lutar por 18 anos para ver o seu irmão livre.

O filme tem um pouco de “Erin Brockovich”: Betty sacrifíca o seu casamento, abandona a guarda de seus dois filhos, luta para conseguir um diploma de Direito. Se torna advogada. Tem ajuda de uma amiga vivida por Minnie Driver e, pelo famoso advogado Barry Scheck (Peter Gallagher), que  ajudou na defesa de  J. O Simpson, como consultor jurídico.

Os desempenhos de Swank e Rockwell elevam o filme. Tem cenas que não contive as lágrimas. Rockwell fez Kenny de um modo, onde gira sobre o humor e o charme, e, às vezes, mostrando um temperamento elevado, onde se pode sentir sua raiva, rebeldia, e a esperança pelo melhor.  Uma atuação digna de ser indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante, em 2011.  O personagem Betty Anne não exige muito de Swank, mas a autenticidade, a bravura, e  convicção do seu desempenho fazem esse papel um dos mais atraentes de sua carreira.  Ainda, acredito que haja uma vaga para ela entre as 5 candidatas ao Oscar de melhor atriz, em 2011.

A atuação de Juliete Lewis é outro ponto marcante do filme. Ela faz  o papel da namorada rabujenta de Kenny. Lewis praticamente rouba todas as cenas do filme- pena que são poucas-, mas recordo que quando vi os dentes dela, eu quis sair do cinema e ir imediatamente para um dentista. Foi tão brutal vê-la falar, que sinceramente, pode sentir o cheiro de seus dentes.

O Ponto fraco:

A narrativa parece apressada para chegar ao cerne da questão e, depois fica no drama entre Kenny e sua filha adulta, fazendo o final se arrastar demais. Embora, como um drama de tribunal (chega ao patamar de “Erin Brockovich”), isso é, “Conviction” é superior a qualquer filme de televisão em horário nobre.

P.S.: O filme esqueceu de destacar que Kenny Waters morreu de traumatismo craniano causado por uma queda em apenas três meses após a sua libertação da prisão.

Sem data de lançamento no Brasil 😦

Conviction (2010)- 107 min. Drama. Direção: Tony Goldwyn  Roteiro: Pamela Elenco: Hilary Swank,  Sam Rockwell, Minnie Driver, Juliette Lewis, Melissa Leo, Peter Gallagher.

Mar Adentro (2004)

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Um filme emocionante! E o que mostra? “Um homem tetraplégico que luta na justiça pelo direito de morrer.” Que luta também com os dogmas religiosos. Uma morte digna – é seu desejo. Um personagem adulto, lúcido, determinado. Sua bandeira: “Viver é um direito, não uma obrigação.

Me tocou fundo… Chorei várias vezes ao longo do filme. É lindo em fotografia! Em trilha sonora! A viagem que Ramón faz ao som de “Nessun dorma” (Turandot) arrepia!! Merece aplausos também por abordar um tema como a eutanásia de maneira… inteligente??? Não sei se seria essa a palavra, mas com certeza o faz num ponto de vista de alguém lúcido; e adulto. Logo, não será uma perda de tempo assistir esse filme.

Antes de vê-lo, revi o “Antes do Pôr-do-Sol” (Before Sunset). Um filme bom de rever! Por mostrar as identificações e as diferenças que aproximam ou afastam as pessoas. Mas principalmente fala também de fatos inesperados que mudam a vida das pessoas.

Mudanças inesperadas…

Dependendo de quem ou como ocorre, ela deixa a sensação de perda, de ficar sem chão; sem norte. Mas também há pessoas que até numa adversidade buscam por alternativas. Por vezes não é fácil lidar com o novo rumo que a vida tomou. Para quem está de fora é tão fácil julgar, criticar. Por outro lado para quem o vivencia, ou até vivenciou uma dessas  “trombadas do destino” entende, ou pelo menos tenta entender, não julgando precipitadamente. Nem movido só pela emoção.

Mas em “Mar adentro” a mudança é irreversível. Castradora. Opções chega a ser um eufemismo para esse personagem. De um jeito ou de outro o filme nos leva a refletir. Reavaliar conceitos. Posturas. Atitudes. E sobretudo, o filme emociona!

O acidente de Ramon…

Pode ser uma viagem minha, mas… Há um detalhe sobre o acidente que eu precisaria revê-lo para talvez tirar essa dúvida. Fatalidades acontecem. Mas alguns imprevistos ao serem analisados mais friamente com o passar de um tempo mostram que foram simplesmente ignorados alguns sinais tanto anteriores, como até durante. Então voltando ao acidente de Ramon. Ele sabia do risco naquele salto. Uma coisa seria mergulhar aproveitando uma maré alta, já que essa leva um tempo maior para baixar. Outra bem diferente é em mergulhar aproveitando uma onda. Já que nesse caso o tempo é mínimo, precisando ficar antenado ao salto.

Daí não sei se a idéia do suicídio, ou mesmo o não ligar para a vida, já estava em seu inconsciente. Sei lá… Uma tristeza profunda já passava por ele. Uma certa apatia com a vida que levava. Era jovem, podia tentar mudar, sair daquela rotina. Teria medo em ousar sair dali? Bem, de qualquer forma, o destino o reteve por ali. Enfim…

Não sei se numa segunda vez, eu irei chorar tanto quanto da primeira. Mas com certeza quero rever esse filme um dia. Eu amei! É emocionante todo o drama de Ramon numa excelente performance de Javier Bardem.

Nota Máxima.

Por: Valéria Miguez (LELLA).

Mar Adentro. Espanha. 2004. Direção: Alejandro Amenábar. Com: Javier Bardem, Belén Rueda, Lola Dueñas, Mabel Rivera, Celso Bugallo, Clara Segura, Joan Damau, Alberto Jiménez . Gênero: Drama, Biografia. Duração: 125 minutos.

Os Sonhos – Ramón Sampedro
Mar adentro, mar adentro,
E na leveza do fundo,
Onde se cumprem os sonhos,
Juntam-se duas vontades
Para cumprir um desejo.
Um beijo incendeia a vida

Com um relâmpago e um trovão,
E em uma metamorfose
Meu corpo já não era meu corpo;
Era como penetrar no centro do universo: O abraço mais pueril,
E o mais puro dos beijos,
Até sermos reduzidos
Em um único desejo: Seu olhar e meu olhar
Como um eco repetindo, sem palavras:
Mais adentro, mais adentro,
Até o mais além do todo
Pelo sangue e pelos ossos. Mas sempre acordo
E sempre quero estar morto
Para seguir com minha boca
Enredada em seus cabelos”.