Curta: Daisy Chain (2015). Dando um “troco” ao Bullying

daisy-chain_curta-de-animacao_bullyingPor Josie Conti.
Daisy Chain” nasceu como uma história de embalar e em três anos tornou-se um dos livros interativos de maior sucesso na Austrália. E também um curta metragem com a narração da atriz Kate Winslet.

O australiano Galvin Scott Davis começou a notar algo diferente no seu filho, Benjamin. Sempre que chegava da escola, o menino ficava mais calado e não tinha a mesma motivação que antes. “Ele estava mais reservado e descobri que tinha sofrido bullying na escola. Não foi um caso muito grave, mas foi suficiente para que perdesse a confiança”, contou ao jornal The Guardian.

daisy-chain_curta-de-animacaoPara reconfortar o filho, Davis decidiu contar-lhe uma história de embalar de alguns dos livros infantis da vasta coleção que tinha em casa, mas não encontrou nenhuma história apropriada para aquele momento. Então, decidiu inventar uma. Assim nasceu a ideia para “Daisy Chain”, um conto sobre uma menina chamada Bree Buttercup, que é perseguida por outras crianças quando tiram uma fotografia dela e a colocam em todas as árvores do parque. É o próprio Benjamin quem ajuda Bree a combatê-los usando uma corrente de margaridas, a sua flor favorita.

Num período de 3 anos, a história deixou o quarto de Benjamin para tornar-se um dos livros interativos com o maior número de downloads na Austrália. Depois, foi feito um curta metragem com a narração da atriz Kate Winslet, que está a ser utilizado por grupos anti-bullying na Austrália, Estados Unidos e Reino Unido para a conscientização das crianças nas escolas.

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Dogville e Confissões de Dogville

Por: Eli@ne L@nger.
DogvilleAdorei Dogville, principalmente porque estimula o espectador a montar seu próprio cenário. Estimula o exercício da função sensação (visão, audição, paladar, tato, olfato) em cada um, deixando a nosso gosto montar o cenário de acordo com as nossas próprias vivências.

O filme pode parecer cansativo àqueles que NÃO exercem este tipo de função, precisando ter tudo ‘de mão beijada’.

O final é surpreendente, na medida em que sugere uma metalinguagem do filme inteiro, estando acima do próprio roteiro: há um roteiro SOBRE o roteiro básico que só se conhece no final.

Sobre o Dogville, eu não comentei sobre o final de propósito – tira a magia do filme, não? Só dá pra comentar com quem já viu… Mais do que a vingança, havia algo já planejado que ficou intrigante: Dogville foi escolhida a dedo pra ser testada; ficou claro que, de perseguida passou a perseguidora, de vítima passou a algoz, como se fosse um Deus determinando o destino de uma vila inteira – uma vez que lhe determinaram que tipo de serventia – digamos assim – ela, Nicole, teria: do luxo em ter uma companheira em todas as famílias ao lixo por ser representante do sexo feminino, do sexo ‘frágil’. Da fragilidade, toma o poder.

Dogville? A vila dos cães? Para cães? São cães, não seres humanos? Cães selvagens? Há um lobo lá, não? O medo do lobo, por que? Medo do seu igual?

Na psicologia analítica de Jung, bem como em algumas visões, sentir antipatia implica em que se é tão igual que não pode haver a convivência

dogville-confessionsUma obra-prima do cinema deve ser registrada para a posteridade. E é exatamente isto que encontraremos no Documentário ‘Confissões de Dogville‘. É uma verdadeira “confissão” dos atores envolvidos na produção deste verdadeiro épico de Lars Von Trier. O DVD traz ainda o trailer do filme e uma entrevista com o renomado diretor.’

Achei muito curiosa esta forma de filmar e dirigir. Os cenários são imaginários! Me senti no teatro e não, na minha cama vendo no DVDPlayer portátil! Soube do documentário antes de ver o filme.

Eu gostei de tudo sobre o Dogville e não acho que comentários do tipo “esperava mais” tenham a ver coisa com coisa. É como esperar que alguém tivesse tido alguma atitude que nem estava nos planos de quem a faria. O documentário foi como foi e assim deve ser visto, sem comentários diletantes, que soam uma arrogância tola.

Pessoalmente, gostei de tudo e sinto ter acrescentado coisas em mim; me tornei fã do Trier, a quem nem conhecia. ‘Os Idiotas’ é o próximo da lista.